quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 11 de Dezembro de 2014

Quinta-feira da 2a semana do Advento

S. Dâmaso I, papa, +384

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Todos os profetas e a Lei anunciaram isto até João»

Is. 41,13-20.

«Sou Eu, o Senhor, teu Deus, que te seguro pela mão direita e te digo: 'Não temas, Eu venho em teu auxílio'.
Não temas, pobre verme de Jacob, bichinho de Israel. Eu venho socorrer-te — oráculo do Senhor—, o teu redentor é o Santo de Israel.
Eu te converterei em trilho aguçado, novo e bem cortante; calcarás e triturarás os montes e transformarás em palha as colinas.
Hás de joeirá-los e o vento os levará, o vendaval os dispersará. Mas tu exultarás no Senhor e te gloriarás no Santo de Israel.
Os infelizes e os pobres buscam água e não a encontram e a sua língua está ressequida pela sede. Eu, o Senhor, os atenderei, Eu, o Deus de Israel, não os abandonarei.
Farei brotar rios nos montes escalvados e fontes por entre os vales. Transformarei o deserto em lago e a terra seca em nascentes de água.
No deserto farei crescer o cedro, a acácia, a murta e a oliveira; na estepe plantarei o cipreste, o olmo e o pinheiro,
para que todos vejam e saibam, considerem e compreendam que a mão do Senhor fez estas coisas, que o Santo de Israel as realizou».


Salmos 145(144),1.9.10-11.12-13ab.

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,
e bendizer o vosso nome para sempre.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos;

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.




Mateus 11,11-15.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista. Mas o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que ele.
Desde os dias de João Baptista até agora, o reino dos Céus sofre violência e são os violentos que se apoderam dele.
Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João.
É ele, se quiserdes compreender, o Elias que estava para vir.
Quem tem ouvidos oiça».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Tratado antidonatista «Contra as cartas de Petiliano» livro 2, §87

«Todos os profetas e a Lei anunciaram isto até João»

Até João Baptista, a Lei e os profetas comportavam prefigurações que tinham como objectivo anunciar o futuro. Já os sacramentos da nova Lei, os sacramentos do nosso tempo, atestam a vinda daquele que os antigos proclamavam que viria. E, de todos os percursores de Cristo, João foi o mensageiro que O anunciou de mais perto.


Porque todos os justos e todos os profetas dos séculos anteriores tinham desejado ver a realização daquilo que já discerniam no futuro de que o Espírito Santo levantara o véu. O próprio Senhor Jesus Cristo o disse: «Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais vendo e não viram, e ouvir o que estais ouvindo e não ouviram» (Mt 13,17). Foi por isso que se disse de João Baptista que ele era «mais do que um profeta» e que «entre os nascidos de mulher não apareceu ninguém maior» (Mt 11,9-11).


Com efeito, os justos dos primeiros tempos só haviam podido anunciar Cristo; João Baptista, por seu lado, teve a graça de O anunciar ainda ausente e de O ver finalmente presente. Ele viu Aquele que os outros haviam desejado ver. É por isso que o sinal do seu baptismo ainda pertence ao anúncio de Cristo que está para vir, mas já no limite da espera. Até ele, houve predições da primeira vinda do Senhor; agora, depois dele, já não se prediz a vinda de Cristo, proclama-se essa vinda.







terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 10 de Dezembro de 2014

Quarta-feira da 2a semana do Advento
Nossa Senhora do Loreto

Santa Eulália, virgem, mártir, +304

Comentário do dia
Regra do Mestre: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados»

Is. 40,25-31.

«A quem Me comparareis que seja semelhante a Mim? — diz o Deus Santo.
Erguei os olhos para o alto e olhai. Quem criou estas estrelas? Aquele que as conta e as faz marchar como um exército e as chama a todas pelos seus nomes. Tal é a sua força e tão grande é o seu poder, que nenhuma falta à chamada.
Jacob, porque dizes; Israel, porque afirmas: 'O meu destino está oculto ao Senhor e a minha causa passa despercebida ao meu Deus'? Não o sabes, não o ouvistes dizer?
O Senhor é um Deus eterno, criador da terra até aos seus confins. Ele não Se cansa nem Se fatiga e a sua inteligência é insondável.
Dá força ao que anda exausto e vigor ao que anda enfraquecido.
Os jovens cansam-se e fatigam-se e os adultos tropeçam e vacilam.
Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, formam asas como as águias. Correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem».


Salmos 103(102),1-2.3-4.8.10.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades;
salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade;
não nos tratou segundo os nossos pecados,
nem nos castigou segundo as nossas culpas.




Mateus 11,28-30.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Regra do Mestre, regra monástica do século VI
Invitatório; SC 105

«Vinde a Mim, todos os que estais cansados»

Percorríamos o itinerário desta vida na ignorância das boas acções e na incerteza da prova que é a morte. A nossa viagem pelo mundo tinha-nos sobrecarregado com um pesado fardo de negligência pecadora. […] Subitamente, a oriente, apercebemo-nos de uma fonte de água vida que não esperávamos. Enquanto caminhávamos apressadamente na sua direcção, fez-se ouvir a voz de Deus: «Todos vós que tendes sede vinde à nascente das águas» (Is 55,1). Vendo-nos aproximar, carregados com grandes pesos, repetiu: «Vinde a Mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei» E, ao ouvirmos aquela voz cheia de bondade, largámos os nossos pesos no chão. Sedentos, estendemo-nos no solo para beber avidamente da fonte; bebemos longamente e erguemo-nos renovados.


