terça-feira, 14 de outubro de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 15 de Outubro de 2014

Quarta-feira da 28ª semana do Tempo Comum

Santa Teresa de Ávila, virgem, doutora da Igreja, +1582

Comentário do dia
Ditos dos Padres do Deserto : «Ai de vós porque carregais os homens com fardos insuportáveis»

Gálatas 5,18-25.

Irmãos: Ora, se sois conduzidos pelo Espírito, não estais sob o domínio da Lei.
Mas as obras da carne estão à vista. São estas: fornicação, impureza, devassidão,
idolatria, feitiçaria, inimizades, contenda, ciúme, fúrias, ambições, discórdias, partidarismos,
invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas. Sobre elas vos previno, como já preveni: os que praticarem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
Por seu lado, é este o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão, auto-domínio. Contra tais coisas não há lei.
Mas os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e desejos.
Se vivemos no Espírito, sigamos também o Espírito.


Salmos 1,1-2.3.4.6.

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores, 
antes põe o seu enlevo na lei do Senhor
e nela medita dia e noite.

É como a árvore plantada à beira da água corrente:
dá fruto na estação própria
e a sua folhagem não murcha;
em tudo o que faz é bem sucedido.

Mas os ímpios não são assim!
São como a palha que o vento leva.
O Senhor conhece o caminho dos justos,
mas o caminho dos ímpios conduz à perdição.




Lucas 11,42-46.

Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as plantas e descurais a justiça e o amor de Deus! Estas eram as coisas que devíeis praticar, sem omitir aquelas.
Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e de ser cumprimentados nas praças!
Ai de vós, porque sois como os túmulos, que não se vêem e sobre os quais as pessoas passam sem se aperceberem!»
Um doutor da Lei tomou a palavra e disse-lhe: «Mestre, falando assim, também nos insultas a nós.»
Mas Ele respondeu: «Ai de vós, também, doutores da Lei, porque carregais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais nesses fardos!



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Ditos dos Padres do Deserto (séculos IV e V)
Colecção sistemática, cap. 9; SC 387

«Ai de vós porque carregais os homens com fardos insuportáveis»

Um irmão que tinha pecado foi expulso da igreja pelo padre; o abba Bessarion levantou-se e saiu com ele, dizendo: «Eu também sou pecador.» […]


Um irmão pecou uma vez em Cétia. Realizou-se um conselho, para o qual convocaram o abba Moisés. Mas este recusou-se a vir. Então o padre mandou dizer-lhe: «Vem, porque estão todos à tua espera.» Ele levantou-se e apareceu com um cesto cheio de buracos, que enchera de areia e trazia às costas. Os outros, vindo ao seu encontro, perguntaram-lhe: «O que é isso, padre?» O velho respondeu: «Os meus pecados escoam atrás de mim e eu venho aqui hoje para julgar os pecados de outros?» Ouvindo isto, eles não disseram nada ao irmão, mas perdoaram-lhe.


O abba Joseph pediu ao abba Poemen: «Diz-me como hei-de tornar-me monge.» O velho respondeu-lhe: «Se quiseres encontrar tranquilidade aqui e no mundo que há-de vir, diz em todas as ocasiões: Quem sou eu? E não julgues ninguém.»


Um irmão perguntou ao abba Poemen: «Se vir um pecado do meu irmão, é correcto escondê-lo?» O velho respondeu-lhe: «Quando escondemos os pecados dos nossos irmãos, também Deus esconde os nossos, e quando expomos os pecados dos nossos irmãos, também Ele expõe os nossos.»







segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 14 de Outubro de 2014

Terça-feira da 28 semana do Tempo Comum

São Calisto I, papa, mártir, +222, S. João Ogilvie, presbítero, mártir, +1615

Comentário do dia
Santo Afonso-Maria de Ligório : Um coração que verdadeiramente se dá a Deus

Gálatas 5,1-6.

Irmãos: Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão.
Reparai, sou eu, Paulo, que vo-lo digo: se vos circuncidardes, Cristo de nada vos servirá.
Uma vez mais o atesto a todo o homem que se circuncida: fica obrigado a cumprir toda a Lei.
Tornastes-vos uns estranhos para Cristo, vós os que pretendeis ser justificados pela Lei; abandonastes a graça.
Porque nós, é em virtude da fé, pelo Espírito, que aguardamos a justiça que esperamos.
Pois, em Cristo, nem a circuncisão vale alguma coisa, nem a incircuncisão, mas sim a fé que actua pelo amor.


Salmos 119(118),41.43.44.45.47.48.

Desça sobre mim, Senhor, a tua bondade;  
salva-me, segundo a tua promessa!  
Não me tires da boca a palavra da verdade,
porque pus a minha esperança nas tuas sentenças.

Assim, cumprirei continuamente a tua lei,
para todo o sempre.
Andarei seguro no meu caminho,
porque busquei as tuas instruções.

Deleito-me nos teus mandamentos,
que muito amo.
Levanto as mãos para os teus mandamentos  
e meditarei nas tuas leis.  




Lucas 11,37-41.

