Domingo, dia 23 de Setembro de 2012
25º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Vigésimo Quinto do Tempo Comum (semana I do saltério)
São Pio de Petrelcina (Padre Pio), presbítero, +1968
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Máximo de Turim : «Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»
Leituras
Sab. 2,12.17-20.
Disseram os ímpios: «Armemos laços ao justo porque nos incomoda, e se opõe à nossa forma de actuar. Censura-nos as transgressões da Lei, acusa-nos de sermos infiéis à nossa educação.
Vejamos, pois, se as suas palavras são verdadeiras, e que lhe acontecerá no fim da vida.
Porque, se o justo é filho de Deus, Deus há-de ampará-lo e tirá-lo das mãos dos seus adversários.
Provemo-lo com ultrajes e torturas para avaliar da sua paciência e comprovar a sua resistência.
Condenemo-lo a uma morte infame, pois, segundo ele diz, Deus o protegerá.»
Salmos 54(53),3-4.5.6.8.
O Senhor sustenta a minha vida.
Ó meu Deus, salva-me, pelo teu nome;
pelo teu poder, faz-me justiça!
Ouve, ó Deus, a minha oração,
presta atenção às palavras da minha boca!
Os soberbos levantam se contra mim
e os tiranos procuram tirar me a vida,
sem fazerem nenhum caso de Deus.
Mas Deus é o meu auxílio,
o Senhor é quem conserva a minha vida.
De bom grado, eu te oferecerei sacrifícios
e louvarei o teu nome, Senhor.
Tiago 3,16-18.4,1-3.
Caríssimos: Onde há inveja e espírito faccioso também há perturbação e todo o género de obras más.
Mas a sabedoria que vem do alto é, em primeiro lugar, pura; depois, é pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia;
e é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz.
De onde vêm as guerras e as lutas que há entre vós? Não vêm precisamente das vossas paixões que se servem dos vossos membros para fazer a guerra?
Cobiçais, e nada tendes? Então, matais! Roeis-vos de inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e guerreais-vos! Não tendes, porque não pedis.
Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para satisfazer os vossos prazeres.
Marcos 9,30-37.
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos atravessaram a Galileia, mas Ele não queria que ninguém o soubesse,
porque ia instruindo os seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens que o hão-de matar; mas, três dias depois de ser morto, ressuscitará.»
Mas eles não entendiam esta linguagem e tinham receio de o interrogar.
Chegaram a Cafarnaúm e, quando estavam em casa, Jesus perguntou: «Que discutíeis pelo caminho?»
Ficaram em silêncio porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior.
Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos.»
E, tomando um menino, colocou-o no meio deles, abraçou-o e disse-lhes:
«Quem receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber, não me recebe a mim mas àquele que me enviou.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo
Sermão 58; PL 57, 363
«Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»
Todos nós, cristãos, somos o corpo de Cristo e Seus membros, afirma o
apóstolo Paulo (1Co 12,27). Aquando da ressurreição de Cristo, todos os
Seus membros ressuscitaram com Ele; passando dos infernos para a Terra, Ele
fez-nos passar da morte para a vida. O termo «páscoa» em hebraico significa
passagem ou partida. Ora, este mistério é o da passagem do mal ao bem. E
que passagem! Do pecado para a justiça, do vício para a virtude, da velhice
para a infância. Refiro-me à infância que está ligada à simplicidade e não
à idade. Pois também as virtudes têm a sua idade própria. Ontem a
decrepitude do pecado conduzia-nos ao declínio. Mas a ressurreição de
Cristo faz-nos renascer na inocência das crianças. A simplicidade cristã
torna sua a infância.
A criança não sente rancor, não conhece a fraude, não ousa bater. Assim
sendo, esta criança que é o cristão não se exalta se for insultada, não se
defende se for despojada, não devolve os golpes se lhe baterem. O Senhor
exige mesmo que ela reze pelos seus inimigos, que entregue a túnica e o
casaco aos ladrões e que ofereça a outra face aos que a esbofeteiam (Mt
5,39ss).
