terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 28 de Janeiro de 2015

Quarta-feira da 3ª semana do Tempo Comum

S. Tomás de Aquino, presb., Doutor da Igreja, +1274

Comentário do dia
São Cesário de Arles : Dar fruto e produzir a trinta, a sessenta e a cem por um

Heb. 10,11-18.

Todo o sacerdote da antiga aliança se apresenta cada dia para exercer o seu ministério e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca poderão perdoar os pecados.
Cristo, ao contrário, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus,
esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés.
Porque, com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica.
O Espírito Santo também no-lo confirma, porque, depois de ter declarado:
Esta é a aliança que estabelecerei com eles, depois daqueles dias, o Senhor acrescenta: "Hei-de imprimir as minhas leis no seu coração e gravá-las no seu espírito
e não Me recordarei mais dos seus pecados e iniquidades".
Ora, onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado.


Salmos 110(109),1.2.3.4.

Disse o Senhor ao meu Senhor:
"Senta-te à minha direita,
até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés.
O Senhor estenderá de Sião

o cetro do teu poder
e tu dominarás no meio dos teus inimigos.
A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste
nos esplendores da santidade,

antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei".
O Senhor jurou e não Se arrependerá:
"Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec".




Marcos 4,1-20.

Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo à beira mar. Veio reunir-se junto d'Ele tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava em terra, junto ao mar.
Ensinou-lhes então muitas coisas em parábolas. E dizia-lhes no seu ensino:
Escutai: Saiu o semeador a semear.
Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram as aves e comeram-na.
Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; logo brotou, porque a terra não era funda.
Mas, quando o sol nasceu, queimou-se e, como não tinha raiz, secou.
Outra parte caiu entre espinhos; os espinhos cresceram e sufocaram-na e não deu fruto.
Outras sementes caíram em boa terra e começaram a dar fruto, que vingou e cresceu, produzindo trinta, sessenta e cem por um.
E Jesus acrescentava: Quem tem ouvidos para ouvir, oiça".
Quando ficou só, os que O seguiam e os Doze começaram a interrogá-l'O acerca das parábolas.
Jesus respondeu-lhes: "A vós foi dado a conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes propõe em parábolas,
para que, ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam; senão, convertiam-se e seriam perdoados".
Disse-lhes ainda: "Se não compreendeis esta parábola, como haveis de compreender as outras parábolas?
O semeador semeia a palavra.
Os que estão à beira do caminho, onde a palavra foi semeada, são aqueles que a ouvem, mas logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles.
Os que recebem a semente em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria;
mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbem imediatamente.
Outros há que recebem a semente entre espinhos. Esses ouvem a palavra,
mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e todas as outras ambições entram neles e sufocam a palavra, que fica sem dar fruto.
E os que receberam a palavra em boa terra são aqueles que ouvem a palavra, a aceitam e frutificam, dando trinta, sessenta ou cem por um".



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cesário de Arles (470-543), monge, bispo
Sermões ao povo, n.º 6; CCL 103, 32

Dar fruto e produzir a trinta, a sessenta e a cem por um

Há duas espécies de campos, irmãos: um é o campo de Deus, o outro o dos homens. Tal como tu tens os teus domínios, também Deus tem os seus. Os teus domínios são a tua terra; os de Deus são a tua alma. Seria porventura justo que cultivasses o teu terreno e deixasses em pousio o de Deus? Se pões a tua terra em cultivo mas não fazes o mesmo com a tua alma, é porque pretendes pôr a tua propriedade a render, mas não a de Deus? Achas isso justo? Porventura Deus merecerá da nossa parte tamanha negligência em relação à nossa alma, que Ele tanto ama? Se te regozijas por veres o teu terreno bem cultivado, porque não choras ao ver a tua alma em pousio? A colheita do teu terreno assegurar-te-á a sobrevivência por uns dias neste mundo, mas o cuidado da tua alma dar-te-á a vida eterna no céu. […]


Deus dignou-Se confiar-nos a nossa alma como seu domínio; portanto, por intermédio do seu auxílio ponhamos mãos à obra com todas as nossas forças para que, no momento em que visitar o seu terreno, Ele o encontre bem cultivado e em perfeita ordem: que Ele possa encontrar um pomar em vez dum silvado, vinho em vez de vinagre e trigo em vez de joio. Pois se lá encontrar tudo o que é agradável a seus olhos, dar-nos-á como recompensa as alegrias eternas, ao mesmo tempo que lançará as silvas ao fogo.







segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 27 de Janeiro de 2015

Terça-feira da 3ª semana do Tempo Comum

Santo Henrique Ossó e Cervelló, presb., fundador, +1896, Santa Ângela Mérici, v., fundadora, +1540

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»

Heb. 10,1-10.

Irmãos: A Lei de Moisés contém apenas a sombra dos bens futuros e não a expressão das realidades. Por isso nunca pode levar à perfeição aqueles que se aproximam do altar com os mesmos sacrifícios que indefinidamente se oferecem ano após ano.
De outro modo, não teriam deixado de os oferecer, se os que prestam esse culto, purificados de uma vez para sempre, já não tivessem consciência de qualquer pecado?
Ao contrário, por tais sacrifícios se evoca anualmente a lembrança dos pecados,
porque é impossível que o sangue de touros e cabritos perdoe os pecados.
Por isso, ao entrar no mundo, Cristo disse: "Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas formaste-Me um corpo.
Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado.
Então Eu disse: 'Eis-Me aqui; no livro sagrado está escrito a meu respeito: Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade'".
Primeiro disse: "Não quiseste sacrifícios nem oblações, não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado". E no entanto, eles são oferecidos segundo a Lei.
Depois acrescenta: "Eis-Me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade". Assim aboliu o primeiro culto para estabelecer segundo.
É em virtude dessa vontade que nós fomos santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre.


