quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 26 de Dezembro de 2013

Sto. ESTÊVÃO, primeiro mártir - Festa

Santo Estêvão, diácono, primeiro mártir, séc. I

Comentário do dia
Papa Bento XVI: Do presépio à cruz

Actos 6,8-10.7,54-59.

Naqueles dias, cheio de graça e força, Estêvão fazia extraordinários milagres e prodígios entre o povo.
Ora, alguns membros da sinagoga, chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e da Ásia, vieram para discutir com Estêvão;
mas era-lhes impossível resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava.
Ao ouvirem tais palavras, encheram-se intimamente de raiva e rangeram os dentes contra Estêvão.
Mas este, cheio do Espírito Santo e de olhos fixos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé, à direita de Deus.
«Olhai, disse ele, eu vejo o Céu aberto e o Filho do Homem de pé, à direita de Deus.»
Eles, então, soltaram um grande grito e taparam os ouvidos; depois, à uma, atiraram-se a ele
e, arrastando-o para fora da cidade, começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram as capas aos pés de um jovem chamado Saulo.
E, enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito.»


Salmos 31(30),3cd-4.6.8ab.16bc.17.

Sede para mim uma rocha de refúgio
e a fortaleza da minha salvação.
Vós sois o meu rochedo e a minha fortaleza;
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

Nas vossas mãos entrego o meu espírito;
Hei-de alegrar-me e regozijar-me com a vossa misericórdia,
porque conhecestes as angústias da minha alma.
Livrai-me das mãos dos meus inimigos

e de quantos me perseguem.
Brilhe sobre o vosso servo a luz da vossa face;
salvai-me pela vossa misericórdia.



Mateus 10,17-22.

Naquele tempo, disse Jesus  aos seus apóstolos: «Tende cuidado com os homens: hão-de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas;
sereis levados perante governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e dos pagãos.
Mas, quando vos entregarem, não vos preocupeis nem como haveis de falar nem com o que haveis de dizer; nessa altura, vos será inspirado o que tiverdes de dizer.
Não sereis vós a falar, mas o Espírito do vosso Pai é que falará por vós.
O irmão entregará o seu irmão à morte, e o pai, o seu filho; os filhos hão-de erguer se contra os pais e hão-de causar-lhes a morte.
E vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Papa Bento XVI
Angelus de 26/12/2006 (trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev)

Do presépio à cruz

No dia após a solenidade do Natal, celebramos a festa de Santo Estêvão, diácono e primeiro mártir. À primeira vista a proximidade […] com o nascimento do Redentor pode-nos surpreender, porque é tocante o contraste entre a paz e a alegria de Belém e o drama de Estêvão. […] Na realidade, o aparente desacordo é superado se considerarmos mais profundamente o mistério do Natal. O Menino Jesus, deitado na gruta, é o Filho único de Deus que Se fez homem. Ele salvará a humanidade morrendo na cruz. Agora vemo-Lo envolvido em panos no presépio; depois da sua crucifixão será novamente envolvido por faixas e colocado no sepulcro. Não é por acaso que a iconografia natalícia representava, por vezes, o Menino divino colocado num pequeno sarcófago, para indicar que o Redentor nasce para morrer, nasce para dar a vida em resgate por todos (Mc 10,45).


Santo Estêvão foi o primeiro que seguiu os passos de Cristo com o martírio; morreu, como o divino Mestre, perdoando e rezando pelos seus algozes (Act 7, 60). Nos primeiros quatro séculos do cristianismo, todos os santos venerados pela Igreja eram mártires. Trata-se de uma multidão inumerável, a que a liturgia chama «o cândido exército dos mártires». […] A sua morte não incutia receio nem tristeza, mas entusiasmo espiritual, que suscitava sempre novos cristãos. Para os crentes, o dia da morte, e ainda mais o dia do martírio, não é o fim de tudo, mas a «passagem» para a vida imortal, o dia do nascimento definitivo, em latim «dies natalis». Compreende-se então o vínculo que existe entre o «dies natalis» de Cristo e o «dies natalis» de Santo Estêvão. Se Jesus não tivesse nascido na terra, os homens não teriam podido nascer no Céu. Precisamente porque Cristo nasceu, nós podemos «renascer»!







terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Santo e feliz Natal!

Prezados assinantes,

A equipa do Evangelho Quotidiano em língua portuguesa deseja-vos de todo o coração um SANTO E FELIZ NATAL, na contemplação do nascimento de Cristo.   

No Natal, «nessa santíssima noite deslumbrante pelo nascimento d’Aquele que é a verdadeira luz, abundam as maravilhas, multiplicam-se as riquezas, porque o tesouro está aberto: aquela que dá à luz é mãe e virgem, Aquele que nasce é Deus e homem» (S. Bernardo). Que os céus se alegrem, que a terra estremeça diante da face do Senhor, porque um Salvador nos nasceu hoje – Ele governará o mundo na justiça e os povos na verdade.