A infância de Cristo ultrapassa a infância dos homens. [...] Esta deve a
sua inocência à fraqueza, aquela à virtude. E ela é ainda digna de mais
elogios: o seu ódio ao mal emana da vontade e não da impotência.
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sábado, 22 de setembro de 2012
Profecia do Dia
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 22 de Setembro de 2012
Sábado da 24ª semana do Tempo Comum
S. Maurício e companheiros (soldados romanos), mártires, séc. III
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : O semeador semeia sem contar
Leituras
1 Cor. 15,35-37.42-49.
Irmãos: Alguém poderia perguntar: «Como ressuscitam os mortos? Com que corpo regressam?»
Insensato! O que semeias não volta à vida, se primeiro não morrer.
E o que semeias não é o corpo que há-de vir, mas um simples grão, por exemplo, de trigo ou de qualquer outra espécie.
Assim também acontece com a ressurreição dos mortos: semeado corruptível, o corpo é ressuscitado incorruptível;
semeado na desonra, é ressuscitado na glória; semeado na fraqueza, é ressuscitado cheio de força;
semeado corpo terreno, é ressuscitado corpo espiritual. Se há um corpo terreno, também há um corpo espiritual.
Assim está escrito: o primeiro homem, Adão, foi feito um ser vivente e o último Adão, um espírito que vivifica.
Mas o primeiro não foi o espiritual, mas o terreno; o espiritual vem depois.
O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo vem do céu.
Tal como era o terrestre, assim são também os terrestres; tal como era o celeste, assim são também os celestes.
E assim como trouxemos a imagem do homem da terra, assim levaremos também a imagem do homem celeste.
Salmos 56(55),10-12.13-14.
Caminharei na presença do Senhor.
Vós contastes os passos da minha vida errante
e recolhestes as minhas lágrimas.
No dia em que eu te invocar, os meus inimigos hão-de retroceder;
então ficarei a saber que Deus está por mim.
Celebro a palavra de Deus,
celebro a promessa do Senhor.
Em Deus confio, nada temo:
que mal me poderão fazer os homens?
Oferecer-vos-ei sacrifícios de acção de graças,
porque salvaste da morte a minha vida,
e os meus pés, da queda,
para andar na presença de Deus,
Lucas 8,4-15.
Naquele tempo, como estivesse reunida uma grande multidão, e de todas as cidades viessem ter com Ele, disse esta parábola:
«Saiu o semeador para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as aves do céu comeram-na.
Outra caiu sobre a rocha e, depois de ter germinado, secou por falta de humidade.
Outra caiu no meio de espinhos, e os espinhos, crescendo com ela, sufocaram-na.
Uma outra caiu em boa terra e, uma vez nascida, deu fruto centuplicado.» Dizendo isto, clamava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»
Os discípulos perguntaram-lhe o significado desta parábola.
Disse-lhes: «A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus; mas aos outros fala-se-lhes em parábolas, a fim de que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam.»
«O significado da parábola é este: a semente é a Palavra de Deus.
Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas em seguida vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não se salvarem, acreditando.
Os que estão sobre a rocha são os que, ao ouvirem, recebem a palavra com alegria; mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se na hora da provação.
A que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, indo pelo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, pela riqueza, pelos prazeres da vida e não chegam a dar fruto.
E a que caiu em terra boa são aqueles que, tendo ouvido a palavra, com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
O semeador semeia sem contar
Se hoje não tiver persuadido o meu auditório, talvez o venha a fazer
amanhã, daqui a três ou quatro dias, ou até mais tarde. O pescador que
inutilmente tenha lançado as redes o dia todo, à noitinha, antes mesmo de
partir, por vezes apanha o peixe que não conseguiu apanhar durante o dia.
E, mesmo que não obtenha boas colheitas durante vários anos, o agricultor
não deixa de trabalhar a terra, porque acontece amiúde num só ano conseguir
suplantar com abundância todas as perdas anteriores.
