sábado, 9 de maio de 2015

Profecia do Dia


Domingo, dia 10 de Maio de 2015

6º Domingo da Páscoa - Ano B
Sexto Domingo de Páscoa (semana II do saltério)

S. Damião de Veuster, apóstolo dos leprosos, +1889, S. João de Ávila, presbítero, Doutor da Igreja, +1569, Santo Antonino de Florença, Bispo e Confessor, +1459

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Tal como o Pai Me amou, assim Eu vos amei. Permanecei no meu amor.»

Actos 10,25-26.34-35.44-48.

Naqueles dias, Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés.
Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem».
Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz aceção de pessoas,
mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável».
Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra.
E todos os fiéis convertidos do judaísmo, que tinham vindo com Pedro, ficaram maravilhados, ao verem que o Espírito Santo Se difundia também sobre os gentios,
pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. Pedro então declarou:
«Poderá alguém recusar a água do Batismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?».
E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, pediram-Lhe que ficasse alguns dias com eles.


Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.




1 João 4,7-10.

Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele.
Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.


João 15,9-17.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou,  também Eu vos amei. Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.
É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Tratados sobre S. João, nº 65

«Tal como o Pai Me amou, assim Eu vos amei. Permanecei no meu amor.»

O Senhor Jesus afirma que dá aos seus discípulos um mandamento novo, o mandamento do amor mútuo. [...] Mas este mandamento não existiria já na lei antiga, uma vez que está escrito: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Lv 19,18)? Porque é que o Senhor chama novo a um mandamento que é claramente tão antigo? Será um mandamento novo porque, despojando-nos do homem velho, Ele nos reveste do homem novo (Ef 4,24)? É certo que o homem que escuta este mandamento, ou melhor, que lhe obedece não foi renovado por um amor qualquer, mas por aquele que o Senhor cuidadosamente distingue do amor natural, ao precisar: «como eu vos amei». [...] Cristo deu-nos pois o mandamento novo de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou; é esse amor que nos renova, que faz de nós homens novos, herdeiros da nova aliança, capazes de entoar o «cântico novo» (Sl 95,1).


Esse amor, caríssimos irmãos, renovou os justos de outrora, os patriarcas e os profetas, tal como mais tarde renovou os santos apóstolos. É ele que agora renova as nações pagãs. De todo o género humano, disperso por toda a terra, esse amor suscita e reune o povo novo, o corpo da nova Esposa do Filho de Deus.      







sexta-feira, 8 de maio de 2015

Profecia do Dia


Sabado, dia 09 de Maio de 2015

Sábado da 5ª semana da Páscoa

Santa Maria Domingas Mazzarello, religiosa, fundadora, +1881, Santa Catarina de Bolonha, virgem, mística, +1463, Santo Isaías, profeta

Comentário do dia
Orígenes : «Se o mundo vos odiar, sabei que primeiro Me odiou a Mim»

Actos 16,1-10.

Naqueles dias, Paulo chegou a Derbe e depois a Listra. Havia lá um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente e de pai grego.
Os irmãos de Listra e de Icónio davam dele bom testemunho.
Querendo Paulo levá-lo consigo, mandou-o circuncidar, por causa dos judeus que havia na região, pois todos sabiam que seu pai era grego.
Nas cidades por onde passavam, transmitiam as decisões dos Apóstolos e anciãos de Jerusalém, recomendando que se cumprissem.
Desse modo as Igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, de dia para dia.
Como o Espírito Santo os tinha impedido de anunciarem a palavra de Deus na Ásia, atravessaram a Frígia e o território da Galácia.
Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram dirigir-se à Bítínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.
Atravessaram então a Mísia e desceram a Tróade.
Durante a noite, Paulo teve uma visão: Um macedónio estava de pé diante dele e fazia-lhe este pedido: «Passa à Macedónia e vem ajudar-nos».
Logo que ele teve esta visão, procurámos partir para a Macedónia, convencidos de que Deus nos chamava para anunciar ali o Evangelho.


Salmos 100(99),1-2.3.5.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.




