Segunda-feira, dia 03 de Junho de 2013
Segunda-feira da 9ª semana do Tempo Comum
São Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I
Comentário do dia
São Basílio : «Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último»
Leituras
Tob. 1,3.2,1a-8.
Eu, Tobite, andei sempre pelos caminhos da verdade e da justiça, durante todos os dias da minha vida, dando muitas esmolas aos meus irmãos, os da minha nação que comigo tinham sido levados cativos para a terra dos assírios, em Nínive.
Sob o reinado do rei Saquerdão, voltei para a minha casa e foi-me restituída a companhia da minha mulher Ana e do meu filho Tobias. Pela festa do Pentecostes, que é a nossa festa das Semanas, mandei preparar um bom almoço e reclinei-me para comer.
Mas, ao ver a mesa coberta com tantas comidas finas, disse a Tobias: «Filho, vai procurar, entre os nossos irmãos cativos em Nínive, um pobre que seja de coração fiel, e trá-lo para que participe da nossa refeição. Eu espero por ti, meu filho.»
Tobias saiu à procura de um pobre entre os nossos irmãos. Ao regressar disse: «Pai.» Eu respondi: «Eis-me aqui, meu filho.» Tobias continuou: «Pai, alguém da nossa linhagem está morto na praça pública, onde o estrangularam.»
Levantei-me, então, sem nada ter comido e levei o cadáver da praça para um casebre, esperando o pôr-do-sol para o poder sepultar.
A seguir, voltei, lavei-me e almocei com tristeza,
recordando-me das palavras do profeta Amós, ditas sobre Betel: «As vossas festas converter-se-ão em luto e os vossos cantos, em lamentações.» E eu chorei.
Quando mais tarde o sol se pôs, saí, cavei uma cova e sepultei-o.
Os meus vizinhos, porém, zombavam de mim, dizendo: «Ainda agora não tem medo. Já o procuraram para o matar por causa disso e teve de fugir; contudo, ei-lo de novo a sepultar os mortos.»
Salmos 112(111),1-2.3-4.5-6.
Feliz o homem que teme o Senhor
e se compraz nos seus mandamentos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
e bendita, a geração dos justos.
Haverá na sua casa abundância e riqueza
e a sua prosperidade durará para sempre.
Brilha para os homens rectos como luz nas trevas:
ele é piedoso, clemente e compassivo.
Feliz o homem que se compadece e empresta
e administra os seus bens com justiça.��
Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.
Feliz o homem que teme o Senhor
e se compraz nos seus mandamentos.
Este jamais sucumbirá.
O justo deixará memória eterna.
Marcos 12,1-12.
Naquele tempo, Jesus começou a falar-lhes em parábolas: «Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e construiu uma torre. Depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.
A seu tempo enviou aos vinhateiros um servo, para receber deles parte do fruto da vinha.
Eles, porém, prenderam-no, bateram-lhe e mandaram-no embora de mãos vazias.
Enviou-lhes, novamente, outro servo. Também a este partiram a cabeça e cobriram de vexames.
Enviou outro, e a este mataram-no; mandou ainda muitos outros, e bateram nuns e mataram outros.
Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último, pensando: 'Hão-de respeitar o meu filho'.
Mas aqueles vinhateiros disseram uns aos outros: 'Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa'.
Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha.
Que fará o dono da vinha? Regressará e exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros.
Não lestes esta passagem da Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular.
Tudo isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos?»
Eles procuravam prendê-lo, mas temiam a multidão; tinham percebido bem que a parábola era para eles. E deixando-o, retiraram-se.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia
São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Regras monásticas, Regras Maiores, § 2
«Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último»
Deus tinha criado o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26), e havia-o
julgado digno de O conhecer a Si mesmo, pois fora considerado acima de
todos os animais devido ao dom da inteligência, fora criado no gozo das
incomparáveis delícias do Paraíso, e feito senhor de tudo o que se
encontrava sobre a Terra. No entanto, ao vê-lo, instigado pela serpente,
cair no pecado e, pelo pecado, na morte e no sofrimento que a ela conduzem,
não o rejeitou. Pelo contrário, deu-lhe desde logo o auxílio da sua Lei;
designou anjos para o guardarem e para tomarem conta dele; enviou profetas
para lhe reprovarem a maldade e lhe ensinarem a virtude [...].
