terça-feira, 6 de maio de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 07 de Maio de 2014

Quarta-feira da 3ª semana da Páscoa

Santa Flávia Domitila, Virgem e Mártir, séc. I, Santo Agostinho Roscelli, presbítero, fundador, +1902

Comentário do dia
Beata Teresa de Calcutá : «Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim não mais terá fome»

Actos 8,1b-8.

No mesmo dia, uma terrível perseguição caiu sobre a Igreja de Jerusalém. À excepção dos Apóstolos, todos se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria.
Entretanto, homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram por ele grandes lamentações.
Quanto a Saulo, devastava a Igreja: ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e entregava-os à prisão.
Os que tinham sido dispersos foram de aldeia em aldeia, anunciando a palavra da Boa-Nova.
Foi assim que Filipe desceu a uma cidade da Samaria e aí começou a pregar Cristo.
Ao ouvi-lo falar e ao vê-lo realizar milagres, as multidões aderiam unanimemente à pregação de Filipe.
De facto, de muitos possessos saíam espíritos malignos, soltando grandes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados.
E houve grande alegria naquela cidade.


Salmos 66(65),1-3a.4-5.6-7a.

Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
tornai glorioso o seu louvor.
Dizei a Deus: "São admiráveis as tuas obras!  

Toda a terra te adora e canta louvores;
entoa hinos ao teu nome."
Vinde e admirai as obras de Deus,
as obras admiráveis que Ele fez diante dos homens.

Converteu o mar em terra firme,
e puderam atravessar a pé enxuto.
Por isso nos alegramos n'Ele!
Com o seu poder governa para sempre;



João 6,35-40.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede.
Mas já vo-lo disse: vós vistes-me e não credes.
Todos os que o Pai me dá virão a mim; e quem vier a mim Eu não o rejeitarei,
porque desci do Céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
E a vontade daquele que me enviou é esta: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia.
Esta é, pois, a vontade do meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«A Palavra», cap. 6

«Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim não mais terá fome»

Onde seremos nós capazes de encontrar a alegria do amor? Na eucaristia e na sagrada comunhão. Jesus fez-Se «pão da vida» para nos dar a vida. Ali está Ele, dia e noite. Se realmente quereis progredir no amor, voltai-vos para a Eucaristia, voltai-vos para essa adoração. Na nossa congregação havia o costume de fazer adoração [ao Santíssimo Sacramento] durante uma hora, uma vez por semana; mais tarde, em 1973, decidimos fazer adoração durante uma hora, todos os dias. Andávamos cheias de trabalho: as nossas casas destinadas aos doentes e aos moribundos desvalidos estavam lotadas. Mas, depois que começámos a adoração diária, o nosso amor por Jesus ficou mais íntimo, o nosso amor pelas irmãs mais solícito, o nosso amor pelos pobres mais compassivo. […]


Olhai para o sacrário e vede o que significa esse amor. Terei inteira consciência dele? Será o meu coração assaz puro para poder ver ali Jesus? A fim de que fosse mais fácil para cada um de nós ver Jesus e assim pudéssemos receber a vida, uma vida de paz e de alegria, Ele fez-Se a Si próprio «pão da vida». Se encontrardes Jesus encontrareis a paz.







segunda-feira, 5 de maio de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 06 de Maio de 2014

Terça-feira da 3ª semana da Páscoa

S. Lúcio, confessor, +1250, Santa Benedita (ou Benta), religiosa, séc. VI, Santo André Kim e 102 Companheiros, mártires coreanos, entre 1791 e 1866

Comentário do dia
Balduíno de Ford : «O pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo»

Actos 7,51-60.8,1a.

Naqueles dias, Estevão disse ao povo, aos anciãos e aos escribas: «Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e de ouvidos, sempre vos opondes ao Espírito Santo; como foram os vossos pais, assim sois vós também.
Qual foi o profeta que os vossos pais não tenham perseguido? Mataram os que predisseram a vinda do Justo, a quem traístes e assassinastes,
vós, que recebestes a Lei pelo ministério dos anjos, mas não a guardastes!»
Ao ouvirem tais palavras, encheram-se intimamente de raiva e rangeram os dentes contra Estêvão.
Mas este, cheio do Espírito Santo e de olhos fixos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé, à direita de Deus.
«Olhai, disse ele, eu vejo o Céu aberto e o Filho do Homem de pé, à direita de Deus.»
Eles, então, soltaram um grande grito e taparam os ouvidos; depois, à uma, atiraram-se a ele
e, arrastando-o para fora da cidade, começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram as capas aos pés de um jovem chamado Saulo.
E, enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito.»
Depois, posto de joelhos, bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado.» Dito isto, adormeceu.
Saulo aprovava também essa morte. No mesmo dia, uma terrível perseguição caiu sobre a igreja de Jerusalém. À excepção dos Apóstolos, todos se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria.


Salmos 31(30),3cd-4.6ab.7b.8a.17.21ab.

Sede para mim uma rocha de refúgio
e a fortaleza da minha salvação.
Vós sois o meu rochedo e a minha fortaleza;
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

Nas vossas mãos entrego o meu espírito,
Vós me resgatais, Senhor, Deus da verdade.
Em vós, Senhor, ponho a minha confiança:
Hei-de alegrar-me e regozijar-me com a vossa misericórdia,

Brilhe sobre o vosso servo a luz da vossa face;
salvai-me pela vossa misericórdia.
Vós os escondeis sob o refúgio da vossa face,
longe das intrigas dos homens.

Vós os escondeis na tenda
contra as línguas maldizentes.



