terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 21 de Janeiro de 2015

Quarta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Santa Inês, v. m., +304

Comentário do dia
São Pedro Crisólogo : Cristo cura a paralisia dos nossos membros e do nosso coração

Heb. 7,1-3.15-17.

Irmãos: Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, foi ao encontro de Abraão, quando este regressava vitorioso do combate contra os reis; ele abençoou Abraão
e Abraão deu-lhe o dízimo de todos os despojos. O seu nome significa em primeiro lugar "rei de justiça", mas também "rei de Salém", isto é, "rei de paz".
Aparece sem pai, nem mãe, nem genealogia, sem princípio de seus dias, nem fim da sua vida; semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
Assim se torna bem evidente que a perfeição não veio por meio do sacerdócio levítico, uma vez que, à semelhança de Melquisedec, surge outro sacerdote instituído,
não em virtude de uma lei humana, mas por força de uma vida imortal.
É d'Ele que se dá este testemunho: "Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec".


Salmos 110(109),1.2.3.4.

Disse o Senhor ao meu Senhor:
"Senta-te à minha direita,
até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés.
O Senhor estenderá de Sião

o cetro do teu poder
e tu dominarás no meio dos teus inimigos.
A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste
nos esplendores da santidade,

antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei".
O Senhor jurou e não Se arrependerá:
"Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec".




Marcos 3,1-6.

Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada.
Os fariseus observavam Jesus para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-l'O.
Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada: "Levanta-te e vem aqui para o meio".
Depois perguntou-lhes: "Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?". Mas eles ficaram calados.
Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem: "Estende a mão". Ele estendeu-a e a mão ficou curada.
Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Homilia sobre o mistério da encarnação, 148 ; PL 52, 596 (trad. breviário, rev.)

Cristo cura a paralisia dos nossos membros e do nosso coração

Quando a Virgem concebe, virgem dá à luz e permanece virgem, isso não entra na ordem da natureza, mas dos sinais divinos; não é segundo a razão humana, mas conforme ao poder de Deus; é o Criador que actua, não a natureza humana; não é caso comum, mas único; é obra divina e não humana. O nascimento de Cristo não foi uma consequência necessária da natureza, mas do poder de Deus. Foi o mistério da piedade, a redenção da humanidade. Aquele que, sem nascer, fez o homem do barro intacto fez-Se homem nascendo de um corpo também intacto. A mão que Se dignou tomar o barro para formar o nosso corpo também Se dignou tomar a nossa carne para nos salvar. […]

Ó homem, porque te consideras tão vil, tu que és tão precioso para Deus? Porque é que, sendo tu tão honrado por Deus, te desonras a ti mesmo? Porque perguntas de que é que foste feito e não queres saber para que foste feito? Porventura todo este mundo que vês não foi feito para ser tua morada? […]

Cristo nasce para renovar com o seu nascimento a natureza corrompida; fez-Se criança, quis ser alimentado, passou pelas diversas idades da vida humana, para restaurar a única idade perfeita e permanente como a tinha criado; toma para Si a vida humana, para que o homem não volte a cair; tinha-o feito terreno e torna-o celeste; tinha-lhe dado uma alma humana e agora comunica-lhe o espírito divino; e assim eleva o homem à dignidade divina, para que desapareça tudo o que nele havia de pecado, de morte, de fadiga, de sofrimento, de terreno, pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus, e vive e reina com o Pai, na unidade do Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.







segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 20 de Janeiro de 2015

Terça-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Fabião (ou Fabiano), p., m., +250, S. Sebastião, m., +288

Comentário do dia
Balduíno de Ford : «O sábado foi feito para o homem»

Heb. 6,10-20.

Irmãos: Deus não é injusto. Ele não pode esquecer o vosso trabalho e o amor que mostrastes pelo seu nome, colocando-vos ao serviço dos santos, no passado e no presente.
Desejamos, porém, que cada um de vós mostre o mesmo zelo, mantendo intacta a sua esperança até ao fim,
de modo que não vos torneis tíbios, mas imiteis aqueles que, pela fé e pela esperança, se tornam herdeiros dos bens prometidos.
Quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurar, jurou por Si próprio,
dizendo: "Eu te cumularei de bênçãos e multiplicarei a tua posteridade".
E por ter perseverado pacientemente, Abraão alcançou a realização da promessa.
Os homens, de facto, juram por alguém maior que eles e o juramento é uma garantia que põe fim às suas contendas.
Por isso Deus, querendo mostrar solenemente aos herdeiros da promessa como era imutável o seu desígnio, comprometeu-Se com juramento.
Assim, por dois atos irrevogáveis, nos quais é impossível Deus mentir, nós temos um forte incentivo para nos refugiarmos firmemente na esperança proposta.
Nela tem a nossa alma uma âncora inabalável e segura, que penetra para além do véu,
onde entrou Jesus como nosso precursor, constituído sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.


Salmos 111(110),1-2.4-5.9.10c.

Louvarei o Senhor de todo o coração,
no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do Senhor,
admiráveis para os que nelas meditam.

Instituiu um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é misericordioso e compassivo.
Deu sustento àqueles que O temem
e jamais esquecerá a sua aliança.

Enviou a redenção ao seu povo,
firmou com ele uma aliança eterna.
Santo e venerável é o seu nome;
o louvor do Senhor permanece eternamente.




