domingo, 9 de julho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Domingo, dia 09 de Julho de 2017

14º Domingo do Tempo Comum
XIV Domingo Comum (semana II do saltério)

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina), S. Agostinho Zhao Rong, presbítero, +1815, e companheiros mártires

Comentário do dia
Santa Teresa Benedita da Cruz : «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra»

Zacarias 9,9-10.

Eis o que diz o Senhor: «Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho duma jumenta.
Destruirá os carros de combate de Efraim e os cavalos de guerra de Jerusalém; e será quebrado o arco de guerra. Anunciará a paz às nações: o seu domínio irá de um mar ao outro mar e do Rio até aos confins da terra».


Salmos 145(144),1-2.8-9.10-11.13cd-14.

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,
e bendizer o vosso nome para sempre.
Quero bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos,
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

O Senhor é fiel à sua palavra
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor ampara os que vacilam
e levanta todos os oprimidos.




Romanos 8,9.11-13.

Irmãos: Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, não Lhe pertence.
Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós.
Assim, irmãos, não somos devedores à carne, para vivermos segundo a carne.
Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas se pelo Espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis.


Mateus 11,25-30.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado.
Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
«A oração da Igreja»

«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra»

Quando tomou o cálice, o Senhor deu graças (Mt 26,27); podemos recordar as palavras da bênção, que exprimem indubitavelmente uma ação de graças ao Criador, mas sabemos também que Cristo tinha o costume de dar graças sempre que, antes de realizar um milagre, elevava os olhos ao Pai dos Céus (Jo 11,41). Ele dá graças porque Se sabe antecipadamente escutado. Dá graças pelo poder divino que tem em Si, pelo qual vai manifestar aos olhos dos homens a omnipotência do Criador. Dá graças pela obra de redenção que Lhe é dado realizar, e dá graças por esta obra que é, em si mesma, glorificação do Deus Trindade, cuja imagem desfigurada renova, devolvendo-lhe toda a pureza da sua bondade.

Assim, o sacrifício eternamente atual de Cristo na cruz, no decurso da Santa Missa e na glória eterna do Céu, pode ser entendido como uma só e imensa ação de graças - é isso que significa a palavra «eucaristia» -, como ação de graças pela criação, a redenção e a realização final. Ele oferece-Se a Si mesmo em nome de todo o universo criado, do qual é o modelo original e ao qual desceu para o renovar a partir de dentro e o conduzir à sua realização. Mas também chama todo o mundo criado a apresentar com Ele ao Criador a homenagem de ação de graças a que Este tem direito.







sábado, 8 de julho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 08 de Julho de 2017

Sábado da 13ª semana do Tempo Comum

Santo Áquila e Santa Priscila, amigos de S. Paulo, S. Gregório Grassi, bispo, e companheiros, mártires, +1900

Comentário do dia
São Pedro Crisólogo : O jejum dos amigos do noivo

Gén. 27,1-5.15-29.

