quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 26 de Setembro de 2014

Sexta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

S. Cosme e S. Damião, médicos, mártires, +303

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «Os padecimentos reservados a Cristo e a glória que se lhes seguiria» (1Ped 1,11)

Ecles. 3,1-11.

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:
tempo para nascer e tempo para morrer, tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
tempo para matar e tempo para curar, tempo para destruir e tempo para edificar,
tempo para chorar e tempo para rir, tempo para se lamentar e tempo para dançar,
tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar, tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,
tempo para procurar e tempo para perder, tempo para guardar e tempo para atirar fora,
tempo para rasgar e tempo para coser, tempo para calar e tempo para falar,
tempo para amar e tempo para odiar, tempo para guerra e tempo para paz.
Que proveito tira das suas fadigas aquele que trabalha?
Eu vi a tarefa que Deus impôs aos filhos dos homens para que dela se ocupem.
Todas as coisas que Deus fez, são boas a seu tempo. Até a eternidade colocou no coração deles, sem que nenhum ser humano possa compreender a obra divina do princípio ao fim.


Salmos 144(143),1a.2abc.3-4.

Bendito seja o Senhor, meu refúgio;
meu amparo e fortaleza,
meu baluarte e meu libertador
meu escudo e o meu abrigo,

Senhor, que é o homem, para cuidares dele,
e o filho do homem, para nele pensares?
O homem é semelhante ao sopro da brisa;
os seus dias passam como uma sombra.




Lucas 9,18-22.

Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?»
Responderam-lhe: «João Baptista; outros, Elias; outros, um dos antigos profetas ressuscitado.»
Disse-lhes Ele: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Pedro tomou a palavra e respondeu: «O Messias de Deus.»
Ele proibiu-lhes formalmente de o dizerem fosse a quem fosse;
e acrescentou: «O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homília sobre «Pai, se for possível»

«Os padecimentos reservados a Cristo e a glória que se lhes seguiria» (1Ped 1,11)

Próximo da sua morte o Salvador clamava: «Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho» (Jo 17,1). Ora, a sua glória era a cruz. Como podia Ele pois tentar evitar o que anteriormente tinha pedido? Que a sua glória é a cruz, é-nos ensinado pelo Evangelho: «Ainda não tinham o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado» (Jo 7,39). Eis o sentido desta palavra: a graça ainda não tinha sido dada porque Cristo ainda não tinha subido à cruz para reconciliar Deus com os homens. Com efeito, foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da terra um céu, que reuniu os homens aos anjos. Derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demónio, libertou a terra do erro, assentou as fundações da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. E é o orgulho de São Paulo: «De nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gal 6,14).







quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 25 de Setembro de 2014

Quinta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

S. Firmino, bispo, mártir, séc. III

Comentário do dia
São Pedro Crisólogo : Tal como Herodes, nós queremos ver Jesus

Ecles. 1,2-11.

Ilusão das ilusões - disse Qohélet - ilusão das ilusões: tudo é ilusão.
Que proveito pode tirar o homem de todo o esforço que faz debaixo do Sol?
Uma geração passa, outra vem; e a terra permanece sempre.
O Sol nasce e o Sol põe-se e visa o ponto donde volta a despontar.
O vento vai em direcção ao sul, depois ruma ao norte; e gira, torna a girar e passa, e recomeça as suas idas e vindas.
Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche. Para onde sempre correram, continuam os rios a correr.
Todas as palavras estão gastas, o homem não consegue já dizê-las. A vista não se sacia com o que vê, nem o ouvido se contenta com o que ouve.
Aquilo que foi é aquilo que será; aquilo que foi feito, há-de voltar a fazer-se: e nada há de novo debaixo do Sol!
Se de alguma coisa alguém diz: «Eis aí algo de novo!», ela já existia nas eras que nos precederam.
Não há memória das coisas antigas; e também não haverá memória do que há-de suceder depois; nem ficará disso memória entre aqueles que hão-de vir mais tarde.


Salmos 90(89),3-4.5-6.12-13.14.17.

Vós podeis reduzir o homem ao pó
dizendo apenas: "Voltai ao pó, seres humanos!"
Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou
e como uma vigília da noite.

Vós os arrebatas como um sonho,
ou como a erva que de manhã verdeja,
como a erva que de manhã brota vicejante,
mas à tarde está murcha e seca.

Ensinai-nos a contar assim os nossos dias,
para podermos chegar ao coração da sabedoria.
Volta, Senhor! Até quando...?
Tem compaixão dos teus servos.

Sacia-nos pela manhã com os teus favores,
para podermos cantar e exultar todos os dias.
Venham sobre nós as graças do Senhor, nosso Deus!
Confirma em nosso favor a obra das nossas mãos;

faz prosperar a obra das nossas mãos.



