terça-feira, 21 de abril de 2015

Profecia do Dia


Quarta-feira, dia 22 de Abril de 2015

Quarta-feira da 3ª semana da Páscoa

S. Sotero, papa, mártir, +296, Santa Senhorinha, virgem, +982

Comentário do dia
São Cirilo de Jerusalém : «Eu sou o pão da vida»

Actos 8,1b-8.

Naquele dia, levantou-se uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém e todos, à exceção dos Apóstolos, se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria.
Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grandes lamentações por ele.
Saulo, por sua vez, devastava a Igreja: ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e metia-os na prisão.
Entretanto, os irmãos dispersos andaram de terra em terra, a anunciar a palavra do Evangelho.
Foi assim que Filipe, tendo descido a uma cidade da Samaria, começou a anunciar Cristo àquela gente.
As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, porque ouviam falar dos milagres que fazia e também os viam.
De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados.
E houve muita alegria naquele cidade.


Salmos 66(65),1-3a.4-5.6-7a.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores,
dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

«A terra inteira Vos adore e celebre,
entoe hinos ao vosso nome».
Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua ação pelos homens.

Mudou o mar em terra firme,
atravessaram o rio a pé enxuto.
Alegremo-nos n'Ele:
domina eternamente com o seu poder.




João 6,35-40.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida: Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede.
No entanto, como vos disse, 'embora tivésseis visto, não acreditais'.
Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei,
porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade d'Aquele que Me enviou.
E a vontade d'Aquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia.
De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita n'Ele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequeses baptismais, 22

«Eu sou o pão da vida»

Quando o próprio Cristo diz a propósito do pão: «Isto é o meu corpo», quem poderá hesitar? E quando afirma: «Isto é o meu sangue», quem poderá duvidar? De outra vez, em Caná da Galileia, Jesus tinha transformado a água em vinho, no vinho que é irmão do sangue. Quem poderá pois recusar-se a acreditar que Ele transforma o vinho em sangue? Convidado para um casamento humano, operou aquele milagre espantoso; pois com muito mais razão, quem poderá recusar-se a reconhecer que Ele concede «aos companheiros do Esposo» (Mt 9,15) a alegria do seu corpo e do seu sangue?


Porque o seu corpo é-te dado sob a aparência de pão e o seu sangue sob a aparência de vinho a fim de que, tendo participado do corpo e do sangue de Cristo, sejas com Ele um mesmo corpo e um mesmo sangue. Desta forma, tornamo-nos «portadores de Cristo» («cristóforos«). O seu corpo e o seu sangue penetram nos nossos membros, tornando-nos participantes da natureza divina. Conversando com os judeus, Cristo dizia-lhes: «Se não comerdes a Minha carne e não beberdes o meu sangue, não tereis a vida em vós» (Jo 6,54). Se o pão e o vinho te parecem puramente naturais, não te detenhas neles. […] Se os teus sentidos te afastam do verdadeiro caminho, que a tua fé te conforte.


Por isso, quando te aproximares para O receber, não avances sem respeito, estendendo as palmas das mãos com os dedos afastados. Mas, uma vez que na tua mão direita vai repousar o teu Rei, faz-Lhe um trono com a mão esquerda e, recebendo o corpo de Cristo no côncavo da tua direita, responde: Amen!







segunda-feira, 20 de abril de 2015

Profecia do Dia


Terça-feira, dia 21 de Abril de 2015

Terça-feira da 3ª semana da Páscoa

Santo Anselmo de Cantuária, bispo, Doutor da Igreja, +1109,, S. Romano Adame, presbítero, mártir, +1927

Comentário do dia
Balduíno de Ford : «É o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu»

Actos 7,51-60.8,1a.

Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos escribas: «Homens de dura cerviz, incircuncisos de coração e de ouvidos, sempre resistis ao Espírito Santo. Como foram os vossos antepassados, assim sois vós também.
A qual dos Profetas não perseguiram os vossos antepassados? Eles também mataram os que predisseram a vinda do Justo, do qual fostes agora traidores e assassinos,
vós que recebestes a Lei pelo ministério dos Anjos e não a tendes cumprido».
Ao ouvirem estas palavras, estremeciam de raiva em seu coração e rangiam os dentes contra Estêvão.
Mas ele, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita e exclamou:
«Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus».
Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele,
empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo.
Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito».
Depois ajoelhou-se e bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado». Dito isto, expirou.
Saulo estava de acordo com a execução de Estêvão.


Salmos 31(30),3cd-4.6ab.7b.8a.17.21ab.

Sede a rocha do meu refúgio
e a fortaleza da minha salvação;
porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me.
Em Vós, Senhor, ponho a minha confiança:
Hei de exultar e alegrar-me com a vossa misericórdia.

Fazei brilhar sobre mim a vossa face,
salvai-me pela vossa bondade.
Vós os escondeis sob o refúgio da vossa face,
longe das intrigas dos homens.

Vós os escondeis na tenda
contra as línguas maldizentes.



João 6,30-35.

Naquele tempo, disse a multidão a Jesus: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas?
No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: 'Deu-lhes a comer um pão que veio do céu'».
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão que vem do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão que vem do Céu.
O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo».
Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão».
Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Balduíno de Ford (?-c. 1190), abade cisterciense, depois bispo
O sacramento do altar III, 2; PL 204, 768-769

«É o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu»

Deus, cuja natureza é bondade e cuja substância é amor, em quem toda a vida é benevolência, querendo mostrar-nos a doçura da sua natureza e a ternura que tem pelos seus filhos, enviou ao mundo o seu Filho, o Pão dos Anjos (Sl 78,25), «pelo amor imenso com que nos amou» (Ef 2,4). Pois «tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito» (Jo 3,16).