Quando, apesar destas graças e de muitas outras, os homens persistiram na
desobediência, não Se afastou deles. Tendo nós ofendido o nosso
benfeitor mostrando indiferença pelos sinais da sua protecção, não
fomos abandonados pela bondade do Senhor nem obliterados do seu amor, antes
fomos subtraídos à morte e devolvidos à vida por Nosso Senhor Jesus
Cristo, e a maneira como fomos salvos é digna de uma admiração maior
ainda. «Ele, que é de condição divina, não considerou como uma
usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a
condição de servo» (Fl 2,6-7). «Ele tomou sobre Si as nossas doenças,
carregou as nossas dores, [...] foi ferido [...]» para nos salvar pelas
suas chagas (Is 53,4-5). Ele «resgatou-nos da maldição da Lei, ao
fazer-Se maldição por nós» (Gl 3,13); sofreu a mais infamante morte
para nos conduzir à vida da glória.
E não Lhe bastou devolver à vida aqueles que estavam na morte:
revestiu-os da dignidade divina e preparou-lhes no repouso eterno uma
felicidade que ultrapassa toda a imaginação humana. «Como retribuirei ao
Senhor todos os seus benefícios para comigo» (Sl 115,12), como
retribuiremos tudo o que Ele nos deu? Ele é tão bom que nada pede em
compensação por suas graças: contenta-Se em ser amado.
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domingo, 2 de junho de 2013
Profecia do Dia
sábado, 1 de junho de 2013
Profecia do Dia
Domingo, dia 02 de Junho de 2013
SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO - Solenidade - Ano C
Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (ofício próprio)
São Marcelino e São Pedro, mártires, +304
Comentário do dia
Santo Agostinho : Sede o que vedes, e recebei o que sois
Leituras
Gén. 14,18-20.
Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho e, como era sacerdote do Deus Altíssimo,
abençoou Abrão, dizendo: «Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo que criou os céus e a Terra!
Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos!» E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.
Salmos 110(109),1-4.
Disse o Senhor ao meu senhor:
«Senta-te à minha direita,
e Eu farei dos teus inimigos um estrado para os teus pés.»
De Sião, o Senhor estenderá
o ceptro do teu poder.
Dominarás os teus inimigos na batalha!
A tua família é de nobres, desde o dia em que nasceste;
no esplendor do santuário,
das entranhas da madrugada, como orvalho, Eu te gerei.
O Senhor jurou e não voltará atrás:
«Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec.»
1 Cor. 11,23-26.
Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão
e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim».
Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.»
Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.
Lucas 9,11b-17.
Mas as multidões, que tal souberam, seguiram-no. Jesus acolheu-as e pôs-se a falar-lhes do Reino de Deus, curando os que necessitavam.
Ora, o dia começava a declinar. Os Doze aproximaram-se e disseram-lhe: «Despede a multidão, para que, indo pelas aldeias e campos em redor, encontre alimento e onde pernoitar, pois aqui estamos num lugar deserto.»
Disse-lhes Ele: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Retorquiram: «Só temos cinco pães e dois peixes; a não ser que vamos nós mesmos comprar comida para todo este povo!»
Eram cerca de cinco mil homens. Jesus disse aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta.»
Assim procederam e mandaram-nos sentar a todos.
Tomando, então, os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os aos discípulos, para que os distribuíssem à multidão.
Todos comeram e ficaram saciados; e, do que lhes tinha sobrado, ainda recolheram doze cestos cheios.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 272
Sede o que vedes, e recebei o que sois
O que vedes no altar de Deus é o pão e o cálice: eis o que os olhos
identificam. Mas a vossa fé quer ser instruída e saber que este pão é o
corpo de Cristo, e que este cálice é o seu sangue, o que se verbaliza
numa fórmula breve, que poderá bastar à fé. Mas a fé procura
instruir-se. [...] Como pode este pão ser o seu corpo, e este cálice, ou
melhor, o seu conteúdo, ser o seu sangue?
Irmãos, é isto que se designa por sacramentos: eles mostram uma realidade
e, a partir dela, fazem-nos compreender outra realidade. O que vemos é uma
aparência corporal, mas o que compreendemos é um fruto espiritual. Se
quereis compreender o que é o corpo de Cristo, escutai o Apóstolo, que
diz aos fiéis: «Vós sois o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é
um membro» (1Co 12,27). Logo, se sois corpo de Cristo e um dos seus
membros, é o vosso mistério que está sobre a mesa do Senhor, e é o
vosso mistério que recebeis. A isto que sois, respondeis: «ámen», e com
tal resposta o subscreveis. Dizem-vos: «Corpo de Cristo», e vós
respondeis: «Ámen». Sede portanto membros do Corpo de Cristo, para que
este ámen seja verídico.
Por conseguinte, porque está o corpo no pão? Também aqui, nada digamos
sobre nós próprios, mas escutemos o Apóstolo que, ao falar deste
sacramento, nos diz: «Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos,
somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão» (1Co
10,17). Se compreenderdes estas palavras, estareis na alegria: unidade,
verdade, piedade, caridade! «Um só pão»: Quem é este pão único? «Um
só corpo, nós que somos uma multidão.» Lembrai-vos de que não se faz
pão com um grão apenas, mas com muitos. Sede o que vedes, e recebei o que
sois.