João 6,30-35.

Naquele tempo, disse a multidão a Jesus: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em Ti? Que obra realizas Tu?
Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.»
E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu,
pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.»
Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!»
Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Balduíno de Ford (?-c. 1190), abade cisterciense, depois bispo
O Sacramento do altar II, 3; SC 93

«O pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo»

Cristo é o «pão da vida» para os que creem nele: crer em Cristo é comer o pão da vida, é possuir Cristo em si, é possuir a vida eterna. […]


«Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram» (Jo 6,48ss). Aqui deve entender-se que se trata da morte espiritual. Porque morreram eles? Porque acreditavam no que viam e não compreendiam o que não viam. […] Moisés comeu o maná, Aarão comeu-o, e muitos outros, que agradaram a Deus e que não morreram. Porque é que não morreram? Porque compreenderam espiritualmente, porque tiveram fome espiritualmente e provaram espiritualmente o maná para serem espiritualmente saciados. «Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá» (v. 50).


Esse pão, isto é, o próprio Cristo que assim falava […], foi prefigurado pelo maná, mas pode mais que o maná. Pois o maná por si próprio não podia impedir a morte espiritual. […] Mas os justos viram no maná a Cristo, acreditaram na sua vinda, e Cristo, que o maná simbolizava, dá a todos os que creem nele o poder de não morrerem espiritualmente. Por isso disse: «Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente». Aqui na terra, aqui, agora, diante dos vossos olhos, dos vossos olhos de carne, eis o «pão descido do céu». «Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá» (v. 51). O «pão da vida» de há pouco chama-se agora «pão vivo». Pão vivo porque possui em Si mesmo a vida que permanece e porque pode livrar da morte espiritual e dar a vida. Ele também disse: «Se alguém comer dele, não morrerá»; agora fala claramente da vida que dá: «Se alguém comer deste pão, viverá eternamente» (v. 58).







domingo, 4 de maio de 2014

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 05 de Maio de 2014

Segunda-feira da 3ª semana da Páscoa

Santo Ângelo, presbítero, mártir, +1220

Comentário do dia
Beato Charles de Foucauld : «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»

Actos 6,8-15.

Naqueles dias, cheio de graça e força, Estêvão fazia extraordinários milagres e prodígios entre o povo.
Ora, alguns membros da sinagoga, chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e da Ásia, vieram para discutir com Estêvão;
mas era-lhes impossível resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava.
Subornaram, então, uns homens para dizerem: «Ouvimo-lo proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.»
Provocaram, assim, a ira do povo, dos anciãos e dos escribas; depois, surgindo-lhe na frente, arrebataram-no e levaram-no ao Sinédrio.
Aí, apresentaram falsas testemunhas que declararam: «Este homem não cessa de falar contra este Lugar Santo e contra a Lei,
pois ouvimo-lo afirmar que Jesus, o Nazareno, destruiria este lugar e mudaria as regras que Moisés nos legou.»
Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto era como o rosto de um Anjo.


Salmos 119(118),23-24.26-27.29-30.

Ainda que os grandes conspirem contra mim,
o vosso servo meditará nas vossas leis.
Os vossos preceitos são as minhas delícias;
são eles os meus conselheiros.

Exponho-vos os meus caminhos;
Vós me atendeis
ensinai-me as vossas vontades.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas.

Afastai-me dos caminhos da mentira,
fazei que seja fiel à vossa lei.
Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos.



João 6,22-29.

Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus discípulos viram-n'O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a multidão que ficara do outro lado do lago reparou que ali não estivera mais do que um barco, e que Jesus não tinha entrado no barco com os seus discípulos, mas que estes tinham partido sozinhos.
Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades até ao lugar onde tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças.
Quando viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus.
Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando chegaste cá?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes.
Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que Deus, o Pai, confirma com o seu selo.»
Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?»
Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Notas de retiro, Nazaré, Nov. de 1897

«A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»

Os sentidos são curiosos: a fé não quer conhecer nada, ela […] quereria passar toda a sua vida imóvel ao pé do tabernáculo. Os sentidos amam a riqueza e as honras; a fé tem-lhes horror […]: «Bem-aventurados os pobres» (Mt 5,3). Ela adora a pobreza e a abjeção de que Jesus Se cobriu toda a sua vida, como duma veste inseparável. […] Os sentidos temem daquilo a que chamam perigos, daquilo que pode trazer dor ou morte; a fé nada teme, sabe que só lhe acontecerá o que Deus quiser — «até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados» (Mt 10,30) — e que o que Deus quer será sempre para o seu bem — «tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus» (Rom 8,28). Assim, aconteça o que acontecer, tristeza ou alegria, saúde ou doença, vida ou morte, fica antecipadamente contente e não tem medo de nada. […] Os sentidos inquietam-se com o amanhã, perguntam-se como se viverá amanhã; a fé não tem inquietação alguma. […]


A fé ilumina tudo com uma luz nova, que não é a luz dos sentidos, que é mais brilhante ou diferente dela. Assim, aquele que vive de fé tem a alma plena de pensamentos novos, de gostos novos, de juízos novos; há horizontes novos que se abrem à sua frente, horizontes maravilhosos iluminados por uma luz celeste e de uma beleza divina. Envolvido por estas verdades tão novas que o mundo nem imagina, começa necessariamente uma vida nova, oposta ao mundo, para o qual os seus actos são uma loucura. O mundo está nas trevas, imerso numa noite profunda. O homem de fé está em plena luz, o caminho luminoso em que anda não se vê com os olhos dos homens; para eles, é como se ele caminhasse no vazio, como um louco.