quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Quarta-feira, dia 09 de Agosto de 2017

S. Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir, Padroeira da Europa

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), religiosa, mártir, padroeira da Europa, +1942

Comentário do dia
Santa Teresa Benedita da Cruz : «Aí vem o esposo; ide ao seu encontro»

Oseias 2,16b.17.21-22.

Eis o que diz o Senhor: «Hei de conduzir Israel ao deserto e falar-lhe ao coração.
Dar-lhe-ei então as suas vinhas e o vale de Acor será como porta de esperança. Aí, ela responderá como no tempo da sua juventude, como nos dias em que subiu da terra do Egipto.
Naquele dia, diz o Senhor, farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, com amor e misericórdia.
Desposar-te-ei com fidelidade e tu conhecerás o Senhor».


Salmos 45(44),11-12.14-17.

Ouve, filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
Da tua beleza se enamora o Rei,
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

A filha do Rei avança cheia de esplendor,
de brocados de ouro são os seus vestidos.
Com um manto multicolor é apresentada ao Rei,
seguem-na as donzelas, suas companheiras.

Cheias de alegria e entusiasmo,
entram no palácio do Rei.
Teus filhos substituirão os teus pais,
estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a terra.




Mateus 25,1-13.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo.
Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes.
As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo,
enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias.
Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram.
No meio da noite ouviu-se um brado: 'Aí vem o esposo; ide ao seu encontro'.
Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas.
As insensatas disseram às prudentes: 'Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se'.
Mas as prudentes responderam: 'Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores'.
Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se.
Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: 'Senhor, senhor, abre-nos a porta'.
Mas ele respondeu: 'Em verdade vos digo: Não vos conheço'.
Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
«A mulher e o seu destino»

«Aí vem o esposo; ide ao seu encontro»

A união da alma com Cristo não é o mesmo que a comunhão entre duas pessoas humanas: começa com o batismo e é constantemente reforçada com os outros sacramentos; é uma integração e um impulso de seiva, como nos diz o símbolo da videira e dos ramos (Jo 15). Este ato de união com Cristo provoca uma aproximação membro a membro entre todos os cristãos; deste modo, a Igreja toma a figura de Corpo Místico de Cristo. Este corpo é um corpo vivo e o espírito que o anima é o Espírito de Cristo, que, partindo da cabeça, se comunica a todos os membros; o espírito que emana de Cristo é o Espírito Santo, e por conseguinte a Igreja é o templo do Espírito Santo (cf 1Cor 6,19).

Mas, apesar da real unidade orgânica da cabeça e do corpo, a Igreja encontra-se ao lado de Cristo como pessoa independente. Enquanto Filho do Pai Eterno, Cristo vivia antes do início dos tempos e antes de qualquer existência humana; pelo ato da criação, a humanidade vivia antes de Cristo tomar a natureza humana e ser integrado nela. Pela sua incarnação, Ele trouxe à humanidade a sua vida divina; pela sua obra de redenção, tornou a humanidade capaz de receber a graça. [...] A célula primitiva desta humanidade resgatada é Maria: é nela que se realiza pela primeira vez a purificação e a santificação operadas por Cristo, é Ela a primeira a ser cheia do Espírito Santo. Antes de nascer da Santíssima Virgem, o Filho de Deus criou esta Virgem cheia de graça e, nela e com ela, a Igreja. É por isso, sendo uma criatura distinta dele, a Igreja se encontra a seu lado, embora indissoluvelmente ligada a Ele.

Qualquer alma purificada pelo batismo e elevada ao estado de graça é, por essa mesma razão, criada por Cristo e nascida para Cristo. Mas é criada na Igreja e nasce pela Igreja. [...] Assim, a Igreja é a mãe de todos aqueles a quem se destina a redenção. É-o pela sua união íntima com Cristo, e porque se realiza a seu lado, na qualidade de Esposa de Cristo, para colaborar na sua obra de redenção.







terça-feira, 8 de agosto de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Terça-feira, dia 08 de Agosto de 2017

Terça-feira da 18ª semana do Tempo Comum

S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221

Comentário do dia
São Columbano : «O mar foi para ti um caminho; caminhaste por entre águas caudalosas e ninguém descobriu as tuas pegadas» (Sl 77,20)

Núm. 12,1-13.

