domingo, 23 de setembro de 2012

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 24 de Setembro de 2012
Segunda-feira da 25ª semana do Tempo Comum

Nossa Senhora das Mercês,  S. Vicente Maria Strambi, bispo, +1824,  Beata Rita Amada de Jesus, religiosa, fundadora, +1913



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beata Teresa de Calcutá : «Prestai atenção ao modo como escutais»

Leituras

Prov. 3,27-34.


Meu filho: Não negues um benefício a quem dele precisa, se estiver nas tuas mãos poder concedê-lo.
Não digas ao teu próximo: «Vai, e volta depois, amanhã te darei», quando o puderes logo atender.
Não maquines o mal contra teu próximo, quando ele deposita confiança em ti.
Não litigues contra ninguém, sem motivo, quando não te fez mal algum.
Não invejes o homem violento, nem adoptes o seu procedimento,
porque o Senhor abomina o homem perverso, mas reserva para os rectos a sua intimidade.
A maldição do Senhor cai sobre a casa do ímpio, mas Ele abençoa a morada dos justos.
Ele escarnece dos escarnecedores, mas concede a sua graça aos humildes.


Salmos 15(14),2-3ab.3cd-4ab.5.


O justo habitará, Senhor, no vosso santuário.

Aquele que leva uma vida sem mancha,  pratica a justiça
e diz a verdade com todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias

O que não faz mal ao seu próximo,
nem causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível,
mas estima os que temem o Senhor;

Aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente.
Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.








Lucas 8,16-18.


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso ou para a esconder debaixo da cama; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles que entram.
Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que não se saiba e venha à luz.
Vede, pois, como ouvis, porque àquele que tiver, ser-lhe-á dado; mas àquele que não tiver, ser-lhe-á tirado mesmo o que julga possuir.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«No Greater Love»

«Prestai atenção ao modo como escutais»

Escuta em silêncio. Quando o teu coração transborda com um milhão de
coisas, não consegues ouvir a voz de Deus. Mas, assim que te pões à escuta
da voz de Deus no teu coração pacificado, ele enche-se de Deus. Isso requer
muitos sacrifícios, mas se temos realmente o desejo de rezar, se queremos
rezar, temos de dar este passo. Trata-se apenas do primeiro passo, mas se
não o dermos com determinação, nunca alcançaremos a última etapa, a
presença de Deus.


É por isso que a aprendizagem deve ser feita desde o início: escutar a voz
de Deus no nosso coração; e Deus põe-Se a falar no silêncio do coração.
Depois, da plenitude do coração sobe o que a boca deve dizer. Aí opera-se a
fusão. No silêncio do coração, Deus fala e tu só tens de escutar. Depois,
da plenitude do teu coração que se encontra repleto de Deus, repleto de
amor, repleto de compaixão, repleto de fé, a tua boca falará.


Lembra-te, antes de falares, que é necessário escutar e só então, das
profundezas de um coração aberto, podes falar e Deus ouvir-te-á.




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org


sábado, 22 de setembro de 2012

Profecia do Dia

Domingo, dia 23 de Setembro de 2012
25º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Vigésimo Quinto do Tempo Comum (semana I do saltério)
São Pio de Petrelcina (Padre Pio), presbítero, +1968



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Máximo de Turim : «Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»

Leituras

Sab. 2,12.17-20.


Disseram os ímpios: «Armemos laços ao justo porque nos incomoda, e se opõe à nossa forma de actuar. Censura-nos as transgressões da Lei, acusa-nos de sermos infiéis à nossa educação.
Vejamos, pois, se as suas palavras são verdadeiras, e que lhe acontecerá no fim da vida.
Porque, se o justo é filho de Deus, Deus há-de ampará-lo e tirá-lo das mãos dos seus adversários.
Provemo-lo com ultrajes e torturas para avaliar da sua paciência e comprovar a sua resistência.
Condenemo-lo a uma morte infame, pois, segundo ele diz, Deus o protegerá.»


