Segunda-feira, dia 03 de Setembro de 2012
Segunda-feira da 22ª semana do Tempo Comum
S. Gregório Magno, Papa, Doutor da Igreja, +604
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura : «Não é este o filho de José?»
Leituras
1 Cor. 2,1-5.
Quando fui ter convosco, irmãos, não me apresentei com o prestígio da linguagem ou da sabedoria, para vos anunciar o mistério de Deus.
Julguei não dever saber outra coisa entre vós a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
Estive no meio de vós cheio de fraqueza, de receio e de grande temor.
A minha palavra e a minha pregação nada tinham dos argumentos persuasivos da sabedoria humana, mas eram uma demonstração do poder do Espírito,
para que a vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Salmos 119(118),97.98.99.100.101.102.
Quanto amo, Senhor, a vossa lei.
Quanto amo, Senhor, a tua lei!
Nela medito todos os dias.
Fizeste-me mais sábio do que os meus inimigos,
porque os teus mandamentos estão sempre comigo.
Tornei-me mais sábio do que todos os mestres,
porque medito sempre nos teus preceitos.
Entendo mais do que os anciãos,
porque cumpro as tuas instruções.
Desviei os meus pés de todo o mau caminho
para obedecer às tuas palavras.
Não me tenho desviado das tuas sentenças,
pois és Tu quem me ensina.
Lucas 4,16-30.
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler.
Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito:
«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos,
a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.»
Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»
Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as palavras repletas de graça que saíam da sua boca. Diziam: «Não é este o filho de José?»
Disse-lhes, então: «Certamente, ides citar-me o provérbio: 'Médico, cura-te a ti mesmo.' Tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaúm, fá-lo também aqui na tua terra.»
Acrescentou, depois: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon.
Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.»
Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor.
E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo.
Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Meditações sobre a vida de Cristo; Opera omnia, t. 12, pp. 530ss.
«Não é este o filho de José?»
Parecem ter alcançado o grau mais elevado esses que, com todo o coração e
sem fingimento, são de tal maneira senhores de si, que nada mais procuram
do que ser desprezados, não ser tidos em conta e viver na humildade. [...]
Enquanto não chegardes aí, pensai que nada fizestes. Com efeito, como somos
todos «servos inúteis», nas palavras do Senhor (Lc 17, 10), mesmo que
façamos tudo bem, enquanto não alcançarmos este grau de humildade não
estaremos na verdade, mas estaremos e caminharemos na vaidade. [...]
Sabes também que o Senhor Jesus começou por fazer antes de ensinar. Mais
tarde, haveria de dizer: «Aprendei de Mim que sou manso e humilde de
coração» (Mt 11, 29). E quis praticá-lo realmente, sem fingimento. Fê-lo de
todo o coração, como era manso e humilde de todo o coração e em verdade.
N'Ele não havia dissimulação (cf. 2Cor 1, 19). Estava de tal maneira
mergulhado na humildade, no desprezo e na abjecção, aniquilara-Se de tal
maneira aos olhos de todos, que quando começou a pregar e a anunciar as
maravilhas de Deus, e a fazer milagres e coisas admiráveis, ninguém Lhe
dava valor, antes O desprezavam e troçavam Dele dizendo: «Não é este o
filho do carpinteiro?», e outras coisas parecidas. Assim se cumpre a
palavra de São Paulo: «Aniquilou-Se a Si mesmo, tomando a condição de
servo» (Fil 2, 7), e não apenas de servo comum, pela encarnação, mas de um
servo inútil, através da Sua vida humilde e desprezada.
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domingo, 2 de setembro de 2012
Profecia do Dia
sábado, 1 de setembro de 2012
Profecia do Dia
Domingo, dia 02 de Setembro de 2012
22º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Santa Doroteia, mártir, séc. II
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «É do interior do coração dos homens»: o coração de cada homem é fonte de paz ou de guerra?
Leituras
Deut. 4,1-2.6-8.
Moisés falou ao povo, dizendo: «Agora, Israel, ouve as leis e os preceitos que eu hoje vos ensino. Ponde-os em prática para que vivais e chegueis a possuir a terra que o Senhor, Deus dos vossos pais, vos há-de dar.
Nada acrescentareis ao que hoje vos prescrevo e nada eliminareis, guardando os mandamentos do Senhor, vosso Deus, tal como eu vos prescrevo.
Observai-os e ponde-os em prática, porque isso manifestará a vossa sabedoria e a vossa inteligência aos olhos dos povos que, ao terem conhecimento de todas estas leis, dirão: 'Que povo sábio e inteligente é esta grande nação!'
Com efeito, que grande nação haverá que tenha um deus tão próximo de si como está próximo de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que o invocamos?
E que grande nação haverá, que possua leis e preceitos tão justos como esta lei que eu hoje vos apresento?
Salmos 15(14),2-3a.3cd-4ab.4-5.
Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
Aquele que leva uma vida sem mancha, pratica a justiça
e diz a verdade com todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias
O que não faz mal ao seu próximo,
nem causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível,
mas estima os que temem o Senhor;
aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente.
Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.
Tiago 1,17-18.21b-22.27.
Careíssimos irmãos: Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, no qual não há mudanças nem períodos de sombra.
Por sua livre decisão, nos gerou com a palavra da verdade, para sermos como que as primícias das suas criaturas.
Rejeitai, pois, toda a imundície e todo o vestígio de malícia e recebei com mansidão a Palavra em vós semeada, a qual pode salvar as vossas almas.
Mas tendes de a pôr em prática e não apenas ouvi-la, enganando-vos a vós mesmos.
A religião pura e sem mácula diante daquele que é Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo.
Marcos 7,1-8.14-15.21-23.
Naquele tempo, os fariseus e alguns doutores da Lei vindos de Jerusalém reuniram-se à volta de Jesus,
e viram que vários dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar.
É que os fariseus e todos os judeus em geral não comem sem ter lavado e esfregado bem as mãos, conforme a tradição dos antigos;
ao voltar da praça pública, não comem sem se lavar; e há muitos outros costumes que seguem, por tradição: lavagem das taças, dos jarros e das vasilhas de cobre.
Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e doutores da Lei: «Porque é que os teus discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos impuras?»
Respondeu: «Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
Vazio é o culto que me prestam e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos.
Descurais o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens.»
Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender.
Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro.
Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios,
adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios.
Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
Constituição dogmática sobre a Igreja no mundo de hoje «Gaudium et spes» § 82
«É do interior do coração dos homens»: o coração de cada homem é fonte de paz ou de guerra?
É, portanto, claro, que nos devemos esforçar por todos os meios por
preparar os tempos em que, por comum acordo das nações, se possa interditar
absolutamente qualquer espécie de guerra. [...] E dirijam-se a Deus
instantes preces, para que lhes dê [aos responsáveis políticos] a força
necessária para empreender com perseverança e levar a cabo com fortaleza
esta obra de imenso amor aos homens, que é construir virilmente a paz. Hoje
em dia, isto exige certamente deles que alarguem o espírito para além das
fronteiras da própria nação, deponham o egoísmo nacional e a ambição de
dominar os outros países, fomentem um grande respeito por toda a humanidade
que já avança tão laboriosamente para uma maior unidade. No entanto, evitem
os homens entregar-se apenas aos esforços de alguns, sem se preocuparem com
a própria mentalidade. Pois os governantes, responsáveis pelo bem comum da
própria nação e, ao mesmo tempo, promotores do bem de todo o mundo,
dependem muito das opiniões e sentimentos das populações.
De nada lhes aproveitará dedicarem-se à edificação da paz enquanto os
sentimentos de hostilidade, desprezo e desconfiança, os ódios raciais e os
preconceitos ideológicos dividirem os homens e os opuserem uns aos outros.
Daqui a enorme necessidade duma renovação na educação das mentalidades e na
orientação da opinião pública. Aqueles que se consagram à obra de educação,
sobretudo da juventude, ou que formam a opinião pública, considerem como
gravíssimo dever o procurar formar as mentalidades de todos para novos
sentimentos pacíficos. Todos nós temos, com efeito, de reformar o nosso
coração, com os olhos postos no mundo inteiro e naquelas tarefas que
podemos realizar juntos para o progresso da humanidade.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 01 de Setembro de 2012
Sábado da 21ª semana do Tempo Comum
Santa Beatriz da Silva, virgem, fundadora. +1490, Santo Egídio, abade, séc. VII
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : Fazer frutificar os dons recebidos
Leituras
1 Cor. 1,26-31.
Irmãos: Considerai, pois, a vossa vocação: humanamente falando, não há entre vós muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.
Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte.
O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa.
Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus.
É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e redenção,
a fim de que, como diz a Escritura, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.
Salmos 33(32),12-13.18-19.20-21.
Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança.
Feliz a nação cujo Deus é o Senhor,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Do céu, o Senhor contempla
e vê toda a humanidade;
Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem
para os que esperam na sua bondade
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo de fome.
A nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protector.
N'Ele se alegra o nosso coração
e em seu nome santo confiamos.
Mateus 25,14-30.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem que, ao partir para fora, chamou os servos e confiou-lhes os seus bens.
A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada qual conforme a sua capacidade; e depois partiu.
Aquele que recebeu cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco.
Da mesma forma, aquele que recebeu dois ganhou outros dois.
Mas aquele que apenas recebeu um foi fazer um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
Passado muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e pediu-lhes contas.
Aquele que tinha recebido cinco talentos aproximou-se e entregou-lhe outros cinco, dizendo: 'Senhor, confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei.'
O senhor disse-lhe: 'Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.'
Veio, em seguida, o que tinha recebido dois talentos: 'Senhor, disse ele, confiaste-me dois talentos; aqui estão outros dois que eu ganhei.'
O senhor disse-lhe: 'Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.'
Veio, finalmente, o que tinha recebido um só talento: 'Senhor, disse ele, sempre te conheci como homem duro, que ceifas onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste.
Por isso, com medo, fui esconder o teu talento na terra. Aqui está o que te pertence.'
O senhor respondeu-lhe: 'Servo mau e preguiçoso! Sabias que eu ceifo onde não semeei e recolho onde não espalhei.
Pois bem, devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e, no meu regresso, teria levantado o meu dinheiro com juros.'
Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos.
Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
A esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.'»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus, nº 78, 2-3; PG 58, 713-714
Fazer frutificar os dons recebidos
A parábola dos talentos diz respeito a todos os homens que, em lugar de
ajudarem os seus irmãos com os seus bens, os seus conselhos e outros meios,
só vivem para si próprios. [...] Nesta parábola, Jesus quer revelar-nos a
enorme paciência de Nosso Senhor, mas, quanto a mim, penso que também faz
alusão à ressurreição geral. [...] Antes de mais, os servos que prestam
contas da sua gestão reconhecem, sem hesitações, o que era dom do seu
senhor e o que era fruto da sua gestão. O primeiro diz: «Senhor,
confiaste-me cinco talentos» e o segundo: «Senhor, confiaste-me dois
talentos»; reconhecem assim que foi graças à bondade do seu senhor que
obtiveram o capital que puseram a render em seu proveito. O seu
reconhecimento vai ao ponto de atribuírem todo o mérito e toda a glória do
seu sucesso à confiança do seu senhor. E que responde o senhor? «Muito bem,
servo bom e fiel.» E não é realmente ser bom aplicar-se a fazer o bem aos
seus irmãos? [...] «Entra no gozo do teu senhor»: trata-se da
bem-aventurança da vida eterna.
Mas não foi assim com o mau servo. [...] Qual foi, pois, a resposta do
senhor? «Servo mau e preguiçoso! [...] Devias ter levado o meu dinheiro aos
banqueiros» quer dizer, devias ter falado, exortado, aconselhado os teus
irmãos. Mas, replica talvez o servo, as pessoas poderiam não me escutar. Ao
que o senhor responde: Isso não te diz respeito. [...] Podias, pelo menos
ter depositado esse dinheiro para que eu o recebesse com juros quando
regressasse. Esses juros designam as boas obras que procedem da escuta da
Palavra que devemos anunciar. Devias ter feito a parte mais fácil do
trabalho, deixando a mais difícil a meu cargo. [...] Que significa isto?
Aquele que recebeu, a bem dos outros, a graça da palavra e do ensinamento e
não fez uso deles verá essa graça ser-lhe tirada. Mas aquele que oferece a
graça que recebeu com zelo e sabedoria receberá uma graça ainda mais
abundante.
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