Sabado, dia 19 de Janeiro de 2013
Sábado da 1a semana do Tempo Comum
S. Canuto, rei, m., +1086, Santos Mário, Marta e filhos, mm., +270
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «Ele come com cobradores de impostos e pecadores!»
Leituras
Heb. 4,12-16.
Irmãos: A palavra de Deus é viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes; ela penetra até à divisão da alma e do corpo, das articulações e das medulas, e discerne os sentimentos e intenções do coração.
Não há nenhuma criatura oculta diante dele, mas todas as coisas estão a nu e a descoberto aos olhos daquele a quem devemos prestar contas.
Uma vez que temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus, o Filho de Deus, conservemos firme a fé que professamos.
De facto, não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado.
Aproximemo-nos, então, com grande confiança, do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e encontrar graça para uma ajuda oportuna.
Salmos 19(18),8.9.10.15.
As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida.
A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta o espírito;
as ordens do Senhor são firmes,
dão sabedoria ao homem simples.
Os mandamentos do Senhor são rectos,
alegram o coração;
os preceitos do Senhor são claros,
iluminam os olhos.
O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente;
os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são rectos.
Aceita, com bondade, as palavras da minha boca
e estejam na tua presença
os murmúrios do meu coração,
ó Senhor, meu refúgio e meu libertador.
Marcos 2,13-17.
Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Ele ensinava-os.
Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» E, levantando-se, ele seguiu Jesus.
Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam.
Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: «Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?»
Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 30; PL 52, 285
«Ele come com cobradores de impostos e pecadores!»
«Porque é que o vosso Mestre come com cobradores de impostos e pecadores?»
Deus é acusado de se debruçar sobre o homem, de se sentar perto do pecador,
de ter fome da sua conversão e sede do seu regresso, de aceitar comer os
alimentos da misericórdia e beber a taça da bondade. Mas Cristo, meus
irmãos, veio para esta refeição: a Vida veio para junto destes convivas
para fazer com que aqueles que iam morrer vivessem com Ele, da mesma vida
que Ele. A Ressurreição sentou-se a esta mesa para que aqueles que jaziam
na morte se levantassem do túmulo; a Graça curvou-se para levar os
pecadores até ao perdão; Deus veio até ao homem para que o homem chegasse
até Deus; o juiz veio até à refeição dos culpados para subtrair a
humanidade à sentença da condenação; o médico veio a casa dos doentes para
lhes restabelecer as forças esgotadas, comendo com eles; o Bom Pastor
curvou-Se para levar a ovelha perdida para o redil da salvação (Lc
15,3ss.). [...]
«Porque é que o vosso Mestre come com cobradores de impostos e pecadores?»
Mas quem é pecador senão aquele que recusa considerar-se pecador? Não será
mergulhar no pecado, isto é, identificar-se com o pecado, deixar de
reconhecer que se é pecador? E quem é injusto senão aquele que se considera
justo? [...] Vamos, fariseu, confessa o teu pecado e poderás vir à mesa de
Cristo. Por ti, Cristo far-Se-á pão, o pão que será partido para o perdão
dos teus pecados. Cristo tornar-Se-á para ti a taça, aquela taça que será
derramada para remissão dos teus pecados. Vamos, fariseu, partilha a
refeição dos pecadores para que possas tomar a tua refeição com Cristo.
Reconhece que és pecador e Cristo comerá contigo. Entra com os pecadores no
festim do teu Senhor e poderás deixar de ser pecador. Entra com o perdão de
Cristo na casa da misericórdia.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 18 de Janeiro de 2013
Sexta-feira da 1a semana do Tempo Comum
Santa Prisca ou Priscila, v. m., +séc. I(?), Santa Margarida da Hungria, v., +1270
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : «Filho, os teus pecados estão perdoados.»
Leituras
Heb. 4,1-5.11.