Naqueles dias, Maria e Aarão censuraram Moisés, por causa da mulher etíope que ele tomara como esposa.
Eles disseram-lhe: «Foi somente a Moisés que o Senhor falou? Não nos falou também a nós?». E o Senhor ouviu.
Moisés era homem muito humilde, mais humilde que todos os homens sobre a face da terra.
Subitamente, o Senhor disse a Moisés, a Aarão e a Maria: «Vinde, todos três, à Tenda da Reunião». E os três puseram-se a caminho.
O Senhor desceu numa coluna de nuvem e ficou à entrada da Tenda. Chamou Aarão e Maria e eles aproximaram-se.
Disse-lhes o Senhor: «Escutai bem as minhas palavras: Se há entre vós algum profeta, revelo-me a ele numa visão, ou falo com ele em sonhos.
Mas não procedo assim com o meu servo Moisés: ele é o homem de confiança em toda a minha casa.
Eu falo com ele face a face, em visão direta e não por enigmas; ele vê a imagem do Senhor. Porque ousastes censurar o meu servo Moisés?».
A ira do Senhor inflamou-se contra eles e o Senhor retirou-Se,
enquanto a nuvem se afastava da Tenda. Maria cobriu-se de lepra, branca como a neve. Aarão voltou-se para ela e viu que estava leprosa.
Aarão disse a Moisés: «Por piedade, meu senhor! Não deixes cair sobre nós a culpa do pecado que tivemos a loucura de cometer.
Que ela não fique semelhante à criança que nasce morta, com o corpo meio corroído, ao sair do ventre materno!»
Então Moisés clamou ao Senhor: «Por piedade, Senhor Deus, curai-a».


Salmos 51(50),3-4.5-6a.6bc-7.12-13.

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade, pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade e purificai-me de todas as faltas.
Porque eu reconheço os meus pecados e tenho sempre diante de mim as minhas culpas.
Pequei contra Vós, só contra Vós, e fiz o mal diante dos vossos olhos.

e fiz o mal diante dos vossos olhos.
Assim é justa a vossa sentença
e reto o vosso julgamento.
Porque eu nasci na culpa

e minha mãe concebeu-me em pecado.
Criai em mim, ó Deus, um coração puro e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.




Mateus 14,22-36.

Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l'O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão.
Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho.
O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo.
Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais».
Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas».
«Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!».
Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?».
Logo que subiram para o barco, o vento amainou.
Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».
Depois fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré.
Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes
e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos lhe tocaram foram completamente curados.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros
Instruções espirituais I, A fé

«O mar foi para ti um caminho; caminhaste por entre águas caudalosas e ninguém descobriu as tuas pegadas» (Sl 77,20)

Deus está em toda a parte por completo e sem limites. E está próximo de cada um de nós, segundo o testemunho que dá de Si mesmo: «Eu sou um Deus que está próximo, não um Deus que está longe» (Jer 23,23). O Deus que buscamos não está longe de nós; temo-Lo entre nós. Ele habita em nós como a alma no corpo, se formos membros seus mortos para o pecado (cf 1Cor 6,15) [...] Nesse caso, habita verdadeiramente em nós Aquele que disse: «Estabelecerei a minha morada no meio deles e andarei com eles» (Lv 26,11-12). Quando Ele nos dá a graça de habitar em nós, somos realmente vivificados por Ele, como seus membros vivos. «Nele», diz o Apóstolo, «vivemos, nos movemos e existimos» (At 17,28).

Mas quem poderá investigar a inefável e incompreensível essência do Altíssimo? Quem poderá sondar os profundos segredos de Deus? Quem poderá gloriar-se de conhecer o Deus infinito, que tudo enche e circunda, que tudo penetra e supera, que tudo abrange e transcende? «Ninguém jamais viu a Deus» (Jo 1,13) tal como Ele é. Por isso, ninguém tenha a presunção de descobrir os mistérios incompreensíveis de Deus, o quê, o como, o porquê do seu ser. São realidades inefáveis, insondáveis, impenetráveis. Limita-te a acreditar com toda a simplicidade, mas com grande firmeza, que Deus é e será como sempre foi, porque Deus é imutável.







segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Segunda-feira, dia 07 de Agosto de 2017

Segunda-feira da 18ª semana do Tempo Comum

S. Sisto II, papa, e companheiros mártires, +258, S. Caetano, presbítero, +1547

Comentário do dia
São Romano: «Todos comeram e ficaram saciados»

Núm. 11,4b-15.

