domingo, 20 de março de 2016

Profecia do Dia


Segunda-feira, dia 21 de Março de 2016

2a-FEIRA DA SEMANA SANTA

S. Nicolau de Flue, eremita, confessor, +1487, S. Bento (Trânsito)

Comentário do dia
São Cromácio de Aquileia : «Ela praticou uma boa obra para comigo» (Mt 26,10)

Is. 42,1-7.

Diz o Senhor: «Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações.
Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças;
não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: proclamará fielmente a justiça. Não desfalecerá nem desistirá,
enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam.
Assim fala o Senhor Deus, que criou e estendeu os céus, consolidou a terra e o que ela produz, dá vida ao povo que a habita e respiração aos que sobre ela caminham:
Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça; tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações,
para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas».


Salmos 27(26),1.2.3.13-14.

O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protetor da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Quando os malvados me assaltaram
para devorar a minha carne,
foram eles, meus inimigos e adversários,
que vacilaram e caíram.

Se um exército me vier cercar,
o meu coração não temerá.
Se contra mim travarem batalha,
mesmo assim terei confiança.

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor.




João 12,1-11.

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde vivia Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
Ofereceram-Lhe lá um jantar: Marta andava a servir e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Jesus.
Então Maria tomou uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-Lhos com os cabelos; e a casa encheu-se com o perfume do bálsamo.
Disse então Judas Iscariotes, um dos discípulos, aquele que havia de entregar Jesus:
«Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários, para dar aos pobres?»
Disse isto, não porque se importava com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa comum, tirava o que nela se lançava.
Jesus respondeu-lhe: «Deixa-a em paz: ela tinha guardado o perfume para o dia da minha sepultura.
Pobres, sempre os tereis convosco; mas a Mim, nem sempre Me tereis».
Soube então grande número de judeus que Jesus Se encontrava ali e vieram, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
Entretanto, os príncipes dos sacerdotes resolveram matar também Lázaro,
porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cromácio de Aquileia (?-407), bispo
Sermão 11

«Ela praticou uma boa obra para comigo» (Mt 26,10)

Hoje o Evangelho conta-nos que, estando o Senhor à mesa com Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos, «Maria tomou uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e ungiu os pés de Jesus». [...] Esta Maria, lê-se no Evangelho, agradou muito a Cristo pela grandeza extraordinária da sua fé. Na passagem anterior, chorando a morte de seu irmão, fez com que o Senhor também chorasse, conduzindo à ternura o Autor da ternura. E, estando prestes a ressuscitar Lázaro da morte, o Senhor chora com Maria, para mostrar a sua própria ternura e os méritos dela. [...] As lágrimas do Senhor mostram-nos o mistério da carne assumida; a ressurreição de Lázaro ilumina a força da sua divindade. [...]

Vede a devoção e a fé desta santa mulher. Os outros estavam à mesa com o Senhor; ela unge-Lhe os pés. Os outros conversavam com o Senhor; ela, no silêncio da sua fé, enxuga-Lhe os pés com os cabelos. Os outros apareciam para as honras; ela, para o serviço. Mas o serviço de Maria teve mais valor aos olhos de Cristo do que o lugar de honra dos convivas. Aliás, [...] o Senhor disse a seu respeito:«Em verdade vos digo: Em qualquer parte do mundo onde este Evangelho for anunciado, há-de também narrar-se, em sua memória, o que ela acaba de fazer» (Mt 26,13).

Qual foi então o serviço prestado por esta santa mulher, para que seja difundido no mundo inteiro, e seja proclamado cada dia? Vede a sua humildade. Ela não começou por ungir a cabeça do Senhor, mas os pés. [...] Começou pelos pés, para merecer chegar à cabeça, porque humilhando-se seria exaltada, como está escrito, «e quem se exaltar será humilhado»(Mt 23,12). Ela humilhou-se para ser exaltada.







sábado, 19 de março de 2016

Profecia do Dia


Domingo, dia 20 de Março de 2016

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR - Ano C
DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR - Ano C

Santa Eufémia, virgem e mártir, +300, S. Martinho de Braga, bispo, +580, Santa Cláudia, mártir, +304

Comentário do dia
Santo André de Creta : «Eis o teu rei que vem a ti» (Zac 9,9; Mt 21,5)

Is. 50,4-7.