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
Profecia do Dia
Sabado, dia 01 de Junho de 2013
Sábado da 8a semana do Tempo Comum
S. Justino, mártir, +167
Comentário do dia
Santo Atanásio : «Quem Te deu essa autoridade?»
Leituras
Sirac 51,17-27.
Nela fiz grandes progressos. Tributarei glória àquele que me deu a sabedoria,
porque resolvi pô-la em prática; tive zelo do bem e não serei confundido.
Lutou minha alma por ela e pus toda a atenção em observar a Lei. Levantei as minhas mãos ao alto e deplorei a minha ignorância acerca dela.
Dirigi para ela a minha alma, e na pureza a encontrei. Graças a ela, adquiri inteligência desde o princípio; por isso nunca serei abandonado.
Ansiavam minhas entranhas por buscá-la; por isso fiz uma boa aquisição.
O Senhor deu-me a língua, como recompensa e, com ela o louvarei.
Vinde a mim, vós que careceis da instrução, e habitai na minha escola.
Porque quereis privar-nos disso, se as vossas almas estão sedentas?
Abri a minha boca e disse: «Enriquecei-vos da sabedoria sem necessidade de dinheiro;
submetei a vossa cerviz ao seu jugo e receba a vossa alma a instrução. Ela está perto, ao vosso alcance!
Vede com os vossos olhos quão pouco trabalhei e como encontrei para mim mesmo tanta paz.
Salmos 19(18),8.9.10.11.
A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta o espírito;
as ordens do Senhor são firmes,
dão sabedoria ao homem simples.
Os mandamentos do Senhor são rectos,
alegram o coração;
os preceitos do Senhor são claros,
iluminam os olhos.
O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente;
os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são rectos.
São mais desejáveis que o ouro,
o ouro mais fino;
são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos.
Marcos 11,27-33.
Naquele tempo, Jesus e os discípulos regressaram a Jerusalém. Andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele
e perguntaram-lhe: «Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?»
Jesus respondeu: «Também Eu vos farei uma pergunta; respondei-me e dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas:
O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.»
Começaram a discorrer entre si, dizendo: «Se dissermos 'do Céu', dirá: 'Então porque não acreditastes nele?'
Se, porém, dissermos 'dos homens', tememos a multidão.» Porque todos consideravam João um verdadeiro profeta.
Por fim, responderam a Jesus: «Não sabemos.» E Jesus disse-lhes: «Nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia
Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja
Discurso contra os Arianos, 2, 78-79
«Quem Te deu essa autoridade?»
A sabedoria pessoal de Deus, o seu único Filho, criou e realizou todas as
coisas. Com efeito, diz o salmo: «Tudo fizeste com sabedoria» (103,24).
[...] Tal como o nosso discurso humano é imagem desta Palavra que é o
Filho de Deus (cf Jo 1,1), assim a nossa sabedoria é também imagem desta
Palavra que é a Sabedoria em pessoa. Porque temos nela a capacidade de
conhecer e de pensar, somos capazes de receber a Sabedoria criadora, por
meio da qual podemos conhecer o Pai. «Porque aquele que tem o Filho tem
também o Pai» (1Jo 2,23), e ainda: «Aquele que Me recebe, recebe Aquele
que Me enviou» (Mt 10,40). [...]
«Pois, já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na
sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da
pregação» (1Cor 1,21). Ora, Deus já não quer, como nos tempos antigos,
ser conhecido por meio de imagens e sombras da Sabedoria, mas quis que a
verdadeira Sabedoria em pessoa adoptasse carne, se tornasse homem e
sofresse a morte de cruz, para que no futuro todos os crentes possam ser
salvos pela fé nesta Sabedoria encarnada.
É portanto ela que é a Sabedoria de Deus. Anteriormente, era conhecida
pela sua imagem introduzida nas coisas criadas [...], e desta forma dava a
conhecer o Pai. Depois disso, ela, que é a Palavra, tornou-se carne, como
diz São João (1,14). Depois de ter «destruído a morte» (1Cor 15,26) e
salvado a humanidade, manifestou-se a si mesma de forma mais clara e, por
si mesma, manifestou o Pai. Razão pela qual pôde dizer: «Que Te
conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus
Cristo» (Jo 17,3). A terra inteira ficou portanto cheia do seu
conhecimento. Porque só há um conhecimento: o do Pai por meio do Filho, e
o do Filho a partir do Pai. O Pai põe a sua alegria nele, e o Filho
regozija-Se com a mesma alegria no Pai, como está dito: «Eu era o seu
encanto todos os dias, e brincava o tempo todo na sua presença» (Prov
8,30).
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