Naqueles dias, disseram os filhos de Israel: «Quem nos dará carne para comer?
Temos saudades do peixe que no Egipto comíamos de graça e dos pepinos, melões, bolbos, cebolas e alhos.
Agora temos a garganta seca; falta-nos tudo. Não vemos senão o maná».
O maná era como a semente do coentro e tinha o aspeto da goma-resina.
O povo dispersava-se para o apanhar; depois passava-o pelo moinho ou pisava-o no almofariz; por fim cozia-o na panela e fazia bolos. Tinha o sabor dos bolos de azeite.
Quando, à noite, o orvalho caía sobre o acampamento, caía também o maná.
Moisés ouviu chorar o povo, agrupado por famílias, cada qual à entrada da sua tenda. A ira do Senhor inflamou-se fortemente e Moisés sentiu um grande desgosto.
Dirigiu-se então ao Senhor, dizendo: «Porque tratais mal o vosso servo e não encontrei graça a vossos olhos? Porque me destes o encargo de todo este povo?
Porventura fui eu que concebi este povo? Fui eu que o dei à luz, para que me digais: 'Toma este povo nos braços, como a ama leva a criança ao colo, e leva-o para a terra que Eu jurei dar a seus pais'?
Onde poderei encontrar carne para dar a todo este povo, que vem chorar para junto de mim, dizendo: 'Dá-nos carne para comer'?
Não posso sozinho ter o encargo de todo este povo: é excessivamente pesado para mim.
Se quereis tratar-me desta forma, dai-me antes a morte. Se encontrei graça a vossos olhos, que eu não veja mais esta desventura!».


Salmos 81(80),12-13.14-15.16-17.

O meu povo não ouviu a minha voz,
Israel não Me quis obedecer.


Por isso os entreguei à dureza do seu coração
e eles seguiram os seus caprichos.
Oh se o meu povo Me escutasse,

se Israel seguisse os meus caminhos,
num instante esmagaria os seus inimigos,
deixaria cair a mão sobre os seus adversários.

Os inimigos do Senhor obedeceriam ao meu povo,
tal seria para sempre o seu destino.


Alimentaria o meu povo com a flor da farinha
e saciá-lo-ia com o mel dos rochedos.





Mateus 14,13-21.

Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n'O por terra.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes.
Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento».
Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer».
Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes».
Disse Jesus: «Trazei-mos cá».
Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos, e os discípulos deram-nos à multidão.
Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos.
Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos
Hino 24, «A multiplicação dos pães »

«Todos comeram e ficaram saciados»

Vendo que o dia se punha, os apóstolos do Redentor foram ter com Ele, exclamando: «Mestre, a hora já vai avançada, e toda esta gente está consumida pelo jejum; ora, este sítio é deserto, como sabes. Manda-os embora antes que chegue a noite, para que possam ir às aldeias comprar pão. Pois esta gente não é capaz de jejuar como nós, a quem Tu deste a força porque és o pão celeste da imortalidade.

Tu és, por natureza, o grande Salvador do mundo, e a todos ensinaste o conhecimento; alimentando o povo com palavras de verdade; guiaste os homens para o caminho da salvação, dando-lhes a conhecer a justiça. Eles alimentaram espiritualmente a alma, mas agora precisam de cuidar do corpo. [...] Manda-os embora, pois estamos preocupados. [...] Tu ensinaste os teus discípulos e apóstolos a terem compaixão de todos, porque Tu és o pão celeste da imortalidade [...].»

Cristo ouviu estas palavras e respondeu-lhes: «Enganais-vos, pois não sabeis que Eu sou o Criador do mundo. Mas Eu velo pelo mundo e sei muito bem do que esta gente precisa; vejo que estão no deserto e que o sol já se pôs, pois fui Eu quem fixou o ciclo do sol. Sei o que é a exaustão desta gente e sei o que vou fazer por ela. Eu próprio serei remédio para esta fome, porque sou o pão celeste da imortalidade [...].

Estais a pensar: "Quem alimentará esta multidão no deserto?" Pois bem, sabei claramente quem Eu sou, amigos: fui Eu quem alimentou Israel no deserto e quem lhe deu pão vindo do Céu. Num lugar árido, fiz que da rocha jorrasse água, e ainda lhes providenciei codornizes em abundância, porque Eu sou o pão celeste da imortalidade [...].»

Do mesmo modo, multiplica também em todos nós, ó Salvador, as tuas imensas misericórdias e, tal como saciaste a multidão no deserto com a tua sabedoria e a alimentaste com a tua força, sacia-nos a todos de justiça, tornando-nos firmes na fé, Senhor. Alimenta-nos, ó Deus compassivo; dá-nos a tua graça e o perdão pelos nossos erros [...], pois Tu és o Cristo único, o Misericordioso, o pão celeste da imortalidade.