domingo, 14 de maio de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Domingo, dia 14 de Maio de 2017

5º Domingo da Páscoa

S. Matias, apóstolo, S. Miguel Garicoits, presbítero, +1863

Comentário do dia
São Bernardo : «Para onde Eu vou, conheceis o caminho»

Actos 6,1-7.

Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, os helenistas começaram a murmurar contra os hebreus, porque no serviço diário não se fazia caso das suas viúvas.
Então os Doze convocaram a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém que deixemos de pregar a palavra de Deus, para servirmos às mesas.
Escolhei entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para lhes confiarmos esse cargo.
Quanto a nós, vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da palavra».
A proposta agradou a toda a assembleia; e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.
Apresentaram-nos aos Apóstolos, e estes oraram e impuseram as mãos sobre eles.
A palavra de Deus ia-se divulgando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém, e obedecia à fé também grande número de sacerdotes.


Salmos 33(32),1-2.4-5.18-19.

Justos, aclamai o Senhor,
os corações retos devem louvá-l'O.
Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.

A palavra do Senhor é reta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a retidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.




1 Pedro 2,4-9.

Caríssimos: Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus.
E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo.
Por isso se lê na Escritura: «Vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa; e quem nela puser a sua confiança não será confundido».
Honra, portanto, a vós que acreditais. Para os incrédulos, porém, «a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular»,
«pedra de tropeço e pedra de escândalo». Tropeçaram por não acreditarem na palavra, pois foram para isso destinados.
Vós, porém, sois «geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores» d'Aquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável.


João 14,1-12.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim.
Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?
Quando eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.
Para onde Eu vou, conheceis o caminho».
Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?».
Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim.
Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».
Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta».
Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: 'Mostra-nos o Pai'?
Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras.
Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras.
Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Tratado sobre os graus de humildade.

«Para onde Eu vou, conheceis o caminho»

«Eu sou o caminho, a verdade e a vida». O caminho é a humildade, que conduz à verdade. A humildade é o sofrimento; a verdade é o fruto do sofrimento. Poderás perguntar-me: como sabes que Ele fala de humildade, se apenas diz: «Eu sou o caminho»? Porém, Ele mesmo responde quando acrescenta: «Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). Ele apresenta-Se portanto como exemplo de humildade e de mansidão. Se O imitares, não andarás nas trevas, mas terás a luz da vida (Jo 8,12). O que é a luz da vida senão a verdade? Ela ilumina todo o homem que vem a este mundo (Jo 1,9), mostrando-lhe o verdadeiro caminho. [...]

Eu vejo o caminho: é a humildade; eu desejo o fruto: é a verdade. E se a estrada for demasiado difícil para que eu possa chegar onde desejo? Escutai a sua resposta: «Eu sou o caminho, quer dizer o viático que te sustentará ao longo desta estrada». Àqueles que se enganam e não conhecem o caminho, Ele exclama: «Sou eu que sou o caminho»; àqueles que duvidam e não acreditam: «Sou eu que sou a verdade»; aos que já estão em marcha mas se fatigam: «Eu sou a vida». Escutai ainda isto: «Eu te bendigo ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste isto - esta verdade secreta - aos sábios e aos inteligentes, quer dizer aos orgulhosos, e o revelaste aos pequeninos, quer dizer aos humildes» (Lc 10,21). [...]

Escutai a verdade a falar àqueles que a procuram: «Vinde a Mim, vós que Me desejais, e sereis saciados com os meus frutos» (Eccl 24,19); e ainda «Vinde a Mim, vós todos que sofreis e tombais sob o peso do vosso fardo, que Eu vos aliviarei» ( Mt 11,28). Vinde, diz Ele. Mas para onde? A Mim, a verdade. Por onde? Pelo caminho da humildade.







sábado, 13 de maio de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 13 de Maio de 2017

Nossa Senhora de Fátima

S. Pedro Regalado, religioso, +1456

Comentário do dia
São Cipriano : Invocar o nome de Jesus ao pedir

Apoc. 21,1-5a.

Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar já não existia.
E vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo.
Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo, e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus.
Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu».
Disse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».


Judite 13,18bcde.19-20.

«Bendita sejas tu, filha, pelo Deus altíssimo,
mais do que todas as mulheres sobre a terra,
e bendito seja o Senhor Deus,
que criou os céus e a terra,
Nunca mais deixarão os homens de celebrar os teus louvores e recordarão eternamente o poder de Deus.
Deus exalte para sempre o teu nome e te recompense com os seus bens, porque não hesitaste em expor a tua vida, por causa da humilhação do nosso povo, mas vieste afastar a nossa ruína, procedendo com retidão na presença do nosso Deus». E todo o povo respondeu: «Ámen! Ámen!».




Mateus 12,46-50.

Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe.
Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo».
Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?».
E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos:
todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
A Oração do Senhor, 2-3 (trad. DDB 1982, p. 41 rev.; cf. breviário)

Invocar o nome de Jesus ao pedir

Entre as recomendações salutares e os preceitos divinos através dos quais proveu à salvação do seu povo, o Senhor deu-nos ainda o modelo de oração; Ele próprio nos ensinou o que devemos pedir nas nossas preces. Ele, que nos dá a vida, também nos ensina a rezar, com aquela mesma bondade que O levou a conceder-nos tantos outros benefícios. Assim, quando falamos ao Pai através da oração que o Senhor nos ensinou, somos mais facilmente escutados. Ele previra que viria a hora em que: «os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23) e cumpriu o que anunciara. Santificados pelo Espírito e pela verdade que vêm dele, podemos igualmente, graças ao que nos ensinou, adorar em espírito e verdade.

