Sexta-feira, dia 08 de Março de 2013
Sexta-feira da 3ª semana da Quaresma
S. João de Deus, religioso, fundador, +1550, S. João de Ávila, confessor, doutor da Igreja, +1569
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beata Teresa de Calcutá : O mandamento do amor
Leituras
Oseias 14,2-10.
Assim fala o Senhor: «Volta, Israel, ao Senhor teu Deus, porque caíste por causa dos teus pecados.
Tomai convosco palavras de arrependimento. E voltai ao SENHOR, dizendo-lhe: «Perdoa todos os nossos pecados, e acolhe favoravelmente o sacrifício que oferecemos, a homenagem dos nossos lábios.
A Assíria não nos salvará; não montaremos a cavalo, e nunca mais chamaremos nosso Deus a uma obra das nossas mãos, pois só junto de ti o órfão encontra compaixão.»
Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei de todo o coração, porque a minha cólera se afastou deles.
Serei para Israel como o orvalho: florescerá como um lírio e deitará raízes como um cedro do Líbano.
Os seus ramos estender-se-ão ao longe, a sua opulência será como a da oliveira, o seu perfume como o odor do Líbano.
Regressarão os que habitavam à sua sombra; renascerão como o trigo, darão rebentos como a videira e a sua fama será como a do vinho do Líbano.
Efraim, que tenho Eu ainda a ver com os ídolos? Sou Eu quem responde e olha por ele. Eu sou como um cipreste sempre verdejante; é de mim que procede o teu fruto.
Quem é sábio para compreender estas coisas, inteligente para as conhecer? Porque os caminhos do SENHOR são rectos, os justos andarão por eles, mas os pecadores tropeçarão neles.
Salmos 81(80),6c-8a.8bc-9.10-11ab.14.17.
Ouço uma língua desconhecida, que diz:
«Aliviei os seus ombros do fardo,
as suas mãos livraram-se de carregar o cesto.
Na angústia chamaste por mim e Eu salvei-te,
Respondi-te escondido no trovão,
pus-te à prova junto das águas de Meriba.
Ouve, meu povo, a minha advertência;
oxalá, Israel, me prestes ouvidos:
Não terás contigo um deus estrangeiro,
nem te prostrarás diante de um deus estranho.
Eu sou o Senhor, teu Deus,
que te tirou da terra do Egipto.
Se o meu povo me tivesse escutado!
Se Israel tivesse seguido os meus caminhos!
Alimentaria o meu povo com a flor do trigo
e saciá-lo-ia com o mel silvestre.»
Marcos 12,28b-34.
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?»
Jesus respondeu: «O primeiro é: Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor;
amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças.
O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior que estes.»
O escriba disse-lhe: «Muito bem, Mestre, com razão disseste que Ele é o único e não existe outro além dele;
e amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.»
Vendo que ele respondera com sabedoria, Jesus disse: «Não estás longe do Reino de Deus.» E ninguém mais ousava interrogá-lo.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«Something Beautiful for God», p. 64
O mandamento do amor
«Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma,
com todo o teu entendimento» Este é o mandamento de Deus, e Ele não pode
mandar o impossível. O amor é um fruto de todas as estações e está sempre
ao alcance da mão. Toda a gente pode colhê-lo sem limites. Qualquer um tem
acesso a este amor através da meditação, do espírito de oração e de
sacrifício, de uma intensa vida interior. [...]
Se não há qualquer limite, é porque Deus é amor (1Jo 4,8) e o amor é Deus.
O que nos liga verdadeiramente a Deus é um relacionamento amoroso. E o amor
de Deus é infinito. Ter parte nesse amor é amar e dar até que isso nos doa.
É por isso que o importante não é tanto o que fazemos, mas o amor que
pomos, o amor que colocamos no que fazemos. Quem não sabe dar nem receber
amor é, qualquer que seja a sua riqueza, o mais pobre dos pobres.