Irmãos: Temamos, pois, que, permanecendo a promessa de entrar no seu repouso, algum de vós seja considerado excluído.
Porque, a nós como a eles, foi anunciada a Boa-Nova; porém, a eles, a palavra escutada não valeu de nada, pois não permaneceram unidos na fé aos que a tinham escutado.
Quanto a nós, os que acreditámos, entraremos no descanso, como Ele disse: Tal como jurei na minha ira, não entrarão no meu repouso. No entanto, as suas obras estavam realizadas desde a fundação do mundo,
pois diz-se em qualquer parte, a propósito do sétimo dia: Deus repousou no sétimo dia, de todas as suas obras;
e ainda, neste passo: Não entrarão no meu repouso.
Apressemo-nos, então, a entrar nesse repouso para que ninguém caia no mesmo tipo de desobediência.
Salmos 78(77),3.4bc.6c-7.8.
Não esqueçais as obras de Deus.
O que ouvimos e aprendemos
os nossos antepassados nos transmitiram,
os louvores do Senhor e o seu poder
e as maravilhas que Ele realizou.
Ergam-se e transmitam a seus filhos
para que ponham em Deus a sua confiança
e nao esqueçam as obras do Senhor,
mas guardem os seus mandamentos
Para que não fossem como os seus pais,
uma geração rebelde e desobediente,
que não teve coração recto
nem espírito fiel a Deus.
Marcos 2,1-12.
Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaúm e se soube que estava em casa,
Juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra.
Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens.
Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico.
Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»
Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações:
«Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?»
Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações?
Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega no teu catre e anda'?
Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados,
Eu te ordeno disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.»
Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica
§§ 976-982
«Filho, os teus pecados estão perdoados.»
«Creio na remissão dos pecados»: O Símbolo dos Apóstolos liga a fé no
perdão dos pecados à fé no Espírito Santo, mas também à fé na Igreja e na
comunhão dos santos. Foi ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos que Cristo
ressuscitado lhes transmitiu o Seu próprio poder divino de perdoar os
pecados: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados,
ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos»
(Jo 20, 22-23).«Um só Baptismo para a remissão dos pecados»: Nosso Senhor
ligou o perdão dos pecados à fé e ao Baptismo: «Ide por todo o mundo e
proclamai a Boa-Nova a todas as criaturas. Quem acreditar e for baptizado
será salvo» (Mc 16, 15-16). O Baptismo é o primeiro e principal sacramento
do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo, que morreu pelos nossos
pecados e ressuscitou para a nossa justificação, a fim de que «também nós
vivamos numa vida nova» (Rm 6, 4). «No momento em que fazemos a nossa
primeira profissão de fé, ao receber o santo Baptismo que nos purifica, o
perdão que recebemos é tão pleno e total, que não fica absolutamente nada
por apagar, quer da falta original, quer das faltas cometidas de própria
vontade por acção ou omissão; nem qualquer pena a suportar para as expiar
[...]. Mas apesar disso, a graça do Baptismo não isenta ninguém de nenhuma
das enfermidades da natureza. Pelo contrário, resta-nos ainda combater os
movimentos da concupiscência, que não cessam de nos arrastar para o mal»
(Cat. Rom).Neste combate contra a inclinação para o mal, quem seria
suficientemente forte e vigilante para evitar todas as feridas do pecado?
«Portanto, se era necessário que a Igreja tivesse o poder de perdoar os
pecados, [...] era necessário que fosse capaz de perdoar as faltas a todos
os penitentes que tivessem pecado, até mesmo ao último dia da sua vida»
(Cat. Rom.). É pelo sacramento da Penitência que o baptizado pode ser
reconciliado com Deus e com a Igreja. [...]Não há nenhuma falta, por mais
grave que seja, que a santa Igreja não possa perdoar. «Nem há pessoa, por
muito má e culpável que seja, a quem não deva ser proposta a esperança
certa do perdão, desde que se arrependa verdadeiramente dos seus erros»
(Cat. Rom.). Cristo, que morreu por todos os homens, quer que na Sua Igreja
as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que se afastar do
pecado.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 17 de Janeiro de 2013
Quinta-feira da 1ª semana do Tempo Comum
Santo Antão, abade, +356
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II : «Jesus estendeu a mão e tocou-o»
Leituras
Heb. 3,7-14.
