segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 20 de Agosto de 2013

Terça-feira da 20 semana do Tempo Comum

S. Bernardo de Claraval, abade, Doutor da Igreja, +1153, S. Zeferino, papa, mártir, +217

Comentário do dia
Juliana de Norwich : «Terá por herança a vida eterna»

Juízes 6,11-24a.

Naqueles dias, o Anjo do Senhor veio sentar-se debaixo do terebinto de Ofra, que era propriedade de Joás, da família de Abiézer; e Gedeão, seu filho, estava a limpar o trigo no lagar, para o esconder da vista dos madianitas.
O anjo do SENHOR viu-o e disse-lhe: «O SENHOR está contigo, valente guerreiro!»
Respondeu-lhe Gedeão: «Por favor, meu Senhor: se o SENHOR está connosco, então porque é que nos aconteceu tudo isto? Onde estão todas as maravilhas que nos contavam os nossos pais, quando diziam: 'Não é verdade que o SENHOR nos fez sair do Egipto?' Pois agora o SENHOR abandonou-nos e entregou-nos nas mãos dos madianitas.»
O SENHOR voltou-se para ele e disse: «Vai com toda a tua força, e salva Israel do poder dos madianitas; sou Eu que te envio.»
Disse-lhe ele: «Por favor, meu Senhor, como salvarei eu Israel? A minha família é a mais pobre de Manassés, e eu sou o mais jovem da casa de meu pai!»
Disse-lhe o SENHOR: «Eu estarei contigo e tu hás-de derrotar os madianitas, como se fossem um só homem.»
Gedeão respondeu: «Se, porventura, mereci o teu favor, mostra-me por um sinal que és Tu quem fala comigo.
Por favor te peço: Não te afastes deste lugar até que eu venha ter contigo; trarei a minha oferta e colocá-la-ei na tua presença.» Ele disse: «Eu ficarei aqui até que regresses.»
Gedeão foi preparar um cabrito e, com uma medida de farinha, preparou pães ázimos; pôs a carne num cesto e o molho numa panela; depois, levou tudo para baixo do terebinto e ofereceu-lho.
Disse-lhe o anjo de Deus: «Toma a carne e os pães ázimos, põe-nos sobre esta rocha e espalha o molho.» Gedeão assim fez.
O anjo do SENHOR estendeu a extremidade do bastão que tinha na mão e tocou na carne e nos pães ázimos; saiu fogo da rocha e devorou a carne e os pães ázimos. Então, o anjo do SENHOR desapareceu da vista dele.
Gedeão viu que era o anjo do SENHOR e disse: «Ai, Senhor DEUS, que eu vi face a face o anjo do SENHOR!»
O SENHOR disse-lhe: «A paz seja contigo! Não temas: não morrerás!»
Gedeão erigiu ali um altar ao SENHOR e chamou-lhe: «O SENHOR é paz.» Até ao dia de hoje, este altar ainda está em Ofra de Abiézer.


Salmos 85(84),9.11-12.13-14.

Escutemos os que diz o Senhor:
Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
O amor e a fidelidade vão encontrar-se.
Vão beijar-se a justiça e a paz.

Da terra vai brotar a verdade
e a justiça descerá do céu.  
O próprio Senhor nos dará os seus bens
e a nossa terra produzirá os seus frutos.  

A justiça caminhará diante dele
e a paz, no rasto dos seus passos.  



Mateus 19,23-30.

