segunda-feira, 26 de maio de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 27 de Maio de 2014

Terça-feira da 6ª semana da Páscoa

Santo Agostinho de Cantuária, bispo, +605

Comentário do dia
Beato John Henry Newman : «Se Eu for, Eu vos enviarei o Paráclito»

Actos 16,22-34.

Naqueles dias, a multidão dos habitantes de Filipos amotinou-se contra Paulo e Silas; e os estrategos, arrancando-lhes as vestes, mandaram-nos açoitar.
Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, lançaram-nos na prisão, recomendando ao carcereiro que os tivesse sob atenta vigilância.
Ao receber tal ordem, este meteu-os no calabouço interior e prendeu-lhes os pés no cepo.
Cerca da meia-noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus, e os presos escutavam-nos.
De repente, sentiu-se um violento tremor de terra que abalou os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as cadeias de todos se desprenderam.
Acordando em sobressalto, o carcereiro viu as portas da prisão abertas e puxou da espada para se matar, pensando que os presos se tinham evadido.
Paulo, então, bradou com voz forte: «Não faças nenhum mal a ti mesmo, porque nós estamos todos aqui.»
O carcereiro pediu luz, correu para dentro da masmorra e lançou-se a tremer, aos pés de Paulo e de Silas.
Depois, trouxe-os para fora e perguntou: «Senhores, que devo fazer para ser salvo?»
Eles responderam: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo tu e os teus.»
E anunciaram-lhe a palavra do Senhor, assim como aos que estavam na sua casa.
O carcereiro, tomando-os consigo, àquela hora da noite, lavou-lhes as feridas e imediatamente se baptizou, ele e todos os seus.
Depois, levando-os para cima, para a sua casa, pôs-lhes a mesa e entregou-se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus.


Salmos 138(137),1-2a.2bc-3.7c-8.

Dou-te graças, Senhor, de todo o coração,
na presença dos poderosos te hei-de louvar.
Inclino-me voltado para o teu santo templo,
e louvarei o teu nome,

pela tua bondade e pela tua fidelidade,
porque foste mais além das tuas promessas.  
Quando te invoquei, atendeste-me
aumentaste as forças da minha alma.

e a tua mão direita me salva.
O Senhor tudo fará por mim!
Ó Senhor, o teu amor é eterno!
Não abandones a obra das tuas mãos!




João 16,5-11.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: 'Para onde vais?'
Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de tristeza.
Contudo, digo-vos a verdade: é melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei.
E, quando Ele vier, dará ao mundo provas irrefutáveis de uma culpa, de uma inocência e de um julgamento:
de uma culpa, pois não creram em mim;
de uma inocência, pois Eu vou para o Pai, e já não me vereis;
de um julgamento, pois o dominador deste mundo ficou condenado.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador do Oratório em Inglaterra
Sermão «The Spiritual Presence of Christ in the Church», PPS, t. 6, n°10

«Se Eu for, Eu vos enviarei o Paráclito»

Cristo está verdadeiramente connosco agora, de muitas maneiras. Ele próprio o disse: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20) […]. Poderíamos ser levados a dar esta explicação: «Cristo voltou, mas em espírito; foi o seu espírito que veio em seu lugar, e quando se diz que Cristo está connosco, tal significa apenas que o seu Espírito está connosco.» Naturalmente, ninguém pode negar […] que o Espírito Santo veio; mas porque veio Ele? Para suprir a ausência de Cristo, ou para cumprir a sua presença? Seguramente que para O tornar presente. Não nos ocorra, por um momento que seja, que Deus Espírito Santo possa vir de tal maneira que Deus Filho permaneça distante. Não, Ele não veio para que Cristo não viesse, mas antes para que Cristo pudesse vir na sua vinda. Pelo Espírito Santo entramos em comunhão com o Pai e o Filho […]. São Paulo escreve: «[Em Cristo] também vós sois integrados na construção, para formardes uma habitação de Deus, pelo Espírito», […] e «que Ele vos conceda […] que sejais cheios de força, pelo seu Espírito; para que se robusteça em vós o homem interior, que Cristo, pela fé, habite os vossos corações» (Ef 2,22; 3,16ss). O Espírito Santo suscita e a fé acolhe a habitação de Cristo no coração. Portanto, o Espírito não ocupa o lugar de Cristo na alma, antes assegura esse lugar a Cristo […].


O Espírito Santo digna-Se pois vir até nós para que, com a sua vinda, Cristo possa vir até nós, não material ou visivelmente, mas entrando em nós. E é assim que Ele está simultaneamente presente e ausente: ausente porque deixou esta Terra, presente porque não deixou a alma fiel. Como Ele mesmo diz: «O mundo já não Me verá; vós é que Me vereis» (Jo 14,19).







domingo, 25 de maio de 2014

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 26 de Maio de 2014

Segunda-feira da 6ª semana da Páscoa

S. Filipe Néri, presbítero,fundador, +1595

Comentário do dia
São Pedro Crisólogo : Oferecer um sacrifício a Deus

Actos 16,11-15.

