Segunda-feira, dia 31 de Dezembro de 2012
7º Dia da Oitava do Natal
S. Silvestre I, papa, +335
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Vimos a Sua glória»
Leituras
1 João 2,18-21.
Meus filhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que há-de vir um Anticristo; pois bem, já apareceram muitos anticristos; por isso reconhecemos que é a última hora.
Eles saíram de entre nós, mas não eram dos nossos, porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido connosco; mas aconteceu assim para que ficasse claro que nenhum deles é dos nossos.
Vós, porém, tendes uma unção recebida do Santo e todos estais instruídos.
Não vos escrevi por não saberdes a verdade, mas porque a sabeis, e também que da verdade não vem nenhuma mentira.
Salmos 96(95),1-2.11-12.13.
Alegrem-se os céus, exulte a terra.
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome,
anunciai dia a dia a sua salvação.
Na presença do Senhor, que se aproxima
e vem para governar a terra!
Ele governará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
João 1,1-18.
No princípio era o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus.
No princípio Ele estava em Deus.
Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência.
Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens.
A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam.
Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele.
Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz.
O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina.
Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu.
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim de Deus.
E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.
João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: 'O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.'»
Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças.
É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo.
A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 293, 5 para a natividade de São João Baptista
«Vimos a Sua glória»
Cristo tinha de vir na nossa carne: não um outro, anjo ou embaixador, era
Cristo Quem tinha de vir, em pessoa, para nos salvar (Is 35,4) [...]. Teve
de nascer em carne mortal: eis pois um menino, deitado numa manjedoura,
envolto em panos, alimentado ao peito, que havia de crescer com os anos e,
por fim, de morrer cruelmente. Tantos testemunhos de profunda humildade.
Quem nos dá tais exemplos de humildade? O Altíssimo.
Que grandeza é a Sua? Não a procures na terra, sobe à altura dos astros.
Quando chegares às legiões dos anjos, ouvirás dizer: «Sobe mais alto, acima
de onde estamos». Quando tiveres subido até aos Tronos, Dominações,
Principados e Potestades (Col 1,16), ouvi-los-ás ainda dizer: «Sobe mais
alto, que nós próprios somos ainda criaturas», «por Ele é que tudo começou
a existir» (Jo 1,3). Eleva-te pois acima de todas as criaturas, de tudo o
que foi formado, de tudo o que recebeu existência, de todos os seres que
mudam, corporais ou incorporais, numa palavra, acima de tudo. A tua vista
não alcança ainda tais alturas; é pela fé que tens de te elevar até lá, é a
fé que te deve conduzir ao Criador [...]. Lá, contemplarás o Verbo, que era
no princípio [...].
Ora esse Verbo que estava em Deus, esse Verbo que era Deus, por Quem todas
as coisas foram feitas, sem Quem nada teria sido feito, e em Quem estava a
vida, desceu até nós. Que éramos nós? Mereceríamos que Ele descesse até
nós? Não, nós éramos indignos de que Ele tivesse compaixão de nós, mas Ele
era digno de ter piedade de nós.
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domingo, 30 de dezembro de 2012
Profecia do Dia
sábado, 29 de dezembro de 2012
Profecia do Dia
Domingo, dia 30 de Dezembro de 2012
SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ, Festa
Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José - Ano B (semana I do saltério)
Beata Margarida Colona, religiosa, +1280
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes : «Três dias depois, encontraram-n'O no templo»
Leituras
1 Sam. 1,20-22.24-28.
Naqueles dias, Ana concebeu e, passado o seu tempo, deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Samuel, porque dizia: «Eu o pedi ao Senhor.»
Elcana, seu marido, foi, com toda a sua casa, oferecer ao Senhor o sacrifício anual e cumprir o seu voto.
Ana, porém, não foi e disse ao marido: «Só irei quando o menino estiver desmamado; então o levarei para o apresentar ao Senhor e lá ficará para sempre.»
Após tê-lo desmamado, tomou-o consigo e, levando também três novilhos, uma medida de farinha e um odre de vinho, conduziu-o ao templo do Senhor em Silo. O menino era ainda muito pequeno.
Imolaram um novilho e apresentaram o menino a Eli.
Ana disse-lhe: «Ouve, meu senhor, por tua vida: eu sou aquela mulher que esteve aqui a orar ao Senhor, na tua presença.
