segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 20 de Novembro de 2012
Terça-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Santo Edmundo, rei, mártir, +870



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gregório de Narek : «Desce depressa»

Leituras

Apoc. 3,1-6.14-22.


Eu, João, ouvi o Senhor que me dizia:«Ao anjo da igreja de Sardes, escreve: "Eis o que  diz Aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: 'Conheço as tuas obras; tens fama de estar vivo, mas estás morto.
Sê vigilante e fortifica aquilo que está a morrer, pois não encontrei perfeitas as tuas obras, diante do meu Deus.
Recorda, portanto, o que recebeste e ouviste. Guarda-o e arrepende-te. Pois se não estiveres vigilante, virei como um ladrão, sem que saibas a que hora virei ter contigo.
No entanto, tens em Sardes algumas pessoas que não mancharam as suas vestes; esses caminharão comigo, vestidos de branco, pois são dignos disso.
Assim, o que vencer andará vestido com vestes brancas e não apagarei o seu nome do livro da Vida, mas o darei a conhecer diante de meu Pai e dos seus anjos.'
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.»
Ao anjo da igreja de Laodiceia, escreve: «Isto diz o Ámen, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da Criação de Deus:
'Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente.
Assim, porque és morno – e não és frio nem quente – vou vomitar-te da minha boca.
Porque dizes: 'Sou rico, enriqueci e nada me falta' – e não te dás conta de que és um infeliz, um miserável, um pobre, um cego, um nu –
aconselho-te a que me compres ouro purificado no fogo, para enriqueceres, vestes brancas para te vestires, a fim de não aparecer a vergonha da tua nudez e, finalmente, o colírio para ungir os teus olhos e recobrares a vista.
Aos que amo, eu os repreendo e castigo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.
Olha que Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo.'
Ao que vencer, farei que se sente comigo no meu trono, assim como Eu venci e estou sentado com meu Pai, no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.»


Salmos 15(14),2-3ab.3cd-4ab.5.


O Senhor me sustenta e ampara.

Senhor, são tantos os meus inimigos,
tão numerosos os que se levantam contra mim!
Muitos são os que dizem a meu respeito:
«Deus não o vai salvar.»

Vós, porém, Senhor, sois o meu protector,
a minha glória e Aquele que me sustenta.
Em altos brados clamei ao Senhor,
Ele respondeu-me da sua montanha sagrada.
Deito-me e adormeço, e me levanto:
sempre o senhor me ampara.
Não temo a multidão,
que de todos os largos me cerca.







Lucas 19,1-10.


Naquele tempo, Jesus entrou Jericó e começou a atravessar a cidade.
Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos.
Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.
Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali.
Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.»
Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria.
Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador.
Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.»
Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão;
pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Gregório de Narek (c. 944-c. 1010), monge e poeta arménio
Jesus, Filho único do Pai, 668-673; SC 203

«Desce depressa»


Não me ergui desta terra miserável,
Como Zaqueu, o publicano,
Montado em alta árvore de sabedoria
Para Te contemplar na Tua divindade.


A pequena estatura do homem espiritual que há em mim
Não cresceu por boas obras:
Ao contrário, foi sempre diminuindo
Até me fazer voltar a beber leite, como criança (cf 1Co 3,2).


Pegando às avessas na parábola,
Direi que subi à árvore da sensualidade
Por amor às coisas de agradável gosto deste mundo,
Tal outro Zaqueu montado em diversa figueira.


Com Tuas poderosas palavras,
Faz-me daí descer depressa, como fizeste a ele;
Vem-Te abrigar na casa da minha alma,
E, conTigo, o Pai e o Santo Espírito.


Faz que este corpo que tanto mal causou à minh'alma
Lhe dê o quádruplo em serviço
E metade de seus bens
A este meu empobrecido livre arbítrio.


A fim de que, segundo as palavras de salvação que dirigiste a Zaqueu,
Também eu seja digno de ouvir a Tua voz,
Pois também eu sou filho de Abraão,
E sigo a fé do nosso patriarca.




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domingo, 18 de novembro de 2012

Profecia do Dia

Segunda-feira, dia 19 de Novembro de 2012
Segunda-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Santa Matilde de Hackeborn, monja, +1298,  S. Roque Gonzales e comp., mártires, +1628



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Simeão o Novo Teólogo : A luz que me leva pela mão

Leituras

Apoc. 1,1-4.2,1-5a.