O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos.
O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo.
Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam.
Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio, e por isso não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra, e sei que não ficarei desiludido.


Salmos 22(21),8-9.17-18a.19-20.23-24.

Todos os que me vêm escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».

Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.

Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,

reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.



Filip. 2,6-11.

Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus,
mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem,
humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz.
Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.


Lucas 22,14-71.23,1-56.

Quando chegou a hora, Jesus sentou-Se à mesa com os seus Apóstolos
e disse-lhes: «Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer;
pois digo-vos que não tornarei a comê-la, até que se realize plenamente no reino de Deus».
Então, tomando um cálice, deu graças e disse: «Tomai e reparti entre vós,
pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o reino de Deus».
Depois tomou o pão e, dando graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: «Isto é o meu Corpo entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim».
No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue, derramado por vós.
Entretanto, está comigo à mesa a mão daquele que Me vai entregar.
O Filho do homem vai partir, como está determinado. Mas ai daquele por quem Ele vai ser entregue!».
Começaram então a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa.
Levantou-se também entre eles uma questão: qual deles se devia considerar o maior?
Disse-lhes Jesus: «Os reis das nações exercem domínio sobre elas, e os que têm sobre elas autoridade são chamados benfeitores.
Vós não deveis proceder desse modo. O maior entre vós seja como o menor, e aquele que manda seja como quem serve.
Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve.
Vós estivestes sempre comigo nas minhas provações.
E Eu preparo para vós um reino, como meu Pai o preparou para Mim:
comereis e bebereis à minha mesa, no meu reino, e sentar-vos-eis em tronos, a julgar as doze tribos de Israel.
Simão, Simão, Satanás vos reclamou para vos agitar na joeira como trigo.
Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos».
Pedro respondeu-Lhe: «Senhor, eu estou pronto a ir contigo, até para a prisão e para a morte».
Disse-lhe Jesus: «Eu te digo, Pedro: Não cantará hoje o galo, sem que tu, por três vezes, negues conhecer-Me».
Depois acrescentou: «Quando vos enviei sem bolsa nem alforge nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?». Eles responderam que não lhes faltara nada.
Disse-lhes Jesus: «Mas agora, quem tiver uma bolsa pegue nela, bem como no alforge; e quem não tiver espada venda a capa e compre uma.
Porque Eu vos digo que se deve cumprir em Mim o que está escrito: 'Foi contado entre os malfeitores'. Na verdade, o que Me diz respeito está a chegar ao fim».
Eles disseram: «Senhor, estão aqui duas espadas». Mas Jesus respondeu: «Basta».
Então saiu e foi, como de costume, para o monte das Oliveiras, e os discípulos acompanharam-n'O.
Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para não entrardes em tentação».
Depois afastou-Se deles cerca de um tiro de pedra e, pondo-Se de joelhos, começou a orar, dizendo:
«Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice. Todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua».
Então apareceu-Lhe um Anjo, vindo do Céu, para O confortar.
Entrando em angústia, orava mais instantemente, e o suor tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra.
Depois de ter orado, levantou-Se e foi ter com os discípulos, que encontrou a dormir, por causa da tristeza.
Disse-lhes Jesus: «Porque estais a dormir? Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação».
Ainda Ele estava a falar, quando apareceu uma multidão de gente. O chamado Judas, um dos Doze, vinha à sua frente e aproximou-se de Jesus, para O beijar.
Disse-lhe Jesus: «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do homem?».
Ao verem o que ia suceder, os que estavam com Jesus perguntaram-Lhe: «Senhor, vamos feri-los à espada?».
E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita.
Mas Jesus interveio, dizendo: «Basta! Deixai-os». E, tocando na orelha do homem, curou-o.
Disse então Jesus aos que tinham vindo ao seu encontro, príncipes dos sacerdotes, oficiais do templo e anciãos: «Vós saístes com espadas e varapaus, como se viésseis ao encontro dum salteador.
Eu estava todos os dias convosco no templo e não Me deitastes as mãos. Mas esta é a vossa hora e o poder das trevas.
Apoderaram-se então de Jesus, levaram-n'O e introduziram-n'O em casa do sumo sacerdote. Pedro seguia-os de longe.
Acenderam uma fogueira no meio do pátio, sentaram-se em volta dela, e Pedro foi sentar-se no meio deles.
Ao vê-lo sentado ao lume, uma criada, fitando os olhos nele, disse: «Este homem também andava com Jesus».