Tal é o maná verdadeiro que o Senhor fez chover para que o comêssemos […], o que Deus, na sua bondade, preparou para os seus pobres (cf Sl 68,9ss). Pois Cristo, que veio para todos os homens e desceu até ao nível de cada um, tudo atrai a Si pela sua indizível bondade; a ninguém rejeita e admite todos os homens à penitência, tendo para todos os que O recebem um sabor delicioso. Só Ele basta para cumular todos os desejos […] e adapta-Se de modo diferente a uns e outros, segundo as tendências, os desejos e os apetites de cada um. […]


Cada um experimenta nele um sabor diferente. […] Pois Ele não tem o mesmo sabor para o penitente e o principiante, para aquele que caminha e para aquele que está a chegar à meta. Ele não tem o mesmo gosto na vida activa e na vida contemplativa, para aquele que se serve do mundo e para aquele que não o faz, para o celibatário e para o homem casado, para o que jejua e faz distinção dos dias e para aquele que os considera a todos iguais (cf Rom 14,5). […] Este maná tem um doce sabor, porque liberta das preocupações, cura as doenças, adoça as provações, secunda os esforços e reafirma a esperança. […] Aqueles que o provaram continuam com fome (cf Ecl 24,29); os que têm fome serão saciados.







domingo, 19 de abril de 2015

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 20 de Abril de 2015

Segunda-feira da 3ª semana da Páscoa

S. Teodoro, presbítero, +613, Santa Inês de Montepulciano, virgem, +1312, Santa Sara, padroeira do povo cigano, séc. I

Comentário do dia
Beato John Henry Newman : «Rabi, quando chegaste cá? […] A obra de Deus é esta: crer»

Actos 6,8-15.

Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo.
Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão,
mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava.
Subornaram então uns homens para afirmarem: «Ouvimos Estêvão proferir blasfémias contra Moisés e contra Deus».
Provocaram assim a ira do povo, dos anciãos e dos escribas. Depois surgiram inesperadamente à sua frente, apoderaram-se dele e levaram-no ao Sinédrio,
apresentando falsas testemunhas, que disseram: «Este homem não cessa de proferir palavras contra este Lugar Santo e contra a Lei,
pois ouvimo-l'O dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que recebemos de Moisés».
Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto parecia o rosto de um Anjo.


Salmos 119(118),23-24.26-27.29-30.

Ainda que os príncipes conspirem contra mim,
o vosso servo meditará os vossos decretos.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros.

Expus meus caminhos e destes-me ouvidos:
ensinai-me os vossos decretos.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas.

Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça da vossa lei.
Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos.




João 6,22-29.

Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus discípulos viram-n'O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a multidão que permanecera no outro lado do mar notou que ali só estivera um barco e que Jesus não tinha embarcado com os discípulos; estes tinham partido sozinhos.
Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças.
Quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, subiram todos para os barcos e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus.
Ao encontrá-l'O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados.
Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo».
Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?»
Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n'Aquele que Ele enviou».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
PPS IV,17 «Christ Manifested in Remembrance»

«Rabi, quando chegaste cá? […] A obra de Deus é esta: crer»

Cristo recusou-Se a dar testemunho de Si mesmo, a dizer quem era e de onde vinha; Ele esteve entre os seus contemporâneos «como aquele que serve» (Lc 22,27). Aparentemente, só depois da ressurreição e, sobretudo, depois da ascensão, quando o Espírito Santo desceu, é que os apóstolos entenderam Quem tinha estado com eles. Souberam depois de tudo ter acabado, mas não antes. Vemos aqui, em minha opinião, a manifestação de um princípio geral que se nos apresenta muitas vezes, quer na Escritura, quer no mundo: que não discernimos a presença de Deus no momento em que Ele está connosco, mas somente depois, quando olhamos para o que se passou e que já não existe. […]


Acontecem-nos coisas agradáveis ou penosas, cujo significado não entendemos na altura, pois não vemos nelas a mão de Deus. Se tivermos uma fé firme, confessaremos aquilo que não vemos e aceitaremos tudo o que nos acontece como vindo dele. Mas, quer aceitemos com espírito de fé quer não, o certo é que não há outro modo de aceitar. Porque nós não vemos nada. Não percebemos porque foi que tal coisa aconteceu. Um dia Jacob clamou: «É sobre mim que tudo isto cai» (Gn 42,36); e dava essa impressão. […] E contudo, todas as suas desgraças acabariam em bem. Considerai seu filho José, vendido pelos irmãos, levado para o Egipto, feito prisioneiro, com os ferros a penetrar-lhe a própria alma, esperando que o Senhor lhe dirigisse um olhar benevolente. Muitas vezes o texto sagrado diz: «O Senhor estava com José.» […] De repente, percebeu aquilo que na altura lhe tinha parecido tão misterioso, e disse aos seus irmãos: «Deus enviou-me à vossa frente para vos preparar recursos neste país, vos conservar a vida e garantir a sobrevivência duma forma maravilhosa. Não, não fostes vós que me fizestes vir para aqui, foi Deus» (Gn 45,7-8).


Maravilhosa Providência, tão silenciosa e, no entanto, tão eficaz, tão constante e infalível! É ela que derrota o poder de Satanás, que não consegue discernir a mão de Deus a operar no curso dos acontecimentos.