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quinta-feira, 7 de março de 2013
Profecia do Dia
quarta-feira, 6 de março de 2013
Profecia do Dia
Quinta-feira, dia 07 de Março de 2013
Quinta-feira da 3ª da Quaresma
Santas Perpétua e Felicidade, mártires, +203, S. Pedro Sukeyiro, terceiro franciscano, mártir, +1597
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Simeão o Novo Teólogo : «Quem não junta Comigo dispersa»
Leituras
Jer. 7,23-28.
Assim fala o Senhor: «A única ordem que lhes dei foi esta: 'Ouvi a minha voz e Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo; segui sempre a senda que vos indicar, a fim de que sejais felizes.'
Eles, porém, não me ouviram, não prestaram atenção, seguiram os maus conselhos dos seus corações empedernidos; viraram-me as costas em vez de se voltarem para mim.
Desde o dia em que os vossos pais deixaram o Egipto até hoje, Eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, dia após dia.
Eles, porém, não me ouviram, não me prestaram atenção; endureceram a sua cerviz e agiram pior que os seus pais.
Tudo isto lhes transmitirás, mas não te escutarão. Chamá-los-ás e não te responderão.
Então dir-lhes-ás: 'Esta é a nação que não ouviu a voz do Senhor, seu Deus, não aceitou as suas advertências. A sua lealdade desapareceu, foi banida da sua boca.'
Salmos 95(94),1-2.6-7.8-9.
Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos o rochedo da nossa salvação.
Vamos à sua presença com hinos de louvor,
saudemo-lo com cânticos jubilosos.
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
Pois ele é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massá, no deserto,
quando os vossos pais me provocaram
e me puseram à prova,
apesar de terem visto as minhas obras.»
Lucas 11,14-23.
Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demónio mudo. Quando o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada.
Mas alguns dentre eles disseram: «É por Belzebu, chefe dos demónios, que Ele expulsa os demónios.»
Outros, para o experimentarem, reclamavam um sinal do Céu.
Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino, dividido contra si mesmo, será devastado e cairá casa sobre casa.
Se Satanás também está dividido contra si mesmo, como há-de manter-se o seu reino? Pois vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios.
Se é por Belzebu que Eu expulso os demónios, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes.
Mas se Eu expulso os demónios pela mão de Deus, então o Reino de Deus já chegou até vós.
Quando um homem forte e bem armado guarda a sua casa, os seus bens estão em segurança;
mas se aparece um mais forte e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.
Quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas
Catequese 27; SC 113, p. 116-118
«Quem não junta Comigo dispersa»
Aqueles que são amigos de Deus e que O amam, que O possuem em si mesmos
como tesouro inviolável de todo o bem, recebem as injúrias e as humilhações
com uma alegria e uma felicidade inexprimíveis (Mt 5,10-12). O seu amor
redobra, e é um amor sincero por aqueles que [...] os fazem sofrer tudo
aquilo, como se fossem seus benfeitores. [...]
Aquele que não conheceu nenhuma queda, o Senhor Jesus, nosso Deus, foi
atingido para que os pecadores que O imitam não só recebam o perdão, mas se
tornem participantes na Sua divindade através da sua obediência. Quem não
aceita as afrontas na humildade do seu coração, quem tem vergonha de imitar
os sofrimentos do Mestre, também Cristo terá vergonha dele na presença dos
anjos (Lc 9,26). [...]
Foi esbofeteado, coberto de escarros, crucificado [...]: estremecei,
homens, tremei e suportai vós também as injúrias que Deus sofreu para nossa
salvação. Deus é esbofeteado pelo último dos servos (Jo 18,22) para te dar
um exemplo de vitória; e tu não aceitas o mesmo tratamento por parte de um
dos teus semelhantes? Se tens vergonha de imitar Deus, como te regenerarás
com Ele? Se, enquanto esperas, não fores paciente nos vexames, como serás
glorificado com Ele no Reino dos céus?
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terça-feira, 5 de março de 2013
Profecia do Dia
Quarta-feira, dia 06 de Março de 2013
Quarta-feira da 3ª semana da Quaresma
Santo Olegário, bispo, +1136, Santa Rosa de Viterbo, religiosa, +1252
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bento XVI : «Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»
Leituras
Deut. 4,1.5-9.
