sábado, 30 de agosto de 2014

Profecia do Dia


Domingo, dia 31 de Agosto de 2014

22º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XXII Domingo Comum (semana II do saltério)

São Raimundo Nonato, presbítero, +1240

Comentário do dia
Imitação de Cristo: «Tome a sua cruz e siga-Me.»

Jer. 20,7-9.

Vós me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir! Tu me dominaste e venceste. Sou objecto de contínua irrisão, e todos escarnecem de mim.
Todas as vezes que falo é para proclamar: «Violência! Opressão!» A palavra do Senhor tornou-se para mim motivo de insultos e escárnios, dia após dia.
A mim mesmo dizia: «Não pensarei nele mais! Não falarei mais em seu nome!» Mas, no meu coração, a sua palavra era um fogo devorador, encerrado nos meus ossos. Esforçava-me por contê-lo, mas não podia.


Salmos 63(62),2.3-4.5-6.8-9.

Ó Deus, Tu és o meu Deus: desde a aurora Vos procuro
A minha alma tem sede de Ti;
todo o meu ser anela por Ti,
como terra árida, sequiosa, sem água.

Quero contemplar-Te no santuário,
para ver o teu poder e a tua glória.
O teu amor vale mais do que a vida;
por isso, os meus lábios Te hão-de louvar.  

Quero bendizer-Te toda a minha vida
e em teu louvor levantar as minhas mãos.
A minha alma será saciada com deliciosos manjares,
com vozes de júbilo Te louvarei.

Porque Tu és o meu auxílio,
e à sombra das Tuas asas eu exulto.
A minha alma está unida a Ti,
a tua mão direita me sustenta.




Romanos 12,1-2.

Por isso, vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Seja este o vosso verdadeiro culto, o espiritual.
Não vos acomodeis a este mundo. Pelo contrário, deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito. Ao serviço da comunidade


Mateus 16,21-27.

A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.
Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!»
Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!»
Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la.
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?
Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 1959
Livro II, cap. 12

«Tome a sua cruz e siga-Me.»

Se levas a cruz de boa vontade, ela te levará e conduzirá ao fim desejado, onde será o fim do sofrimento; mas não será neste mundo. Se a levas de má vontade, fazes dela um fardo e ainda mais te pesará; e, contudo, terás de a suportar. Se foges a uma cruz, encontrarás sem dúvida outra, e talvez ainda mais pesada.

Julgas fugir àquilo de que nenhum dos mortais se pode livrar? Qual dos santos viveu neste mundo sem cruz e sem tribulação? Nem mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor, passou uma só hora sem a dor da Paixão enquanto viveu. «Era necessário que Cristo sofresse a ressuscitasse dos mortos, e que assim entrasse na sua glória» (Lc 24, 46ss). E como procuras tu outro, além desse régio caminho que é o da santa cruz? […]

Contudo, esse que é afligido de tanta maneira não está sem o alívio da consolação, porque sente crescer em si o maior fruto pelo sofrimento da sua cruz. Assim, enquanto a ela se submete de livre vontade, todo o peso da tribulação se converte em confiança de consolação divina. […] Isto não é virtude do homem, mas graça de Cristo, que pode tais coisas e age na frágil carne de tal modo, que tudo aquilo a que ela naturalmente sempre foge e que aborrece é empreendido e amado por este fervor do espírito.

Não é próprio do homem levar a cruz, amar a cruz […]. Se olhas só para ti, nada disto conseguirás. Mas, se confias no Senhor, ser-te-á dada a força do céu, e ao teu mando se submeterão o mundo e a carne. E nem temerás o inimigo, se estiveres armado de fé e marcado com a Cruz de Cristo.







sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Profecia do Dia


Sabado, dia 30 de Agosto de 2014

Sábado da 21ª semana do Tempo Comum

Santa Joana Jugan, religiosa, +1879, Santa Tecla, virgem, mártir, séc. I, Beato Eustáquio van Lieshout, presbítero, +1943

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: «Confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei»

1 Cor. 1,26-31.

Irmãos: Considerai, pois, a vossa vocação: humanamente falando, não há entre vós muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres.
Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte.
O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa.
Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus.
É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e redenção,
a fim de que, como diz a Escritura, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.