Eis o menino por quem orei. O Senhor ouviu a minha súplica.
Por isso, o ofereço ao Senhor, a fim de que só a Ele sirva todos os dias da sua vida.» E ele prostrou-se ali diante do Senhor.
Salmos 84(83),2-3.5-6.9-10.
Como são amáveis as tuas moradas, ó Senhor do universo!
Como são amáveis as tuas moradas, ó Senhor do universo!
A minha alma suspira e tem saudades dos átrios do Senhor;
O meu coração e a minha carne
cantam de alegria no Deus vivo!
Felizes os que moram na vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que trazem no coração os caminhos do santuário.
Senhor, Deus do universo, escuta a minha oração,
presta-me ouvidos, ó Deus de Jacob.
Ó Deus, olha para o nosso escudo,
põe os olhos no rosto do teu Ungido.
1 João 3,1-2.21-24.
Caríssimos: Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus; e, realmente, o somos! É por isso que o mundo não nos conhece, uma vez que o não conheceu a Ele.
Caríssimos, agora já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. O que sabemos é que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é.
Caríssimos, se o coração não nos acusa, então temos plena confiança diante de Deus,
e recebemos dele tudo o que pedirmos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que lhe é agradável.
E este é o seu mandamento: que acreditemos no Nome de seu Filho, Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, conforme o mandamento que Ele nos deu.
Aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele; e é por isto que reconhecemos que Ele permanece em nós: graças ao Espírito que nos deu.
Lucas 2,41-52.
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.
Quando Ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa.
Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem.
Pensando que Ele se encontrava na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos.
Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém, à sua procura.
Três dias depois, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas.
Todos quantos o ouviam, estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas.
Ao vê-lo, ficaram assombrados e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!»
Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?»
Mas eles não compreenderam as palavras que lhes disse.
Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.
E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
Homilias sobre o evangelho de São Lucas, n°18; SC 87
«Três dias depois, encontraram-n'O no templo»
Com doze anos, Jesus ficou em Jerusalém. Não o sabendo, Seus pais começam a
procurá-Lo, inquietos, e não O encontram. Procuram «entre os parentes»,
procuram «entre os seus companheiros de viagem», procuram «entre os seus
conhecidos», mas não O encontram. [...] O meu Jesus não quer ser encontrado
no meio da multidão.
Ficai a saber onde O encontraram [...] para que também vós O possais
encontrar: «Depois de muito procurar, encontraram-n'O no templo». Não num
sítio qualquer mas «no templo», e não apenas no templo mas «sentado entre
os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas». Procurai vós também
Jesus no templo de Deus, procurai-O na Igreja, procurai-O junto dos mestres
que estão nesse templo e que não saem dali. Se o procurardes desta maneira,
encontrá-l'O-eis. [...]
Eles encontram-n'O «sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes
perguntas». Ainda hoje Jesus está aqui; interroga-nos e ouve-nos falar.
«Estavam todos estupefactos», afirma Lucas. Estupefactos com quê? Não com
as Suas perguntas, que, no entanto, eram admiráveis, mas com as Suas
respostas. [...] «Moisés falava, dizem as Escrituras, e Deus respondia-lhe
através de uma voz» (Ex 19,19). Era assim que o Senhor ensinava a Moisés o
que este ignorava. Jesus tanto pergunta como responde [...] e, por mais
admiráveis que sejam as Suas perguntas, as Suas respostas ainda o são mais.
Para que também nós O possamos ouvir e para que Ele nos possa fazer
perguntas a que Ele próprio responderá, supliquemos-Lhe, façamos um esforço
intenso e doloroso por procurá-Lo, e poderemos encontrar Aquele que
procuramos. Não é em vão que está escrito nas Escrituras: «O Teu pai e eu
andávamos aflitos à Tua procura». De facto, é preciso que aquele que
procura Jesus não o faça com negligência e moleza, de uma maneira
intermitente, como fazem alguns [...] que por esse motivo não O encontram.
Nós dizemos: «Procuramos-Te com esforço».
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Profecia do Dia
Sabado, dia 29 de Dezembro de 2012
5º Dia da Oitava do Natal
S. Tomás Becket, bispo, mártir, +1170
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Liturgia bizantina : «Simeão abençoou-os»
Leituras
1 João 2,3-11.
Caríssimos: Nós sabemos que conhecemos Jesus Cristo, se guardamos os seus mandamentos.
