Sexta-feira, dia 23 de Novembro de 2012
Sexta-feira da 33ª semana do Tempo Comum
S.Clemente I, papa, mártir, +102, S. Columbano, abade, +615
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Missal Romano : «A Minha casa será uma casa de oração» (Is 56,7)
Leituras
Apoc. 10,8-11.
A voz do céu, que eu, João, tinha ouvido antes, falou-me de novo: «Vai, toma o livro aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e sobre a terra.»
Aproximei-me do anjo e pedi-lhe para me entregar o livrinho. Ele disse-me: «Toma e come-o. Ele vai amargar-te nas entranhas, mas, na tua boca, será doce como mel.»
Tomei o livrinho das mãos do anjo e comi-o: na minha boca era doce como mel; mas, depois de o comer, as minhas entranhas encheram-se de amargura.
Depois, disseram-me: «É necessário que continues a profetizar contra muitos povos, nações, línguas e reinos.»
Salmos 119(118),14.24.72.103.111.131.
As vossas palavras, Senhor, são mais doces que o mel.
Não há maior riqueza para mim, Senhor,
do que seguir a vossa vontade.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros.
Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em ouro e prata.
Como são doces ao meu paladar as vossas palavras,
mais que o mel para a minha boca.
As vossas ordens são a minha herança eterna,
são a alegria do meu coração.
Eu abro a minha boca e aspiro,
porque estou ávido dos vossos mandamentos.
Lucas 19,45-48.
Naquele tempo, Jesus entrou no templo e começou a expulsar os vendedores.
E dizia-lhes: «Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»
Ensinava todos os dias no templo, e os sumos sacerdotes e os doutores da Lei, assim como os chefes do povo, procuravam matá-lo.
Não sabiam, porém, como proceder, pois todo o povo, ao ouvi-lo, ficava suspenso dos seus lábios.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Missal Romano
Prefácio da Dedicação de uma igreja
«A Minha casa será uma casa de oração» (Is 56,7)
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso
dever, é nossa salvação dar-Vos graças sempre e em toda a parte, por
Cristo, Nosso Senhor.Nesta casa visível, que nos destes a graça de
construir, incessantemente concedeis os Vossos favores à Vossa família que,
neste lugar, peregrina para Vós. Aqui nos dais o sinal admirável da Vossa
comunhão connosco, e nos fazeis participar no mistério da Vossa aliança;
aqui edificais o Vosso templo, que somos nós, e fazeis crescer a Igreja,
presente em toda a terra, na unidade do Corpo do Senhor, que um dia
tornareis perfeita na visão de paz da celeste cidade de Jerusalém.Por isso,
com os anjos e os santos, nós Vos louvamos no tempo da Vossa glória, e Vos
bendizemos e glorificamos, cantando a uma só voz:Santo, santo, santo...
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Profecia do Dia
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 22 de Novembro de 2012
Quinta-feira da 33ª semana do Tempo Comum
Santa Cecília, virgem, mártir, séc. III ou IV
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Isaac : Chorando com Cristo
Leituras
Apoc. 5,1-10.
Eu, João, vi na mão direita d'Aquele que estava sentado no trono um livro escrito nas duas faces e selado com sete selos.
Vi também um anjo forte que clamava com voz potente: «Quem é digno de abrir o livro e de quebrar os selos?»
Mas ninguém, nem no céu nem na terra, nem debaixo da terra era capaz de abrir o livro nem de olhar para ele.
E eu chorava copiosamente porque não fora encontrado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele.
Então, um dos anciãos disse-me: «Não chores. Porque venceu o Leão da tribo de Judá, o rebento da dinastia de David; Ele abrirá o livro e os seus sete selos.»
Depois olhei e vi no meio do trono e dos quatro seres viventes e no meio dos anciãos, um Cordeiro. Estava de pé, mas parecia ter sido imolado. Tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.
Depois, o Cordeiro aproximou-se e recebeu o livro da mão direita do que estava sentado no trono.
E, quando Ele recebeu o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
E cantavam um cântico novo, dizendo: «Tu és digno de receber o livro e de abrir os selos; porque foste morto e, com teu sangue, resgataste para Deus, homens de todas as tribos, línguas, povos e nações;
e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus; e reinarão sobre a terra.»
