sábado, 11 de abril de 2015

Profecia do Dia


Domingo, dia 12 de Abril de 2015

2º Domingo da Páscoa (Divina Misericórdia) - Ano B
Segundo Domingo de Páscoa (da Divina Misericórdia)Nossa Senhora dos Prazeres

S. Victor de Braga, mártir, +300, Beato Lourenço Mendes, religioso, séc. XIII, Santa Teresa de Jesus Fernandez Solar, religiosa, +1920

Comentário do dia
São Cirilo de Jerusalém : «Recebei o Espírito Santo»

Actos 4,32-35.

A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém considerava seu o que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum.
Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de muita simpatia.
Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas,
que depunham aos pés dos Apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade.


Salmos 118(117),2-4.16ab-18.22-24.

Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.
Com dureza me castigou o Senhor,
mas não me deixou morrer.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.




1 João 5,1-6.

Caríssimos: Quem acredita que Jesus é o Messias, nasceu de Deus, e quem ama Aquele que gerou ama também Aquele que nasceu d'Ele.
Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e cumprimos os seus mandamentos,
porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados,
porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
Quem é o vencedor do mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus?
Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo; não só com a água, mas com a água e o sangue. É o Espírito que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.


João 20,19-31.

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».
Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro.
Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequese 21, 1-3

«Recebei o Espírito Santo»

Irmãos, baptizados em Cristo, revestidos de Cristo (Gal 3,27), vós fostes configurados ao Filho de Deus. Porque Deus, que nos predestinou à adopção (Rom 8,29), modelou-nos (Gn 2,7) segundo o corpo glorioso de Cristo. […] Vós tornastes-vos «cristos» porque recebestes a marca do Santo Espírito. Tudo o que vos aconteceu é imagem do que aconteceu a Cristo, de quem sois imagem (Gn 1, 27).

Quando, banhado nas águas do Jordão […], Cristo delas emergiu, o Espírito Santo em pessoa irrompeu sobre Ele. De igual modo, emersos da fonte baptismal, vós recebestes a confirmação: fostes ungidos com o óleo do santo crisma. Essa marca, com a qual o próprio Cristo foi ungido, é o Espírito Santo. […]. Cristo, com efeito, não foi «crismado», não foi ungido pelos homens. Foi o Pai quem O estabeleceu como Salvador de todo o universo e O ungiu com o Espírito Santo, conforme proclamou o profeta David: «Deus, o teu Deus, Te ungiu com o óleo da alegria, preferindo-Te aos teus companheiros» (Sl 44,8).

Tal como Cristo foi realmente crucificado, sepultado e ressuscitado, também vós, pelo baptismo, fostes admitidos a participar simbolicamente da sua cruz, do seu túmulo e da sua ressurreição. De igual modo na confirmação: Cristo fora ungido, com um óleo alegre e espiritual, pelo Espírito Santo […], porque Ele é fonte de alegria espiritual. E vós fostes ungidos com um óleo santo, que vos tornou participantes e companheiros do próprio Cristo. Foi primeiramente na fronte que fostes ungidos, para serdes libertados do opróbrio do primeiro Adão e poderdes contemplar com o rosto descoberto, como num espelho (2Cor 3,16), a glória de Cristo.







sexta-feira, 10 de abril de 2015

Profecia do Dia


Sabado, dia 11 de Abril de 2015

SÁBADO NA OITAVA DA PÁSCOA

Santa Gema Galgani, Santo Estanislau, bispo, mártir, +1097, Beata Elena Guerra, virgem, +1914

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Anunciai a Boa Nova a toda a criação»

Actos 4,13-21.

Naqueles dias, os chefes do povo, os anciãos e os escribas, vendo a firmeza de Pedro e de João e verificando que eram homens iletrados e plebeus, ficaram surpreendidos. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus,
mas, como viam diante deles o homem que fora curado, nada podiam replicar.
Mandaram-nos então sair do Sinédrio e começaram a deliberar entre si:
«Que havemos de fazer a estes homens? Que se realizou por meio deles um milagre, sabem-no todos os habitantes de Jerusalém e não podemos negá-lo.
Mas para que isto não continue a divulgar-se entre o povo, vamos intimá-los com ameaças que não falem desse nome a ninguém.
Chamaram-nos então e proibiram-nos terminantemente falar ou ensinar em nome de Jesus.
Mas Pedro e João responderam: «Se é justo aos olhos de Deus obedecer-vos antes a vós que a Ele, julgai-o vós próprios.
Nós é que não podemos calar o que vimos e ouvimos».
Depois de novas ameaças, puseram-nos em liberdade, pois não encontravam modo de os castigar, por causa do povo, uma vez que todos davam glória a Deus pelo que tinha acontecido.


Salmos 118(117),1.14-15.16ab-18.19-21.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
O Senhor é a minha força e a minha glória,
foi Ele o meu salvador.
Há gritos de júbilo e de vitória
nas tendas dos justos.

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.
Com dureza me castigou o Senhor,
mas não me deixou morrer.

Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu Salvador.




Marcos 16,9-15.

Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia da semana e apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios.
Ela foi anunciar aos que tinham andado com Ele e estavam mergulhados em tristeza e pranto.
Eles, porém, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram.
Depois disto, manifestou-Se com aspeto diferente a dois deles que iam a caminho do campo.
E eles correram a anunciar aos outros, mas também não lhes deram crédito.
Mais tarde apareceu aos Onze, quando eles estavam sentados à mesa, e censurou-os pela sua incredulidade e dureza de coração, porque não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado.
E disse-lhes: «Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 233; PL 38, 1112

«Anunciai a Boa Nova a toda a criação»

Ouvistes o que o Senhor disse aos seus discípulos depois da ressurreição. Enviou-os a pregar o Evangelho, e eles assim fizeram. Escutai: «O seu eco ressoou por toda a terra, e a sua palavra até aos confins do mundo» (Sl 19 (18), 5). Passo a passo, o Evangelho chegou até nós e até aos confins da terra. Em poucas palavras, o Senhor disse aos seus discípulos, e por eles a todos nós, o que temos de fazer e o que devemos esperar. Com efeito, Ele disse, como haveis escutado: «Quem acreditar e for batizado será salvo.» Ele pede a nossa fé e oferece-nos a salvação. É tão precioso o que nos oferece, que o que nos pede não é nada.


«Ó Deus, […] os filhos dos homens refugiam-se debaixo das tuas asas […], Tu os inebrias no rio das tuas delícias. Em Ti está a fonte da vida» (Sl 35, 8ss). Jesus Cristo é a fonte da vida. Antes de a fonte da vida ter vindo até nós, só tínhamos uma salvação humana, uma salvação semelhante à dos animais de que fala o salmo: «Tu, Senhor, salvas os homens e os animais» (Sl 35, 7). Mas agora a fonte da vida veio até nós, a fonte da vida morreu por nós. Como poderá recusar-nos a sua vida Aquele que Se ofereceu à morte por nós? Ele é a salvação, e esta salvação não é ineficaz como a outra. Porquê? Porque não desaparece. O Salvador veio. Ele morreu, mas matou a morte; em Si, pôs fim à morte; assumiu-a e matou-a. Onde está agora a morte? Procurai-a em Cristo e não a encontrareis. Esteve nele, mas foi morta nele. Ó vida, morte da morte! Recuperai a coragem: também em nós ela morrerá. O que foi alcançado na Cabeça também será realizado nos membros, e a morte morrerá também em nós.







quinta-feira, 9 de abril de 2015

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 10 de Abril de 2015

6ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA

Santo António Neyrot, mártir, +1460, Ezequiel, profeta, Beato Bonifácio Zukowski, presbítero, mártir, 1942

Comentário do dia
Jean-Pierre de Caussade : «É o Senhor!»

Actos 4,1-12.

Naqueles dias, estavam Pedro e João a falar ao povo, depois da cura do cego de nascença, quando surgiram os sacerdotes, o comandante do templo e os saduceus,
irritados por eles estarem a ensinar o povo e a anunciar a ressurreição dos mortos que se verificara em Jesus.
Apoderaram-se deles e, porque já era tarde, meteram-nos na prisão, até ao dia seguinte.
Entretanto, muitos dos que tinham ouvido a palavra de Deus abraçaram a fé e o número de homens elevou-se a uns cinco mil.
No dia seguinte, os chefes do povo, os anciãos e os escribas reuniram-se em Jerusalém,
com o sumo sacerdote Anás, com Caifás, João e Alexandre, e todos os que eram da família dos príncipes dos sacerdotes.
Mandaram vir os Apóstolos à sua presença e começaram a interrogá-los: «Com que poder ou em nome de quem fizestes semelhante coisa?»
Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos,
já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e o modo como ele foi curado,
ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença.
Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que veio a tornar-se pedra angular.
E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos».


Salmos 118(117),1-2.4.22-24.25-27a.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.

Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos abençoamos.
O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz.




João 21,1-14.

Naquele tempo, Jesus manifestou-Se novamente aos discípulos junto ao Mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo:
Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galileia. Também estavam presentes os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus.
Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada.
Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele.
Disse-lhes então Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam: «Não».
Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes.
Então o discípulo predileto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar.
Os outros discípulos, que estavam distantes apenas uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes.
Logo que saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão.
Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora».
Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes. E, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede.
Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar: «Quem és Tu?»: bem sabiam que era o Senhor.
Então Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe.
Foi esta a terceira vez que Jesus Se manifestou aos discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Jean-Pierre de Caussade (1675-1751), jesuíta
Abandono na Providência divina

«É o Senhor!»

Todas as criaturas estão vivas na mão do Senhor; os sentidos só captam a acção da criatura, mas a fé crê na acção divina em todas as coisas. A fé vê que Jesus vive em tudo e opera em toda a extensão dos séculos, que o mínimo momento e o mais pequeno átomo encerram uma porção desta vida escondida e desta acção misteriosa. A acção das criaturas é um véu que cobre os mistérios profundos da acção divina.


Após a sua ressurreição, Jesus Cristo surpreendia os discípulos nas suas aparições, apresentando-Se-lhes com uma aparência que O disfarçava; e, assim que Se lhes revelava, desaparecia. Este mesmo Jesus, que continua vivo e operante, volta a surpreender as almas cuja fé não é suficientemente pura e perspicaz. Não há momento algum em que Deus não Se apresente sob a aparência de uma provação, de uma obrigação ou de um qualquer dever. Tudo o que acontece em nós, em torno de nós e por nós encerra e encobre a sua acção divina, se bem que invisível, o que faz com que sejamos constantemente surpreendidos e não conheçamos a sua operação a não ser quando ela deixa de subsistir.


Se rasgássemos o véu e se estivéssemos vigilantes e atentos, Deus revelar-Se-nos-ia sem cessar e usufruiríamos da Sua acção em tudo o que nos acontece. Em cada coisa diríamos: «É o Senhor!» E saberíamos em todas as circunstâncias que recebemos uma dádiva de Deus, que as criaturas são instrumentos muito fracos, que nada nos faltará e que o cuidado permanente de Deus O leva a conceder-nos o que nos convém.