Salmos 33(32),12-13.18-19.20-21.

Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Do céu, o Senhor contempla
e vê toda a humanidade.

Os olhos do Senhor velam pelos seus fiéis,
por aqueles que esperam na sua bondade,
para os libertar da morte
e os manter vivos no tempo da fome.

A nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protector.
N'Ele se alegra o nosso coração
e em seu nome santo confiamos.




Mateus 25,14-30.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem que, ao partir para fora, chamou os servos e confiou-lhes os seus bens.
A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada qual conforme a sua capacidade; e depois partiu.
Aquele que recebeu cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco.
Da mesma forma, aquele que recebeu dois ganhou outros dois.
Mas aquele que apenas recebeu um foi fazer um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
Passado muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e pediu-lhes contas.
Aquele que tinha recebido cinco talentos aproximou-se e entregou-lhe outros cinco, dizendo: 'Senhor, confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei.'
O senhor disse-lhe: 'Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.'
Veio, em seguida, o que tinha recebido dois talentos: 'Senhor, disse ele, confiaste-me dois talentos; aqui estão outros dois que eu ganhei.'
O senhor disse-lhe: 'Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.'
Veio, finalmente, o que tinha recebido um só talento: 'Senhor, disse ele, sempre te conheci como homem duro, que ceifas onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste.
Por isso, com medo, fui esconder o teu talento na terra. Aqui está o que te pertence.'
O senhor respondeu-lhe: 'Servo mau e preguiçoso! Sabias que eu ceifo onde não semeei e recolho onde não espalhei.
Pois bem, devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e, no meu regresso, teria levantado o meu dinheiro com juros.'
Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos.
Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
A esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.'»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição dogmática sobre a Igreja no mundo actual «Gaudium et spes», §§ 33-35

«Confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei»

Sempre o homem procurou, com o seu trabalho e engenho, desenvolver mais a própria vida. […] Muitas são as questões que se levantam entre os homens, perante este imenso empreendimento, que já atingiu todo o género humano. Qual o sentido e valor desta actividade? Como se devem usar estes bens? […]


Uma coisa é certa para os crentes: a actividade humana individual e colectiva, aquele imenso esforço com que os homens, no decurso dos séculos, tentaram melhorar as suas condições de vida, corresponde à vontade de Deus. Pois o homem, criado à imagem de Deus, recebeu o mandamento de dominar a terra com tudo o que ela contém (Gn 1,26ss), de governar o mundo na justiça e na santidade e, reconhecendo Deus como Criador universal, de se orientar a si e ao universo para Ele; de maneira que, estando todas as coisas sujeitas ao homem, seja glorificado em toda a terra o nome de Deus. Isto aplica-se também às actividades de todos os dias. […]


Mas quanto mais aumenta o poder dos homens, tanto mais cresce a sua responsabilidade, pessoal e comunitária. Vê-se, portanto, que a mensagem cristã não afasta os homens da tarefa de construir o mundo, nem os leva a desatender o bem dos seus semelhantes, mas que, antes, os obriga ainda mais a realizar essas actividades. A actividade humana, do mesmo modo que procede do homem, assim para ele se ordena. De facto, quando age, o homem não transforma apenas as coisas e a sociedade, mas realiza-se a si mesmo. […] O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem. Do mesmo modo, tudo o que o homem faz para conseguir mais justiça, mais fraternidade, uma organização mais humana das relações sociais, vale mais do que os progressos técnicos.







quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 29 de Agosto de 2014

Martírio de S. João Baptista – Memória Obrigatória
Martírio de S. João Baptista

Comentário do dia
São Beda: Precursor na morte como na vida

Jer. 1,17-19.

Naqueles dias, o Senhor dirigiu-me a palavra dizendo: «Tu, porém, cinge os teus rins, levanta-te e diz-lhes tudo o que Eu te ordenar. Não temas diante deles; se não, serei Eu a fazer-te temer na sua presença.
E eis que hoje te estabeleço como cidade fortificada, como coluna de ferro e muralha de bronze, diante de todo este país, dos reis de Judá e de seus chefes, dos sacerdotes e do povo da terra.
Far-te-ão guerra, mas não hão-de vencer, porque Eu estou contigo para te salvar» – oráculo do Senhor.