Revelação de Jesus Cristo. Deus encarregou-O de manifestar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer e que Ele comunicou pelo anjo que enviou ao seu servo João,
o qual atesta que tudo o que viu é Palavra de Deus e testemunho de Jesus Cristo.
Feliz o que lê e os que escutam a mensagem desta profecia e põem em prática o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.
João saúda as sete igrejas da província da Ásia: graça e paz da parte daquele que é, que era e que há-de vir, da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono
Ao anjo da igreja de Éfeso, escreve: «Isto diz o que tem na mão direita as sete estrelas, o que caminha no meio dos sete candelabros de ouro:
'Conheço as tuas obras, as tuas fadigas e a tua constância. Sei também que não podes tolerar os malvados e que puseste à prova os que se dizem apóstolos – mas não o são – e os achaste mentirosos;
tens constância, sofreste por causa de mim e não perdeste a coragem.
No entanto, tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primitivo amor.
Lembra-te, pois, donde caíste, arrepende-te e torna a proceder como ao princípio. Se não procederes assim e não te arrependeres, Eu virei ter contigo e retirarei o teu candelabro do seu lugar.


Salmos 1,1-2.3.4.6.


Ao vencedor darei a comer da árvore da vida.

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,  
antes põe o seu enlevo na lei do Senhor
e nela medita dia e noite.

É como a árvore plantada à beira da água corrente:
dá fruto na estação própria
e a sua folhagem não murcha;
em tudo o que faz é bem sucedido.

Mas os ímpios não são assim!
São como a palha que o vento leva.
O Senhor conhece o caminho dos justos,
mas o caminho dos ímpios conduz à perdição.




Lucas 18,35-43.


Naqule tempo, quando Jesus Se aproximava de Jericó, estava um cego sentado a pedir esmola à beira do caminho.
Ouvindo a multidão que passava, perguntou o que era aquilo.
Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que ia a passar.
Então, bradou: «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim!»
Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Quando o cego se aproximou, perguntou-lhe:
«Que queres que te faça?» Respondeu: «Senhor, que eu veja!»
Jesus disse-lhe: «Vê. A tua fé te salvou.»
Naquele mesmo instante, recobrou a vista e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas
Hino 18; SC 174

A luz que me leva pela mão

Nós conhecemos o amor que Tu nos deste, um amor sem limite, inexprimível,
que nada pode conter; ele é luz, luz inacessível, luz que age em tudo.
[...] Na verdade, o que não faz essa luz e o que não é? Ela é encanto e
alegria, doçura e paz, misericórdia sem fim, abismo de compaixão. Quando a
possuo, não dou por ela; só a vejo quando ela parte; precipito-me para a
agarrar e ela desaparece. Não sei que fazer e esgoto as minhas forças.
Aprendo a pedir e a procurar com lágrimas e com grande humildade, e a não
considerar possível o que ultrapassa a natureza, nem como resultado do meu
poder ou do esforço humano o que vem da compaixão de Deus e da Sua infinita
misericórdia. [...]


Essa luz leva-nos pela mão, fortifica-nos, ensina-nos, mostra-se e depois
foge quando temos necessidade dela. Não é quando nós a queremos — isso
pertence aos perfeitos —, mas é quando estamos em trabalhos e completamente
exaustos que ela vem em nosso socorro. Ela aparece de longe e consigo
senti-la no meu coração. Grito até ficar estrangulado de tanto querer
agarrá-la, mas tudo é noite e as minhas pobres mãos estão vazias. Esqueço
tudo, sento-me e choro, desesperando de a tornar a ver assim mais uma vez.
Quando já chorei muito e consinto em parar, então, vindo misteriosamente,
ela toma a minha cabeça e eu desfaço-me em lágrimas sem saber quem está
aqui a iluminar o meu espirito com uma luz tão doce.




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sábado, 17 de novembro de 2012

Profecia do Dia

Domingo, dia 18 de Novembro de 2012
33º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo,  Beato Domingos Jorge, leigo, mártir, +1619



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes : «Então, verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens com grande poder e glória»

Leituras

Dan. 12,1-3.


«Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande príncipe dos anjos, que protege os filhos do teu povo. Será este um período de angústia tal, que não terá havido outro semelhante desde que existem nações até àquele tempo. Ora, entre a população do teu povo, serão salvos todos os que se encontraram inscritos no livro.
Muitos dos que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para a ignomínia, para a reprovação eterna.
Os que tiverem sido sensatos resplandecerão como a luminosidade do firmamento, e os que tiverem levado muitos aos caminhos da justiça brilharão como estrelas com um esplendor eterno.


Salmos 16(15),5.8.9-10.11.


Defendei-me Senhor: Vós sois o meu refúgio.

Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas vossas mãos o meu destino.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso, o meu coração se alegra e a minha alma exulta
e o meu corpo repousará em segurança.
Pois Tu não me entregarás à morada dos mortos,
nem deixarás o teu fiel conhecer a sepultura.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.




Heb. 10,11-14.18.


Todo o sacerdote da antiga aliança se apresenta diariamente para oferecer o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem apagar os pecados.
Cristo, porém, depois de oferecer pelos pecados um único sacrifício, sentou-se para sempre à direita de Deus,
esperando, por último, que os seus inimigos sejam postos como estrado dos seus pés.
De facto, com uma só oferta, Ele tornou perfeitos para sempre os que são santificados.
Ora, onde há perdão dos pecados, já não há necessidade de oferenda pelos pecados.


Marcos 13,24-32.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:«Mas nesses dias, depois daquela aflição, o Sol vai escurecer-se e a Lua não dará a sua claridade,
as estrelas cairão do céu e as forças que estão no céu serão abaladas.
Então, verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens com grande poder e glória.
Ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu.»
«Aprendei, pois, a parábola da figueira. Quando já os seus ramos estão tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo.
Assim, também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas.
Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.
O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
Quanto a esse dia ou a essa hora, ninguém os conhece: nem os anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
Homilias sobre o Livro de Josué, 16, 3

«Então, verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens com grande poder e glória»


«[O Senhor disse a Josué:] Há ainda muita terra por conquistar» (Js 13,1).
[...] Considerai a primeira vinda de Nosso Senhor, o Salvador, quando veio
semear a Palavra a este mundo; pela simples força da Sua sementeira,
apoderou-Se de toda a terra, pondo em fuga as potências adversas e os anjos
rebeldes que dominavam o espírito das nações, ao mesmo tempo que semeava a
Sua Palavra e expandia a Sua Igreja. Assim foi a Sua primeira tomada de
posse de toda a terra.


Segui-me agora [...] pelas veredas subtis da Escritura e mostrar-vos-ei em
que consiste a segunda conquista de uma terra da qual foi dito a
Josué/Jesus que restava ainda grande parte. Escutai as palavras de Paulo:
«É necessário que Ele reine até que tenha feito de todos os inimigos um
estrado para os seus pés» (1Cor 15,25; Sl 109 [110], 1). Essa é a terra da
qual restava grande parte até que todos fossem submetidos a Seus pés e
desse modo Ele tomasse para Si todos os povos como herança. [...] Naquilo
que a nós agora diz respeito, vemos que muitas coisas que «restaram» não
estão ainda submetidas aos pés de Jesus; ora, é preciso que Ele entre na
posse de todas, uma vez que não poderá haver fim do mundo sem que tudo Lhe
tenha sido submetido. Assim diz o Profeta: «Todas as nações Lhe serão
submetidas, das extremidades dos rios até às extremidades da terra, e
diante d'Ele se prostrarão os etíopes» (Sl 71 [72], 8-9, LXX) e «Do outro
lado dos rios da Etiópia hão-de trazer-Lhe ofertas» (Sf 3,10).


Daqui resulta que, na Sua segunda vinda, Jesus dominará esta terra da qual
muito resta por possuir. Mas bem-aventurados aqueles que tiverem sido Seus
súbditos desde a primeira, pois serão verdadeiramente cumulados de favores,
mau grado a resistência de tantos inimigos e os ataques de tantos
adversários. Receberão [...] a sua parte da Terra Prometida. Mas, assim que
pela força for conseguida a submissão, no dia em que necessariamente for
destruído o último inimigo que é a morte (1Cor 15,26), não haverá quaisquer
favores para aqueles que recusarem submeter-se-Lhe.




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