Domingo, dia 26 de Maio de 2013
SANTÍSSIMA TRINIDADE - solenidade - Ano C
Domingo da Santíssima Trindade (ofício próprio)
S. Filipe Néri, presbítero,fundador, +1595
Comentário do dia
Simeão o Novo Teólogo : «Tudo o que o Pai tem é Meu»
Leituras
Prov. 8,22-31.
Eis o que diz a Sabedoria de Deus: «O Senhor criou-me, como primícias das suas obras, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma.
Desde a eternidade fui formada, desde as origens, antes dos primórdios da terra.
Ainda não havia os abismos e eu já tinha sido concebida; ainda as fontes das águas não tinham brotado;
antes que as montanhas fossem implantadas, antes de haver outeiros, eu já tinha nascido.
Ainda Ele não tinha criado a terra nem os campos, nem os primeiros elementos do mundo.
Quando Ele formava os céus, ali estava eu; quando colocava a abóbada por cima do abismo,
quando condensava as nuvens, nas alturas, quando continha as fontes do abismo,
quando fixava ao mar os seus limites, para que as águas não ultrapassassem a sua orla; quando assentou os fundamentos da terra,
eu estava com Ele como arquitecto, e era o seu encanto, todos os dias, brincando continuamente em sua presença;
brincava sobre a superfície da Terra, e as minhas delícias é estar junto dos seres humanos.
Salmos 8,4-5.6-7.8-9.
Quando contemplo os céus, obra das tuas mãos,
a lua e as estrelas que Tu criaste:
que é o homem para que te lembres dele,
o filho do homem para dele te ocupares?
Quase fizeste dele um ser divino;
de glória e de honra o coroaste;
deste-lhe domínio sobre as obras das Tuas mãos,
tudo submeteste a seus pés.
Ovelhas e bois, todos os rebanhos,
e até animais selvagens,
as aves do céu e os peixes do mar,
tudo o que se move nos oceanos.
Romanos 5,1-5.
Irmãos: Uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus.
Mais ainda, gloriamo-nos também das tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência,
a paciência a firmeza, e a firmeza a esperança.
Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
João 16,12-15.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora.
Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir.
Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer.
Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: 'Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer'.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia
Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Hino 21
«Tudo o que o Pai tem é Meu»
Tu brilhaste, manifestaste como luz de glória
A luz inacessível da Tua essência, Salvador,
E iluminaste esta alma mergulhada nas trevas. [...]
Alumiados pela luz do Espírito,
Os homens olham o Filho, vêem o Pai
E adoram a Trindade das Pessoas, o Deus único. [...]
Porque o Senhor [Cristo] é o Espírito (2Cor 3,17),
Espírito é também Deus, o Pai do Senhor,
Verdadeiramente um só Espírito, pois Ele é indiviso.
Aquele que O possui, possui em verdade aos três,
Mas distintamente a cada um. [...]
Pois o Pai existe, e como poderá ser Filho?
Pois Ele é ingerado por essência.
Há o Filho, e como Se tornará Espírito?
O Espírito é Espírito e como aparecerá Pai?
O Pai é Pai, porque gera incessantemente. [...]
O Filho é Filho porque incessantemente é gerado
E foi gerado antes de todos os tempos.
Surgiu sem ser cortado da Sua raiz.
Mas está simultaneamente à parte sem estar separado
E inteiro e uno com o Pai Vivo
E Ele próprio é Vida e a todos dá a Vida (Jo 14,6; 10,28).
Tudo o que o Pai tem, tem o Filho.
Tudo o que o Filho tem, tem o Pai.
Quando vejo o Filho, vejo o Pai.
Vemos o Pai semelhante em tudo ao Filho,
Salvo que um gera e o outro é incessantemente gerado. [...]
Como surge do Pai o Filho? Tal e qual como a palavra sai do espírito.
Como Se separa Dele? Tal e qual como da palavra, a voz.
Como toma corpo? Tal e qual como a palavra que se escreve [...].
Como dar nome ao Criador de tudo?
Nomes, acções, expressões,
Tudo surgiu no mundo por ordem de Deus
Porque Ele deu nomes às Suas obras
E a cada realidade a designação devida. [...]
Mas quanto ao Seu próprio nome, jamais O conhecemos,
Somente o nomeamos por «Deus inexprimível», como dizem as Escrituras (cf Gn
32,30).