Deus não nos pede para sermos bem-sucedidos, mas para sermos trabalhadores,
e o nosso trabalho não será menos recompensado só porque ninguém nos
escuta. [...] Cristo sabia muito bem que Judas não converteria e, no
entanto, tentou convertê-lo até ao fim, censurando-lhe a sua falta nos mais
tocantes termos: «Amigo, a que vieste!» (Mt 26,50 [Vulgata]); ora, se
Cristo, modelo dos pastores, trabalhou até ao fim na conversão dum homem
desesperado, o que não devemos nós fazer por aqueles nos quais nos é pedido
que ponhamos sempre a nossa esperança?
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 21 de Setembro de 2012
S. Mateus, Apóstolo e Evangelista Festa
S. Mateus, apóstolo e evangelista
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Prefiro a misericórdia»
Leituras
Efésios 4,1-7.11-13.
Irmãos: Eu, o prisioneiro no Senhor, exorto-vos, pois, a que procedais de um modo digno do chamamento que recebestes;
com toda a humildade e mansidão, com paciência: suportando-vos uns aos outros no amor,
esforçando-vos por manter a unidade do Espírito, mediante o vínculo da paz.
Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a uma só esperança;
um só Senhor, uma só fé, um só baptismo;
um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos.
Mas, a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo.
E foi Ele que a alguns constituiu como Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres,
em ordem a preparar os santos para uma actividade de serviço, para a construção do Corpo de Cristo,
até que cheguemos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem adulto, à medida completa da plenitude de Cristo.
Salmos 19(18),2-3.4-5.
A sua mensagem ressoou por toda a terra.
Os céus proclamam a glória de Deus
e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Um dia passa ao outro esta mensagem
e uma noite dá conhecimento à outra noite.
Não são palavras nem discursos
cujo sentido se não perceba.
O seu eco ressoou por toda a terra,
e a sua palavra, até aos confins do mundo.
Mateus 9,9-13.
Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou se e seguiu-o.
Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos.
Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: «Porque é que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores?»
Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.
Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Comentário sobre a primeira carta de João, § 8,10
«Prefiro a misericórdia»
Ao amar o teu inimigo, desejas que ele seja para ti um irmão. Não amas o
que ele é, mas aquilo em que queres que ele se torne. Imaginemos um pedaço
de madeira de carvalho em bruto. Um artesão hábil vê essa madeira, cortada
na floresta; a madeira agrada-lhe; não sei o que ele quer fazer dela, mas
não é para a deixar como está que o artista gosta dela. A sua arte faz com
que veja em que é que se pode transformar essa madeira; o seu amor não é
dirigido à madeira em bruto; ele ama o que fará com ela e não a madeira em
bruto.
Foi assim que Deus nos amou quando éramos pecadores. Na verdade, Ele disse:
«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes».
Ter-nos-ia Ele amado pecadores para que permanecêssemos pecadores? O
Artesão viu-nos como um pedaço de madeira em bruto, vindo da floresta, e o
que tinha em vista era a obra que nela faria, não a madeira em si, nem a
floresta.
Contigo passa-se a mesma coisa: vês o teu inimigo opor-se-te, encher-te de
palavras mordazes, tornar-se rude nas afrontas que te faz, perseguir-te com
o seu ódio. Mas tu estás atento ao facto de ele ser um homem. Vês tudo o
que esse homem fez contra ti, mas também vês nele aquilo que foi feito por
Deus. Aquilo que ele é, enquanto homem, é obra de Deus; o ódio que te tem é
obra dele. E que dizes tu para contigo? «Senhor sê benevolente para com
ele, perdoa-lhe os pecados, inspira-lhe o Teu temor, converte-o.» Não amas
nesse homem aquilo que ele é, mas aquilo que queres que ele venha a ser.
Assim, quando amas um inimigo, amas nele um irmão.
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