domingo, 23 de abril de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Domingo, dia 23 de Abril de 2017

2º Domingo da Páscoa (Divina Misericórdia)
2º domingo do tempo pascal - Domingo da Divina Misericórdia (semana II do saltério)

S. Jorge, mártir, +303, Santo Adalberto de Praga, bispo, mártir, +997

Comentário do dia
São Tomás de Vilanova : «Meu Senhor e meu Deus!»

Actos 2,42-47.

Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações.
Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, toda a gente se enchia de temor.
Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum.
Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um.
Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração,
louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava todos os dias o número dos que deviam salvar-se.


Salmos 118(117),2-4.13-15.22-24.

Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.

Empurraram-me para cair,
mas o Senhor me amparou.
O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória,
foi Ele o meu Salvador.
Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos:
a mão do Senhor fez prodígios.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.




1 Pedro 1,3-9.

Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, na sua grande misericórdia, nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva,
para uma herança que não se corrompe, nem se mancha, nem desaparece. Esta herança está reservada nos Céus para vós,
que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
Isto vos enche de alegria, embora vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações,
para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar.
Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais n'Ele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa,
porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.


João 20,19-31.

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».
Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro.
Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Tomás de Vilanova (c. 1487-1555), eremita de Santo Agostinho, bispo
Seramão para o domingo in albis

«Meu Senhor e meu Deus!»

«Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos», diz Tomé, «se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Espantoso endurecimento o deste discípulo: o testemunho de tantos irmãos e até a vista da sua alegria não bastam para lhe dar a fé. E eis que, para tomar conta dele, o Senhor aparece. O bom Pastor não suporta a perda da sua ovelha, ele que tinha dito a seu Pai: "Não perdi nenhum dos que me deste" (Jo 17,12). Que os pastores aprendam então a solicitude que devem manifestar para com as suas ovelhas, uma vez que o Senhor apareceu por causa de uma só. Toda a solicitude e todo o labor são pouca coisa em comparação com o interesse de uma única alma... Aquele que trouxer uma ovelha errante de volta ao redil ganhou um poderoso advogado junto de Deus.

"Aproxima o teu dedo e vê as minhas mãos, mete a mão no meu lado e não sejas incrédulo mas fiel". Feliz mão que perscrutou os segredos do coração de Jesus! Que riquezas não terá encontrado! Foi ao repousar sobre esse coração que João penetrou nos mistérios do céu. Penetrando-o, Tomé descobriu nele grandes tesouros. Admirável escola que formou tais discípulos! Graças a ela, o primeiro exprimiu acerca da divindade maravilhas mais altas do que os astros ao dizer: "No princípio era o Verbo e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus" (Jo 1,1); o outro, tocado pelo raio da Verdade, lançou esse grito sublime: "Meu Senhor e meu Deus!"







sábado, 22 de abril de 2017

Cristo ressuscitou!

Prezados leitores

Cristo ressuscitou verdadeiramente! 

Toda a equipa do Evangelho Quotidiano se alegrou convosco no domingo passado com o triunfo da Luz sobre as trevas, o triunfo da Cruz gloriosa, da vitória da Vida sobre a morte!

Na Páscoa, contemplamos a infinita misericórdia de Deus: eterna misericórdia do Pai, que nos dá o seu Filho único para nos resgatar; eterna misericórdia do Filho, que aceita tomar sobre os seus ombros toda a nossa miséria, todos os nossos pecados, Ele que viu verdadeiramente todos os nossos pecados passarem diante dos seus olhos no Jardim das Oliveiras.

Na tarde da Ressurreição, Jesus aparece aos seus apóstolos e institui o sacramento da penitência dando-lhes o poder de perdoarem os pecados. No dia do seu triunfo, a divina misericórdia dá-nos o sacramento que afasta deste mundo o mal e o choro e chama-nos, a nós pecadores, a uma vida nova. Se formos muitas vezes confessar-nos e reconciliar-nos com Deus, obteremos todas as graças necessárias para viver a nossa fé de uma forma cada vez mais perfeita e poderemos, assim, enxertar-nos no coração misericordioso de Jesus que nos encherá de Paz.