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: «Em verdade vos digo que dificilmente um rico entrará no Reino do Céu.
Repito-vos: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu.»
Ao ouvir isto, os discípulos ficaram estupefactos e disseram: «Então, quem pode salvar-se?»
Fixando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus tudo é possível.»
Tomando a palavra, Pedro disse-lhe: «Nós deixámos tudo e seguimos-te. Qual será a nossa recompensa?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade vos digo: No dia da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do Homem se sentar no seu trono de glória, vós, que me seguistes, haveis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna.
Muitos dos primeiros serão os últimos, e muitos dos últimos serão os primeiros.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa
Revelações do amor divino, cap. 55

«Terá por herança a vida eterna»

Cristo é o nosso caminho (Jo 14,6). Ele conduz-nos com segurança pelos seus preceitos e, no seu corpo, leva-nos poderosamente para o céu. Vi que, tendo-nos a todos em Si, a nós a quem vai salvar, Ele nos oferece com devoção a seu Pai celeste, dom que o Pai recebe com grande reconhecimento e remete cortêsmente a seu filho Jesus Cristo. Esse dom e esse gesto são alegria para o Pai, felicidade para o Filho e regozijo para o Espírito Santo. Entre tudo o que podemos fazer, nada há que seja mais agradável a Nosso Senhor que ver-nos rejubilar nessa alegria que a Trindade tem pela nossa salvação. […]


Seja o que for que sintamos — alegria ou tristeza, fortuna ou infortúnio —, Deus quer que compreendamos e acreditemos que estamos mais verdadeiramente no céu que na terra. A nossa fé vem do amor natural que Deus depositou na nossa alma, da clara luz da nossa razão e da inteligência inquebrantável que recebemos de Deus desde o primeiro instante em que fomos criados. Desde que a nossa alma foi insuflada no nosso corpo tornado sensível, a misericórdia e a graça começaram a sua obra, tomando conta de nós e guardando-nos com piedade e amor. Por meio desta operação, o Espírito Santo forma na nossa fé a esperança de regressarmos à nossa substância superior, ao poder de Cristo, desenvolvido e levado à sua plenitude pelo Espírito Santo. […] Pois no próprio instante em que a nossa alma é criada sensível, ela torna-se cidade de Deus, preparada para Ele desde toda a eternidade (Heb 11,16; Ap 21,2-3). É a essa cidade que Ele vem; nunca a deixará, pois Deus nunca está fora da alma, e nela permanecerá na beatitude para sempre.







domingo, 18 de agosto de 2013

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 19 de Agosto de 2013

Segunda-feira da 20ª semana do Tempo Comum

S. João Eudes, presbítero, +1680

Comentário do dia
Papa Francisco: «O jovem retirou-se contristado porque possuía muitos bens»

Juízes 2,11-19.

Naqueles dias, os filhos de Israel fizeram o mal perante o Senhor e prestaram culto aos ídolos de Baal.
Abandonaram o SENHOR, Deus de seus pais, que os tinha libertado da terra do Egipto, e foram atrás dos deuses dos povos que os rodeavam; prostraram--se diante deles e ofenderam o SENHOR.
Abandonaram o SENHOR e adoraram Baal e os ídolos de Astarté.
Inflamou-se a ira do SENHOR contra Israel e entregou-os nas mãos de salteadores que os espoliaram, e vendeu-os aos inimigos que os rodeavam. Eles já não foram capazes de lhes resistir.
Para onde quer que saíssem, pesava sobre eles a mão do SENHOR como um flagelo, conforme lhes havia dito e jurado; e foi muito grande a sua angústia.
O SENHOR suscitou, então, juízes que os libertaram dos seus espoliadores.
Eles, porém, nem mesmo aos seus juízes deram ouvidos; prostituíram-se a deuses estranhos e prostraram-se diante deles. Depressa se desviaram dos caminhos que seus pais haviam trilhado, obedecendo aos preceitos do SENHOR, não procederam como eles.
Quando o SENHOR lhes suscitava juízes, o SENHOR estava com aquele juiz, libertando-os da mão dos seus inimigos durante toda a vida do juiz; é que o SENHOR deixava-se comover pelos seus lamentos frente aos que os oprimiam e humilhavam.
Mas, quando o juiz morria, eles voltavam a corromper-se, mais ainda que seus pais, seguindo deuses estranhos para os servir e adorar; não renunciavam aos seus crimes, nem à sua conduta pertinaz.


Salmos 106(105),34-35.36-37.39-40.43ab.44.