Então, se Ele é inexprimível, se não tem nome,
Se é invisível, se é misterioso,
Se é inacessível, único acima de toda a palavra,
Acima de todo o pensamento não apenas dos homens,
Mas também do dos anjos,
«Fez das trevas o Seu véu» (Sl 17,12).
Tudo o mais aqui na Terra pertence às trevas
Mas só Ele, como a luz, está fora das trevas.
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sábado, 25 de maio de 2013
Profecia do Dia
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Profecia do Dia
Sabado, dia 25 de Maio de 2013
Sábado da 7a semana do Tempo Comum
S. Beda, o Venerável, Doutor da Igreja, +735, São Gregório VII, papa, +1085, Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem, +1607
Comentário do dia
São Leão Magno : «Deixai vir a Mim os pequeninos»
Leituras
Sirac 17,1-13.
O Senhor criou os homens a partir da terra, e a ela de novo os faz voltar.
Determinou-lhes um tempo e um número de dias, e deu-lhes domínio sobre tudo o que há na terra.
Revestiu-os de força como a si mesmo e fê-los à sua própria imagem.
Fê-los temidos de todo o ser vivo, e impôs o seu domínio sobre os animais e as aves.
Eles receberam o uso dos cinco poderes do Senhor; como sexto foi-lhes dada a participação da inteligência, e como sétimo, a razão, intérprete dos seus poderes.
Dotou-os de inteligência, língua e olhos, de ouvidos e dum coração para pensar.
Encheu-os de saber e de inteligência, e mostrou-lhes o bem e o mal.
Pôs o seu olhar sobre os seus corações, a fim de lhes mostrar a grandeza das suas obras.
E lhes concedeu que celebrassem eternamente as suas maravilhas.
Louvarão o nome de Deus Santo, publicando a magnificência das suas obras.
Concedeu-lhes a ciência, e deu-lhes em herança a lei da vida.
Concluiu com eles uma Aliança eterna, e revelou-lhes os seus decretos.
Viram com os próprios olhos a grandeza da sua glória, os seus ouvidos escutaram a majestade da sua voz.
Salmos 103(102),13-14.15-16.17-18a.
Como um pai se compadece dos seus filhos,
assim o Senhor se compadece dos que O temem.
Ele sabe de que somos formados;
não se esquece de que somos pó da terra.
Os dias dos seres humanos são como a erva:
brota como a flor do campo,
mas, quando sopra o vento sobre ela,
deixa de existir e não se conhece mais o seu lugar.
Mas o amor do Senhor é eterno para os que O temem
e a sua justiça chega até aos filhos dos seus filhos,
para os que guardam a sua aliança.
Marcos 10,13-16.
Naquele tempo, apresentaram a Jesus uns pequeninos para que Ele os tocasse; mas os discípulos repreenderam os que os haviam trazido.
Vendo isto, Jesus indignou-se e disse-lhes: «Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles.
Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.»
Depois, tomou-os nos braços e abençoou-os, impondo-lhes as mãos.
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Comentário do dia
São Leão Magno (?-c. 461), papa, doutor da Igreja
Sermão 7 para a Epifania
«Deixai vir a Mim os pequeninos»
Cristo ama a infância que primeiro assumiu na Sua alma, tal como no Seu
corpo. Cristo ama a infância, que ensina humildade, que é a norma da
inocência e o modelo da mansidão. Cristo ama a infância: orienta para ela a
conduta dos adultos, para ela encaminha os idosos, atrai ao seu exemplo
aqueles que eleva ao reino eterno.
Mas, para compreendermos como é possível chegar a tão admirável conversão e
qual a transformação que nos é necessária para termos uma atitude de
crianças, deixemos São Paulo instruir-nos e dizer-nos: «Não sejais crianças
quanto à maneira de julgar; sede, sim, crianças na malícia» (1Co 14,20).
Não se trata, portanto, de regressarmos aos jogos da infância, nem à falta
de jeito dos inícios, mas de retirarmos da infância algumas coisas que
convêm aos anos da maturidade, isto é, de apaziguarmos rapidamente as
agitações interiores, de recuperarmos rapidamente a calma, de esquecermos
totalmente as ofensas, de sermos completamente indiferentes às honras, de
apreciarmos estar juntos, de mantermos a equanimidade do humor como coisa
natural. Com efeito, é um grande bem não saber incomodar e não ter gosto
pelo mal [...]; não pagar a ninguém o mal com o mal (cf Rm 12,17); é a paz
interior das crianças que convém aos cristãos. [...] É essa forma de
humildade que nos ensina o Salvador Menino quando é adorado pelos magos.