Lucas 9,7-9.

Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que Jesus fazia e andava perplexo, pois alguns diziam que João ressuscitara dos mortos; outros,
que Elias aparecera, e outros, que um dos antigos profetas ressuscitara.
Herodes disse: «A João mandei-o eu decapitar, mas quem é este de quem oiço dizer semelhantes coisas?» E procurava vê-lo.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 147

Tal como Herodes, nós queremos ver Jesus

O amor não admite não ver aquele que ama. Não é verdade que todos os santos consideravam insignificante tudo o que obtinham enquanto não vissem a Deus? […] Por isso Moisés ousou dizer: «Se é verdade que alcancei graça aos teus olhos, revela-me as tuas intenções e que eu te conheça» (Ex 33,13). E o salmista: «Mostra-nos o teu rosto» (Sl 80,4). Não foi por isso mesmo que os pagãos fizeram ídolos? Mesmo no cerne do seu erro viam com os seus olhos a quem adoravam.


Portanto, Deus sabia que os mortais viviam atormentados pelo desejo de O ver. Aquele que Ele escolheu para Se mostrar era grande na terra e não o era menos no céu. Pois aquilo que Deus fez semelhante a Si na terra não podia deixar de ser honrado no céu: «Façamos o ser humano à nossa imagem, à nossa semelhança» (Gn 1,26). […] Que ninguém pense, pois, que Deus não teve razão quando veio aos homens sob forma humana. Tomou carne no meio de nós para ser visto por nós.







terça-feira, 23 de setembro de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 24 de Setembro de 2014

Quarta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

S. Vicente Maria Strambi, bispo, +1824, Beata Rita Amada de Jesus, religiosa, fundadora, +1913

Comentário do dia
Papa Francisco: Foram de aldeia em aldeia, anunciando a boa nova

Prov. 30,5-9.

Toda a palavra de Deus é provada ao fogo, é um escudo para aqueles que confiam nele.
Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.
Peço-te duas coisas, não mas negues antes da minha morte:
Afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário,
para que, saciado, não te renegue, e não diga: «Quem é o Senhor?» Ou, empobrecido, não roube e não profane o nome do meu Deus.


Salmos 119(118),29.72.89.101.104.163.

Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça de cumprir a vossa lei.
Prezo mais a lei da tua boca
do que milhões em ouro e prata.

A vossa palavra permanece para sempre,
mais estável do que os céus.
Desviei os meus pés de todo o mau caminho
para obedecer às tuas palavras.

Recebi a sabedoria nos Vossos preceitos,
por isso detesto a mentira.
Odeio e detesto a mentira,
mas deleito-me na Vossa lei.




Lucas 9,1-6.

Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem todas as doenças.
Depois, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes,
e disse-lhes: «Nada leveis para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas.
Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso.
Quanto aos que vos não receberem, saí dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra eles.»
Eles puseram-se a caminho e foram de aldeia em aldeia, anunciando a Boa-Nova e realizando curas por toda a parte.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Papa Francisco
Exortação apostólica «Evangelii Gaudium / A alegria do Evangelho» §§ 181-183 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)

Foram de aldeia em aldeia, anunciando a boa nova

O mandato de Cristo é: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda criatura» (Mc 16,15), porque toda «a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rom 8, 19). «Toda a criação» significa também todos os aspectos da vida humana. […] Os ensinamentos da Igreja acerca das situações contingentes estão sujeitos a maiores ou novos desenvolvimentos e podem ser objecto de discussão, mas não podemos evitar ser concretos. […] Os pastores, acolhendo as contribuições das diversas ciências, têm o direito de exprimir opiniões sobre tudo aquilo que diz respeito à vida das pessoas, dado que a tarefa da evangelização implica e exige uma promoção integral de cada ser humano.

Já não se pode afirmar que a religião deve limitar-se ao âmbito privado e serve apenas para preparar as almas para o céu. Sabemos que Deus deseja a felicidade dos seus filhos também nesta terra, embora estejam chamados à plenitude eterna, porque Ele criou todas as coisas «para nosso usufruto» (1Tim 6,17), para que todos possam usufruir delas. Por isso, a conversão cristã exige rever «especialmente tudo o que diz respeito à ordem social e consecução do bem comum». (São João Paulo II)

Por conseguinte, ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocuparmos com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciarmos sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos. Quem ousaria encerrar num templo e silenciar a mensagem de São Francisco de Assis e da Beata Teresa de Calcutá? Eles não o poderiam aceitar. Uma fé autêntica – que nunca é cómoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, de transmitir valores, de deixar a Terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela.