sexta-feira, 1 de maio de 2015

Profecia do Dia


Sabado, dia 02 de Maio de 2015

Sábado da 4ª semana da Páscoa
Nossa Senhora dos Prazeres

Santo Atanásio, bispo, Doutor da Igreja, +373

Comentário do dia
São Bernardo : «Se Me conhecêsseis, conheceríeis também meu Pai»

Actos 13,44-52.

No segundo sábado em que Paulo e Barnabé estiveram em Antioquia da Pisídia, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.
Ao verem a multidão, os judeus encheram-se de inveja e responderam com blasfémias às palavras de Paulo.
Corajosamente, Paulo e Barnabé declararam: «Era a vós que devia ser anunciada primeiro a palavra de Deus. Mas uma vez que a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, voltamo-nos para os gentios,
porque assim nos mandou o Senhor: 'Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra'».
Ao ouvirem isto, os gentios encheram-se de alegria e glorificaram a palavra do Senhor; e todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé.
Assim, a palavra do Senhor divulgava-se por toda a região.
Mas os judeus instigaram algumas senhoras piedosas mais distintas bem como os homens principais da cidade, e moveram uma perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do território.
Estes sacudiram contra eles a poeira dos pés e seguiram para Icónio.
Entretanto, os discípulos ficavam cheios de alegria e do Espírito Santo.


Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.




João 14,7-14.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».
Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta».
Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: 'Mostra-nos o Pai'?
Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim próprio, mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras.
Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. Acreditai ao menos pelas minhas obras.
Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu a farei».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Homilia sobre o Aqueduto

«Se Me conhecêsseis, conheceríeis também meu Pai»

Aquele que disse: «Eu estou no Pai e o Pai está em Mim» afirma igualmente: «Eu saí de Deus e venho dele» (Jo 8,42). […] O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Ele habita com toda a certeza no nosso coração pela fé; habita na nossa memória, habita no nosso pensamento, desce até à nossa própria imaginação. Outrora, de facto, que ideia poderia o homem ter de Deus, senão talvez a de um ídolo fabricado pelo seu coração? Deus era incompreensível e inacessível, invisível e perfeitamente incapaz de ser apreendido pelo pensamento. Mas agora, Ele quis que pudéssemos compreendê-Lo, quis que pudéssemos vê-Lo, quis que pudéssemos apreendê-Lo pelo pensamento.


De que maneira? – perguntas. Pois estando deitado numa manjedoura, repousando no regaço da Virgem, pregando na montanha, passando a noite em oração; e estando pregado na cruz, experimentando a lividez da morte, «livre entre os mortos» (Sl 87,6) e imperando sobre o inferno; finalmente, ressuscitando ao terceiro dia, mostrando aos apóstolos a marca dos cravos, sinais da sua vitória, e por último, penetrando, à vista deles, nos segredos do céu.


De todos estes acontecimentos, não haverá algum que suscite em nós um pensamento verdadeiro, fervoroso, santo? Pensando em qualquer deles, é em Deus que penso, e em todos eles, Ele é o meu Deus. A verdadeira sabedoria consiste em meditar nesses acontecimentos. […] Foi esta mesma suavidade que Maria foi beber amplamente nas alturas para a derramar sobre nós.







quinta-feira, 30 de abril de 2015

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 01 de Maio de 2015

Sexta-feira da 4ª semana da Páscoa

S. José Operário, Santa Comba do Alentejo, martir, +300

Comentário do dia
Santo Ambrósio : «O caminho, a verdade e a vida»

Actos 13,26-33.

Naqueles dias, disse Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia: «Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus, a nós foi dirigida esta palavra da salvação.
Na verdade, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-O, cumpriram as palavras dos Profetas que se leem cada sábado.
Embora não tivessem encontrado nada que merecesse a morte, pediram a Pilatos que O mandasse matar.
Cumprindo tudo o que estava escrito acerca d'Ele, desceram-no da cruz e depuseram-n'O no sepulcro.
Mas Deus ressuscitou-O dos mortos
e Ele apareceu durante muitos dias àqueles que tinham subido com Ele da Galileia a Jerusalém e são agora suas testemunhas diante do povo.
Nós vos anunciamos a boa nova de que a promessa feita a nossos pais,
Deus a cumpriu para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no salmo segundo: 'Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei'».


Salmos 2,6-7.8-9.10-11.

«Fui Eu quem ungiu o meu Rei
sobre Sião, minha montanha sagrada».
Vou proclamar o decreto do Senhor.
Ele disse-me: «Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.

Pede-me e te darei as nações por herança
e os confins da terra para teu domínio.
Hás de governá-los com cetro de ferro,
quebrá-los como vasos de barro».

E agora, ó reis, tomai sentido,
atendei, vós que governais a terra.
Servi o Senhor com temor,
aclamai-O com reverência.




João 14,1-6.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim.
Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?
Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.
Para onde Eu vou, conheceis o caminho».
Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?»
Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Do bem da morte, 12, 52-55; CSEL 32, 747-750

«O caminho, a verdade e a vida»

Avancemos com determinação para Jesus, nosso Redentor; unamo-nos à assembleia dos santos, a reunião dos justos, porque iremos juntar-nos aos que são nossos irmãos, aos que nos instruíram na fé. […] O Senhor será a luz de todos, e essa «luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9) brilhará para todos. Iremos aonde o Senhor Jesus preparou moradas para os seus servos, para que onde Ele estiver nós estejamos também, pois essa é a sua vontade […] e Ele diz-nos o que quer: «Virei novamente e hei-de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14,2-3). […]


Ele mostrou o lugar e o caminho quando disse: «E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho.» O lugar é junto do Pai; o caminho é Cristo, como Ele próprio disse: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por Mim.» Entremos nesse caminho, agarremo-nos à verdade, sigamos a vida. O caminho é o que conduz, a verdade é o que dá firmeza, a vida é o que se dá de si mesmo. E, para que compreendamos bem o que Ele quer, acrescenta: «Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu Me confiaste, para que contemplem a minha glória» (Jo 17,24).


Seguimos-Te, Senhor Jesus. Mas para que Te sigamos, chama-nos, porque sem Ti nenhum de nós se elevará até Ti. Porque Tu és o caminho, a verdade, a vida. Tu és também o nosso socorro, a nossa fé, a nossa recompensa. Aos que estão contigo, acolhe-os, Tu que és o caminho; fortalece-os, Tu que és a verdade; vivifica-os, Tu que és a vida.







quarta-feira, 29 de abril de 2015

Profecia do Dia


Quinta-feira, dia 30 de Abril de 2015

Quinta-feira da 4ª semana da Páscoa

S. Pio V, papa, +1572, S. José Bento Cottolengo, presbítero, fundador, +1842

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: «O enviado não é maior do que aquele que o envia»

Actos 13,13-25.

Naqueles dias, Paulo e os seus companheiros largaram de Pafos e dirigiram-se a Perga da Panfília. Mas João Marcos separou-se deles para voltar a Jerusalém.
Eles prosseguiram de Perga e chegaram a Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se.
Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram-lhes dizer: «Irmãos, se tendes alguma exortação a fazer ao povo, falai».
Paulo levantou-se, fez sinal com a mão e disse: «Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai:
O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos pais e fez deles um grande povo, quando viviam como estrangeiros na terra do Egipto. Com seu braço poderoso tirou-os de lá
e durante quarenta anos sustentou-os no deserto e,
depois de exterminadas sete nações na terra de Canaã, deu essas terras como herança ao seu povo.
Tudo isto durou cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Em seguida, deu-lhes juízes até ao profeta Samuel.
Então o povo pediu um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos.
Depois, tendo-o rejeitado, suscitou-lhes David como rei, de quem deu este testemunho: 'Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade'.
Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel.
João tinha proclamado, antes da sua vinda, um batismo de penitência a todo o povo de Israel.
Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: 'Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés'».


Salmos 89(88),2-3.21-22.25.27.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
e para sempre proclamarei a sua fidelidade.
Vós dissestes:
«A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.
Encontrei David, meu servo,
ungi-o com o óleo santo.
Estarei sempre a seu lado

e com a minha força o sustentarei.
A minha fidelidade e bondade estarão com ele,
pelo meu nome será firmado o seu poder.
Ele me invocará: «Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador».



João 13,16-20.

Naquele tempo, quando Jesus acabou de lavar os pés aos seus discípulos, disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: O servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou.
Sabendo isto, sereis felizes se o puserdes em prática.
Não falo de todos vós: Eu conheço aqueles que escolhi; mas tem de cumprir-se a Escritura, que diz: 'Quem come do meu pão levantou contra Mim o calcanhar'.
Desde já vo-lo digo antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu Sou.
Em verdade, em verdade vos digo: Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição dogmática sobre a Igreja (Lumen gentium), § 8

«O enviado não é maior do que aquele que o envia»

Mas, assim como Cristo realizou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir pelo mesmo caminho para comunicar aos homens os frutos da salvação. Cristo Jesus «que era de condição divina, despojou-se de Si próprio tomando a condição de escravo (Fil 2,6-7) e por nós, «sendo rico, fez-Se pobre» (2Cor 8,9); assim também a Igreja, embora necessite de meios humanos para o prosseguimento da sua missão, não foi constituída para alcançar a glória terrestre, mas para divulgar a humildade e abnegação, também com o seu exemplo. Cristo foi enviado pelo Pai «a evangelizar os pobres [...], a sarar os contritos de coração» (Lc 4,18), «a procurar e salvar o que perecera» (Lc 19,10). De igual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu Fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suas necessidades, e intenta servir neles a Cristo. Enquanto Cristo, «santo, inocente, imaculado» (Heb 7,26), não conheceu o pecado (2Cor 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Heb 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação.


A Igreja «prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (1Cor 11,26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades, tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que este por fim se manifeste em plena luz.