Quando Isaac envelheceu, os olhos enfraqueceram-lhe tanto que já não via. Chamou então seu filho Esaú e disse-lhe: «Meu filho». Ele respondeu-lhe: «Aqui estou».
Isaac continuou: «Como vês, estou velho e não sei o dia da minha morte.
Agora toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, vai ao campo e apanha-me alguma peça de caça.
Depois prepara-me um prato como eu gosto e traz-mo aqui para eu comer, a fim de que eu te abençoe, antes de morrer».
Rebeca escutou a conversa de Isaac com seu filho Esaú. Este foi ao campo apanhar a caça que devia trazer.
Entretanto, Rebeca tomou as roupas de Esaú, seu filho mais velho, as melhores que tinha em casa, e vestiu-as a Jacob, seu filho mais novo,
cobrindo-lhe os braços e a parte lisa do pescoço com pele de cabrito.
Depois colocou nas mãos de seu filho Jacob o pão e o prato que tinha preparado.
Jacob foi ter com o pai e disse-lhe: «Meu pai». Este respondeu: «Estou aqui. Quem és tu, meu filho?».
Jacob disse ao pai: «Sou Esaú, o teu filho primogénito. Fiz o que me ordenaste. Levanta-te, senta-te e come da minha caça, e a seguir dá-me a tua bênção».
Isaac disse ao filho: «Como a encontraste tão depressa, meu filho?». Ele respondeu: «Foi o Senhor, teu Deus, que ma pôs no caminho».
Isaac disse a Jacob: «Então aproxima-te, para eu te poder tocar, meu filho, e saber se és ou não meu filho Esaú».
Jacob aproximou-se de Isaac, seu pai, que lhe tocou e disse: «A voz é de Jacob, mas os braços são de Esaú».
Como ele tinha os braços peludos, como os de Esaú, seu irmão, Isaac não o reconheceu e deu-lhe a bênção.
Entretanto, voltou a perguntar-lhe: «Tu és realmente meu filho Esaú?». E ele respondeu-lhe: «Sou eu mesmo».
Disse Isaac: «Traz-me então a tua caça para eu comer, meu filho, e te dar a minha bênção». Jacob serviu-lha e ele comeu; trouxe-lhe vinho e ele bebeu.
Então seu pai disse: «Aproxima-te, meu filho, e beija-me».
Ele aproximou-se e beijou o pai. Quando este lhe aspirou o perfume das vestes, deu-lhe a bênção, dizendo: «Sim, o aroma de meu filho é como o aroma dum campo que o Senhor abençoou.
Queira Deus conceder-te o orvalho do céu e a riqueza da terra, trigo e vinho em abundância.
Sirvam-te as nações, prostrem-se os povos a teus pés. Sê o senhor de teus irmãos, prostrem-se diante de ti os filhos de tua mãe. Maldito seja quem te amaldiçoar, bendito seja quem te abençoar».


Salmos 135(134),1-2.3-4.5-6.

Louvai o nome do Senhor,
louvai-O, servos do Senhor,
vós que estais no templo do Senhor,
nos átrios da casa do nosso Deus.

Louvai o Senhor, porque Ele é bom,
cantai ao seu nome, porque é suave.
O Senhor escolheu Jacob,
Israel como sua propriedade.

Eu sei que o Senhor é grande,
o nosso Deus é maior que todos os deuses.
Tudo quanto o Senhor quer, Ele o faz,
no céu e na terra, no mar e nos abismos.




Mateus 9,14-17.

Naquele tempo, os discípulos de João Baptista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?».
Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado: nesses dias jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo repuxa o vestido e o rasgão fica maior.
Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, os odres rebentam, derrama-se o vinho e perdem-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos e assim ambas as coisas se conservam».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 31

O jejum dos amigos do noivo

«Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?» Porquê? Porque, para vós, o jejum pertence à lei e não é um dom espontâneo. Ora, em si mesmo, o jejum não tem valor; o que conta é o desejo de quem jejua. Que proveito pensais ganhar jejuando contrariados e forçados? O jejum é um arado maravilhoso para lavrar o campo da santidade: converte os corações, desenraíza o mal, arranca o pecado, enterra o vício, semeia a caridade; mantém a fecundidade e prepara a colheita da inocência. Os discípulos de Cristo estão colocados no coração do campo maduro da santidade: recolhem molhos de virtudes e gozam do Pão da nova colheita; por conseguinte, não podem praticar jejuns doravante prescritos. [...]

«Por que motivo [...] os teus discípulos não jejuam?» O Senhor responde-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles?» Aquele que toma mulher põe o jejum de lado, abandona a austeridade; entrega-se totalmente à alegria, participa nos banquetes; mostra-se afetuoso, delicado e alegre: faz tudo o que a sua afeição pela esposa lhe inspira. Cristo celebrava as suas núpcias com a Igreja: por isso, tomava parte nas refeições, não recusava convites; cheio de benevolência e de amor, mostrava-Se humano, acessível, amável. É que Ele desejava unir o homem a Deus, e fazer dos seus companheiros membros da família divina.







sexta-feira, 7 de julho de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sexta-feira, dia 07 de Julho de 2017

Sexta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Beato Diogo de Carvalho, presbítero, mártir, +1624, S. Marcos Kitien Siang, mártir, +1900, Beato Pedro To Rot, mártir, +1945

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Prefiro a misericórdia»

Gén. 23,1-4.19.24,1-8.62-67.