Moisés falou ao povo, dizendo: «Agora, Israel, ouve as leis e os preceitos que eu hoje vos ensino. Ponde-os em prática para que vivais e chegueis a possuir a terra que o Senhor, Deus dos vossos pais, vos há-de dar.
Vede: ensinei-vos leis e preceitos, como o Senhor, meu Deus, me ordenou; assim fareis na terra que ides possuir.
Observai-os e ponde-os em prática, porque isso manifestará a vossa sabedoria e a vossa inteligência aos olhos dos povos que, ao terem conhecimento de todas estas leis, dirão: 'Que povo sábio e inteligente é esta grande nação!'
Com efeito, que grande nação haverá que tenha um deus tão próximo de si como está próximo de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que o invocamos?
E que grande nação haverá, que possua leis e preceitos tão justos como esta lei que eu hoje vos apresento?
Toma, pois, cuidado contigo! Guarda-te bem de esquecer os factos que os teus olhos viram; que eles nunca se afastem do teu coração em todos os dias da tua vida. Ensina-os aos teus filhos e aos filhos dos teus filhos.
Salmos 147,12-13.15-16.19-20.
Glorifica, Jerusalém, o Senhor;
louva, Sião, o teu Deus.
Ele reforçou as tuas portas
e abençoou os teus filhos.
Ele manda as suas ordens à terra,
e a sua palavra corre velozmente;
faz cair a neve, branca como a lã,
espalha a geada como se fosse cinza;
Ele revela os seus planos a Jacob,
os seus preceitos e as suas sentenças a Israel.
Não fez assim com nenhum outro povo,
não lhes deu a conhecer os seus mandamentos.
Mateus 5,17-19.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição.
Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Discurso de 19/08/2005 na sinagoga de Colónia, Alemanha (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)
«Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»
No corrente ano comemora-se também o 40º aniversário da promulgação da
Declaração «Nostra aetate», do Concílio Ecuménico Vaticano II, que abriu
novas perspectivas nas relações judaico-cristãs, sob o signo do diálogo e
da solidariedade. No número 4 desta Declaração recordam-se as nossas raízes
comuns e o preciosíssimo património espiritual compartilhado por judeus e
cristãos. Tanto os judeus como os cristãos reconhecem em Abraão o seu Pai
na fé (cf Ga 3,7; Rm 4,11ss), e têm como ponto de referência os
ensinamentos de Moisés e dos profetas. Tanto a espiritualidade dos judeus
como a dos cristãos recebem o alimento dos Salmos. Juntamente com o
Apóstolo Paulo, os cristãos estão convencidos de que «os dons e o
chamamento de Deus são irrevogáveis» (Rm 11,29; cf 9,6.11; 11,1ss). Em
consideração da raiz judaica do cristianismo [...], o meu venerado
Predecessor [...] asseverou: «Quem se encontra com Jesus Cristo, descobre o
judaísmo.» [...]Deus criou-nos a todos «à Sua imagem» (Gn 1,27) [...].
Diante de Deus, todos os homens têm a mesma dignidade, independentemente do
povo, da cultura ou da religião a que pertencem. Por este motivo, a
Declaração «Nostra aetate» fala com grande estima também dos muçulmanos e
dos fiéis pertencentes às outras religiões. Tendo como base a dignidade
humana comum de todos, a Igreja Católica «reprova como contrária ao
espírito de Cristo qualquer discriminação entre os homens, ou qualquer
perseguição feita por questões de raça ou de cor, de condição social ou de
religião» (n. 5). A Igreja está consciente do seu dever de transmitir,
tanto mediante a catequese destinada aos jovens como em todos os aspectos
da sua vida, esta doutrina às novas gerações [...]. Trata-se de uma tarefa
de especial importância, dado que nos dias de hoje, infelizmente, voltam a
surgir sinais de anti-semitismo e manifestações de várias formas de
hostilidade generalizada em relação aos estrangeiros. Como deixar de ver
nisto um motivo de preocupação e de vigilância? A Igreja Católica
compromete-se reitero-o nesta circunstância em prol da tolerância, do
respeito, da amizade e da paz entre todos os povos, culturas e religiões.
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