Salmos 54(53),3-4.5.6.8.


O Senhor sustenta a minha vida.

Ó meu Deus, salva-me, pelo teu nome;
pelo teu poder, faz-me justiça!
Ouve, ó Deus, a minha oração,
presta atenção às palavras da minha boca!

Os soberbos levantam se contra mim
e os tiranos procuram tirar me a vida,
sem fazerem nenhum caso de Deus.
Mas Deus é o meu auxílio,
o Senhor é quem conserva a minha vida.
De bom grado, eu te oferecerei sacrifícios
e louvarei o teu nome, Senhor.




Tiago 3,16-18.4,1-3.


Caríssimos: Onde há inveja e espírito faccioso também há perturbação e todo o género de obras más.
Mas a sabedoria que vem do alto é, em primeiro lugar, pura; depois, é pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia;
e é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz.
De onde vêm as guerras e as lutas que há entre vós? Não vêm precisamente das vossas paixões que se servem dos vossos membros para fazer a guerra?
Cobiçais, e nada tendes? Então, matais! Roeis-vos de inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e guerreais-vos! Não tendes, porque não pedis.
Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para satisfazer os vossos prazeres.


Marcos 9,30-37.


Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos  atravessaram a Galileia, mas Ele não queria que ninguém o soubesse,
porque ia instruindo os seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens que o hão-de matar; mas, três dias depois de ser morto, ressuscitará.»
Mas eles não entendiam esta linguagem e tinham receio de o interrogar.
Chegaram a Cafarnaúm e, quando estavam em casa, Jesus perguntou: «Que discutíeis pelo caminho?»
Ficaram em silêncio porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior.
Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos.»
E, tomando um menino, colocou-o no meio deles, abraçou-o e disse-lhes:
«Quem receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber, não me recebe a mim mas àquele que me enviou.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo
Sermão 58; PL 57, 363

«Quem receber um destes meninos em Meu nome é a Mim que recebe»

Todos nós, cristãos, somos o corpo de Cristo e Seus membros, afirma o
apóstolo Paulo (1Co 12,27). Aquando da ressurreição de Cristo, todos os
Seus membros ressuscitaram com Ele; passando dos infernos para a Terra, Ele
fez-nos passar da morte para a vida. O termo «páscoa» em hebraico significa
passagem ou partida. Ora, este mistério é o da passagem do mal ao bem. E
que passagem! Do pecado para a justiça, do vício para a virtude, da velhice
para a infância. Refiro-me à infância que está ligada à simplicidade e não
à idade. Pois também as virtudes têm a sua idade própria. Ontem a
decrepitude do pecado conduzia-nos ao declínio. Mas a ressurreição de
Cristo faz-nos renascer na inocência das crianças. A simplicidade cristã
torna sua a infância.


A criança não sente rancor, não conhece a fraude, não ousa bater. Assim
sendo, esta criança que é o cristão não se exalta se for insultada, não se
defende se for despojada, não devolve os golpes se lhe baterem. O Senhor
exige mesmo que ela reze pelos seus inimigos, que entregue a túnica e o
casaco aos ladrões e que ofereça a outra face aos que a esbofeteiam (Mt
5,39ss).


A infância de Cristo ultrapassa a infância dos homens. [...] Esta deve a
sua inocência à fraqueza, aquela à virtude. E ela é ainda digna de mais
elogios: o seu ódio ao mal emana da vontade e não da impotência.