Naqueles dias, embarcámos em Tróade e fomos directamente a Samotrácia; no dia seguinte, fomos a Neápoles
e de lá, a Filipos, cidade de primeira categoria deste distrito da Macedónia, e colónia. Estivemos aí durante alguns dias.
No dia de sábado, saímos fora de portas, em direcção à margem do rio, onde era costume haver oração. Depois de nos sentarmos, começámos a falar às mulheres que lá se encontravam reunidas.
Uma das mulheres chamada Lídia, negociante de púrpura, da cidade de Tiatira e temente a Deus, pôs-se a escutar. O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia.
Depois de ter sido baptizada, bem como os de sua casa, fez este pedido: «Se me considerais fiel ao Senhor, vinde ficar a minha casa.» E obrigou-nos a isso.


Salmos 149(148),1-2.3-4.5-6a.9b.

Cantai ao Senhor um cântico novo;

louvai-O na assembleia dos fiéis!
Alegre-se Israel no seu Criador;

regozije-se o povo de Sião no seu Rei!
Louvem o seu nome com danças;
cantem-Lhe ao som de harpas e tambores!

O Senhor ama o seu povo
e honra os humildes com a vitória!
Exultem de alegria os fiéis
e cantem jubilosos em seus leitos.

Entoem bem alto os louvores de Deus,
é uma honra para todos os seus fiéis.



João 15,26-27.16,1-4a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai, Ele dará testemunho a meu favor.
E vós também haveis de dar testemunho, porque estais comigo desde o princípio.»
«Dei-vos a conhecer estas coisas para não vos perturbardes.
Sereis expulsos das sinagogas; há-de chegar mesmo a hora em que quem vos matar julgará que presta um serviço a Deus!
E farão isto por não terem conhecido o Pai nem a mim.
Deixo-vos ditas estas coisas, para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que Eu vo-las tinha dito. Não vo-las disse, porém, desde o princípio, porque Eu estava convosco.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 108; PL 52, 499

Oferecer um sacrifício a Deus

«Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que ofereçais o vosso corpo como hóstia viva, santa e agradável a Deus» (Rom 12,1). Através deste pedido, o apóstolo Paulo ensina todos os homens a participarem no sacerdócio. […] O homem não procura no exterior o que vai oferecer a Deus, antes traz consigo e em si o que vai sacrificar a Deus para seu próprio bem. […] «Rogo-vos pela misericórdia de Deus.» Irmãos, este sacrifício é à imagem de Cristo, que imolou o seu corpo e ofereceu a sua vida pela vida do mundo. Na verdade, Ele fez do seu corpo um sacrifício vivo, Ele que vive ainda, após ter sido morto. Neste tão grande sacrifício, a morte é aniquilada, é conquistada pelo sacrifício. […] É por isso que os mártires nascem no momento da sua morte e começam a sua vida quando a terminam; vivem quando são mortos e brilham no céu quando, na terra, se pensa que morreram. […]


O profeta cantou: «Não desejais sacrifícios nem oblações – abristes os meus ouvidos – não pedis holocaustos nem vítimas» (Sl 39,7). Sê simultaneamente o sacrifício oferecido e aquele que o oferece a Deus. Não percas aquilo que o poder de Deus te ofereceu. Veste o manto da santidade. Toma o cinto de castidade. Que Cristo seja o véu da tua cabeça; a cruz, a protecção da tua testa que te dá perseverança. Conserva no teu coração o sacramento das Escrituras divinas. Que a tua oração arda sempre como incenso agradável a Deus. Toma «a espada do Espírito» (Ef 6,17); que o teu coração seja o altar onde poderás, sem temor, oferecer toda a tua pessoa e toda a tua vida. […]


Oferece a tua fé para punir a descrença; oferece o teu jejum para pôr fim à voracidade; oferece a tua castidade para que a sensualidade morra; sê fervoroso para que a maleficência acabe; faz obras de misericórdia para pôr fim à avareza; e, para suprimir a futilidade, oferece a tua santidade. Deste modo a tua vida tornar-se-á a tua oferenda, se ela não tiver sido ferida pelo pecado. O teu corpo vive, sim, vive, todas as vezes que, ao fazeres o mal morrer em ti, ofereceres a Deus virtudes vivas.







sábado, 24 de maio de 2014

Profecia do Dia


Domingo, dia 25 de Maio de 2014

6º Domingo da Páscoa - Ano A
6º domingo de Páscoa, ano A (semana II do saltério)

Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem, +1607, S. Beda, o Venerável, Doutor da Igreja, +735, São Gregório VII, papa, +1085

Comentário do dia
Paulo VI : «O mundo não [O] pode receber, porque não O vê nem O conhece; vós é que O conheceis, porque permanece junto de vós, e está em vós»

Actos 8,5-8.14-17.

Naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da Samaria e aí começou a pregar o Messias àquela gente.
Ao ouvi-lo falar e ao vê-lo realizar milagres, as multidões aderiam unanimemente à pregação de Filipe.
De facto, de muitos possessos saíam espíritos malignos, soltando grandes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados.
E houve grande alegria naquela cidade.
Quando os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, tiveram conhecimento de que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.
Estes desceram até lá e oraram pelos samaritanos para eles receberem o Espírito Santo.
Na verdade, não descera ainda sobre nenhum deles, pois tinham apenas recebido o baptismo em nome do Senhor Jesus.
Pedro e João iam, então, impondo as mãos sobre eles, e recebiam o Espírito Santo.


Salmos 66(65),1-3a.4-5.6-7a.16.20.

Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
tornai glorioso o seu louvor.
Dizei a Deus: "São admiráveis as tuas obras!  

Toda a terra te adora e canta louvores;
entoa hinos ao teu nome."
Vinde e admirai as obras de Deus,
as obras admiráveis que Ele fez diante dos homens.

Converteu o mar em terra firme,
e puderam atravessar a pé enxuto.
Por isso nos alegramos n'Ele!
Com o seu poder governa para sempre;

Vinde e ouvi, todos os que temeis a Deus;
vou narrar-vos o que Ele fez por mim.
Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração,
nem me retirou a sua misericórdia.




1 Pedro 3,15-18.

Caríssimos: No íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça;
com mansidão e respeito, mantende limpa a consciência, de modo que os que caluniam a vossa boa conduta em Cristo sejam confundidos, naquilo mesmo em que dizem mal de vós.
Melhor é padecer por fazer o bem, se é essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal.
Também Cristo padeceu pelos pecados, de uma vez para sempre –o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Morto na carne, mas vivificado no espírito.


João 14,15-21.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se me tendes amor, cumprireis os meus mandamentos,
e Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco,
o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; vós é que o conheceis, porque permanece junto de vós, e está em vós.»
«Não vos deixarei órfãos; Eu voltarei a vós!
Ainda um pouco e o mundo já não me verá; vós é que me vereis, pois Eu vivo e vós também haveis de viver.
Nesse dia, compreendereis que Eu estou no meu Pai, e vós em mim, e Eu em vós.
Quem recebe os meus mandamentos e os observa esse é que me tem amor; e quem me tiver amor será amado por meu Pai, e Eu o amarei e hei-de manifestar-me a ele.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Paulo VI (1897-1978), papa de 1963 a 1978
Audiência Geral de 1972/05/17

«O mundo não [O] pode receber, porque não O vê nem O conhece; vós é que O conheceis, porque permanece junto de vós, e está em vós»

«O Espírito sopra onde quer», diz Jesus na sua conversa com Nicodemos (Jo 3,8). Não podemos pois traçar, no plano doutrinal e prático, normas restritas no que respeita à intervenção do Espírito Santo na vida dos homens. Ele pode manifestar-Se nas formas mais livres e mais inesperadas: «Ele brinca sobre a superfície da terra» (Prov 8,31). […] Mas, para aqueles que querem captar as ondas sobrenaturais do Espírito Santo, há uma regra, uma exigência que é habitualmente imposta: a vida interior. É dentro da alma que se dá o encontro com este hóspede inexprimível, «doce hóspede da alma», como diz o maravilhoso hino litúrgico de Pentecostes. O homem torna-se «templo do Espírito Santo», rediz São Paulo (1Cor 3,16; 6,19).


O homem de hoje, e também o cristão, incluindo aqueles que são consagrados a Deus, tende a secularizar-se. Mas não pode, não deve nunca esquecer esta exigência básica da vida interior, se quer que a sua vida continue a ser cristã e animada pelo Espírito Santo. O Pentecostes foi precedido por uma novena de recolhimento e de oração. O silêncio interior é necessário para escutar a palavra de Deus, para sentir sua presença, para ouvir o chamamento de Deus.


Hoje, o nosso espírito está muito voltado para o exterior […]; não sabemos meditar, não sabemos orar; não sabemos silenciar todo o barulho que fazem em nós os interesses externos, as imagens, as disposições de ânimo. Não há no coração um espaço tranquilo e sagrado para a chama do Pentecostes. […] A conclusão é óbvia: temos de dar à vida interior o seu lugar próprio no programa da nossa vida, um lugar privilegiado, silencioso, puro; temos de nos reencontrar para que o Espírito vivificante e santificante possa habitar em nós.