domingo, 18 de setembro de 2016

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Domingo, dia 18 de Setembro de 2016

25º Domingo do Tempo Comum - Ano C
Vigésimo Quinto Domingo do tempo comum (semana I do saltério)

S. José de Cupertino, religioso, +1663

Comentário do dia
São Gregório de Nazianzo : «Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas»: socorrer os pobres

Amós 8,4-7.

Escutai bem, vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra.
Vós dizeis: «Quando passará a lua nova, para podermos vender o nosso grão? Quando chegará o fim de sábado, para podermos abrir os celeiros de trigo? Faremos a medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas.
Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias. Venderemos até as cascas do nosso trigo».
O SENHOR jurou contra a soberba de Jacob: "Não esquecerei jamais nenhuma das suas obras."


Salmos 113(112),1-2.4-6.7-8.

Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.

O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.
Quem se compara ao Senhor nosso Deus,
que tem o seu trono nas alturas

e Se inclina lá do alto
a olhar o céu e a terra?
Levanta do pó o indigente e tira o pobre da miséria,
para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.



1 Tim. 2,1-8.

Caríssimo: Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens,
pelos reis e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador;
Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo,
que Se entregou à morte pela redenção de todos. Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo
e do qual fui constituído arauto e apóstolo __ digo a verdade, não minto __ mestre dos gentios na fé e na verdade.
Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.


Lucas 16,1-13.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens.
Mandou chamá-lo e disse-lhe: 'Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar'.
O administrador disse consigo: 'Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho forças, de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa'.
Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: 'Quanto deves ao meu senhor?'.
Ele respondeu: 'Cem talhas de azeite'. O administrador disse-lhe: 'Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta'.
A seguir disse a outro: 'E tu quanto deves?' Ele respondeu: 'Cem medidas de trigo'. Disse-lhe o administrador: 'Toma a tua conta e escreve oitenta'.
E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes».
«E Eu digo-vos: Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.
Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes.
Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem?
E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso?
Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja
Homilia sobre o amor aos pobres

«Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas»: socorrer os pobres

Meus amigos e meus irmãos, não sejamos maus gestores dos bens que nos foram confiados para não ouvirmos dizer: «Envergonhai-vos, vós que guardais o que não vos pertence; imitai a justiça de Deus e não haverá mais pobres.» Não nos esgotemos a juntar e a pôr de reserva enquanto outros estão esgotados de fome; só assim não mereceremos a acusação amarga e a ameaça do profeta Amós: «Cuidado, vós que dizeis: "Quando acabará este mês para podermos vender o nosso trigo? Quando acabará o sábado para podermos vender a nossa farinha?"» (8,5). [...]

Imitemos a lei sublime e primordial de Deus «que faz cair a chuva sobre justos e pecadores e também para todos faz nascer o sol» (Mt 5,45). Ele cumula todos os que vivem na Terra de imensas extensões de pastos, de nascentes, de rios e de florestas; aos pássaros dá os ares e a água a todos os animais aquáticos.

Para a vida de todos, dá em abundância os recursos naturais, que não podem ser nem agarrados pelos fortes, medidos pelas leis ou delimitados pelas fronteiras; mas dá-os a todos, de modo que nada falte a ninguém. Assim, pela partilha igual dos seus dons, Ele honra a igualdade natural de todos e mostra toda a generosidade da sua bondade. [...] Por isso, também tu, imita esta misericórdia divina.







sábado, 17 de setembro de 2016

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 17 de Setembro de 2016

Sábado da 24ª semana do Tempo Comum

S. Roberto Belarmino, bispo, Doutor da Igreja, +1621, Santa Hildegarda, monja, +1179

Comentário do dia
São Boaventura : «A semente é a palavra de Deus»