Marcos 2,23-28.

Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas.
Disseram-Lhe então os fariseus: "Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido". Respondeu-lhes Jesus:
Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os seus companheiros?
Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e também os deu aos companheiros.
E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado".



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Balduíno de Ford (?-c. 1190), abade cisterciense, depois bispo
O sacramento do altar

«O sábado foi feito para o homem»

A causa da verdadeira beatitude é o santo repouso e o santo contentamento, simbolizados pelo sábado e pelo maná. Depois de ter concedido ao seu povo repouso e saciedade com o sábado e o maná, que prefiguram a verdadeira beatitude que dará àqueles que obedecem, o Senhor censura-lhe a desobediência que poderia fazer com que perdesse bens mais desejáveis: «Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?» (Ex 16,28) […] Depois desta pergunta do Senhor, Moisés convida os seus irmãos a considerarem os benefícios de Deus: «Vede que o Senhor vos deu o sábado; e é por isso que vos dá, no sexto dia, o pão para dois dias. Fique cada um onde está, que ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.» Este aviso significa que Deus dará aos seus eleitos o repouso pelo seu trabalho, e as consolações da vida presente, tal como as da vida futura.


Mas, além disso, nesta passagem são-nos sugeridas duas vidas: a vida activa, na qual é preciso agora trabalhar, e a vida contemplativa, para a qual trabalhamos e na qual nos consagraremos apenas à contemplação de Deus. A vida contemplativa, embora pertença sobretudo ao mundo vindouro, deve estar representada nesta vida pelo santo repouso de sábado. A propósito deste repouso, Moisés acrescenta: «Fique cada um onde está, que ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.» Por outras palavras: cada um repouse em sua casa e não saia para fazer nenhuma espécie de trabalho no dia de sábado. Isto ensina-nos que no tempo da contemplação devemos ficar em casa, não sair para satisfazer desejos proibidos, mas concentrando toda a nossa intenção na obtenção de um «coração puro» [como diz São Bento], para pensarmos somente em Deus e só a Ele amarmos.







domingo, 18 de janeiro de 2015

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 19 de Janeiro de 2015

Segunda-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Canuto, rei, m., +1086, Santos Mário, Marta e filhos, mm., +270

Comentário do dia
Beato Jan van Ruysbroeck : «O Esposo está com eles»

Heb. 5,1-10.

Todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens, nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
Ele pode ser compreensivo para com os ignorantes e os transviados, porque também ele está revestido de fraqueza;
e, por isso, deve oferecer sacrifícios pelos próprios pecados e pelos do seu povo.
Ninguém pode atribuir a si próprio esta honra, senão quem foi chamado por Deus, como Aarão.
Assim também, não foi Cristo que tomou para Si a glória de Se tornar sumo sacerdote; deu-Lha Aquele que Lhe disse: "Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei",
e como disse ainda noutro lugar: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec".
Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento
e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna,
Ele que foi proclamado por Deus sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.


Salmos 110(109),1.2.3.4.

Disse o Senhor ao meu Senhor:
"Senta-te à minha direita,
até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés.
O Senhor estenderá de Sião

o cetro do teu poder
e tu dominarás no meio dos teus inimigos
A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste
nos esplendores da santidade,

antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei".
O Senhor jurou e não Se arrependerá:
"Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec".




Marcos 2,18-22.

Naquele tempo, os discípulos de João e os fariseus guardavam o jejum. Vieram perguntar a Jesus: "Por que motivo jejuam os discípulos de João e os fariseus e os teus discípulos não jejuam?".
Respondeu-lhes Jesus: "Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles? Enquanto têm o noivo consigo, não podem jejuar.
Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo novo arranca parte do velho e o rasgão fica maior.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho acaba por romper os odres e perdem-se o vinho e os odres. Para vinho novo, odres novos".



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato Jan van Ruysbroeck (1293-1381), cónego regular
Núpcias espirituais, prólogo

«O Esposo está com eles»

«Olhai, aí vem o Esposo; saí a recebê-lo» (Mt 25,6). […] Este Esposo é Cristo, e a esposa é a natureza humana criada por Deus «à sua imagem e semelhança» (Gn 1,26). No princípio, Deus colocou-a no lugar mais digno, mais belo, mais rico e mais fértil da terra, o Paraíso. Deus apresentou-lhe todas as criaturas, que tinha decorado com graça, e deu-lhe uma ordem, de tal maneira que, observando-a, ela tivesse assegurada para sempre a união estável e fiel com o seu Esposo, livre de castigos, de sofrimentos e de privações.


Foi então que veio o maligno, o inimigo infernal, cheio de ciúmes da esposa; tomou a aparência de uma serpente astuta, enganou a mulher, e juntos enganaram o homem – e com ele toda a natureza humana. Desta forma, pelos seus maus conselhos, o inimigo fascinou a natureza humana, a esposa de Deus, que foi exilada em terra estrangeira, pobre e miserável, cativa e oprimida. […]


Mas, quando Deus viu que tinha chegado a hora e quando os sofrimentos da sua amada O encheram de pena, enviou o seu único Filho à terra […], ao seio da Virgem Maria. E assim, o Filho desposou a sua noiva, a nossa natureza, unindo-a à sua Pessoa.