quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 20 de Novembro de 2014

Quinta-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Santo Edmundo, rei, mártir, +870

Comentário do dia
São Rafael Arnaiz Baron : «Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz!»

Apoc. 5,1-10.

Eu, João, vi na mão direita d'Aquele que estava sentado no trono um livro escrito nas duas faces e selado com sete selos.
Vi também um anjo forte que clamava com voz potente: «Quem é digno de abrir o livro e de quebrar os selos?»
Mas ninguém, nem no céu nem na terra, nem debaixo da terra era capaz de abrir o livro nem de olhar para ele.
E eu chorava copiosamente porque não fora encontrado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele.
Então, um dos anciãos disse-me: «Não chores. Porque venceu o Leão da tribo de Judá, o rebento da dinastia de David; Ele abrirá o livro e os seus sete selos.»
Depois olhei e vi no meio do trono e dos quatro seres viventes e no meio dos anciãos, um Cordeiro. Estava de pé, mas parecia ter sido imolado. Tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.
Depois, o Cordeiro aproximou-se e recebeu o livro da mão direita do que estava sentado no trono.
E, quando Ele recebeu o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma cítara e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
E cantavam um cântico novo, dizendo: «Tu és digno de receber o livro e de abrir os selos; porque foste morto e, com teu sangue, resgataste para Deus, homens de todas as tribos, línguas, povos e nações;
e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus; e reinarão sobre a terra.»


Salmos 149(148),1-2.3-4.5-6a.9b.

Cantai ao Senhor um cântico novo;

louvai-O na assembleia dos fiéis!
Alegre-se Israel no seu Criador;

regozije-se o povo de Sião no seu Rei!
Louvem o seu nome com danças;
cantem-Lhe ao som de harpas e tambores!

O Senhor ama o seu povo
e honra os humildes com a vitória!
Exultem de alegria os fiéis
e cantem jubilosos em seus leitos.

Entoem bem alto os louvores de Deus,
é uma honra para todos os seus fiéis.



Lucas 19,41-44.

Naquele tempo, quando Jesus Se aproximou de Jerusalém, ao ver a cidade, chorou sobre ela e disse:
«Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está oculto aos teus olhos.
Virão dias para ti, em que os teus inimigos te hão-de cercar de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados;
hão-de esmagar-te contra o solo, assim como aos teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol
Escritos espirituais 23/02/1938

«Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz!»

Debrucei-me um pouco da janela. […] O sol começava a levantar-se. Uma paz muito grande reinava sobre a natureza. Tudo começava a despertar, a terra, o céu, os pássaros. Tudo, pouco a pouco, começava a despertar sob as ordens de Deus. Tudo obedecia às suas leis divinas, sem queixas nem sobressaltos, suavemente, com mansidão, tanto a luz como as trevas, tanto o céu azul como a terra dura coberta pelo orvalho da alvorada. Que bom é Deus!, pensava eu. Há paz em todo o lado, excepto no coração humano.


E delicada, suavemente, Deus ensinou-me também, nessa madrugada suave e tranquila, a obedecer; uma grande paz preencheu a minha alma. Pensei que só Deus é bom, que tudo é ordenado por Ele, que nada no que os homens fazem ou dizem tem importância, e que, para mim, só uma coisa deve haver no mundo: Deus. Deus, que tudo vai ordenar para o meu bem. Deus, que faz que a cada manhã o sol se levante, que faz que a geada derreta, que faz que os pássaros cantem, e que transmuta as nuvens do céu em mil cores suaves. Deus, que me oferece um cantinho nesta Terra para eu orar, que me dá um cantinho onde poder ficar à espera daquilo em que ponho a minha esperança.


Deus, tão bom para comigo que, no silêncio, me fala ao coração, e me ensina aos poucos, talvez em lágrimas, sempre com a cruz, a desligar-me das criaturas; a não procurar a perfeição a não ser nele; que me mostra Maria e me diz: «Eis a única criatura perfeita; nela encontrarás o amor e a caridade que não encontras junto dos homens. De que te queixas tu, Irmão Rafael? Ama-Me, sofre comigo; sou eu, Jesus!»







terça-feira, 18 de novembro de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 19 de Novembro de 2014

Quarta-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Santa Matilde de Hackeborn, monja, +1298, S. Roque Gonzales e comp., mártires, +1628

Comentário do dia
Bento XVI: «Fazei-a render»

Apoc. 4,1-11.