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Profecia do Dia
Sexta-feira, dia 24 de Maio de 2013
Sexta-feira da 7ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora da EstradaNossa Senhora Auxiliadora
Santa Joana Antida Thouret, virgem, +1826
Comentário do dia
Beato João Paulo II : «Os dois serão um só»
Leituras
Sirac 6,5-17.
Palavras amáveis multiplicam os amigos, a linguagem afável atrai muitas respostas agradáveis.
Procura estar de bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil.
Se queres ter um amigo, põe-no primeiro à prova, não confies nele muito depressa.
Com efeito, há amigos de ocasião, que não são fiéis no dia da tribulação.
Há amigo que se torna inimigo, que desvendará as tuas fraquezas, para tua vergonha.
Há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça;
na tua prosperidade mostra-se igual a ti, dirigindo-se com à vontade aos teus servos;
mas, se te colhe o infortúnio, volta-se contra ti, e oculta-se da tua presença.
Afasta-te daqueles que são teus inimigos, e está alerta com os teus amigos.
Um amigo fiel é uma poderosa protecção; quem o encontrou, descobriu um tesouro.
Nada se pode comparar a um amigo fiel, e nada se iguala ao seu valor.
Um amigo fiel é um bálsamo de vida; os que temem o Senhor acharão tal amigo.
O que teme o Senhor terá também boas amizades, porque o seu amigo será semelhante a ele.
Salmos 119(118),12.16.18.27.34.35.
Bendito sejas, Senhor!
Ensina-me as tuas leis.
Hei-de alegrar-me com as tuas leis;
não esquecerei as tuas palavras.
Abre os meus olhos
para que eu veja as maravilhas da tua lei.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas.
Dai-me entendimento para guardar a vossa lei
e para a cumprir de todo o coração.
Conduz-me pela senda dos teus mandamentos,
porque neles estão as minhas delícias.
Marcos 10,1-12.
Naquele tempo, Jesus pôs-Se a caminho e foi para o território da Judeia, para além do Jordão. As multidões agruparam-se outra vez à volta dele, e outra vez as ensinava, como era seu costume.
Aproximaram-se uns fariseus e perguntaram-lhe, para o experimentar, se era lícito ao marido divorciar-se da mulher.
Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?»
Disseram: «Moisés mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela.»
Jesus retorquiu: «Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse preceito.
Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher.
Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher,
e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só.
Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.»
De regresso a casa, de novo os discípulos o interrogaram acerca disto.
Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira.
E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia
Beato João Paulo II (1920-2005), papa
Homilia da abertura do Sínodo sobre a Família, 26/09/1980, §5
«Os dois serão um só»
Quando Cristo, antes da Sua morte, no limiar do mistério pascal, reza
dizendo: «Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que
sejam um como Nós» (Jo 17,11), pede também de certa forma, e talvez de
maneira especial, pela unidade dos esposos e das famílias. Ele reza pela
unidade dos Seus discípulos, pela unidade da Igreja; ora, o mistério da
Igreja é comparado ao matrimónio por São Paulo (Ef 5,32).
Assim, não só a Igreja deposita na família uma grande parte dos seus
cuidados, mas também considera o sacramento do matrimónio, de certa forma,
como o seu modelo. No amor de Cristo, seu Esposo, que nos amou até à morte,
a Igreja contempla os esposos e as esposas que prometeram amar-se durante
toda a vida, até à morte. E considera que tem o dever particular de
proteger este amor, esta fidelidade e esta honestidade, assim como todos os
bens que dela decorrem para a pessoa humana e a sociedade. É a família que
propriamente dá vida à sociedade; é na família que, pela educação, se forma
a estrutura da própria humanidade, de todos os homens deste mundo.
No Evangelho, [...] o Filho fala assim ao Pai: «Dei-lhes as palavras que Tu
me tinhas dado: eles receberam-nas [...], e acreditaram que foste Tu que me
enviaste. [...] Tudo o que é Meu é Teu e tudo o que é Teu é Meu» (v.8-10).
Não é certo que o eco deste diálogo está patente no coração dos homens de
todas as gerações? Que estas palavras constituem, em si próprias, o tecido
da própria vida e da história de todas as famílias e, através da família,
de todos os homens? [...] «Eu rezo por eles [...], por aqueles que Me
deste, pois são Teus» (v.9).
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