Salmos 149(148),1-2.3-4.5-6a.9b.
Fizestes de nós, para Deus, um reino de sacerdotes.
Cantai ao Senhor um cântico novo;
louvai-o na assembleia dos fiéis!
Alegre-se Israel no seu criador;
regozije-se o povo de Sião no seu Rei!
Louvem o seu nome com danças;
cantem-lhe ao som de harpas e tambores!
O Senhor ama o seu povo
e honra os humildes com a vitória!
Exultem de alegria os fiéis
e cantem jubilosos em seus leitos;
Entoem bem alto os louvores de Deus.
Esta é a glória de todos os seus fiéis.
Lucas 19,41-44.
Naquele tempo, quando Jesus Se aproximou de Jerusalém, ao ver a cidade, chorou sobre ela e disse:
«Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está oculto aos teus olhos.
Virão dias para ti, em que os teus inimigos te hão-de cercar de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados;
hão-de esmagar-te contra o solo, assim como aos teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Isaac, o Sírio (século VII), monge em Nínive, perto de Mossul
Discurso ascético, 1 ª Série, n º 60
Chorando com Cristo
Não desprezes o pecador, porque todos nós somos culpados. Se por amor a
Deus te insurges com ele, em vez disso chora por ele. Por que o desprezas?
Despreza os seus pecados, e reza por ele, para fazeres como Cristo, que não
Se irritou contra os pecadores, mas rezou por eles (cf. Lc 23,34). Não
viste como Ele chorou sobre Jerusalém? Porque também nós, mais do que uma
vez, fomos joguetes do demónio. Por quê desprezar alguém que foi, como nós,
joguete do diabo que troça de todos nós? Porque desprezas o pecador, tu,
que não passas de um homem? Será porque ele não é justo como tu? Mas onde
está a tua justiça, uma vez que não tens amor? Por que não choraste por
ele? Em vez disso, persegue-lo. É por ignorância que alguns se irritam
contra os outros, eles que acreditam ter o discernimento das obras dos
pecadores.
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 21 de Novembro de 2012
Quarta-feira da 33ª semana do Tempo Comum
Apresentação de Nossa Senhora no Templo
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : «Fazei render»
Leituras
Apoc. 4,1-11.
Eu, João, vi uma porta aberta no céu e a voz que eu ouvira ao princípio, como se fosse de trombeta, falava comigo, dizendo: «Sobe aqui e vou mostrar-te o que deve acontecer depois disto.»
Imediatamente, fui arrebatado em espírito: vi um trono no céu e sobre o trono havia alguém sentado.
O que estava sentado era, no aspecto, semelhante à pedra de jaspe e de sardónica e uma auréola, de aspecto semelhante à esmeralda, rodeava o trono.
Formando um círculo à volta do trono, vi que havia vinte e quatro tronos e sobre eles estavam sentados vinte e quatro anciãos vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça.
Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões; sete lâmpadas de fogo ardiam diante do trono de Deus, as quais são os sete espíritos de Deus.
Diante do trono havia também uma espécie de mar de vidro, transparente como cristal. No meio do trono e à volta do trono havia ainda quatro seres viventes cobertos de olhos por diante e por detrás:
o primeiro vivente era semelhante a um leão; o segundo era semelhante a um touro; o terceiro tinha uma face semelhante à de um homem e o quarto era semelhante a uma águia em voo.
Os quatro seres viventes tinham cada um seis asas cobertas de olhos por fora e por dentro. E não cessavam de cantar, de dia e de noite: «Santo, santo, santo é o Senhor Todo-Poderoso, o que era, o que é e que há-de vir.»
E, sempre que os seres viventes dão glória, honra e acção de graças ao que está sentado no trono e que vive pelos séculos dos séculos,
os vinte e quatro anciãos prostram-se diante do que está sentado no trono e adoram ao que vive para sempre; e, lançando as suas coroas diante do trono, aclamam:
«Digno és, Senhor e nosso Deus, de receber a glória, a honra e a força; porque criaste todas as coisas, por tua vontade foram criadas e existem.»
Salmos 150(149),1-2.3-4.5-6.