Eu, João, vi uma porta aberta no céu e a voz que eu ouvira ao princípio, como se fosse de trombeta, falava comigo, dizendo: «Sobe aqui e vou mostrar-te o que deve acontecer depois disto.»
Imediatamente, fui arrebatado em espírito: vi um trono no céu e sobre o trono havia alguém sentado.
O que estava sentado era, no aspecto, semelhante à pedra de jaspe e de sardónica e uma auréola, de aspecto semelhante à esmeralda, rodeava o trono.
Formando um círculo à volta do trono, vi que havia vinte e quatro tronos e sobre eles estavam sentados vinte e quatro anciãos vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça.
Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões; sete lâmpadas de fogo ardiam diante do trono de Deus, as quais são os sete espíritos de Deus.
Diante do trono havia também uma espécie de mar de vidro, transparente como cristal. No meio do trono e à volta do trono havia ainda quatro seres viventes cobertos de olhos por diante e por detrás:
o primeiro vivente era semelhante a um leão; o segundo era semelhante a um touro; o terceiro tinha uma face semelhante à de um homem e o quarto era semelhante a uma águia em voo.
Os quatro seres viventes tinham cada um seis asas cobertas de olhos por fora e por dentro. E não cessavam de cantar, de dia e de noite: «Santo, santo, santo é o Senhor Todo-Poderoso, o que era, o que é e que há-de vir.»
E, sempre que os seres viventes dão glória, honra e acção de graças ao que está sentado no trono e que vive pelos séculos dos séculos,
os vinte e quatro anciãos prostram-se diante do que está sentado no trono e adoram ao que vive para sempre; e, lançando as suas coroas diante do trono, aclamam:
«Digno és, Senhor e nosso Deus, de receber a glória, a honra e a força; porque criaste todas as coisas, por tua vontade foram criadas e existem.»


Salmos 150(149),1-2.3-4.5-6.

Louvai a Deus no seu santuário;
louvai-o no seu majestoso firmamento!
Louvai-o pelos seus feitos valorosos;
louvai-o por todas as suas grandes proezas!

Louvai-o ao som da trombeta;
louvai-o com a harpa e a cítara!
Louvai-o com tambores e danças;
louvai-o com instrumentos de corda e flautas!

Louvai-o com címbalos sonoros;
louvai-o com címbalos vibrantes!
Tudo o que respira louve o Senhor!




Lucas 19,11-28.

Naquele tempo, disse Jesus uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia manifestar-se mediatamente.
Disse, pois: «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar.
Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: 'Fazei render a mina até que eu volte.'
Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram uma embaixada atrás dele, para dizer: 'Não queremos que ele seja nosso rei.'
Quando voltou, depois de tomar posse do reino, mandou chamar os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que tinha ganho cada um deles.
O primeiro apresentou-se e disse: 'Senhor, a tua mina rendeu dez minas.'
Respondeu-lhe: 'Muito bem, bom servo; já que foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades.'
O segundo veio e disse: 'Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.'
Respondeu igualmente a este: 'Recebe, também tu, o governo de cinco cidades.'
Veio outro e disse: 'Senhor, aqui tens a tua mina que eu tinha guardado num lenço,
pois tinha medo de ti, que és homem severo, levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste.'
Disse-lhe ele: 'Pela tua própria boca te condeno, mau servo! Sabias que sou um homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei;
então, porque não entregaste o meu dinheiro ao banco? Ao regressar, tê-lo-ia recuperado com juros.'
E disse aos presentes: 'Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas.'
Responderam-lhe: 'Senhor, ele já tem dez minas!'
Digo-vos Eu: A todo aquele que tem, há-de ser dado, mas àquele que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado.
Quanto a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os cá e degolai-os na minha presença.»
Dito isto, Jesus seguiu para diante, em direcção a Jerusalém.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Encíclica «Caritas in veritate / L'amour dans la vérité», §§ 48, 50 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Fazei-a render»

O ambiente natural foi dado por Deus a todos, constituindo o seu uso uma responsabilidade que temos para com os pobres, as gerações futuras e a humanidade inteira. […] Na natureza, o crente reconhece o resultado maravilhoso da intervenção criadora de Deus, de que o homem pode responsavelmente servir-se para satisfazer as suas legítimas exigências — materiais e imateriais —, no respeito pelos equilíbrios intrínsecos da própria criação. Se falta esta perspectiva, o homem acaba por considerar a natureza um tabu intocável ou, ao contrário, por abusar dela. Nem uma nem outra destas atitudes corresponde à visão cristã da natureza, fruto da criação de Deus.

A natureza é expressão de um desígnio de amor e de verdade. Precede-nos, tendo-nos sido dada por Deus como ambiente de vida. Fala-nos do Criador (Rom 1,20) e do seu amor pela humanidade. Está destinada, no fim dos tempos, a ser «instaurada» em Cristo (Ef 1,9-10; Col 1,19-20). Por conseguinte, também ela tem uma «vocação». A natureza está à nossa disposição, não como um monte de lixo espalhado ao acaso, mas como um dom do Criador, que traçou os seus ordenamentos intrínsecos, dos quais o homem há-de tirar as devidas orientações para a «guardar e cultivar» (Gn 2,15). […]

É lícito ao homem exercer um governo responsável sobre a natureza para a guardar, fazer frutificar e cultivar, inclusive com formas novas e tecnologias avançadas, para que possa acolher e alimentar condignamente a população que a habita. Há espaço para todos nesta nossa Terra: aqui, a família humana inteira deve encontrar os recursos necessários para viver decorosamente. […] Devemos, porém, sentir como gravíssimo o dever de entregar a Terra às novas gerações num estado tal, que também elas possam dignamente habitá-la e continuar a cultivá-la.







segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 18 de Novembro de 2014

Terça-feira da 33ª semana do Tempo Comum
Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo

Beato Domingos Jorge, leigo, mártir, +1619

Comentário do dia
São João Maria Vianney : «O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido»

Apoc. 3,1-6.14-22.