Salmos 40(39),2.4ab.7-8a.10.11.

Esperei no Senhor com toda a confiança
e Ele atendeu-me.
Pôs em meus lábios um cântico novo,
um hino de louvor ao nosso Deus.

Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
então clamei: "Aqui estou".

Proclamei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
Não escondi a justiça no fundo do coração,
proclamei a vossa bondade e fidelidade.




Marcos 3,31-35.

Naquele tempo, chegaram à casa onde estava Jesus, sua Mãe e seus irmãos, que, ficando fora, O mandaram chamar.
A multidão estava sentada em volta d'Ele, quando Lhe disseram: "Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura".
Mas Jesus respondeu-lhes: "Quem é minha Mãe e meus irmãos?".
E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse: "Eis minha Mãe e meus irmãos.
Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe".



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 25 sobre São Mateus; PL 46, 937 (trad. breviário)

«Esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»

Peço-vos que repareis no que diz o Senhor ao estender a mão para os seus discípulos: «Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.» Porventura não fez vontade do Pai a Virgem Maria, que acreditou pela fé e concebeu pela fé, que foi escolhida para que dela nascesse a salvação entre os homens e que foi criada por Cristo antes de Cristo ter sido criado nela? Maria cumpriu, e cumpriu perfeitamente, a vontade do Pai; e por isso Maria tem mais mérito por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido Mãe de Cristo; mais ditosa é Maria por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido Mãe de Cristo. Portanto, Maria era bem-aventurada porque, antes de dar à luz o Mestre, O trouxe no seio. […]

Maria é santa, Maria é bem-aventurada. Mas é mais importante a Igreja do que a Virgem Maria. Porquê? Porque Maria é uma parte da Igreja, membro santo, membro excelente, membro supereminente, mas apesar disso membro do corpo total. […] Reparai portanto em vós mesmos, irmãos caríssimos. Também vós sois membros de Cristo, também vós sois corpo de Cristo. Vede como o sois quando Ele diz: «Aí estão minha mãe e meus irmãos.» Como sereis mãe de Cristo? «Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»







domingo, 25 de janeiro de 2015

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 26 de Janeiro de 2015

SS. Timóteo e Tito, bispos (memória obrigatória)

S. Tito, b., séc. I, S. Timóteo, b., séc. I

Comentário do dia
Santo Agostinho : O dono da messe

2 Tim. 1,1-8.

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, para anunciar a promessa da vida que está em Cristo Jesus,
a Timóteo, meu filho caríssimo: a graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Dou graças a Deus, a quem sirvo com pura consciência, a exemplo dos meus antepassados, quando, noite e dia, sem cessar, me recordo de ti nas minhas orações.
Ao lembrar-me das tuas lágrimas, sinto grande desejo de voltar a ver-te, para me encher de alegria.
Evoco a lembrança da tua fé sincera, que também foi a da tua avó Lóide e da tua mãe Eunice e não duvido que é a tua também.
Por isso te exorto a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos.
Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação.
Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro; mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus.


Salmos 96(95),1-2a.2b-3.7-8a.10.

Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.
Anunciai dia a dia a sua salvação,

publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.
Dai ao Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder,

dai ao Senhor a glória do seu nome.
Dizei entre as nações: "O Senhor é Rei",
sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.




Lucas 10,1-9.

Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.
E dizia-lhes: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho.
Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: 'Paz a esta casa'.
E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco.
Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.
Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem,
curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: 'Está perto de vós o reino de Deus'.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 101; PL 38, 605ss

O dono da messe

O evangelho convida-nos a procurar a messe sobre a qual o Senhor diz: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.» Foi então que Ele enviou, para além dos doze discípulos a quem chamou apóstolos («enviados»), mais setenta e dois. E mandou-os a todos, como se depreende das suas palavras, trabalhar numa messe já preparada. E que messe era essa? Eles não iam trabalhar entre os pagãos, onde nada fora semeado. Temos de supor, pois, que iriam trabalhar entre os judeus, pois foi para isso que o dono da messe veio; com efeito, aos outros povos Ele não envia trabalhadores para a messe, mas semeadores. Deste modo, entre os judeus trabalha-se na messe, entre os outros povos semeia-se. E foi nitidamente trabalhando na messe entre os judeus que Ele escolheu os apóstolos: era o tempo da colheita, a messe estava loura depois de os profetas terem semeado entre eles. […]

Pois não é verdade que o Senhor declarou aos seus discípulos : «Não dizes vós que o Verão ainda vem longe? Pois bem, Eu vos digo: erguei os olhos e vede os campos, estão brancos para a colheita» (Jo 4,35). E ainda: «Outros trabalharam e vós aproveitais o trabalho deles» (v. 38). Abraão, Isaac, Jacob, Moisés e os profetas trabalharam, penando para semear o grão. Ao chegar, o Senhor encontra a messe madura, e envia os seus trabalhadores com a foice do evangelho.