Não exterminaram os povos pagãos,
como o Senhor lhes tinha ordenado;  
Misturaram-se com esses povos
e aprenderam os seus costumes.  

Prestaram culto aos seus ídolos,
que foram para eles uma armadilha.
Imolaram os seus filhos
e as suas filhas em sacrifício aos demónios.

Contaminaram-se com os seus actos,
prostituíram-se com os seus crimes.
Por isso, o Senhor se indignou com o seu povo
e ficou desgostoso com a sua herança.

Muitas vezes Deus os libertou,
mas eles mostraram-se rebeldes nos seus caprichos
e mergulharam sempre mais na sua maldade.
Contudo, Ele reparou na sua aflição
e ouviu os seus lamentos.  



Mateus 19,16-22.

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um jovem que Lhe perguntou: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna?»
Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos.»
«Quais?» perguntou ele. Retorquiu Jesus: Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho,
honra teu pai e tua mãe; e ainda: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Disse-lhe o jovem: «Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?»
Jesus respondeu: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.»
Ao ouvir isto, o jovem retirou-se contristado, porque possuía muitos bens.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Papa Francisco
Homilia de 14/04/2013

«O jovem retirou-se contristado porque possuía muitos bens»

Adoramos o Senhor? Voltamo-nos para Deus apenas para pedir, para agradecer ou também nos voltamos para Ele para O adorar? Que significa então adorar a Deus? Significa aprender a estar com Ele, a parar para dialogar com Ele, sentindo que a sua presença é a mais verdadeira, a melhor, a mais importante de todas. Todos nós, na nossa própria vida, de maneira inconsciente e talvez por vezes sem nos darmos conta, temos uma ordem bem precisa das coisas que consideramos mais ou menos importantes. Adorar o Senhor significa dar-Lhe o lugar que Ele deve ocupar; adorar o Senhor significa afirmar, crer, não somente por palavras, que apenas Ele guia verdadeiramente a nossa vida; adorar o Senhor significa que perante Ele estamos convictos de que Ele é o único Deus, o Deus da nossa vida, o Deus da nossa história.


Isto tem uma consequência na nossa vida: despojar-nos de tantos pequenos ou grandes ídolos que temos e nos quais nos refugiamos, nos quais procuramos, e muitas vezes colocamos, a nossa segurança. São ídolos que frequentemente temos bem escondidos; podem ser a ambição, o carreirismo, o gosto pelo sucesso, o facto de nos colocarmos no centro, a tendência para dominar os outros, a pretensão de sermos os únicos senhores da nossa vida, quaisquer pecados aos quais estamos agarrados, e muitos outros. Gostaria que hoje uma pergunta ressoe no coração de cada um de nós e que respondamos com sinceridade: pensei nesse ídolo oculto que tenho na minha vida e que me impede de adorar o Senhor? Adorar é despojarmo-nos dos nossos ídolos, mesmo os mais bem escondidos, e escolher o Senhor como o centro, como a estrada real da nossa vida.







sábado, 17 de agosto de 2013

Profecia do Dia


Domingo, dia 18 de Agosto de 2013

20º Domingo do Tempo Comum - Ano C
(Vigésimo Domingo do Tempo Comum) (semana IV do saltério)Assunção de Nossa Senhora (no Brasil)

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, +328, Santo Alberto Hurtado Cruchaga, presbítero, +1952

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: «Dou-vos a minha paz» (Jo 14,27)

Jer. 38,4-6.8-10.

Naqueles dias, os ministros disseram ao rei de Judá: «Este homem deve ser morto, porque desanima os homens de guerra que ficaram na cidade e todo o povo, proferindo semelhantes palavras. Este homem não busca o bem-estar do povo, mas a sua desgraça.»
O rei Sedecias respondeu-lhes: «Aí o tendes nas vossas mãos, pois o rei nada vos pode recusar.»
Tomaram, então, Jeremias e, por meio de cordas, fizeram-no descer à cisterna do príncipe Malquias, que fica no pátio da guarda. Não havia água na cisterna, mas apenas lodo; e Jeremias ficou atolado no lodo.
o criado do rei saiu do palácio real e falou ao rei, dizendo:
«Ó rei, meu senhor, estes homens procederam mal contra o profeta Jeremias, metendo-o na cisterna. Ele vai certamente morrer de fome, porque já não há mais pão na cidade.»
Então o rei respondeu-lhe: «Leva daqui contigo trinta homens e faz com que retirem o profeta Jeremias da cisterna, antes que morra.»


