terça-feira, 1 de julho de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 02 de Julho de 2014

Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

S. Bernardino Realino, presbítero, +1616, S. João Francisco Régis, presbítero, +1640

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: A liberdade humana: «rogaram-Lhe que Se retirasse daquela região».

Amós 5,14-15.21-24.

Buscai o bem e não o mal, para que vivais. Assim, o Senhor, Deus do universo, estará convosco, como vós dizeis.
Detestai o mal, amai o bem, fazei reinar a justiça no tribunal. Talvez, então, o SENHOR, Deus do universo, tenha compaixão do resto de José."
"Eu detesto e rejeito as vossas festas; e não sinto nenhum gosto nas vossas assembleias.
Se me ofereceis holocaustos e oblações, não as aceito, nem ponho os meus olhos nos sacrifícios das vossas vítimas gordas.
Afastai de mim o vozear dos vossos cânticos, não quero ouvir mais a música das vossas harpas.
Antes, jorre a equidade como uma fonte, e a justiça como torrente que não seca.


Salmos 50(49),7.8-9.10-11.12-13.16bc-17.


"Escuta, meu povo, sou Eu quem vai falar;
Israel, vou testemunhar contra ti:
Eu sou o Senhor, teu Deus.
Não te repreendo por causa dos teus sacrifícios;

os teus holocaustos estão sempre na minha presença.
Não aceito os novilhos da tua casa
nem os cabritos do teu rebanho.
A mim pertencem todas as feras das florestas

e os milhares de animais dos montes.
Conheço todas as aves do céu
e disponho de todos os animais dos campos.
Se Eu tivesse fome, não to diria,

pois o mundo é meu e tudo o que ele contém.

Porventura Eu como a carne dos touros,
ou bebo o sangue dos cabritos?

«Como falas tanto na minha lei
e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos
e rejeitas as minhas palavras?




Mateus 8,28-34.

Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho.
Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?»
Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos.
E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos.»
Disse lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas.
Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja no mundo contemporâneo «Gaudium et spes», § 13

A liberdade humana: «rogaram-Lhe que Se retirasse daquela região».

Estabelecido por Deus num estado de santidade, o homem, seduzido pelo maligno, logo no começo da sua história abusou da própria liberdade, levantando-se contra Deus e desejando alcançar o seu fim fora dele. Tendo conhecido a Deus, não Lhe prestou a glória a Ele devida, mas o seu coração insensato obscureceu-se e ele serviu a criatura, preferindo-a ao Criador (Rom 1,21ss). E isto que a revelação divina nos dá a conhecer concorda com os dados da experiência. Quando o homem olha para dentro do próprio coração, descobre-se também inclinado para o mal, e imerso em muitos males, que não podem provir do seu Criador, que é bom. Muitas vezes, recusando reconhecer Deus como seu princípio, perturbou também a devida orientação para o fim último, e simultaneamente toda a sua ordenação, quer para si mesmo, quer para os demais homens e para toda a criação.

O homem encontra-se, pois, dividido em si mesmo. E assim, toda a vida humana, quer singular quer colectiva, se apresenta como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. Mais: o homem descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo, sentindo-se como que preso com cadeias. Mas o Senhor em pessoa veio libertar e fortalecer o homem, renovando-o interiormente e lançando fora o príncipe deste mundo (cf Jo 12,31), que o mantinha na servidão do pecado. Porque o pecado diminui o homem, impedindo-o de atingir a sua plena realização.

A sublime vocação, bem como a profunda miséria que os homens em si mesmos experimentam, encontram a sua explicação última à luz desta revelação.







segunda-feira, 30 de junho de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 01 de Julho de 2014

Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum
Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

Comentário do dia
Santo Agostinho : «E sobreveio uma grande calma»

Amós 3,1-8.4,11-12.

Escutai esta palavra que o Senhor pronuncia contra vós, filhos de Israel, contra toda a família que fez sair do Egipto:
"De todas as nações da terra, só a vós conheci. Por isso vos castigarei, por todas as vossas iniquidades."
Porventura andarão dois homens juntos, sem se terem posto de acordo?
Porventura rugirá o leão na floresta, sem ter achado uma presa? Gritará o leãozinho no covil, sem ter lançado a garra a alguma coisa?
Cairá uma ave no laço posto na terra, se o laço não estiver armado? Irá levantar-se a armadilha da terra, antes de ter apanhado alguma coisa?
Tocar-se-á a trombeta na cidade, sem que o povo se assuste? Acontecerá alguma calamidade numa cidade, sem ser por disposição do Senhor?
Porque o Senhor DEUS nada faz sem revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.
O leão ruge: quem não temerá? O Senhor DEUS fala: quem não profetizará?
Causei no meio de vós uma confusão enorme semelhante à de Sodoma e Gomorra. Ficastes como um tição que se tira do fogo. Mas não voltastes para mim - oráculo do SENHOR.
Portanto, eis como te vou tratar, ó Israel! E como é assim que te vou tratar, prepara-te para comparecer diante do teu Deus, ó Israel!


Salmos 5,5-6.7.8.

Vós não sois um Deus que se agrade do mal,
o perverso não tem aceitação junto de Vós.
Vós detestais todos os malfeitores

e exterminais os que dizem mentiras:
o Senhor abomina
os sanguináriops e fraudulentos.

Mas eu, pela grandeza do teu amor,
entrarei na tua casa para te adorar,
com reverência, no teu santo templo.




Mateus 8,23-27.

Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-n'O.
Levantou-se, então, no mar, uma tempestade tão violenta, que as ondas cobriam o barco; entretanto, Jesus dormia.
Aproximando-se dele, os discípulos despertaram-no, dizendo-lhe: «Senhor, salva-nos, que perecemos!»
Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens de pouca fé?» Então, levantando-se, falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e sobreveio uma grande calma.
Os homens, admirados, diziam: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 63

«E sobreveio uma grande calma»

O sono de Cristo é sinal de mistério. Os ocupantes da barca representam as almas que atravessam a vida deste mundo agarradas ao madeiro da cruz. Por outro lado, a barca é símbolo da Igreja. Sim, verdadeiramente […] o coração de cada fiel é uma barca que navega no mar e que não se afundará se o espírito mantiver bons pensamentos.


Insultaram-te: é o vento que te fustiga. Encolerizaste-te: é a onda que se levanta. Surgiu a tentação: é o vento que sopra. A tua alma está perturbada: são as vagas que se elevam. […] Acorda Cristo, deixa que Ele te fale. «Quem é Este, a quem até o vento e o mar obedecem?» Quem é Ele? «Dele é o mar, pois foi Ele quem o formou»: «por Ele é que tudo começou a existir» (Sl 95,5; Jo 1,3). Imita, pois, os ventos e o mar: obedece ao Criador. O mar mostra-se dócil à voz de Cristo e tu continuas surdo? O mar obedece, o vento acalma-se e tu continuas a soprar? Que queremos dizer com isso? Falar, agitar-se, meditar na vingança: não será tudo isto continuar a soprar e não querer ceder diante da palavra de Cristo? Quando o teu coração está perturbado, não te deixes submergir pelas vagas.


No entanto, se o vento nos virar — porque somos apenas humanos — e acicatar as emoções más do nosso coração, não desesperemos. Acordemos Cristo, para que possamos prosseguir a nossa viagem por mares mais calmos.







domingo, 29 de junho de 2014

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 30 de Junho de 2014

Segunda-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Santos Protomártires da Igreja de Roma, 64-67, S. Marçal, bispo, séc. III, S. Pedro e S. Paulo (no Brasil)

Comentário do dia
Beata Teresa de Calcutá : «O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça»

Amós 2,6-10.13-16.

Assim fala o Senhor: "Por causa do triplo e do quádruplo crime de Israel, não revogarei o meu decreto. Porque vendem o justo por dinheiro e o pobre, por um par de sandálias;
esmagam sobre o pó da terra a cabeça do pobre, desviam os pequenos do caminho certo. Porque o filho e o pai dormem com a mesma jovem, profanando o meu santo nome.
Porque se estendem ao pé de cada altar sobre as roupas recebidas em penhor, e bebem no templo do seu Deus o vinho dos que foram confiscados.
Fui Eu que, diante deles, exterminei os amorreus, que eram altos como cedros e fortes como os carvalhos. Destruí-lhes por cima os frutos e por baixo as raízes.
Eu é que vos tirei da terra do Egipto, e vos conduzi, através do deserto, durante quarenta anos, a fim de vos dar a posse da terra dos amorreus
Pois bem! Eis que vos vou esmagar contra o solo como esmaga um carro bem carregado de feno.
O homem ágil não poderá fugir, o forte em vão recorrerá à sua força, o valente não salvará a sua vida.
O que maneja o arco não resistirá, nem o homem de pés ligeiros escapará, nem o cavaleiro salvará a sua vida.
E o mais corajoso entre os valentes fugirá nu, naquele dia - oráculo do SENHOR."


Salmos 50(49),16bc-17.18-19.20-21.22-23.


"Porque andas sempre a falar da minha lei
e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos
e rejeitas as minhas palavras?

Se vês um ladrão, ajuntas-te com ele
e fazes grupo com os adúlteros.
Destes largas à tua boca para o mal
e atua língua tece enganos.

Sentas-te a falar contra o teu irmão
e difamas o filho da tua mãe.
Tens feito tudo isto. Poderei Eu calar-me?
Pensavas que Eu era igual a ti?

Vou chamar-te a julgamento
e lançar-te tudo isto em rosto!»
Considerai isto, vós que esqueceis a Deus
não aconteça que vos extermine,

sem haver quem vos salve.
Honra-me quem oferece o sacrifício de louvor;
a quem anda por este caminho
farei participar da salvação de Deus.




Mateus 8,18-22.

Naquele tempo, vendo Jesus em torno de si uma grande multidão, decidiu passar à outra margem.
Saiu-lhe ao encontro um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.»
Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.»
Um dos discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.»
Jesus, porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«Jesus, the Word to Be Spoken», cap. 8, 31

«O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça»

A pobreza do nosso Salvador é ainda maior que a do animal mais pobre deste mundo: «as raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» Esta era a realidade. Não tinha uma casa sua, não tinha morada fixa. Os Samaritanos tinham-No expulsado e teve de procurar abrigo (Lc 9,53). Tudo era incerto: o alojamento, a alimentação. Tudo aquilo de que Se servia era esmola dos outros.


Isto é realmente a grande pobreza; e como é tocante quando sabemos que Ele é o Deus-Homem, o Senhor do céu e da terra, e tudo o que podia ter possuído! Mas ao mesmo tempo é isso que torna a sua pobreza esplêndida e rica, no sentido em que se trata de uma pobreza voluntária, escolhida por amor a nós e com a intenção de nos enriquecer (cf 2Cor 8,9).


Somos abençoados ao ser chamados a partilhar, à nossa maneira modesta, a imensa pobreza deste grande Deus. Estremecemos de alegria perante esta magnífica errância que é a nossa vida. Não erramos, mas cultivamos o espírito do abandono. Não possuímos nada para viver e, no entanto, vivemos com esplendor; nada sobre que avançar e no entanto avançamos sem medo; nada em que nos apoiarmos e no entanto apoiamo-nos em Deus com confiança porque somos dele e Ele é o nosso Pai previdente.