Quem diz: «Eu conheço-o», mas não guarda os seus mandamentos é um mentiroso e a verdade não está nele;
ao passo que quem guarda a sua palavra, nesse é que o amor de Deus é verdadeiramente perfeito; por isto reconhecemos que estamos nele.
Quem diz que permanece em Deus também deve caminhar como Ele caminhou.
Caríssimos, não vos escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que já tínheis desde o princípio: este mandamento antigo é a palavra que ouvistes.
É, contudo, um mandamento novo o que vos escrevo o que é verdade nele e em vós pois as trevas passaram e a luz verdadeira já brilha.
Quem diz que está na luz, mas tem ódio a seu irmão, ainda está nas trevas.
Quem ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar.
Mas quem tem ódio ao seu irmão está nas trevas e nas trevas caminha, sem saber para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.
Salmos 96(95),1-2a.2b-3.5b-6.
Alegrem-se os céus, exulte a terra.
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira!
Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.
Anunciai dia a dia a sua salvação
publicai entre as nações a sua glória
em todos os povos, as suas maravilhas.
Foi o Senhor quem criou os céus.
Na sua presença há majestade e esplendor,
no seu santuário há poder e beleza.
Lucas 2,22-35.
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor,
conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor»
e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas pombas.
Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele.
Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor.
Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito.
Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo:
«Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo,
porque meus olhos viram a Salvação
que ofereceste a todos os povos,
Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.»
Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele.
Simeão abençoou os e disse a Maria, sua mãe: «Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição;
uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Liturgia bizantina
Hino acatista à Mãe de Deus do séc. VII, 9-16
«Simeão abençoou-os»
Sabendo ler os sinais dos astros, os Magos reconheceram nos braços da
Virgem o Criador da humanidade e adoraram o Senhor que tomou a condição de
servo (Fl 2,7), oferecendo-Lhe os seus presentes e cantando em louvor da
Toda Abençoada [o seguinte hino]:
Rejubila, mãe da Luz sem declínio
Rejubila, reflexo da claridade de Deus
Rejubila, ausência total da corrosão da mentira
Rejubila, estandarte que nos mostra a Trindade.
Rejubila, porque expulsaste o tirano do seu reino
Rejubila, porque nos mostras a Cristo Senhor, Amigo dos homens (Sb 1,6)
Rejubila, porque destronaste os ídolos pagãos
Rejubila, porque nos libertaste das nossas obras vazias.
Rejubila, tu que extinguiste o culto do fogo pagão
Rejubila, tu que nos livraste do fogo das paixões
Rejubila, tu que conduzes os crentes até Cristo, Sabedoria de Deus (1Cor
1,24)
Rejubila, tu que alegras todas as gerações.
Rejubila, Esposa por desposar. [...]
Quando Simeão chegou ao fim da vida, Senhor, apresentaste-Te como bebé de
colo a este homem que, reconhecendo em Ti a perfeição da divindade,
exclamou, cheio de admiração infinita: «Aleluia, aleluia, aleluia!» [...]
Sem deixar de ser Deus nem abandonar as prerrogativas do Alto, o Verbo que
nada pode conter tomou a nossa condição humana e veio habitar connosco este
mundo, baixando inteiro ao seio duma Virgem digna de todos os louvores [a
quem dizemos]:
Rejubila, templo da imensidão de Deus
Rejubila, pórtico do mistério escondido desde todos os séculos
Rejubila, novidade inacreditável para os descrentes
Rejubila, Boa-Nova para todos os crentes.
Rejubila, carruagem d'Aquele que está sentado sobre os querubins (Sl
80(79),2)
Rejubila, trono d'Aquele que está acima dos serafins (Is 6,2)
Rejubila, ponto de união de todos os contrários
Rejubila, fusão da virgindade e da maternidade.
Rejubila, propiciadora do perdão dos pecados
Rejubila, restauradora do Paraíso
Rejubila, chave do Reino de Cristo e porta do Céu
Rejubila, esperança dos bens eternos.
Rejubila, Esposa por desposar. [...]
Todos os anjos do céu ficaram abismados com a Tua Encarnação, Senhor, Tu, a
Quem os homens nunca dantes haviam visto, e que assim Te mostraste a nós,
mortais, e entre nós permaneceste (Jo 1,14.18). A Ti aclama toda a terra:
«Aleluia, aleluia, aleluia!»
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