quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 06 de Fevereiro de 2015

Sexta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

S. Gonçalo Garcia, religioso, mártir, +1597, Santos Paulo Miki, Pedro Batista e companheiros, mártires, +1597

Comentário do dia
Missal romano: João Baptista, testemunha de Cristo com toda a sua vida

Heb. 13,1-8.

Irmãos: Permanecei no amor fraterno.
Não esqueçais a hospitalidade, porque, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram Anjos.
Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles. Lembrai-vos dos que são maltratados, porque vós também tendes um corpo.
O matrimónio seja honrado por todos e o leito conjugal sem mancha, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros.
O vosso modo de proceder seja desinteressado, contentando-vos com o que possuís, porque Deus disse: "Eu não te abandonarei nem te desampararei".
Assim poderemos dizer confiadamente: "O Senhor é por mim: nada temo; que poderão fazer-me os homens?".
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus; considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé.
Jesus Cristo é sempre o mesmo, hoje e ontem e por toda a eternidade.


Salmos 27(26),1.3.5.8b-9abc.

O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protetor da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Se um exército me vier cercar,
o meu coração não temerá.
Se contra mim travarem batalha,
mesmo assim terei confiança.

No dia da desgraça,
Ele me esconderá na sua tenda,
ocultar-me-á no recôndito do seu santuário,
elevar-me-á sobre um rochedo.

A vossa face, Senhor, eu procuro:
não escondais de mim o vosso rosto,
nem afasteis com ira o vosso servo:
Vós sois o meu refúgio.




Marcos 6,14-29.

Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois a sua fama chegara a toda a parte e dizia-se: "João Baptista ressuscitou dos mortos; por isso ele tem o poder de fazer milagres".
Outros diziam: "É Elias". Outros diziam ainda: "É um profeta como os antigos profetas".
Mas Herodes, ao ouvir falar de tudo isto, dizia: "João, a quem mandei cortar a cabeça, ressuscitou".
De facto, Herodes mandara prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher do seu irmão Filipe, que ele tinha tomado por esposa.
João dizia a Herodes: "Não podes ter contigo a mulher do teu irmão".
Herodíades odiava João Baptista e queria dar-lhe a morte, mas não podia,
porque Herodes respeitava João, sabendo que era justo e santo, e por isso o protegia. Quando o ouvia, ficava perturbado, mas escutava-o com prazer.
Entretanto, chegou um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e às principais personalidades da Galileia.
Entrou então a filha de Herodíades, que dançou e agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: "Pede-me o que desejares e eu to darei".
E fez este juramento: "Dar-te-ei o que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino".
Ela saiu e perguntou à mãe: "Que hei-de pedir?". A mãe respondeu-lhe: "Pede a cabeça de João Baptista".
Ela voltou apressadamente à presença do rei e fez-lhe este pedido: "Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João Baptista".
O rei ficou consternado, mas por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar o pedido.
E mandou imediatamente um guarda, com ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi à cadeia, cortou a cabeça de João
e trouxe-a num prato. A jovem recebeu-a e entregou-a à mãe.
Quando os discípulos de João souberam a notícia, foram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Missal romano
Prefácio para a natividade e o martírio de São João Baptista

João Baptista, testemunha de Cristo com toda a sua vida

Senhor Pai Santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação,
dar-Vos graças sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.
Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista,
proclamado o maior entre os filhos dos homens,
anunciamos as vossas maravilhas:
antes de nascer, ele exultou de alegria,
sentindo a presença do Salvador;
quando veio ao mundo,
muitos se alegraram pelo seu nascimento;
foi ele, entre todos os profetas,
que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo;
nas águas do Jordão, ele baptizou o Autor do baptismo,
e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes;
por fim, deu o mais belo testemunho de Cristo,
derramando por Ele o seu sangue.
Por isso, com os anjos e os santos no céu,
proclamamos na terra a vossa glória, cantando a uma só voz:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo!







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 05 de Fevereiro de 2015

Quinta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

Santa Águeda, virgem, mártir, +251, S. Felipe de Jesus, religioso, mártir, +1597

Comentário do dia
Tomás de Celano : «Começou a enviá-los dois a dois»

Heb. 12,18-19.21-24.

Irmãos: Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade,
o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais.
Era tão terrível o espetáculo que Moisés exclamou: "Estou aterrorizado e a tremer".
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva,
de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, juiz do universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição
e de Jesus, mediador da nova aliança.


Salmos 48(47),2-3a.3b-4.9.10-11.

Grande é o Senhor e digno de louvor
na cidade do nosso Deus.
A sua montanha sagrada
é a mais bela das montanhas,

a alegria de toda a terra.
O monte Sião, no extremo norte,
é a cidade do grande Rei.
Deus Se mostrou em seus palácios

um baluarte seguro.
Como nos contaram, assim o vimos,
na cidade do Senhor dos Exércitos,
na cidade do nosso Deus,

Deus a consolidou para sempre.
Recordamos, ó Deus, a vossa misericórdia
no interior do vosso templo.
Como o vosso nome, ó Deus,

assim o vosso louvor chega aos confins da terra.