1 Cor. 15,35-37.42-49.

Irmãos: Alguém poderia perguntar: «Como ressuscitam os mortos? Com que espécie de corpo voltam eles?».
Insensato! O que tu semeias não volta à vida sem morrer.
E o que semeias não é a planta que há-de nascer, mas um simples grão, de trigo, por exemplo, ou de qualquer outra espécie.
Assim é também a ressurreição dos mortos: semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível;
semeado desprezível, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força;
semeado como corpo natural, ressuscita como corpo espiritual. Se há um corpo natural, também há um corpo espiritual.
Assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi criado como um ser vivo; o último Adão tornou-se um espírito que dá vida.
O primeiro não foi o espiritual, mas o natural; depois é que veio o espiritual.
O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo homem veio do Céu.
O homem que veio da terra é o modelo dos homens terrenos; o homem que veio do Céu é o modelo dos homens celestes.
E assim como trouxemos em nós a imagem do homem terreno, traremos também em nós a imagem do homem celeste.


Salmos 56(55),10.11-12.13-14.

Então os meus inimigos retrocederão
no dia em que eu clamar;
bem sei que o Senhor está por mim.
Enalteço a palavra do Senhor, enalteço a promessa do Senhor.

Em Deus confio e nada temo: que poderão fazer-me os homens?
Oferecer-Vos-ei sacrifícios de ação de graças,
porque salvastes a minha vida da morte; preservastes os meus pés da queda, para andar na vossa presença, à luz da vida.




Lucas 8,4-15.

Naquele tempo, reuniu-se uma grande multidão, que vinha ter com Jesus de todas as cidades, e Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola:
«O semeador saiu para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho: foi calcada e as aves do céu comeram-na.
Outra parte caiu em terreno pedregoso: depois de ter nascido, secou por falta de humidade.
Outra parte caiu entre espinhos: os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na.
Outra parte caiu em boa terra: nasceu e deu fruto cem por um». Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».
Os discípulos perguntaram a Jesus o que significava aquela parábola
e Ele respondeu: «A vós foi concedido conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros serão apresentados só em parábolas, para que, ao olharem, não vejam, e, ao ouvirem, não entendam.
É este o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus.
Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração, para que não acreditem e se salvem.
Os que estão em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria, mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se quando chega a provação.
A semente que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida, sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer.
A semente que caiu em boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração nobre e generoso, a conservam e dão fruto pela sua perseverança».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Breviloquium, Prólogo, 2-5

«A semente é a palavra de Deus»

A origem da Escritura não se situa na investigação humana, mas na Revelação divina que provém do «Pai das Luzes», «a quem toda a paternidade no céu e na terra vai buscar o nome» (Tim 1,17; Ef 3,15). Dele, por seu Filho Jesus Cristo, se derrama em nós o Espírito Santo. Pelo Espírito Santo, que distribui os seus dons a cada um de nós segundo a sua vontade (Heb 2,4), é-nos dada a fé e «pela fé, Cristo habita nos nossos corações» (Ef 3,17). Deste conhecimento de Jesus Cristo deriva, como de uma fonte, a solidez e a inteligência de toda a Sagrada Escritura. É, pois, impossível entrar no conhecimento de Escritura sem possuir em primeiro lugar a fé infusa em Jesus Cristo, que é a luz, a porta e o alicerce de toda a Escritura. [...]

O resultado ou o fruto da Sagrada Escritura [...] é a plenitude da felicidade eterna. Porque a Escritura encerra «as palavras de vida eterna» (Jo 6,68); portanto, ela não foi escrita só para que acreditemos, mas também para que possuamos a vida eterna na qual veremos e amaremos, e onde os nossos desejos serão inteiramente satisfeitos. Então, com os desejos satisfeitos, conheceremos verdadeiramente «o amor que ultrapassa todo o conhecimento» e assim ficaremos «cheios da plenitude de Deus» (Ef 3,19). É nesta plenitude que a divina Escritura se esforça por nos introduzir; é em vista deste fim, é com esta intenção que a Sagrada Escritura deve ser estudada, ensinada e entendida.







sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sexta-feira, dia 16 de Setembro de 2016

Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

S. Cornélio, papa, mártir, +253, S. Cipriano, bispo, mártir, +258

Comentário do dia
Bento XVI: «Acompanhavam-No os Doze, bem como algumas mulheres»

