quinta-feira, 16 de maio de 2013

Profecia do Dia

Sexta-feira, dia 17 de Maio de 2013
Sexta-feira da 7ª semana da Páscoa

S. Pascoal Bailão, religioso leigo, +1592,  Beata Antónia Mesina, virgem, mártir, +1935



Comentário do dia
São João Crisóstomo : «Amas-Me? [...] Apascenta as Minhas ovelhas»

Leituras

Actos 25,13b-21.


Naqueles dias, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos a Festo.
Como se demorassem vários dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Está aqui um homem que Félix deixou preso,
e contra o qual, estando eu em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua condenação.
Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de homem algum, antes de o acusado ter os acusadores na sua frente e dispor da possibilidade de se defender da acusação.
Vieram, pois, comigo e, sem mais demoras, sentei-me, no dia seguinte, no tribunal e mandei comparecer o homem.
Postos em frente dele, os acusadores não alegaram nenhum dos crimes que eu pudesse suspeitar;
só tinham com ele discussões acerca da sua religião e de um certo Jesus, que morreu e Paulo afirma estar vivo.
Quanto a mim, embaraçado perante um debate deste género, perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém, a fim de lá ser julgado sobre o assunto.
Mas Paulo apelou para que a sua causa fosse reservada à decisão de Augusto e eu ordenei que o mantivessem preso até o enviar a César.»


Salmos 103(102),1-2.11-12.19-20ab.


Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Como é grande a distância dos céus à terra,
assim são grandes os seus favores para os que o temem.
Como o Oriente está afastado do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.

O Senhor estabeleceu o seu trono nas alturas,
e o seu reino domina em tudo o que existe.
Bendizei ao Senhor todos os seus anjos,
herois poderosos que cumpris as suas ordens.



João 21,15-19.


Quando Jesus se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de terem comido, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.»
Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.»
E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.»
E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
2ª Homília sobre a inscrição do livro dos Actos dos Apóstolos

«Amas-Me? [...] Apascenta as Minhas ovelhas»

Imitemos a conduta dos apóstolos e não lhes seremos inferiores em nada. Com
efeito não foram os seus milagres que os fizeram apóstolos, foi a santidade
das suas vidas. É nisso que se reconhece um discípulo de Cristo. Essa marca
foi-nos dada claramente pelo Senhor: quando quis traçar o retrato dos Seus
discípulos e revelar o sinal que distinguiria os Seus apóstolos, disse:
«Por isto é que todos conhecerão que sois Meus discípulos.» Que sinal é
esse? Fazer milagres? Ressuscitar os mortos? De forma nenhuma. Então qual?
Todos os homens «conhecerão que sois Meus discípulos: se vos amardes uns
aos outros» (Jo 13,35).


O amor não é um milagre, mas uma obra: «É no amor que está o pleno
cumprimento da lei» (Rm 13,10). [...] Tende, pois, amor em vós e estareis
entre os apóstolos, mesmo na primeira fila. Quereis outra prova deste
ensinamento? Vede como Cristo Se dirige a Pedro: «Simão, filho de João, tu
amas-Me mais do que estes?» Não há nada que mais nos faça alcançar o Reino
dos céus do que amar Cristo como Ele merece. [...] Que faremos para O amar
mais do que os apóstolos? [...] Escutemos Cristo, esse mesmo Cristo que
devemos amar: Se Me amas mais que estes, «apascenta as minhas ovelhas».
[...] O zelo a compaixão, os cuidados, são actos e não são milagres.




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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 16 de Maio de 2013
Quinta-feira da 7ª semana da Páscoa

São João Nepomuceno, mártir, +1383,  S. Simão Stock, religioso, +1265



Comentário do dia
Beato João Paulo II : «Que todos sejam um só [...] para que [...] o mundo creia que Tu Me enviaste»

Leituras

Actos 22,30.23,6-11.