Com os nossos agradecimentos pela vossa fidelidade, endereçamos a todos os melhores votos para as festas natalícias. Que a Luz do Natal ilumine todo o novo ano de 2014.


A equipa do Evangelho Quotidiano em língua portuguesa.

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 25 de Dezembro de 2013

NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO - Solenidade com Oitava - Missa do Dia
Natal do Senhor (ofício próprio)

Comentário do dia
Santo Efrém : «Maria conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração» (Lc 2,19)

Is. 52,7-10.

Que formosos são sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que apregoa a boa nova, e que proclama a salvação e diz a Sião: «O teu Deus é rei!»
Ouve: as tuas sentinelas gritam, cantam em coro, porque vêem olhos nos olhos o regresso do SENHOR a Sião.
Ruínas de Jerusalém, irrompei em cânticos de alegria, porque o SENHOR consola o seu povo, com a libertação de Jerusalém.
O SENHOR mostra a força do seu braço poderoso aos olhos das nações, e todos os confins da terra verão o triunfo do nosso Deus.


Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4.5-6.

Cantai ao Senhor um cântico novo,
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai a Deus, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

Cantai hinos ao Senhor, ao som da harpa,
ao som da harpa e da lira;
ao som de cornetins e trombetas,
aclamai o nosso rei e Senhor.



Heb. 1,1-6.

Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos Profetas.
Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo.
Este Filho, que é resplendor da sua glória e imagem fiel da sua substância e que tudo sustenta com a sua palavra poderosa, depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-se à direita da Majestade nas alturas,
tão superior aos anjos quanto superior ao deles é o nome que recebeu em herança.
Com efeito, a qual dos anjos disse Deus alguma vez: Tu és meu Filho, Eu hoje te gerei? E ainda: Eu serei para Ele um Pai e Ele será para mim um Filho?
E de novo, quando introduz o Primogénito no mundo, diz: Adorem--no todos os anjos de Deus.


João 1,1-18.

No princípio era o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus.
No princípio Ele estava em Deus.
Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência.
Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens.
A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam.
Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele.
Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz.
O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina.
Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu.
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim de Deus.
E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.
João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: 'O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.'»
Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças.
É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo.
A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Hinos 5 e 6 sobre a Natividade

«Maria conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração» (Lc 2,19)

Com palavras sublimes,

Ardendo de amor,

Maria embalava-O:

«Como me foi dado, a mim, a solitária,

Conceber e dar à luz

Aquele que é o único e o múltiplo,

O mais pequeno e o Maior?

Aqui está Ele inteiro, junto a mim

E inteiro perto de todo o universo.


No dia em que Gabriel

Entrou na minha pobre casa

Tornou-me de súbito

Nobre dama e serva:

Pois eu era a serva da tua divindade (cf Lc 1,38),

Mas também sou a mãe

Da tua humanidade,

Meu Senhor e meu filho!


A serva tornou-se de repente

Filha de rei,

Por Ti, filho de David,

Eis que a mais humilde

Da casa de David,

Eis que uma filha da terra

Chega até ao céu

Por Aquele que é do céu!


Que maravilha para mim!

Perto de mim repousa

Este recém-nascido, o Ancião dos dias! (cf Dn 7,9)

Fixa o seu olhar na totalidade do céu,

E sem cessar

Os seus lábios balbuciam.

É tão parecido comigo!

Enquanto com Deus

Fala em silêncio!


Quem já viu alguma vez

Um recém-nascido olhar

Todas as coisas em toda a parte?

No seu olhar se compreende

Que é Ele que dirige

Toda a criação, de alto a baixo.

No seu olhar se compreende

Que Ele, como Senhor, dá ordens

A todo o universo.


Como poderia eu abrir

Uma fonte de leite,

Para Ti, que és a Fonte?

Como poderia eu dar

Alimento

A Ti que alimentas todos os seres

À tua mesa?

Como cobrir-Te de panos,

A Ti, que estás revestido de um manto de luz? (cf Sl 104,2)


A minha boca não sabe

O que há-de chamar-Te,

Ó Filho do Deus vivo! (cf Mt 16,16)

Se ouso chamar-Te

Filho de José,

Tremo, pois não és da sua semente. […]


Embora sejas o Filho do Único

A partir de agora

Vou chamar-Te

Filho de um grande número,

Pois para Ti não bastam

Milhares de nomes:

És filho de Deus mas também filho do homem (cf Mc 1,1; 8,31)

E também filho de José (cf Lc 3,23)

E filho de David (cf Lc 20,41)

E filho de Maria (cf Mc 6,3).