Santo, santo, santo, Senhor Deus do Universo.
Louvai a Deus no seu santuário;
louvai-O no seu majestoso firmamento!
Louvai-O pelos seus feitos valorosos;
louvai-O por todas as suas grandes proezas!
Louvai-O ao som da trombeta;
louvai-O com a harpa e a cítara!
Louvai-O com tambores e danças;
louvai-O com instrumentos de corda e flautas!
Louvai o Senhor,
louvai-O com címbalos sonoros;
louvai-O com címbalos vibrantes!
Tudo o que respira louve o Senhor!
Lucas 19,11-28.
Naquele tempo, disse Jesus uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia manifestar-se mediatamente.
Disse, pois: «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar.
Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: 'Fazei render a mina até que eu volte.'
Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram uma embaixada atrás dele, para dizer: 'Não queremos que ele seja nosso rei.'
Quando voltou, depois de tomar posse do reino, mandou chamar os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que tinha ganho cada um deles.
O primeiro apresentou-se e disse: 'Senhor, a tua mina rendeu dez minas.'
Respondeu-lhe: 'Muito bem, bom servo; já que foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades.'
O segundo veio e disse: 'Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.'
Respondeu igualmente a este: 'Recebe, também tu, o governo de cinco cidades.'
Veio outro e disse: 'Senhor, aqui tens a tua mina que eu tinha guardado num lenço,
pois tinha medo de ti, que és homem severo, levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste.'
Disse-lhe ele: 'Pela tua própria boca te condeno, mau servo! Sabias que sou um homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei;
então, porque não entregaste o meu dinheiro ao banco? Ao regressar, tê-lo-ia recuperado com juros.'
E disse aos presentes: 'Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas.'
Responderam-lhe: 'Senhor, ele já tem dez minas!'
Digo-vos Eu: A todo aquele que tem, há-de ser dado, mas àquele que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado.
Quanto a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os cá e degolai-os na minha presença.»
Dito isto, Jesus seguiu para diante, em direcção a Jerusalém.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II (1920-2005), papa
Encíclica «Laborem Exercens», 26
«Fazei render»
O «evangelho do trabalho» encontra-se na vida de Cristo, nas Suas parábolas
e em «tudo quanto Jesus foi fazendo e ensinando» (Act 1,1). Com base nestas
luzes, que emanam da própria Fonte, a Igreja proclamou sempre o que segue e
cuja expressão contemporânea encontramos nos ensinamentos do II Concílio do
Vaticano: «A actividade humana, do mesmo modo que procede do homem, assim
também a ele se ordena. De facto, quando trabalha, o homem não transforma
apenas as coisas materiais e a sociedade, mas realiza-se a si mesmo.
Aprende muitas coisas, desenvolve as próprias faculdades, sai de si e
supera-se a si mesmo. Este desenvolvimento, se for bem compreendido, vale
mais do que os bens exteriores que se possam acumular. [...] É a seguinte,
pois, a norma para a actividade humana: segundo o plano e a vontade de
Deus, ser conforme com o verdadeiro bem da humanidade e tornar possível ao
homem, individualmente considerado ou como membro da sociedade, cultivar e
realizar a sua vocação integral» (GS 35).
No contexto de tal visão dos valores do trabalho humano, ou seja, de uma
tal espiritualidade do trabalho, explica-se perfeitamente aquilo que no
mesmo ponto da Constituição pastoral do Concílio se lê sobre o justo
significado do progresso: «O homem vale mais por aquilo que é do que por
aquilo que tem. Do mesmo modo, tudo o que o homem faz para conseguir mais
justiça, uma fraternidade mais difundida e uma ordem mais humana nas
relações sociais, excede em valor os progressos técnicos. Com efeito, tais
progressos podem proporcionar a base material para a promoção humana mas,
por si sós, de modo nenhum são capazes de a realizar.»
Esta doutrina sobre o problema do progresso e do desenvolvimento tema tão
dominante na mentalidade contemporânea poderá ser entendida somente como
fruto de uma espiritualidade do trabalho já provada, e somente sobre a base
de uma tal espiritualidade é que ela pode ser realizada e posta em prática.
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