Uma vez que foi por Cristo que recebemos o Espírito, que oração poderia ser mais espiritual que aquela que Ele nos deu? Que oração poderia ser mais verdadeira que aquela que saiu da boca do Filho, que é a própria Verdade?

Por isso, irmãos bem-amados, rezemo-la como o Mestre no-la ensinou. Clamar a Deus com palavras dele é súplica que Lhe é amável e filial; é fazer-Lhe chegar aos ouvidos a oração de Cristo. Que o Pai reconheça a voz do Filho quando Lhe dirigimos o nosso pedido. Que Aquele que vive no nosso coração seja também a nossa voz. Ele é nosso advogado junto do Pai: intercede pelos nossos pecados quando nós, pecadores, Lhe pedimos perdão pelas nossas faltas. Pronunciemos, então, as palavras do nosso advogado, porque é Ele quem nos diz: «Se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará» (Jo 16,23).







sexta-feira, 12 de maio de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sexta-feira, dia 12 de Maio de 2017

Sexta-feira da 4ª semana da Páscoa

Beata Joana de Portugal, virgem, +1490, Santos Nereu e Aquiles (ou Aquileu), mártires, séc. III, Beato Alvaro del Portillo, bispo, +1994, S. Pancrácio, mártir, +304

Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica: «Ninguém vai ao Pai senão por Mim»

Actos 13,26-33.

Naqueles dias, disse Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia: «Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus, a nós foi dirigida esta palavra da salvação.
Na verdade, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-O, cumpriram as palavras dos Profetas que se leem cada sábado.
Embora não tivessem encontrado nada que merecesse a morte, pediram a Pilatos que O mandasse matar.
Cumprindo tudo o que estava escrito acerca d'Ele, desceram-no da cruz e depuseram-n'O no sepulcro.
Mas Deus ressuscitou-O dos mortos
e Ele apareceu durante muitos dias àqueles que tinham subido com Ele da Galileia a Jerusalém e são agora suas testemunhas diante do povo.
Nós vos anunciamos a boa nova de que a promessa feita a nossos pais,
Deus a cumpriu para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no salmo segundo: 'Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei'».


Salmos 2,6-7.8-9.10-11.

«Fui Eu quem ungiu o meu Rei
sobre Sião, minha montanha sagrada».
Vou proclamar o decreto do Senhor.
Ele disse-me: «Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.

Pede-me e te darei as nações por herança
e os confins da terra para teu domínio.
Hás de governá-los com cetro de ferro,
quebrá-los como vasos de barro».

E agora, ó reis, tomai sentido,
atendei, vós que governais a terra.
Servi o Senhor com temor,
aclamai-O com reverência.




João 14,1-6.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim.
Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?
Quando eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.
Para onde Eu vou, conheceis o caminho».
Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?».
Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§ 257-258, 260

«Ninguém vai ao Pai senão por Mim»

«Ó luz, Trindade bendita, ó primordial Unidade!» Deus é beatitude eterna, vida imortal, luz sem ocaso. Deus é amor: Pai, Filho e Espírito Santo. Livremente, Deus quer comunicar a glória da sua vida bem-aventurada. Este é o desígnio de benevolência (Ef 1,9) que Ele concebeu desde antes da criação do mundo no seu Filho bem-amado, predestinando-nos à adoção filial neste (Ef 1,5), isto é, a reproduzir a imagem de seu Filho (Rom 8,29) graças ao «espírito de adoção filial» (Rom 8,5). Esta decisão prévia é uma «graça concedida antes de todos os séculos» (2Tim 1,9), proveniente diretamente do amor trinitário. Ele desdobra-se na obra da criação, em toda a história da salvação após a queda, nas missões do Filho e do Espírito, prolongadas pela missão da Igreja.

Toda a economia divina é obra comum das três Pessoas divinas. Pois, da mesma forma que a Trindade não tem senão uma única e mesma natureza, assim também não tem senão uma única e mesma operação. O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio. Contudo cada pessoa divina cumpre a obra comum segundo a sua propriedade pessoal. Assim a Igreja confessa, na linha do Novo Testamento, um Deus e Pai, do qual são todas as coisas, um Senhor Jesus Cristo, mediante o qual são todas as coisas, um Espírito Santo, em quem são todas as coisas. São sobretudo as missões divinas da encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo que manifestam as propriedades das Pessoas divinas.

O fim último de toda a economia divina é a entrada das criaturas na unidade perfeita da Santíssima Trindade. Mas desde já somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: «Se alguém Me ama», diz o Senhor, «guardará a minha palavra, meu Pai o amará e viremos a ele, e faremos nele a nossa morada» (Jo 14,23).

«Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para firmar-me em Vós, imóvel e pacífica, como se a minha alma já estivesse na eternidade: que nada consiga perturbar a minha paz nem fazer-me sair de Vós, ó meu imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundidade do vosso mistério! Pacificai a minha alma! Fazei dela o vosso céu, a vossa amada morada e o lugar do vosso repouso. Que nela eu nunca vos deixe só, mas que eu esteja aí, toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda adorante, toda entregue à vossa ação criadora» (Beata Isabel da Trindade).