terça-feira, 22 de julho de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 23 de Julho de 2014

Santa Brígica, co-padroeira da Europa

Santa Brígida, religiosa, patrona da Europa, +1373

Comentário do dia
Bento XVI: Santa Brígida, mulher de oração para a Igreja do seu tempo

Gálatas 2,19-20.

Irmãos: Por meio da Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. com Cristo estou crucificado.
Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim.


Salmos 34(33),2-11.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor,
escutem e alegrem-se os humildes.

Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que nele se refugia.

Temei o Senhor, vós os seus fiéis,
porque nada falta aos que O temem.
Os poderosos empobrecem e passam fome,
aos que procuram o Senhor não faltará riqueza alguma.




João 15,1-8.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a  verdadeira vide e o meu Pai é o agricultor.
Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda.
Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado.
Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim.
Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer.
Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem.
Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá.
Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Audiência geral de 27/10/2010 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)

Santa Brígida, mulher de oração para a Igreja do seu tempo

Quando Brígida ficou viúva, teve início o segundo período da sua vida. Renunciou a outras bodas para aprofundar a união com o Senhor através da oração, da penitência e das obras de caridade. Portanto, também as viúvas cristãs podem encontrar nesta Santa um modelo a seguir. Com efeito, após a morte do marido, Brígida distribuiu os seus próprios bens aos pobres e, mesmo sem jamais aceder à consagração religiosa, estabeleceu-se no mosteiro cisterciense de Alvastra. Ali tiveram início as revelações divinas, que a acompanharam durante o resto da sua vida. […]

Lendo estas revelações somos interpelados sobre muitos temas importantes. Por exemplo, volta-se a descrever frequentemente, com pormenores bastante realistas, a Paixão de Cristo, pela qual Brígida teve sempre uma devoção privilegiada, contemplando nela o amor infinito de Deus pelos homens. Nos lábios do Senhor que lhe fala, ela põe com audácia estas palavras comovedoras: «Ó meus amigos, Eu amo tão ternamente as minhas ovelhas que, se fosse possível, gostaria de morrer muitas outras vezes, por cada uma delas, com aquela mesma morte que padeci pela redenção de todas elas» (Revelationes, Livro I, C. 59). Também a dolorosa maternidade de Maria, que a tornou Mediadora e Mãe de misericórdia, é um tema que aparece com frequência nas revelações.

Ao receber estes carismas, Brígida estava consciente de ser destinatária de um dom de grande predilecção da parte do Senhor: «Minha filha, […] Eu escolhi-te para Mim; ama-Me com todo o seu coração […], mais do que tudo quanto existe no mundo» (I, 1). De resto, Brígida sabia bem, e disto estava firmemente convencida, que cada carisma está destinado a edificar a Igreja. Precisamente por este motivo, não poucas das suas revelações eram dirigidas, em forma de admoestações até severas, aos fiéis do seu tempo, também às autoridades religiosas e políticas, a fim de que vivessem coerentemente a sua vida cristã; mas fazia isto sempre com uma atitude de respeito e de fidelidade integral ao Magistério da Igreja, de modo particular ao Sucessor do Apóstolo Pedro.







segunda-feira, 21 de julho de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 22 de Julho de 2014

Sta. Maria Madalena, discípula – Memória Obrigatória

Santa Maria Madalena, discípula de Jesus

Comentário do dia
São Francisco de Sales : Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou […]: «Rabbuni!»

Cânt. dos Cânt. 3,1-4a.

Eis o que diz a esposa: «No meu leito, toda a noite, procurei aquele que o meu coração ama; procurei-o e não o encontrei.
Vou levantar-me e dar voltas pela cidade: pelas praças e pelas ruas, procurarei aquele que o meu coração ama. Procurei-o e não o encontrei.
Encontraram-me os guardas que fazem ronda pela cidade: «Vistes aquele que o meu coração ama?»
Mal me apartei deles, logo encontrei aquele que o meu coração ama. Abracei-o e não o largarei até fazê-lo entrar na casa de minha mãe, no quarto daquela que me gerou.


Salmos 63(62),2.3-4.5-6.8-9.

Ó Deus, Tu és o meu Deus: desde a aurora Vos procuro
A minha alma tem sede de Ti;
todo o meu ser anela por Ti,
como terra árida, sequiosa, sem água.