Eu, João, ouvi o Senhor que me dizia:«Ao anjo da igreja de Sardes, escreve: "Eis o que  diz Aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: 'Conheço as tuas obras; tens fama de estar vivo, mas estás morto.
Sê vigilante e fortifica aquilo que está a morrer, pois não encontrei perfeitas as tuas obras, diante do meu Deus.
Recorda, portanto, o que recebeste e ouviste. Guarda-o e arrepende-te. Pois se não estiveres vigilante, virei como um ladrão, sem que saibas a que hora virei ter contigo.
No entanto, tens em Sardes algumas pessoas que não mancharam as suas vestes; esses caminharão comigo, vestidos de branco, pois são dignos disso.
Assim, o que vencer andará vestido com vestes brancas e não apagarei o seu nome do livro da Vida, mas o darei a conhecer diante de meu Pai e dos seus anjos.'
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.»
Ao anjo da igreja de Laodiceia, escreve: «Isto diz o Ámen, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da Criação de Deus:
'Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente.
Assim, porque és morno – e não és frio nem quente – vou vomitar-te da minha boca.
Porque dizes: 'Sou rico, enriqueci e nada me falta' – e não te dás conta de que és um infeliz, um miserável, um pobre, um cego, um nu –
aconselho-te a que me compres ouro purificado no fogo, para enriqueceres, vestes brancas para te vestires, a fim de não aparecer a vergonha da tua nudez e, finalmente, o colírio para ungir os teus olhos e recobrares a vista.
Aos que amo, eu os repreendo e castigo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.
Olha que Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo.'
Ao que vencer, farei que se sente comigo no meu trono, assim como Eu venci e estou sentado com meu Pai, no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.»


Salmos 15(14),2-3ab.3cd-4ab.5.

Aquele que leva uma vida sem mancha,
pratica a justiça e diz a verdade com todo o coração;
aquele cuja língua
não levanta calúnias  

e não faz mal ao seu próximo,
nem causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível,
mas estima os que temem o Senhor;

O que não falta ao seu juramento mesmo em seu prejuízo
e que não empresta o seu dinheiro com usura,
nem se deixa subornar contra o inocente.
Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.




Lucas 19,1-10.

Naquele tempo, Jesus entrou Jericó e começou a atravessar a cidade.
Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos.
Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.
Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali.
Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.»
Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria.
Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador.
Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.»
Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão;
pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Maria Vianney (1786-1859), presbítero, cura de Ars
Sermão para o terceiro domingo depois de Pentecostes

«O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido»

Não contente em nos chamar a Si pela sua graça, e nos fornecer todos os meios para nos santificarmos, vede como Jesus Cristo corre atrás das suas ovelhas perdidas; vede como percorre as cidades e os campos para as procurar e as trazer para o local da sua misericórdia. Vede como deixa os seus apóstolos para ir ao encontro da Samaritana no poço de Jacó, aonde sabia que ela viria (Jo 4,6ss). […] Vede-O em casa de Simão, o leproso: não é para comer que lá vai, é porque sabia que ali viria uma Madalena pecadora (Mc 14,3ss). […] Vede-o tomar a estrada para Cafarnaum, para ir ao encontro de outro pecador no seu ofício, Mateus, e para fazer dele um apóstolo zeloso (Mt 9,9).



Perguntai-Lhe porque tomou a estrada para Jericó: Ele vos dirá que há um homem chamado Zaqueu, que é considerado um pecador público, e que Ele quer ir ver se pode salvá-lo. Para fazer dele um arrependido perfeito, faz como um bom pai que perdeu o filho, e chama-o: «Zaqueu, desce daí; porque hoje quero ficar em tua casa. Acabei de te conceder uma graça.» É como se lhe dissesse: «Zaqueu, deixa esse orgulho e esse apego às coisas deste mundo; desce, escolhe a humildade e a pobreza.» Para tornar isto claro, disse aos que estavam com ele: «Hoje chegou a salvação a esta casa.» Ó meu Deus! Como é grande a vossa misericórdia para os pecadores! […]


Depois de tudo o que vemos que Jesus Cristo fez para nos salvar, como podemos desesperar da sua misericórdia, uma vez que a sua maior alegria é perdoar-nos? Assim, por muitos que sejam os nossos pecados, se queremos deixá-los e arrepender-nos deles, temos a certeza do perdão.