Terça-feira, dia 04 de Setembro de 2012
Terça-feira da 22ª semana do Tempo Comum
Santa Rosa de Viterbo, virgem, +1252, Nossa Senhora Consoladora
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém : «A Vossa palavra omnipotente» (Sb 18,15)
Leituras
1 Cor. 2,10b-16.
Irmãos: O Espírito Santo conhece todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus.
Quem, de entre os homens, conhece o que há no homem, senão o espírito do homem que nele habita? Assim também, as coisas que são de Deus, ninguém as conhece, a não ser o Espírito de Deus.
Quanto a nós, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus, para podermos conhecer os dons da graça de Deus.
E deles não falamos com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito inspira, falando de realidades espirituais em termos espirituais.
O homem terreno não aceita o que vem do Espírito de Deus, pois é uma loucura para ele. Não o pode compreender, pois só de modo espiritual pode ser avaliado.
Pelo contrário, o homem espiritual julga todas as coisas e a ele ninguém o pode julgar.
Pois quem conheceu o pensamento do Senhor, para poder instruí-lo? Mas nós temos o pensamento de Cristo.
Salmos 145(144),8-9.10-11.12-13ab.13cd-14.
O Senhor é justo em todos os seus caminhos.
O Senhor é clemente e compassivo,
é paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas
Graças Vos dêem Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.
Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o mesplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino erterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.
O Senhor é fiel à sua palavra
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor ampara os que vacilam
e levanta todos os oprimidos.
Lucas 4,31-37.
Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaúm, cidade da Galileia, e a todos ensinava ao sábado.
E estavam maravilhados com o seu ensino, porque falava com autoridade.
Encontrava-se na sinagoga um homem que tinha um espírito demoníaco, o qual se pôs a bradar em alta voz:
«Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus!»
Jesus ordenou-lhe: «Cala-te e sai desse homem!» O demónio, arremessando o homem para o meio da assistência, saiu dele sem lhe fazer mal algum.
Dominados pelo espanto, diziam uns aos outros: «Que palavra é esta? Ordena com autoridade e poder aos espíritos malignos, e eles saem!»
A sua fama espalhou-se por todos os lugares daquela região.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequeses baptismais, n°11, 5-10
«A Vossa palavra omnipotente» (Sb 18,15)
Deus é espírito (Jo 5,24), e portanto Aquele que é espírito gerou
espiritualmente [...], por uma criação simples e incompreensível. O próprio
Filho diz do Pai: «O Senhor disse-Me: 'Tu és Meu Filho, hoje mesmo Te
gerei'» (Sl 2,7). Este hoje não é recente, mas eterno; este hoje não é
deste tempo, mas de todos os séculos. «Desde o dia do Teu nascimento
receberás o principado no esplendor sagrado, desde o seio materno, desde a
aurora da Tua infância» (Sl 109,3). Crê pois em Jesus Cristo, Filho do Deus
vivo, mas Filho único como afirma o Evangelho: «Porque Deus amou de tal
modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único, para que todo o que n'Ele crer
não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). [...] São João afirma a
este propósito: «e nós vimos a Sua glória, glória que Lhe vem do Pai, como
Filho único cheio de graça e de verdade» (Jo 1,14).
Os próprios demónios, tremendo à Sua frente, gritavam: «Ah! Que tens que
ver connosco, Jesus de Nazaré? Sei quem Tu és: o Santo de Deus» Ele é
portanto Filho de Deus por natureza e não por adopção, pois nasceu do Pai.
[...] O Pai, Deus verdadeiro, gerou o Filho à Sua semelhança, Deus
verdadeiro. [...] O Pai gerou o Filho de forma diferente de como nos homens
o espírito gera a palavra; pois o espírito subsiste em nós, enquanto a
palavra, uma vez pronunciada, se desvanece. Nós sabemos que Cristo foi
gerado «pela palavra de Deus vivo e eterno» (1Pe 1,23), nascida do Pai
eternamente, de modo inexprimível, da mesma natureza que Ele: «No princípio
existia o Verbo e o Verbo era Deus» (Jo 1,1). Palavra que contém a vontade
do Pai e cria todas as coisas por Sua ordem; Palavra que desce e que volta
(cf Is 55,11), [...] Palavra cheia de autoridade e que tudo rege, porque
Jesus sabia que o Pai depositara nas Suas mãos todas as coisas (cf Jo
13,3).