Salmos 40(39),2.3.4.18.

Invoquei o Senhor com toda a confiança;
Ele inclinou-se para mim e ouviu o meu clamor.
Tirou me dum poço fatal, dum charco de lodo;
assentou os meus pés sobre a rocha
e deu firmeza aos meus passos.

Ele pôs nos meus lábios um cântico novo,
um hino de louvor ao nosso Deus.
Muitos, ao verem isto, hão-de comover se,
hão-de pôr a sua confiança no Senhor.

Eu, porém, sou pobre e miserável:
ó Deus, cuida de mim.
Tu és o meu auxílio e o meu libertador:
ó meu Deus, não tardes!



Heb. 12,1-4.

Irmãos: Estando nós rodeados de tão grande número de testemunhas, libertemo-nos de todo o impedimento e de todo o pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que nos é proposto,
tendo os olhos postos em Jesus, autor e consumador da fé. Ele, renunciando à alegria que lhe fora proposta, sofreu a cruz, desprezando a ignomínia, e sentou-se à direita do trono de Deus.
Considerai, pois, aquele que sofreu tal oposição por parte dos pecadores, para que não desfaleçais, perdendo o ânimo.
Ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado.


Lucas 12,49-53.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado!
Tenho de receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se realize!
Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão.
Porque, daqui por diante, estarão cinco divididos numa só casa: três contra dois e dois contra três;
vão dividir-se: o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição da Igreja no mundo deste tempo «Gaudium et spes», § 78

«Dou-vos a minha paz» (Jo 14,27)

A paz não é ausência de guerra; nem se reduz ao estabelecimento do equilíbrio entre as forças adversas, nem resulta duma dominação despótica. Com toda a exactidão e propriedade ela é chamada «obra da justiça» (Is 32,7). É um fruto da ordem que o divino Criador estabeleceu para a sociedade humana, e que deve ser realizada pelos homens, sempre anelantes por uma mais perfeita justiça. […] Por esta razão, a paz nunca se alcança duma vez para sempre, antes deve estar constantemente a ser edificada. Além disso, como a vontade humana é fraca e ferida pelo pecado, a busca da paz exige o constante domínio das paixões de cada um e a vigilância da autoridade legítima. Mas tudo isto não basta. […] Absolutamente necessárias para a edificação da paz são ainda a vontade firme de respeitar a dignidade dos outros homens e povos e a prática assídua da fraternidade. A paz é assim também fruto do amor, o qual vai além do que a justiça consegue alcançar. A paz terrena, nascida do amor do próximo, é imagem e efeito da paz de Cristo, vinda do Pai. Pois o próprio Filho encarnado, Príncipe da Paz, reconciliou com Deus, pela cruz, todos os homens; restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só corpo, extinguiu o ódio e, exaltado na ressurreição, derramou nos corações o Espírito de amor. Todos os cristãos são, por isso, insistentemente chamados a, «praticando a verdade na caridade» (Ef 4,15), unirem-se aos homens verdadeiramente pacíficos para implorarem e edificarem a paz. […]Na medida em que os homens são pecadores, o perigo da guerra ameaça-os e continuará a ameaçá-los até à vinda de Cristo; mas na medida em que, unidos em caridade, superam o pecado, superadas ficam também as lutas, até que se realize aquela palavra: «com as espadas forjarão arados e foices com as lanças. Nenhum povo levantará a espada contra outro e jamais se exercitarão para a guerra» (Is 2,4).