Naqueles dias, querendo o tribuno averiguar com imparcialidade as acusações dos judeus contra Paulo, fê-lo desalgemar, convocou os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio e mandou buscar Paulo, fazendo-o comparecer diante deles.
Sabendo que havia dois partidos no Sinédrio, o dos saduceus e o dos fariseus, Paulo bradou diante deles: «Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, e é pela nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou a ser julgado.»
Estas palavras desencadearam um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia dividiu-se,
porque os saduceus negam a ressurreição, assim como a existência dos anjos e dos espíritos, enquanto os fariseus ensinam publicamente o contrário.
Estabeleceu-se enorme gritaria, e alguns escribas do partido dos fariseus ergueram-se e começaram a protestar com energia, dizendo: «Não encontramos nada de mau neste homem. E se um espírito lhe tivesse falado ou mesmo um anjo?»
A discussão redobrou de violência, a tal ponto que o tribuno, receando que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa para o arrancar das mãos deles e reconduzi-lo à fortaleza.
Na noite seguinte, o Senhor apresentou-se diante dele e disse-lhe: «Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma.»


Salmos 16(15),1-2a.5.7-8.9-10.11.


Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, minha herança e meu cálice,  
a minha sorte está nas tuas mãos.  

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,  
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso, o meu coração se alegra
e a minha alma exulta  
e o meu corpo repousará em segurança.
Pois Tu não me entregarás à morada dos mortos,
nem deixarás o teu fiel conhecer a sepultura.

Hás-de ensinar-me o caminho da vida,
saciar-me de alegria na tua presença,
e de delícias eternas, à tua direita.


João 17,20-26.


Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai santo, não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra,
para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste.
Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um.
Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim.
Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo.
Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste.
Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também.»


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia

Beato João Paulo II (1920-2005), papa
Encíclica «Ut unum sint», §§22-23 (trad. copyright © Libreria Editrice Vaticana, rev)

«Que todos sejam um só [...] para que [...] o mundo creia que Tu Me enviaste»

No caminho ecuménico para a unidade, a primazia pertence, sem dúvida, à
oração comum [...]. Se os cristãos, apesar das suas divisões, souberem
unir-se cada vez mais em oração comum ao redor de Cristo, crescerá a sua
consciência de como é reduzido o que os divide, em comparação com aquilo
que os une. Se se encontrarem sempre mais assiduamente diante de Cristo na
oração, poderão ganhar coragem para enfrentar toda a dolorosa realidade
humana das divisões, e reencontrar-se-ão juntos naquela comunidade da
Igreja que Cristo forma incessantemente no Espírito Santo, apesar de todas
as debilidades e limitações humanas.A comunhão na oração induz a ver com
olhos novos a Igreja e o cristianismo. Com efeito, não se deve esquecer que
o Senhor implorou do Pai a unidade dos Seus discípulos, para que servisse
de testemunho à sua missão e o mundo pudesse acreditar que o Pai O tinha
enviado (cf Jo 17,21). Pode-se afirmar que o movimento ecuménico teve
início, em determinado sentido, na experiência negativa daqueles que,
anunciando o único Evangelho, se reclamavam cada qual da sua própria Igreja
ou comunidade eclesial: uma contradição que não podia passar despercebida a
quem escutava a mensagem de salvação e que nisso via um obstáculo para
acolher o anúncio evangélico. Infelizmente, este grave impedimento não está
superado. É verdade! Não estamos ainda em plena comunhão. E todavia, não
obstante as nossas divisões, percorremos o caminho para a plena unidade —
aquela unidade que caracterizava a Igreja Apostólica nos seus inícios e que
nós procuramos sinceramente; prova-o a nossa oração comum, guiada pela fé.
Nela, reunimo-nos em nome de Cristo que é Um. Ele é a nossa unidade.




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terça-feira, 14 de maio de 2013

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 15 de Maio de 2013
Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa

S. Manços, bispo lendário de Évora, mártir (séc. I),  S. Frei Gil de Santarém, presbítero, +1265,  Santa Joana de Lestonnac, viuva, religiosa, fundadora, +1640



Comentário do dia
Carta a Diogneto : «Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno.»