João 15,18-21.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim.
Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: 'O servo não é mais do que o seu senhor'.
Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
Exortação ao martírio, 41-42

«Se o mundo vos odiar, sabei que primeiro Me odiou a Mim»

Se, ao passarmos da descrença à fé, «passámos da morte à vida» (Jo 5,24), não nos espantemos se o mundo nos odeia. Porque os que não passaram da morte à vida, mas permanecem na morte, não podem amar os que passaram da morada tenebrosa da morte [...] para «os edifícios feitos de pedras vivas» (1Ped 2,5) em que reina a luz da vida. [...]


Para nós, cristãos, chegou o tempo de nos gloriarmos, porque está dito: «Gloriamo-nos nas nossas provações pois sabemos que a provação produz a perseverança, a perseverança produz o valor experimentado, o valor experimentado produz a esperança e a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rom 5,3-5). [...]


«Tal como tomámos grandemente parte nos sofrimentos de Cristo, também por Cristo somos grandemente consolados» (2Cor 1,5). Acolhamos, pois, com grande fervor os sofrimentos de Cristo; que eles nos sejam grandemente concedidos, se queremos ser grandemente consolados, uma vez que todos «os que choram serão consolados» (Mt 5,5). [...] Os que participarem nos sofrimentos participarão também na consolação, em proporção aos sofrimentos que os fazem participar em Cristo. Aprendei do apóstolo que disse com confiança: «Nós o sabemos: uma vez que conheceis como nós o sofrimento, obtereis como nós a consolação» (2Cor 1,7).      







quinta-feira, 7 de maio de 2015

Profecia do Dia


Sexta-feira, dia 08 de Maio de 2015

Sexta-feira da 5ª semana da Páscoa

Santo Acácio da Capadócia, centurião, mártir, +304 , Santa Madalena de Canossa, virgem, fundadora, +1835

Comentário do dia
Bento XVI: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei»

Actos 15,22-31.

Naqueles dias, os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja de Jerusalém, resolveram escolher alguns irmãos, para os mandarem a Antioquia com Barnabé e Paulo: eram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos.
Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã, residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia.
Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras,
resolvemos de comum acordo escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo,
homens que expuseram a vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões.
O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor outras obrigações, além destas que são indispensáveis:
abster-vos das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isto. Adeus».
Feitas as despedidas, os delegados desceram a Antioquia, onde reuniram a assembleia e entregaram a carta.
Quando a leram, todos ficaram contentes com aquelas palavras de estímulo.


Salmos 57(56),8-9.10-12.

Firme está meu coração, ó Deus; meu coração está firme:
quero cantar e salmodiar.
Desperta, minha alma; despertai, lira e cítara:

quero acordar a aurora.
Louvar-Vos-ei, Senhor, entre os povos,
cantar-Vos-ei entre as nações;

porque aos céus se eleva a vossa bondade
e até às nuvens a vossa fidelidade.





João 15,12-17.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Encíclica «Spe salvi» §§ 38-39

«Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei»

A grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade. Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a compaixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido, mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana. [...] A palavra latina «consolatio», consolação, exprime isto de forma muito bela, sugerindo um estar-com a solidão, que desse modo deixa de ser solidão. Mas a capacidade de aceitar o sofrimento por amor do bem, da verdade e da justiça é também constitutiva da grandeza da humanidade, porque se, em definitivo, o meu bem-estar, a minha incolumidade, é mais importante que a verdade e a justiça, então vigora o domínio do mais forte; então reinam a violência e a mentira. [...]


Sofrer com o outro, pelos outros; sofrer por amor da verdade e da justiça, sofrer por causa do amor e para vir a ser uma pessoa que ama verdadeiramente: estes são elementos fundamentais de humanidade; o seu abandono destruiria o próprio ser humano. Entretanto, levanta-se uma vez mais a questão: somos capazes disto? [...] Na história da humanidade, cabe à fé cristã precisamente o mérito de ter suscitado no ser humano, de maneira nova e com uma nova profundidade, a capacidade dos referidos modos de sofrer que são decisivos para a sua humanidade. A fé cristã mostrou-nos que verdade, justiça, amor não são simplesmente ideais, mas realidades de imensa densidade. Com efeito, mostrou-nos que Deus - a Verdade e o Amor em pessoa - quis sofrer por nós e connosco.