Mas Pedro negou: «Não O conheço, mulher».
Pouco depois, disse outro, ao vê-lo: «Tu também és um deles». Mas Pedro disse: «Homem, não sou».
«Esse homem, com certeza, também andava com Jesus, pois até é galileu». Pedro respondeu:
«Homem, não sei o que dizes». Nesse instante __ ainda ele falava __ um galo cantou.
O Senhor voltou-Se e fitou os olhos em Pedro. Então Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, quando lhe disse: 'Antes de o galo cantar, Me negarás três vezes'.
E, saindo para fora, chorou amargamente.
Entretanto, os homens que guardavam Jesus troçavam d'Ele e maltratavam-n'O.
Cobrindo-Lhe o rosto, perguntavam-Lhe: «Adivinha, profeta: Quem Te bateu?».
E dirigiam-Lhe muitos outros insultos.
Ao romper do dia, reuniu-se o conselho dos anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas. Levaram-n'O ao seu tribunal
e disseram-Lhe: «Diz-nos se Tu és o Messias». Jesus respondeu-lhes: «Se Eu vos disser, não acreditareis
e, se fizer alguma pergunta, não respondereis.
Mas o Filho do homem sentar-Se-á doravante à direita do poder de Deus».
Disseram todos: «Tu és então o Filho de Deus?» Jesus respondeu-lhes: «Vós mesmos dizeis que Eu sou».
Então exclamaram: «Que necessidade temos ainda de testemunhas? Nós próprios o ouvimos da sua boca».
Levantaram-se todos e levaram Jesus a Pilatos.
Começaram a acusá-l'O, dizendo: «Encontrámos este homem a sublevar o nosso povo, a impedir que se pagasse o tributo a César e dizendo ser o Messias-Rei».
Pilatos perguntou-Lhe: «Tu és o Rei dos Judeus?». Jesus respondeu-lhe: «Tu o dizes».
Pilatos disse aos príncipes dos sacerdotes e à multidão: «Não encontro nada de culpável neste homem».
Mas eles insistiam: «Amotina o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui».
Ao ouvir isto, Pilatos perguntou se o homem era galileu;
e, ao saber que era da jurisdição de Herodes, enviou-O a Herodes, que também estava nesses dias em Jerusalém.
Ao ver Jesus, Herodes ficou muito satisfeito. Havia bastante tempo que O queria ver, pelo que ouvia dizer d'Ele, e esperava que fizesse algum milagre na sua presença.
Fez-Lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu.
Os príncipes dos sacerdotes e os escribas que lá estavam acusavam-n'O com insistência.
Herodes, com os seus oficiais, tratou-O com desprezo e, por troça, mandou-O cobrir com um manto magnífico e remeteu-O a Pilatos.
Herodes e Pilatos, que eram inimigos, ficaram amigos nesse dia.
Pilatos convocou os príncipes dos sacerdotes, os chefes e o povo, e disse-lhes:
«Trouxestes este homem à minha presença como agitador do povo. Interroguei-O diante de vós e não encontrei n'Ele nenhum dos crimes de que O acusais.
Herodes também não, uma vez que no-l'O mandou de novo. Como vedes, não praticou nada que mereça a morte.
Vou, portanto, soltá-l'O, depois de O mandar castigar».
Pilatos tinha obrigação de lhes soltar um preso por ocasião da festa.
E todos se puseram a gritar: «Mata Esse e solta-nos Barrabás».
Barrabás tinha sido metido na cadeia por causa de uma insurreição desencadeada na cidade e por assassínio.
De novo Pilatos lhes dirigiu a palavra, querendo libertar Jesus.
Mas eles gritavam: «Crucifica-O! Crucifica-O!».
Pilatos falou-lhes pela terceira vez: «Mas que mal fez este homem? Não encontrei n'Ele nenhum motivo de morte. Por isso vou soltá-l'O, depois de O mandar castigar».
Mas eles continuavam a gritar, pedindo que fosse crucificado, e os seus clamores aumentavam de violência.
Então Pilatos decidiu fazer o que eles pediam:
soltou aquele que fora metido na cadeia por insurreição e assassínio, como eles reclamavam, e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam.
Quando O conduziam, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para a levar atrás de Jesus.
Seguia-O grande multidão de povo e mulheres que batiam no peito e se lamentavam, chorando por Ele.
Mas Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos;
pois dias virão em que se dirá: 'Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram'.
Começarão a dizer aos montes: 'Caí sobre nós'; e às colinas: 'Cobri-nos'.
Porque, se tratam assim a madeira verde, que acontecerá à seca?».
Levavam ainda dois malfeitores para serem executados com Jesus.
Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-n'O a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.
Jesus dizia: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem». Depois deitaram sortes, para repartirem entre si as vestes de Jesus.
O povo permanecia ali a observar. Por sua vez, os chefes zombavam e diziam: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito».
Também os soldados troçavam d'Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre,
diziam: «Se és o Rei dos Judeus, salva-Te a Ti mesmo».
Por cima d'Ele havia um letreiro: «Este é o Rei dos Judeus».
Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também».
Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício?
Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más ações. Mas Ele nada praticou de condenável».
E acrescentou: «Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza».

Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».
Era já quase meio-dia, quando as trevas cobriram toda a terra, até às três horas da tarde,
porque o sol se tinha eclipsado. O véu do templo rasgou-se ao meio.
E Jesus exclamou com voz forte: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Dito isto, expirou.
Vendo o que sucedera, o centurião deu glória a Deus, dizendo: «Realmente este homem era justo».
E toda a multidão que tinha assistido àquele espetáculo, ao ver o que se passava, regressava batendo no peito.
Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que O acompanhavam desde a Galileia, mantinham-se à distância, observando estas coisas.
Havia um homem chamado José, da cidade de Arimateia, que era pessoa reta e justa e esperava o reino de Deus. Era membro do Sinédrio,
mas não tinha concordado com a decisão e o proceder dos outros.
Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.
E, depois de o ter descido da cruz, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado.
Era o dia da Preparação e começavam a aparecer as luzes do sábado.
Entretanto, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia acompanharam José e observaram o sepulcro e a maneira como fora depositado o corpo de Jesus.
No regresso, prepararam aromas e perfumes. E no sábado guardaram o descanso, conforme o preceito.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo André de Creta (660-740), monge, bispo
Homilia para o Domingo de Ramos

«Eis o teu rei que vem a ti» (Zac 9,9; Mt 21,5)

Vinde, subamos juntos ao Monte das Oliveiras; vamos ao encontro de Cristo. Ele vem hoje de Betânia e avança de livre vontade para a sua santa e bem-aventurada Paixão, a fim de levar a termo o mistério da nossa salvação. Vem, pois, a caminho de Jerusalém, Aquele que desceu do Céu por nós, quando jazíamos nas profundezas, a fim de nos elevar com Ele, como dizem as Escrituras,«acima de todas as potestades e de todos os seres que nos dominam, seja qual for o seu nome» (Ef 1,21). Mas vem sem ostentação e sem fausto. Porque, como diz o profeta, «Ele não protestará, não gritará, não fará ouvir a sua voz» (Is 42,2). Será manso e humilde, fará a sua entrada sem alarde.

Vamos, corramos para Aquele que Se apressa para a sua Paixão; imitemos aqueles que correram à sua frente. Não para estender sobre o caminho, como eles fizeram, ramos de oliveira, vestes ou palmas. Nós próprios é que nos devemos inclinar diante dele, tanto quanto pudermos, por humildade de coração e rectidão de espírito, a fim de acolhermos o Verbo que vem (Jo 1,9), a fim de que Deus encontre lugar em nós, Ele que nada pode conter.