Depois de nos termos posto de pé, ficámos ali, completamente estupefactos na nossa imensa alegria, a olhar para o jugo que tínhamos penosamente transportado no caminho e para aqueles pesos que nos tinham cansado enormemente, ignorantes como éramos. Enquanto estávamos absortos nestas considerações, ouvimos de novo a voz que saía da fonte que nos tinha devolvido a vida: « Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.» Ao ouvir estas palavras, dissemos uns aos outros: «Não voltemos atrás depois de termos encontrado a vida graças a esta fonte. […] Não retomemos o peso dos nossos pecados, que atirámos para longe quando fomos à fonte baptismal. […] Agora, recebemos a sabedoria de Deus. […] Agora, fomos convidados ao repouso pela voz do Senhor.»







segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 09 de Dezembro de 2014

Terça-feira da 2a semana do Advento

S. João Diogo, indígena mexicano, vidente de Guadalupe, séc. XVI, Beato Bernardo Maria Silvestrelli, presbítero, +1911, Santa Leocádia, virgem, mártir, +304

Comentário do dia
São Claude de la Colombière : O Filho de Deus vem à nossa procura

Is. 40,1-11.

Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.
Falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que terminaram os seus trabalhos e está perdoada a sua culpa, porque recebeu da mão do Senhor duplo castigo por todos os seus pecados.
Uma voz clama: «Preparai no deserto o caminho do Senhor, abri na estepe uma estrada para o nosso Deus.
Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas.
Então se manifestará a glória do Senhor e todo o homem verá a sua magnificência, porque a boca do Senhor falou».
Uma voz dizia: «Clama». E eu respondi: «Que hei de clamar?» — «Todo o ser humano é como a erva, toda a sua glória é como a flor do campo.
A erva seca e as flores murcham, quando o vento do Senhor sopra sobre elas.
A erva seca e as flores murcham, mas a palavra do nosso Deus permanece eternamente».
Sobe ao alto dum monte, arauto de Sião; grita com voz forte, arauto de Jerusalém; levanta sem temor a tua voz e diz às cidades de Judá: «Eis o vosso Deus.
O Senhor Deus vem com poder, o seu braço dominará. Com Ele vem o seu prémio, precede-O a sua recompensa.
Como um pastor apascentará o seu rebanho e reunirá os animais dispersos; tomará os cordeiros em seus braços, conduzirá as ovelhas ao seu descanso».


Salmos 96(95),1-2.3.10ac.11-12.13.

Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.

Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome,

anunciai dia a dia a sua salvação.

Publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.


Dizei entre as nações: O Senhor é Rei.
Governa os povos com equidade.
Alegrem-se os céus, exulte a terra,

ressoe o mar e tudo o que ele contém,

exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores dos bosques.


Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra:
julgará o mundo com justiça

e os povos com fidelidade.




Mateus 18,12-14.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada?
E se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam.
Assim também, não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Claude de la Colombière (1641-1682), jesuíta
Sermão pregado em Londres, na presença da Duquesa de Iorque

O Filho de Deus vem à nossa procura

Imaginai a desolação de um pobre pastor cuja ovelha se tresmalhou. Em todos os campos vizinhos só se ouve a voz desse infeliz que, tendo abandonado o grosso do rebanho, corre pelas florestas e pelas colinas, passa pelas partes mais densas dos bosques e atravessa os silvados, lamentando-se e gritando com todas as forças e não se resolvendo a regressar sem ter encontrado a sua ovelha e a ter trazido para o redil.


Foi isto que fez o Filho de Deus, quando os homens se desviaram, pela sua desobediência, das orientações do seu Criador: desceu à terra e não rejeitou cuidados nem fadigas para nos restabelecer no estado de que tínhamos decaído. E é o que continua a fazer todos os dias com aqueles que se afastaram dele pelo pecado: segue-os, por assim dizer, não cessando de os chamar até os ter reconduzido ao caminho da salvação. Se assim não fosse, sabeis certamente o que seria feito de nós depois do primeiro pecado mortal: ser-nos-ia impossível regressar. Tem de ser Ele a fazer tudo primeiro: a dar-nos a sua graça, a procurar-nos, a convidar-nos a termos piedade de nós mesmos, pois sem isso não sonharíamos sequer em pedir-Lhe que tivesse misericórdia de nós. [...]


O ardor com que Deus nos procura é sem dúvida efeito de uma enorme misericórdia. Mas a doçura que acompanha este zelo indica uma bondade ainda mais admirável. Não obstante o desejo extremo que tem de nos fazer voltar, Ele nunca usa de violência, recorrendo apenas aos caminhos da doçura. Em toda a história do Evangelho, não encontro nenhum pecador que tenha sido convidado à penitência senão por meio da ternura e de vantagens alcançadas.