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Profecia do Dia
domingo, 2 de setembro de 2012
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 03 de Setembro de 2012
Segunda-feira da 22ª semana do Tempo Comum
S. Gregório Magno, Papa, Doutor da Igreja, +604
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura : «Não é este o filho de José?»
Leituras
1 Cor. 2,1-5.
Quando fui ter convosco, irmãos, não me apresentei com o prestígio da linguagem ou da sabedoria, para vos anunciar o mistério de Deus.
Julguei não dever saber outra coisa entre vós a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
Estive no meio de vós cheio de fraqueza, de receio e de grande temor.
A minha palavra e a minha pregação nada tinham dos argumentos persuasivos da sabedoria humana, mas eram uma demonstração do poder do Espírito,
para que a vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Salmos 119(118),97.98.99.100.101.102.
Quanto amo, Senhor, a vossa lei.
Quanto amo, Senhor, a tua lei!
Nela medito todos os dias.
Fizeste-me mais sábio do que os meus inimigos,
porque os teus mandamentos estão sempre comigo.
Tornei-me mais sábio do que todos os mestres,
porque medito sempre nos teus preceitos.
Entendo mais do que os anciãos,
porque cumpro as tuas instruções.
Desviei os meus pés de todo o mau caminho
para obedecer às tuas palavras.
Não me tenho desviado das tuas sentenças,
pois és Tu quem me ensina.
Lucas 4,16-30.
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler.
Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito:
«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos,
a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.»
Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»
Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as palavras repletas de graça que saíam da sua boca. Diziam: «Não é este o filho de José?»
Disse-lhes, então: «Certamente, ides citar-me o provérbio: 'Médico, cura-te a ti mesmo.' Tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaúm, fá-lo também aqui na tua terra.»
Acrescentou, depois: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon.
Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.»
Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor.
E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo.
Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Meditações sobre a vida de Cristo; Opera omnia, t. 12, pp. 530ss.
«Não é este o filho de José?»
Parecem ter alcançado o grau mais elevado esses que, com todo o coração e
sem fingimento, são de tal maneira senhores de si, que nada mais procuram
do que ser desprezados, não ser tidos em conta e viver na humildade. [...]
Enquanto não chegardes aí, pensai que nada fizestes. Com efeito, como somos
todos «servos inúteis», nas palavras do Senhor (Lc 17, 10), mesmo que
façamos tudo bem, enquanto não alcançarmos este grau de humildade não
estaremos na verdade, mas estaremos e caminharemos na vaidade. [...]
Sabes também que o Senhor Jesus começou por fazer antes de ensinar. Mais
tarde, haveria de dizer: «Aprendei de Mim que sou manso e humilde de
coração» (Mt 11, 29). E quis praticá-lo realmente, sem fingimento. Fê-lo de
todo o coração, como era manso e humilde de todo o coração e em verdade.
N'Ele não havia dissimulação (cf. 2Cor 1, 19). Estava de tal maneira
mergulhado na humildade, no desprezo e na abjecção, aniquilara-Se de tal
maneira aos olhos de todos, que quando começou a pregar e a anunciar as
maravilhas de Deus, e a fazer milagres e coisas admiráveis, ninguém Lhe
dava valor, antes O desprezavam e troçavam Dele dizendo: «Não é este o
filho do carpinteiro?», e outras coisas parecidas. Assim se cumpre a
palavra de São Paulo: «Aniquilou-Se a Si mesmo, tomando a condição de
servo» (Fil 2, 7), e não apenas de servo comum, pela encarnação, mas de um
servo inútil, através da Sua vida humilde e desprezada.
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sábado, 1 de setembro de 2012
Profecia do Dia
Domingo, dia 02 de Setembro de 2012
22º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Santa Doroteia, mártir, séc. II
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II : «É do interior do coração dos homens»: o coração de cada homem é fonte de paz ou de guerra?
Leituras
Deut. 4,1-2.6-8.
Moisés falou ao povo, dizendo: «Agora, Israel, ouve as leis e os preceitos que eu hoje vos ensino. Ponde-os em prática para que vivais e chegueis a possuir a terra que o Senhor, Deus dos vossos pais, vos há-de dar.