Porque Ele Se alegra por Se mostrar assim, em toda a sua mansidão, Ele que é manso, «Ele que se eleva acima do sol posto» (Is 14,14), quer dizer, acima da nossa condição degradada. Pois veio para ser o nosso companheiro, para nos elevar e reconduzir a Si pela palavra que nos une a Deus.







sexta-feira, 18 de março de 2016

Profecia do Dia


Sabado, dia 19 de Março de 2016

S. JOSÉ, esposo da Virgem Santa Maria, padroeiro da Igreja universal - Solenidade

S. José, esposo da Virgem Maria

Comentário do dia
São João Paulo II : A primazia da vida interior em S. José

2 Sam. 7,4-5a.12-14a.16.

Naqueles dias, o Senhor falou a Natã, dizendo:
«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor:
Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com os teus pais, estabelecerei em teu lugar um descendente que há-de nascer de ti e consolidarei a sua realeza.
Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real.
Serei para ele um Pai e ele será para Mim um filho.
A tua casa e o teu reino permanecerão para sempre diante de Mim. O teu trono será firme para sempre».


Salmos 89(88),2-3.4-5.27.29.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
e para sempre proclamarei a sua fidelidade.
Vós dissestes: «A bondade está estabelecida para sempre»,
no céu permanece firme a vossa fidelidade.

Concluí uma aliança com o meu eleito,
fiz um juramento a David, meu servo:
«Conservarei a tua descendência para sempre,
estabelecerei o teu trono por todas as gerações».

Ele Me invocará: «Vós sois meu pai,
meu Deus, meu Salvador».
Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,
a minha aliança com ele será irrevogável.




Romanos 4,13.16-18.22.

Irmãos: Não foi por meio da Lei, mas pela justiça da fé, que se fez a Abraão ou à sua descendência a promessa de que receberia o mundo como herança.
Portanto a herança vem pela fé, para que seja dom gratuito de Deus e a promessa seja válida para toda a descendência, não só para a descendência segundo a Lei, mas também para a descendência segundo a fé de Abraão. Ele é o pai de todos nós,
como está escrito: «Fiz de ti o pai de muitos povos». Ele é o nosso pai diante d'Aquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe.
Esperando contra toda a esperança, Abraão acreditou, tornando-se pai de muitos povos, como lhe tinha sido dito: «Assim será a tua descendência».
Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».


Mateus 1,16.18-21.24a.

Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Redemptoris Custos, 25-26

A primazia da vida interior em S. José

O mesmo clima de silêncio, que acompanha tudo aquilo que se refere à figura de José, estende-se também ao seu trabalho de carpinteiro na casa de Nazaré. Trata-se de um silêncio que desvenda de maneira especial o perfil interior desta figura. Os Evangelhos falam exclusivamente daquilo que José «fez»; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas «acções», envolvidas pelo silêncio, um clima de profunda contemplação. José estava quotidianamente em contacto com o mistério «escondido desde todos os séculos», que «estabeleceu a sua morada» sob o tecto da sua casa. Isto explica, por exemplo, a razão por que Santa Teresa de Jesus, a grande reformadora do Carmelo contemplativo, se tornou promotora da renovação do culto de São José na cristandade ocidental.

O sacrifício total, que José fez da sua existência inteira, às exigências da vinda do Messias à sua própria casa, encontra a motivação adequada na «sua insondável vida interior, da qual provêm ordens e consolações singularíssimas; dela decorrem também a lógica e a força, própria das almas simples e límpidas, das grandes decisões, como foi a de colocar imediatamente à disposição dos desígnios divinos a própria liberdade, a sua legítima vocação humana e a felicidade conjugal, aceitando a condição, a responsabilidade e o peso da família e renunciando, por um incomparável amor virginal, ao natural amor conjugal que constitui e alimenta a mesma família» (Paulo VI, alocução 19 de Março de 1969).

Esta submissão a Deus, que é prontidão de vontade para se dedicar às coisas que dizem respeito ao seu serviço, não é mais do que o exercício da devoção, que constitui uma das expressões da virtude da religião.