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Profecia do Dia

Sabado, dia 22 de Setembro de 2012
Sábado da 24ª semana do Tempo Comum

S. Maurício e companheiros (soldados romanos), mártires, séc. III



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : O semeador semeia sem contar

Leituras

1 Cor. 15,35-37.42-49.


Irmãos: Alguém poderia perguntar: «Como ressuscitam os mortos? Com que corpo regressam?»
Insensato! O que semeias não volta à vida, se primeiro não morrer.
E o que semeias não é o corpo que há-de vir, mas um simples grão, por exemplo, de trigo ou de qualquer outra espécie.
Assim também acontece com a ressurreição dos mortos: semeado corruptível, o corpo é ressuscitado incorruptível;
semeado na desonra, é ressuscitado na glória; semeado na fraqueza, é ressuscitado cheio de força;
semeado corpo terreno, é ressuscitado corpo espiritual. Se há um corpo terreno, também há um corpo espiritual.
Assim está escrito: o primeiro homem, Adão, foi feito um ser vivente e o último Adão, um espírito que vivifica.
Mas o primeiro não foi o espiritual, mas o terreno; o espiritual vem depois.
O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo vem do céu.
Tal como era o terrestre, assim são também os terrestres; tal como era o celeste, assim são também os celestes.
E assim como trouxemos a imagem do homem da terra, assim levaremos também a imagem do homem celeste.


Salmos 56(55),10-12.13-14.


Caminharei na presença do Senhor.

Vós contastes os passos da minha vida errante
e recolhestes as minhas lágrimas.
No dia em que eu te invocar, os meus inimigos hão-de retroceder;
então ficarei a saber que Deus está por mim.

Celebro a palavra de Deus,
celebro a promessa do Senhor.
Em Deus confio, nada temo:
que mal me poderão fazer os homens?

Oferecer-vos-ei sacrifícios de acção de graças,
porque salvaste da morte a minha vida,
e os meus pés, da queda,
para andar na presença de Deus,




Lucas 8,4-15.


Naquele tempo, como estivesse reunida uma grande multidão, e de todas as cidades viessem ter com Ele, disse esta parábola:
«Saiu o semeador para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as aves do céu comeram-na.
Outra caiu sobre a rocha e, depois de ter germinado, secou por falta de humidade.
Outra caiu no meio de espinhos, e os espinhos, crescendo com ela, sufocaram-na.
Uma outra caiu em boa terra e, uma vez nascida, deu fruto centuplicado.» Dizendo isto, clamava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»
Os discípulos perguntaram-lhe o significado desta parábola.
Disse-lhes: «A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus; mas aos outros fala-se-lhes em parábolas, a fim de que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam.»
«O significado da parábola é este: a semente é a Palavra de Deus.
Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas em seguida vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não se salvarem, acreditando.
Os que estão sobre a rocha são os que, ao ouvirem, recebem a palavra com alegria; mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se na hora da provação.
A que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, indo pelo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, pela riqueza, pelos prazeres da vida e não chegam a dar fruto.
E a que caiu em terra boa são aqueles que, tendo ouvido a palavra, com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja


O semeador semeia sem contar

Se hoje não tiver persuadido o meu auditório, talvez o venha a fazer
amanhã, daqui a três ou quatro dias, ou até mais tarde. O pescador que
inutilmente tenha lançado as redes o dia todo, à noitinha, antes mesmo de
partir, por vezes apanha o peixe que não conseguiu apanhar durante o dia.
E, mesmo que não obtenha boas colheitas durante vários anos, o agricultor
não deixa de trabalhar a terra, porque acontece amiúde num só ano conseguir
suplantar com abundância todas as perdas anteriores.


Deus não nos pede para sermos bem-sucedidos, mas para sermos trabalhadores,
e o nosso trabalho não será menos recompensado só porque ninguém nos
escuta. [...] Cristo sabia muito bem que Judas não converteria e, no
entanto, tentou convertê-lo até ao fim, censurando-lhe a sua falta nos mais
tocantes termos: «Amigo, a que vieste!» (Mt 26,50 [Vulgata]); ora, se
Cristo, modelo dos pastores, trabalhou até ao fim na conversão dum homem
desesperado, o que não devemos nós fazer por aqueles nos quais nos é pedido
que ponhamos sempre a nossa esperança?




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org