Irmãos: Como diz o Espírito Santo: 'Se hoje escutardes a voz do Senhor,
não endureçais os vossos corações, como no tempo da revolta, no dia da tentação no deserto,
quando os vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, depois de verem as minhas obras,
durante quarenta anos. Por isso me indignei contra esta geração e disse: 'Erram sempre no seu coração; não conheceram os meus caminhos.'
Assim, jurei na minha ira: 'Não entrarão no meu repouso.'
Tende cuidado, irmãos, que não haja em nenhum de vós um coração mau, a ponto de a incredulidade o afastar do Deus vivo.
Exortai-vos, antes, uns aos outros, cada dia, enquanto dura a proclamação do «hoje», a fim de que não se endureça nenhum de vós, enganado pelo pecado.
De facto, tornamo-nos companheiros de Cristo, desde que mantenhamos firme até ao fim a confiança inicial.
Salmos 95(94),6-7.8-9.10-11.
Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.
Vinde, protremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
Pois ele é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
"Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massá, no deserto,
quando os vossos pais me provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras.
Durante quarenta anos essa geração desgostou-Me,
e Eu disse: "É um povo de coração transviado,
que não compreendeu os meus caminhos!"
Então jurei na minha ira:
'Não entrarão no lugar do meu repouso'."
Marcos 1,40-45.
Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Caiu de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes purificar-me.»
Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado.»
Imediatamente a lepra deixou-o, e ficou purificado.
E logo o despediu, dizendo-lhe em tom severo:
«Livra-te de falar disto a alguém; vai, antes, mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho.»
Ele, porém, assim que se retirou, começou a proclamar e a divulgar o sucedido, a ponto de Jesus não poder entrar abertamente numa cidade; ficava fora, em lugares despovoados. E de todas as partes iam ter com Ele.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato João Paulo II (1920-2005), papa
Homilia aos jovens
«Jesus estendeu a mão e tocou-o»
O gesto afectuoso de Jesus, que Se aproxima dos leprosos para os
reconfortar e curar, tem a sua expressão plena e misteriosa na Sua Paixão.
Torturado e desfigurado pelo suor de sangue, pela flagelação, pela coroação
de espinhos, pela crucifixão, abandonado por aqueles que esqueceram o bem
que Ele lhes tinha feito, na Sua Paixão Jesus identifica-Se com os
leprosos. Torna-se Sua imagem e símbolo, como o profeta Isaías intuíra ao
contemplar o mistério do Servo do Senhor: «Vimo-lo sem beleza nem
formosura, desprezado e evitado pelos homens, como homem [...] diante de
qual se tapa o rosto. [...] Nós o reputávamos como um leproso, ferido por
Deus e humilhado» (Is 53,2-4). Mas é precisamente das feridas do corpo
torturado de Jesus e do poder da Sua ressurreição que brotam a vida e a
esperança para todos os homens atingidos pelo mal e pela enfermidade.
A Igreja sempre foi fiel à sua missão de anunciar a palavra de Cristo,
unida a gestos concretos de misericórdia solidária para com os mais
humildes, para com os últimos. Ao longo dos séculos, tem havido um
crescendo de dedicação impressionante e extraordinária às pessoas afectadas
pelas doenças humanamente mais repugnantes. A história põe claramente em
evidência que os cristãos foram os primeiros a preocupar-se com o problema
dos leprosos. O exemplo de Cristo fez escola, e deu muitos frutos em actos
de solidariedade, de dedicação, de generosidade e de caridade
desinteressada.
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