Naquele tempo, depois de Jesus ter falado, um fariseu convidou-O para almoçar na sua casa; Jesus entrou e pôs-se à mesa.
O fariseu admirou-se de que Ele não se tivesse lavado antes da refeição.
O Senhor disse-lhe: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade.
Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior?
Antes, dai esmola do que possuís, e para vós tudo ficará limpo.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787), bispo, doutor da Igreja
6º Discurso para a novena de Natal

Um coração que verdadeiramente se dá a Deus

Compreendamos bem isto, o nosso coração pertencerá completamente a Deus a partir do dia em que por Ele renunciarmos a todas as nossas vontades, a partir do dia em que apenas quisermos o que Ele quer. Este Deus, de resto, só quer o nosso bem e a nossa felicidade. «Cristo morreu», diz o apóstolo Paulo, «para ser o Senhor dos vivos e dos mortos. Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; e se morremos, é para o Senhor que morremos. Ou seja, quer vivamos quer morramos, é ao Senhor que pertencemos» (Rom 14, 8-9). Jesus quis morrer por nós; que mais podia Ele ter feito para conquistar o nosso amor e Se tornar o único Dono do nosso coração? Cabe-nos portanto, doravante, mostrar ao céu e à Terra, com a nossa vida e com a nossa morte, que já não nos pertencemos a nós, mas que somos inteiramente posse do nosso Deus, dele apenas.


O quanto Deus deseja ver um coração que verdadeiramente se dá por completo a Ele! Com que amor ardente não o amará! Quantos sinais de ternura não lhe prodigalizará, já aqui, nesta vida na Terra! Quantos bens, quanta felicidade, quanta glória não lhe preparará nos céus! […]


Almas fiéis! Caminhemos ao encontro de Jesus; se Ele tem a felicidade de nos possuir, temos nós a de O possuir a Ele: a troca é muito mais vantajosa para nós do que para Ele. «Teresa», disse um dia o Senhor a esta santa [de Ávila], «não tinhas sido, até aqui, completamente minha; agora que és integralmente minha, fica a saber que Eu sou teu completamente.» […] Deus arde de um desejo extremo de Se unir a nós; mas é preciso que também nós zelemos no cuidado de nos unirmos a Deus.







domingo, 12 de outubro de 2014

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 13 de Outubro de 2014

Segunda-feira da 28ª semana do Tempo Comum

S. Eduardo, rei de Inglaterra, +1066, Beata Alexandrina Costa, virgem, +1955

Comentário do dia
Afraate : «Como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração»

Gálatas 4,22-24.26-27.31.5,1.

Irmãos: Com efeito, está escrito que Abraão teve dois filhos: um da escrava e outro da mulher livre.
Mas, enquanto o da escrava foi gerado segundo a carne, o da mulher livre foi gerado por causa da promessa.
Isto está dito em alegoria; pois elas representam duas alianças: uma, a do monte Sinai, foi a que gerou para a escravidão; essa é Agar.
Mas a Jerusalém do alto é livre; essa é a nossa mãe,
pois está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz; rejubila e grita, tu que não sentes as dores de parto; pois são muitos os filhos da abandonada, mais do que os daquela que tem marido!
Por isso, irmãos, não somos filhos da escrava, mas da mulher livre.
Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão.


Salmos 113(112),1-2.3-4.5a.6-7.

Louvai, servos do Senhor,  
louvai o nome do Senhor.  
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.  

Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor. 
O Senhor reina sobre todas as nações,
a sua majestade está acima dos céus.

Quem é como o Senhor, nosso Deus?  
Ele se inclina, lá do alto,
para observar o céu e a terra.
Ele levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria.



Lucas 11,29-32.

Naquele tempo, aglomerava-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas.
Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração.
A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão!
Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Afraate (?-c. 345), monge e bispo de Nínive, perto de Mossul
Exposições, n°3: Sobre o jejum; SC 349

«Como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração»

Os filhos de Nínive praticaram um jejum puro quando Jonas lhes pregou a conversão. Com efeito, está escrito: Assim que ouviram a pregação de Jonas, decretaram um jejum permanente e uma súplica ininterrupta, vestiram-se de saco e sentaram-se na cinza. Despiram as vestes delicadas e, em vez delas, vestiram-se de serapilheira. Recusaram aos lactantes o seio das suas mães e não levaram o gado às pastagens (cf Jn 3). […]


E eis que está escrito: «Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho e, arrependendo-se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez». Não está dito: «Viu a abstinência de pão e água, com saco e cinza», mas que «se convertiam do seu mau caminho». […] Foi um jejum puro, o dos ninivitas, um jejum que foi aceite: o jejum com que se afastaram dos maus caminhos e da rapacidade das suas mãos. […]


Pois, meu amigo, quando jejuamos, a melhor coisa é sempre a abstinência da maldade. É melhor que a abstinência de pão e água, melhor que «curvar a cabeça como um junco, deitar-se sobre saco e cinza», como disse Isaías (58,5). Com efeito, quando um homem se abstém de pão, de água ou de qualquer alimento, se cobre de saco e se aflige, é amado, belo e aprovado. Mas aquilo que mais agrada é que ele se humilhe, que «se liberte do jugo» da impiedade e que «quebre toda a opressão» do erro. «Então, a tua luz surgirá como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar», «serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis» (Is 58,6ss).