Quero contemplar-Te no santuário,
para ver o teu poder e a tua glória.
O teu amor vale mais do que a vida;
por isso, os meus lábios Te hão-de louvar.  

Quero bendizer-Te toda a minha vida
e em teu louvor levantar as minhas mãos.
A minha alma será saciada com deliciosos manjares,
com vozes de júbilo Te louvarei.

Porque Tu és o meu auxílio,
e à sombra das Tuas asas eu exulto.
A minha alma está unida a Ti,
a tua mão direita me sustenta.




João 20,1-2.11-18.

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava.
Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.»
Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo,
e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés.
Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.»
Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele.
E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.»
Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» que quer dizer: «Mestre!»
Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.'»
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra, doutor da Igreja
Tratado do amor de Deus, 5, 7

Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou […]: «Rabbuni!»

Quem ama verdadeiramente, quase não tem prazer senão na coisa amada. Assim, todas as coisas pareciam esterco ao glorioso São Paulo, em comparação com o seu Salvador (Fil 3,8). E a esposa [do Cântico dos Cânticos] é toda para o seu bem-amado: «O meu amado é meu e eu sou dele. […] Vistes o amado da minha alma?» (2,16; 3,3) […]


A gloriosa amante Madalena depara com os anjos no sepulcro, e estes ter-lhe-ão falado em tom angélico, isto é, com suavidade, a fim de apaziguarem o tormento em que se encontrava. Mas ela, chorosa, não encontrou consolo nem nas suas palavras doces, nem no esplendor das suas vestes, nem na graça celeste do seu porte, nem na beleza amável do seu rosto. Pelo contrário, lavada em lágrimas, dizia: «Levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram.» Voltando-se, viu o Salvador, mas sob o aspecto de jardineiro, com o qual o seu coração não podia contentar-se. Porque, cheia da morte do seu Senhor, não deseja flores, pelo que o jardineiro lhe é indiferente; tem no coração a cruz, os cravos, os espinhos, e procura o seu Crucificado: «Meu caro jardineiro, diz-lhe, se por acaso plantastes o meu bem-amado Senhor trespassado, qual lírio amachucado e seco, entre as vossas flores, dizei-me depressa, que eu irei buscá-Lo.»


Mas, quando Ele a trata pelo nome, derretida de prazer, exclama: «Deus, meu Senhor!» […] E, para melhor glorificar este soberano Bem-Amado, a alma «busca sempre a sua face» (Sl 104,4), ou seja, procura com atenção sempre mais cuidadosa e ardente conhecer todas as particularidades das belezas e perfeições que há nele, progredindo sempre nesta doce busca de motivos que a levem continuamente a deleitar-se sempre mais na incompreensível beleza que ama.







domingo, 20 de julho de 2014

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 21 de Julho de 2014

Segunda-feira da 16ª semana do Tempo Comum

S. Lourenço de Brindisi (Brindes), religioso, Doutor da Igreja, +1619

Comentário do dia
São Romano: «Porque fizeram penitência»

Miqueias 6,1-4.6-8.

Ouvi o que diz o Senhor: «Levanta-te! Advoga a tua causa diante das montanhas, e ouçam as colinas a tua voz!
Ouvi, ó montanhas, o processo do Senhor, prestai atenção, fundamentos da terra! Porque o Senhor entrou em litígio com o seu povo, e vai litigar com Israel:
'Povo meu, que te fiz, ou em que te contristei? Responde-me.
Tirei-te da terra do Egipto, livrei-te da casa da escravidão e enviei, diante de ti, Moisés, Aarão e Míriam.
Com que me apresentarei ao Senhor, e me prostrarei diante do Deus excelso? Irei à sua presença com holocaustos, com novilhos de um ano?
Porventura o Senhor receberá com agrado milhares de carneiros ou miríades de torrentes de azeite? Hei-de sacrificar-lhe o meu primogénito pelo meu crime, o fruto das minhas entranhas pelo meu próprio pecado?
Já te foi revelado, ó homem, o que é bom, o que o Senhor requer de ti: nada mais do que praticares a justiça, amares a lealdade e andares humildemente diante do teu Deus.


Salmos 50(49),5-6.8-9.16bc-17.21.23.

Reuni junto a mim os que me são fiéis,
os que selaram a minha aliança com um sacrifício.
Até os céus proclamarão a sua justiça,
porque Deus é quem julga.
Não te repreendo por causa dos teus sacrifícios;
os teus holocaustos estão sempre na minha presença.

Não aceito os novilhos da tua casa
nem os cabritos do teu rebanho.
«Como falas tanto na minha lei
e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos
e rejeitas as minhas palavras?

Tens feito tudo isto. Poderei Eu calar-me?
Pensavas que Eu era igual a ti?
Vou chamar-te a julgamento
e lançar-te tudo isto em rosto!»
Honra-me quem oferece o sacrifício de louvor;
a quem anda por este caminho

farei participar da salvação de Deus.



Mateus 12,38-42.

Naquele tempo,  alguns esribas e fariseus disseram a Jesus: «Mestre, queremos ver um sinal da tua parte.»
Ele respondeu-lhes: «Geração má e adúltera! Reclama um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, a não ser o do profeta Jonas.
Assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho, três dias e três noites, assim o Filho do Homem estará no seio da terra, três dias e três noites.
No dia do juízo, os habitantes de Nínive hão-de levantar-se contra esta geração para a condenar, porque fizeram penitência quando ouviram a pregação de Jonas. Ora, aqui está quem é maior do que Jonas!
No dia do juízo, a rainha do Sul há-de levantar-se contra esta geração para a condenar, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora, aqui está alguém que é maior do que Salomão!»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos
Hino Nínive, §§ 4-17; SC 99

«Porque fizeram penitência»

Meditemos sobre os ninivitas […], escutemos o que fizeram.

Depois da terrível proclamação que Jonas fez a este povo ébrio e glutão […],

Como hábeis operários acorreram a consolidar

A cidade minada pelas suas más acções

E para tal serviram-se duma rocha firme […], o arrependimento.


Lavaram as suas manchas em torrentes de lágrimas,

Adornaram a cidade com as suas orações,

E Nínive, convertida, agradou ao Pai Misericordioso,

Apresentando de imediato a beleza do seu íntimo

Àquele que sonda os corações (Sl 7,10) […].

Assim, ungida com o óleo das boas obras e perfumada com o jejum,

Foi restituída Àquele que a ama […] e Ele aceitou o seu arrependimento.


O seu rei, um homem sábio, […] aprontou animais e rebanhos

Como se fossem para um dote e disse:

«Ofereço-Vos tudo, meu Deus, meu Salvador.

Reconciliai e reconduzi na Vossa graça

A que se prostituiu e traiu […] a Vossa pureza,

Porque aqui está ela de novo, no seu amor,

A trazer-Vos, qual oferta, o seu arrependimento.


Se eu, o soberano monarca, tiver pecado, que só eu seja punido,

E os demais perdoados na Vossa misericórdia.

Mas se todos Vos tivermos ofendido, escutai o clamor de todos nós […],

Venha sobre nós o Vosso auxílio e todo o medo será dissipado.

Nada mais poderá atemorizar-nos

Se Vos dignardes receber a nossa oferta: o arrependimento.


A rebelde Nínive lança-se a Vossos pés

E eu, miserável rei e Vosso desprezível servo,

Indigno do trono, sento-me sobre a cinza (Jn 3,6);

Tendo insultado a Vossa coroa, espalho poeira sobre a minha cabeça;

Como não mereço a púrpura, vesti-me de serapilheira

E desatei as minhas lamentações.

Poupai-nos ao desdém, lançai sobre nós o Vosso olhar,

Ó Salvador, e aceitai o nosso arrependimento».


Filho Unigénito, ó Único Deus, que fazeis a vontade dos que Vos amam,

Protegei-os na Vossa misericórdia […] como dantes tivestes pena dos ninivitas […]

E livrai do juízo todos os que hoje Vos dedicam o seu canto.

Dai-me o Vosso perdão como prémio da minha confissão […]

E como não possuo obras dignas da Vossa glória,

Ó Salvador, salvai-me ao menos pelas minhas palavras de contrição,

Vós que prezais o arrependimento.