Salmos 71(70),1-2.3-4a.5-6ab.15ab.17.

Em ti, Senhor, me refugio,
jamais serei confundido.
Pela tua justiça, livra-me e protege-me;
inclina para mim os teus ouvidos e salva-me.

Sê a minha protecção e o refúgio,
A fortaleza da minha salvação.
Tu és a minha defesa e o meu refúgio.
Meu Deus, livra-me das mãos do ímpio.

Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus,
e a minha confiança desde a juventude.
Em ti me apoio desde o seio materno,
desde o ventre materno és o meu protector.

A minha boca proclamará a tua justiça,
e todo o dia anunciarei a tua salvação.
Desde a juventude me ensinaste
e até hoje anunciei sempre os teus prodígios.




Marcos 6,17-29.

Naquele tempo, o rei Herodes  mandara prender João e pô-lo a ferros na prisão, por causa de Herodíade, mulher de Filipe, seu irmão, que ele desposara.
Porque João dizia a Herodes: «Não te é lícito ter contigo a mulher do teu irmão.»
Herodíade tinha-lhe rancor e queria dar-lhe a morte, mas não podia,
porque Herodes temia João e, sabendo que era homem justo e santo, protegia-o; quando o ouvia, ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado.
Mas chegou o dia oportuno, quando Herodes, pelo seu aniversário, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e aos principais da Galileia.
Tendo entrado e dançado, a filha de Herodíade agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que quiseres e eu to darei.»
E acrescentou, jurando: «Dar-te-ei tudo o que me pedires, nem que seja metade do meu reino.»
Ela saiu e perguntou à mãe: «Que hei-de pedir?» A mãe respondeu: «A cabeça de João Baptista.»
Voltando a entrar apressadamente, fez o seu pedido ao rei, dizendo: «Quero que me dês imediatamente, num prato, a cabeça de João Baptista.»
O rei ficou desolado; mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar.
Sem demora, mandou um guarda com a ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi e decapitou-o na prisão;
depois, trouxe a cabeça num prato e entregou-a à jovem, que a deu à mãe.
Tendo conhecimento disto, os discípulos de João foram buscar o seu corpo e depositaram-no num sepulcro.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge beneditino, doutor da Igreja
Hino para o Martírio de São João Baptista

Precursor na morte como na vida

Ilustre precursor da graça e mensageiro da verdade,

João Baptista, estandarte de Cristo,

Tornou-se o evangelista da Luz eterna.

O profético testemunho que nunca deixou de dar

No que dizia e no que fazia, durante toda a vida,

Dá-o hoje com o seu sangue e o seu martírio.

Em tudo precedeu o Mestre: ao nascer,

Anunciou ao mundo a Sua vinda. Ao baptizar

Os penitentes no Jordão, prefigurou

Aquele que vinha instituir o Seu baptismo.

E a morte de Cristo Redentor, seu Salvador,

Que restituiu a vida ao mundo, João Baptista

Sofreu-a também por antecipação,

Derramando o seu sangue por amor dele.


Um tirano cruel resolveu afastá-lo e pô-lo a ferros na prisão.

Mas as correntes não conseguem prender

Os que em Cristo abrem o coração livre ao Reino.

Como poderia a obscuridade e a tortura dum cárcere sombrio

Prevalecer sobre aquele que vê a glória do Senhor

E que dele recebe os dons do Espírito?

E de bom grado ofereceu o pescoço ao gládio do carrasco,

Pois como poderia perder a cabeça

Aquele que tem a Cristo por Cabeça?


Ao partir deste mundo, cumpre hoje o seu papel de precursor

Aquele que o fora toda a vida. Aquele

Que havia de vir e já chegara, hoje a sua morte O proclama,

Pois como poderia a mansão dos mortos reter este mensageiro que lhe escapa?

Os justos, os profetas e os mártires rejubilam com ele

Ao encontro do Senhor, e todos dele se aproximam,

Louvando-o com todo o amor. Com ele se dirigem a Cristo,

Suplicando-lhe que salve também os seus.


Magno precursor do Redentor, não tardará

Aquele que para sempre te libertou da morte!

Conduzido pelo teu Senhor,

Entra, na companhia dos santos, na glória eterna!