Sara viveu até aos cento e vinte e sete anos
e morreu em Quiriat-Arbá, hoje Hebron, na terra de Canaã. Abraão foi lá celebrar os funerais e chorar sua mulher.
Depois deixou a defunta e falou assim aos filhos de Het:
«Eu sou um imigrante entre vós. Cedei-me em terreno vosso a posse dum sepulcro, para eu enterrar a minha defunta.
E assim Abraão sepultou Sara, sua esposa, na gruta do campo de Macpela, em frente de Mambré, hoje Hebron, na terra de Canaã.
Abraão era já velho, de idade avançada, e o Senhor tinha-o abençoado em tudo.
Disse Abraão ao servo mais antigo da sua casa, que superentendia sobre todos os seus bens: «Põe a tua mão debaixo da minha coxa
e jura pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para o meu filho uma esposa entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais habito.
Mas irás à minha terra e à minha família escolher uma esposa para o meu filho Isaac».
O servo perguntou-lhe: «Se essa mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar o teu filho para a terra donde vieste?».
Abraão respondeu-lhe: «De modo nenhum levarás para lá o meu filho.
O Senhor, Deus do Céu, que me tirou da casa paterna e da terra onde nasci, falou-me e fez-me o seguinte juramento: 'Darei esta terra aos teus descendentes'. Ele enviará à tua frente o seu Anjo, para que escolhas na minha terra uma esposa para o meu filho.
Se essa mulher não quiser vir contigo, ficarás desligado deste juramento que me fazes. Mas em caso algum levarás para lá o meu filho».
Isaac tinha voltado do poço de Laai-Roí e habitava na região do Negueb.
Uma vez em que ele saíra a passear pelo campo à tardinha, ergueu os olhos e viu uns camelos que acabavam de chegar.
Rebeca, sua prima, ergueu também os olhos e viu Isaac. Ela desceu do camelo
e perguntou ao servo: «Quem é aquele homem que vem a correr pelo campo ao nosso encontro?». O servo respondeu: «É o meu senhor». Rebeca tomou o véu e cobriu-se.
O servo contou a Isaac tudo o que tinha feito.
Isaac introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe. Depois casou com ela e amou-a, consolando-se assim da morte de sua mãe.


Salmos 106(105),1-2.3-4a.4b-5.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Quem poderá contar as obras do Senhor
e apregoar todos os seus prodígios?

Felizes os que observam os seus preceitos
e praticam sempre o que é justo.
Lembrai-Vos de nós, Senhor,
por amor do vosso povo.

Visitai-nos com a vossa salvação,
para que vejamos a felicidade dos vossos eleitos, rejubilemos com a alegria do vosso povo
e exultemos com a vossa herança.




Mateus 9,9-13.

Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus.
Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos.
Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?».
Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas sim os doentes.
Ide aprender o que significa: 'Prefiro a misericórdia ao sacrifício'. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Comentário sobre a primeira carta de João, § 8,10

«Prefiro a misericórdia»

Ao amares o teu inimigo, desejas que ele seja para ti um irmão. Não amas o que ele é, mas aquilo em que queres que ele se torne. Imaginemos um pedaço de madeira de carvalho em bruto. Um artesão hábil vê essa madeira, cortada na floresta; a madeira agrada-lhe; não sei o que quer fazer dela, mas não é para a deixar como está que o artista gosta dela. A sua arte faz com quepense em que é que se pode transformar essa madeira; o seu amor não é dirigido à madeira em bruto: ele ama o que fará com ela e não a madeira em bruto.

Foi assim que Deus nos amou quando éramos pecadores. Na verdade, Ele disse: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes». Ter-nos-á Ele amado pecadores para que permaneçamos pecadores? O Artesão viu-nos como um pedaço de madeira em bruto, vindo da floresta; porém, o que Ele tinha em vista era a obra que nela faria e não a madeira em si, nem a floresta.

Contigo passa-se a mesma coisa: vês o teu inimigo opor-se a ti, encher-te de palavras mordazes, tornar-se rude nas afrontas que te faz, perseguir-te com o seu ódio. Mas tu sabes que ele é um homem. Vês tudo o que esse homem fez contra ti, mas também vês nele aquilo que foi feito por Deus. Aquilo que ele é, enquanto homem, é obra de Deus; o ódio que te tem é obra dele. E que dizes tu para contigo? «Senhor sê benevolente para com ele, perdoa-lhe os pecados, inspira-lhe o teu temor, converte-o.» Não amas nesse homem aquilo que ele é, mas aquilo que queres que ele venha a ser. Assim, quando amas um inimigo, amas nele um irmão.