Nada acrescentareis ao que hoje vos prescrevo e nada eliminareis, guardando os mandamentos do Senhor, vosso Deus, tal como eu vos prescrevo.
Observai-os e ponde-os em prática, porque isso manifestará a vossa sabedoria e a vossa inteligência aos olhos dos povos que, ao terem conhecimento de todas estas leis, dirão: 'Que povo sábio e inteligente é esta grande nação!'
Com efeito, que grande nação haverá que tenha um deus tão próximo de si como está próximo de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que o invocamos?
E que grande nação haverá, que possua leis e preceitos tão justos como esta lei que eu hoje vos apresento?
Salmos 15(14),2-3a.3cd-4ab.4-5.
Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
Aquele que leva uma vida sem mancha, pratica a justiça
e diz a verdade com todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias
O que não faz mal ao seu próximo,
nem causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível,
mas estima os que temem o Senhor;
aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente.
Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.
Tiago 1,17-18.21b-22.27.
Careíssimos irmãos: Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, no qual não há mudanças nem períodos de sombra.
Por sua livre decisão, nos gerou com a palavra da verdade, para sermos como que as primícias das suas criaturas.
Rejeitai, pois, toda a imundície e todo o vestígio de malícia e recebei com mansidão a Palavra em vós semeada, a qual pode salvar as vossas almas.
Mas tendes de a pôr em prática e não apenas ouvi-la, enganando-vos a vós mesmos.
A religião pura e sem mácula diante daquele que é Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo.
Marcos 7,1-8.14-15.21-23.
Naquele tempo, os fariseus e alguns doutores da Lei vindos de Jerusalém reuniram-se à volta de Jesus,
e viram que vários dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar.
É que os fariseus e todos os judeus em geral não comem sem ter lavado e esfregado bem as mãos, conforme a tradição dos antigos;
ao voltar da praça pública, não comem sem se lavar; e há muitos outros costumes que seguem, por tradição: lavagem das taças, dos jarros e das vasilhas de cobre.
Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e doutores da Lei: «Porque é que os teus discípulos não obedecem à tradição dos antigos e tomam alimento com as mãos impuras?»
Respondeu: «Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
Vazio é o culto que me prestam e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos.
Descurais o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens.»
Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender.
Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro.
Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios,
adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios.
Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Concílio Vaticano II
Constituição dogmática sobre a Igreja no mundo de hoje «Gaudium et spes» § 82
«É do interior do coração dos homens»: o coração de cada homem é fonte de paz ou de guerra?
É, portanto, claro, que nos devemos esforçar por todos os meios por
preparar os tempos em que, por comum acordo das nações, se possa interditar
absolutamente qualquer espécie de guerra. [...] E dirijam-se a Deus
instantes preces, para que lhes dê [aos responsáveis políticos] a força
necessária para empreender com perseverança e levar a cabo com fortaleza
esta obra de imenso amor aos homens, que é construir virilmente a paz. Hoje
em dia, isto exige certamente deles que alarguem o espírito para além das
fronteiras da própria nação, deponham o egoísmo nacional e a ambição de
dominar os outros países, fomentem um grande respeito por toda a humanidade
que já avança tão laboriosamente para uma maior unidade. No entanto, evitem
os homens entregar-se apenas aos esforços de alguns, sem se preocuparem com
a própria mentalidade. Pois os governantes, responsáveis pelo bem comum da
própria nação e, ao mesmo tempo, promotores do bem de todo o mundo,
dependem muito das opiniões e sentimentos das populações.
De nada lhes aproveitará dedicarem-se à edificação da paz enquanto os
sentimentos de hostilidade, desprezo e desconfiança, os ódios raciais e os
preconceitos ideológicos dividirem os homens e os opuserem uns aos outros.
Daqui a enorme necessidade duma renovação na educação das mentalidades e na
orientação da opinião pública. Aqueles que se consagram à obra de educação,
sobretudo da juventude, ou que formam a opinião pública, considerem como
gravíssimo dever o procurar formar as mentalidades de todos para novos
sentimentos pacíficos. Todos nós temos, com efeito, de reformar o nosso
coração, com os olhos postos no mundo inteiro e naquelas tarefas que
podemos realizar juntos para o progresso da humanidade.
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