Leituras

Actos 20,28-38.


Naqueles dias, disse Paulo aos anciãos da igreja de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, de que o Espírito Santo vos constituiu administradores para apascentardes a Igreja de Deus, adquirida por Ele com o seu próprio sangue.
Sei que, depois de eu partir, se hão-de introduzir entre vós lobos temíveis que não pouparão o rebanho
e que, mesmo no meio de vós, se hão-de erguer homens de palavras perversas para arrastarem discípulos atrás de si.
Estai, pois, vigilantes e recordai-vos de que, durante três anos, de noite e de dia, não cessei de exortar, com lágrimas, cada um de vós.
E agora, confio-vos a Deus e à palavra da sua graça, que tem o poder de construir o edifício e de vos conceder parte na herança com todos os santificados.
Jamais cobicei prata, nem ouro, nem o vestuário de alguém.
E bem sabeis que foram estas mãos que proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros.
Em tudo vos demonstrei que deveis trabalhar assim, para socorrerdes os fracos, recordando-vos das palavras que o próprio Senhor Jesus disse: 'A felicidade está mais em dar do que em receber.'»
Depois destas palavras, ajoelhou-se com todos eles e orou.
Todos romperam em pranto e, lançando-se ao pescoço de Paulo, começaram a abraçá-lo,
consternados, sobretudo, com as palavras que lhes dissera: que não veriam mais o seu rosto. Em seguida, acompanharam-no ao barco.


Salmos 68(67),29-30.33-35a.35b-36c.


Ó Deus, mostra o teu poder,
aquele poder com que intervieste em nosso favor.
No teu santuário, em Jerusalém,
os reis virão oferecer-te presentes.

Louvai a Deus, reinos da terra,
cantai hinos ao Senhor!
Ele avança pelos céus eternos
e faz ouvir a sua voz, que é poderosa.

Reconhecei o poder de Deus!
Sobre Israel o seu esplendor
e nas nuvens o seu poder!
Bendito seja Deus!



João 17,11b-19.


Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para serem um só, como Nós somos!
Enquanto estava com eles, Eu guardava-os em ti, em ti que a mim te deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o homem da perdição, cumprindo-se desse modo a Escritura.
Mas agora vou para ti e, ainda no mundo, digo isto para que eles tenham em si a plenitude da minha alegria.
Entreguei-lhes a tua palavra, e o mundo odiou-os, porque eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno.
De facto, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra.
Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo,
e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade.


Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia

Carta a Diogneto (c. 200)
§§ 5-6

«Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno.»

Os cristãos não se distinguem dos outros homens, nem pela sua terra, nem
pela sua língua, nem pelos seus costumes. Com efeito, não moram em cidades
próprias, nem falam uma língua estranha, nem têm um modo especial de viver.
A sua doutrina não foi inventada por eles graças ao talento e à especulação
de homens curiosos, nem professam, como outros, ensinamentos humanos. Pelo
contrário, vivendo em cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte de cada
um, e adaptando-se aos costumes dos lugares quanto ao vestuário, à
alimentação e aos costumes, testemunham um modo de vida admirável e, sem
dúvida, paradoxal.Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de
tudo como cidadãos, mas tudo suportam como estrangeiros. Qualquer terra
estrangeira é para eles uma pátria, e qualquer pátria uma terra
estrangeira. [...] Vivem na carne, mas não segundo a carne (cf 2Co 10,3; Rm
8,12-13); moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu (cf Fil 3,20; Heb
11,16); obedecem às leis estabelecidas, mas a sua vida está muito para além
das leis. Amam a todos, e são por todos perseguidos; são mal conhecidos e,
apesar disso, condenados; são mortos, e desse modo recebem a vida; são
pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas de tudo têm
abundância; são desprezados, e neste desprezo são glorificados; são
amaldiçoados, e nessa maldição são justificados; quando são injuriados,
abençoam; quando são maltratados, respeitam os outros. [...] Em suma, assim
como a alma está no corpo, assim estão os cristãos no mundo.




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