Marcos 6,7-13.

Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros
e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro;
que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas.
Disse-lhes também: "Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali.
E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles".
Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento,
expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara
«Vita Prima» de São Francisco

«Começou a enviá-los dois a dois»

Entrou na Ordem um novo aspirante de qualidade e o seu número foi assim elevado para oito. Então o bem-aventurado Francisco reuniu-os a todos e falou-lhes longamente do Reino de Deus, do desprezo do mundo, da renúncia à vontade própria e da docilidade que tinham de exigir ao seu corpo. Depois dividiu-os em quatro grupos de dois e disse-lhes: «Ide, meus bem-amados, percorrei dois a dois as diversas regiões do mundo, anunciai a paz aos homens e pregai-lhes a penitência que obtém o perdão dos pecados. Sede pacientes na prova, certos de que Deus cumprirá o que decidiu e manterá as suas promessas. Respondei humildemente a quem vos interrogar, abençoai os que vos perseguirem, agradecei aos que vos insultarem e vos caluniarem, pois esse é o preço do Reino dos Céus (Mt 5,10-11).»


Eles acolheram com alegria a missão que lhes confiava a santa obediência e prostraram-se aos pés de São Francisco, que abraçou cada um deles ternamente dizendo-lhes com fé: «Confiai a Deus todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós» (1Ped 5,7). Era a sua frase habitual quando enviava um irmão em missão.







terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 04 de Fevereiro de 2015

Quarta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

S. João de Brito, presbítero e mártir, +1693

Comentário do dia
São João Paulo II : «Não é Ele o carpinteiro?»

Heb. 12,4-7.11-15.

Irmãos: Vós ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado
e já esquecestes a exortação que vos é dirigida, como a filhos que sois: "Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, nem desfaleças quando Ele te repreende;
porque o Senhor corrige aqueles que ama e castiga aqueles que reconhece como filhos".
É para vossa correção que sofreis; Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige?
Toda a correção, no momento em que se recebe, é considerada mais como motivo de tristeza que de alegria. Mais tarde, porém, dá àqueles que foram exercitados um fruto de paz e de justiça.
Por isso, levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes;
dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se desvie, mas antes seja curado.
Procurai viver em paz com todos e levai uma vida santa, porque sem isso ninguém verá o Senhor.
Velai por que ninguém se afaste da graça de Deus: que nenhuma raiz amarga comece a crescer e lance o contágio na comunidade.


Salmos 103(102),1-2.13-14.17-18a.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Como um pai se compadece dos seus filhos,
assim o Senhor Se compadece dos que O temem.
Ele sabe de que somos formados
e não Se esquece que somos pó da terra.

Mas o amor do Senhor é eterno para os que O temem
e a sua justiça chega até aos filhos dos seus filhos,
para os que guardam a sua aliança.




Marcos 6,1-6.

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-n'O.
Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: "De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?". E ficavam perplexos a seu respeito.
Jesus disse-lhes: "Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa".
E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Encíclica «Laborem exercens», § 26

«Não é Ele o carpinteiro?»

Esta verdade, segundo a qual o homem mediante o trabalho participa na obra do próprio Deus, seu Criador, foi particularmente posta em relevo por Jesus Cristo, aquele Jesus com Quem muitos dos seus primeiros ouvintes em Nazaré «ficavam admirados e exclamavam: "Donde lhe veio tudo isso? E que sabedoria é essa que lhe foi dada? […] Porventura não é este o carpinteiro?"» (Mc 6,2-3)

Com efeito, Jesus não só proclamava, mas sobretudo punha em prática com as obras o Evangelho que lhe tinha sido confiado, a palavra da Sabedoria eterna. Por esta razão, tratava-se verdadeiramente do «evangelho do trabalho», pois Aquele que o proclamava era Ele próprio homem do trabalho, do trabalho artesanal como José de Nazaré. E, ainda que não encontremos nas suas palavras o preceito especial de trabalhar — antes encontramos, uma vez, a proibição de se preocupar de uma maneira excessiva com o trabalho e com os meios para viver (Mt 6, 25-34) — contudo, ao mesmo tempo, a eloquência da vida de Cristo é inequívoca: Ele pertence ao mundo do trabalho e tem apreço e respeito pelo trabalho humano; pode-se mesmo dizer mais: Ele encara com amor este trabalho, bem como as suas diversas expressões, vendo em cada uma delas uma linha particular da semelhança do homem com Deus, Criador e Pai.

Pois não foi Ele que disse: «Meu Pai é o agricultor» (Jo 15,1) […]? O próprio Jesus, nas suas parábolas sobre o Reino de Deus, refere-Se constantemente ao trabalho humano: ao trabalho do pastor, do agricultor, do médico, do semeador, do amo, do servo, do feitor, do pescador, do comerciante e do operário; fala também das diversas actividades das mulheres; e apresenta o apostolado sob a imagem do trabalho braçal dos ceifeiros ou dos pescadores. […] [É este] o grande, se bem que discreto, evangelho do trabalho que encontramos na vida de Cristo, nas suas parábolas e em «tudo quanto Jesus foi fazendo e ensinando» (Act 1,1)