 

A equipa do Evangelho Quotidiano em língua portuguesa

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 22 de Abril de 2017

Sábado NA OITAVA DA PÁSCOA

S. Sotero, papa, mártir, +174, Santa Senhorinha, virgem, +982

Comentário do dia
São João da Cruz : «Censurou-os pela sua incredulidade.»

Actos 4,13-21.

Naqueles dias, os chefes do povo, os anciãos e os escribas, vendo a firmeza de Pedro e de João e verificando que eram homens iletrados e plebeus, ficaram surpreendidos. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus,
mas, como viam diante deles o homem que fora curado, nada podiam replicar.
Mandaram-nos então sair do Sinédrio e começaram a deliberar entre si:
«Que havemos de fazer a estes homens? Que se realizou por meio deles um milagre, sabem-no todos os habitantes de Jerusalém e não podemos negá-lo.
Mas para que isto não continue a divulgar-se entre o povo, vamos intimá-los com ameaças que não falem desse nome a ninguém.
Chamaram-nos então e proibiram-nos terminantemente falar ou ensinar em nome de Jesus.
Mas Pedro e João responderam: «Se é justo aos olhos de Deus obedecer-vos antes a vós que a Ele, julgai-o vós próprios.
Nós é que não podemos calar o que vimos e ouvimos».
Depois de novas ameaças, puseram-nos em liberdade, pois não encontravam modo de os castigar, por causa do povo, uma vez que todos davam glória a Deus pelo que tinha acontecido.


Salmos 118(117),1.14-15ab.16-18.19-21.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória,
foi Ele o meu Salvador.
Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos:
a mão do Senhor fez prodígios.

Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos:
a mão do Senhor fez prodígios.
mão do SENHOR foi magnífica; a mão do SENHOR fez maravilhas.»
Não morrerei, mas hei-de viver
para anunciar as obras do Senhor.
Com dureza me castigou o Senhor,

mas não me deixou morrer.
Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
Eu Vos darei graças porque me ouvistes

e fostes o meu Salvador.



Marcos 16,9-15.

Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia da semana e apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios.
Ela foi anunciar aos que tinham andado com Ele e estavam mergulhados em tristeza e pranto.
Eles, porém, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram.
Depois disto, manifestou-Se com aspeto diferente a dois deles que iam a caminho do campo.
E eles correram a anunciar aos outros, mas também não lhes deram crédito.
Mais tarde apareceu aos Onze, quando eles estavam sentados à mesa, e censurou-os pela sua incredulidade e dureza de coração, porque não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado.
E disse-lhes: «Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João da Cruz (1542-1591), carmelita descalço, doutor da Igreja
A Subida ao Carmelo 3,31

«Censurou-os pela sua incredulidade.»

Quando há abundância de sinais e de testemunhos, é menos meritório acreditar. [...] É por isso que Deus só realiza obras maravilhosas quando elas são absolutamente necessárias para a fé dos homens. Por este motivo, e a fim de que os seus discípulos não fossem privados do mérito da fé por terem tido experiência directa da sua ressurreição, antes de lhes aparecer, dispôs as coisas de modo que eles acreditassem sem O terem visto.

A Maria Madalena, começou por lhe mostrar o túmulo vazio; em seguida, instruiu-a por meio dos anjos, porque «a fé vem da pregação», como diz S. Paulo (Rom 10,17). O Senhor queria que ela cresse ouvindo e antes de ver; e, quando O viu, foi sob a aparência de um jardineiro, a fim de completar a sua instrução na fé.

Aos discípulos, começou por lhes enviar as santas mulheres, que lhes disseram que Ele tinha ressuscitado. Aos peregrinos de Emaús, começou por lhes inflamar o coração na fé, antes de Se lhes revelar. Por fim, repreendeu os discípulos por não terem acreditado. E a Tomé, que tinha querido tocar-Lhe nas chagas, disse: «Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditam!» (Jo 20,29).