1 Cor. 15,12-20.

Irmãos: Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, porque dizem alguns no meio de vós que não há ressurreição dos mortos?
Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou.
E, se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação é inútil e também é inútil a vossa fé.
E nós aparecemos como falsas testemunhas de Deus, porque damos testemunho contra Deus, ao afirmar que Ele ressuscitou Jesus Cristo, quando de facto não O ressuscitou, a ser verdade que os mortos não ressuscitam.
Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
E se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, ainda estais nos vossos pecados;
e assim, os que morreram em Cristo também se perderam.
Se é só para a vida presente que temos posta em Cristo a nossa esperança, somos os mais miseráveis de todos os homens.
Mas não. Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.


Salmos 17(16),1.6-7.8b.15.

Ouvi, Senhor, uma causa justa, atendei a minha súplica. Escutai a minha oração, feita com sinceridade.
Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,
ouvi e escutai as minhas palavras.
Mostrai a vossa admirável misericórdia, Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.
protegei-me à sombra das vossas asas.
Mereça eu contemplar a vossa face e, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem.




Lucas 8,1-3.

Naquele tempo, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do reino de Deus. Acompanhavam-n'O os Doze,
bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios,
Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus e os discípulos com os seus bens.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Audiência geral de 14/2/07 (© copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Acompanhavam-No os Doze, bem como algumas mulheres»

Sabemos que, de entre os seus discípulos, Jesus escolheu doze homens como pais do novo Israel, e escolheu-os para «estarem com Ele e para os enviar a pregar» (Mc 3, 14). Este facto é evidente mas, além dos Doze, colunas da Igreja, pais do novo Povo de Deus, também há muitas mulheres que são incluídas no número dos discípulos. Posso apenas mencionar brevemente aquelas que se encontram no caminho do próprio Jesus, a começar pela profetisa Ana (Lc 2,36-38), até à Samaritana (Jo 4,1-39), à mulher sírio-fenícia (Mc 7,24-30), à hemorroíssa (Mt 9,20-22) e à pecadora perdoada (Lc 7,36-50). Não me referirei sequer às protagonistas de algumas eficazes parábolas, por exemplo a uma dona de casa que amassa o pão (Mt 13,33), à mulher que perde a dracma (Lc 15,8-10), à viúva que importuna o juiz (Lc 18,1-8). Mais significativas nesta nossa reflexão são aquelas mulheres que desenvolveram um papel ativo no contexto da missão de Jesus.

Em primeiro lugar, pensamos naturalmente na Virgem Maria que, com a sua fé e a sua obra maternal, colaborou de modo único na nossa Redenção, de tal forma que Isabel a proclamou «bendita [...] entre as mulheres» (Lc 1,42), acrescentando: «Feliz de ti que acreditaste» (Lc 1,45). Tornando-se discípula de seu Filho, Maria manifestou em Caná total confiança nele (Jo 2,5) e seguiu-O até à Cruz, onde recebeu dele uma missão maternal para com todos os seus discípulos de todos os tempos, representados por João (Jo 19,25-27).

Surgem depois várias mulheres que, a diversos títulos, gravitaram em torno da figura de Jesus, com funções de responsabilidade. São exemplo eloquente disso as mulheres que seguiam Jesus para O assistir com os seus bens e das quais Lucas nos transmite alguns nomes: Maria de Magdala, Joana, Susana e «muitas outras» (Lc 8,2-3). Depois, os Evangelhos informam-nos de que as mulheres, diversamente dos Doze, não abandonaram Jesus na hora da Paixão (Mt 27,56.61; Mc 15,40). Entre elas destaca-se, em particular, Madalena, que presenciou a Paixão, mas que foi também a primeira testemunha do Ressuscitado e quem O anunciou (Jo 20,1.11-18). É precisamente para Maria de Magdala que S. Tomás de Aquino reserva a singular qualificação de «apóstola dos apóstolos», dedicando-lhe este bonito comentário: «Assim como uma mulher tinha anunciado ao primeiro homem palavras de morte, assim também foi uma mulher a primeira a anunciar aos apóstolos palavras de vida».