quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Quarta-feira, dia 16 de Agosto de 2017

Quarta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

Santo Estêvão, rei da Hungria, +1038, S. Roque, peregrino, séc. XIV

Comentário do dia
Santo Efrém : «Eu estou no meio deles»

Deut. 34,1-12.

Naqueles dias, Moisés subiu das planícies de Moab até ao monte Nebo, no cimo do Pisgá, em frente de Jericó. O Senhor mostrou-lhe todo o país: Galaad até Dã,
todo o Naftali, o território de Efraim e de Manassés, todo o território de Judá até ao mar ocidental,
o Negueb, o distrito da planície de Jericó, cidade das palmeiras, até Soar.
Disse-lhe o Senhor: «Esta é a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaac e a Jacob, dizendo: 'Dá-la-ei à tua descendência'. Quis que a visses com os teus próprios olhos, mas não entrarás nela».
Foi ali, na terra de Moab, que morreu Moisés, servo do Senhor, como o Senhor dissera.
Foi sepultado no vale, na terra de Moab, em frente de Bet-Peor, e ninguém, até ao dia de hoje, reconheceu a sua sepultura.
Moisés tinha cento e vinte anos quando morreu. A sua vista nunca enfraquecera, nem o seu vigor se tinha quebrado.
Os filhos de Israel choraram Moisés nas planícies de Moab durante trinta dias, ao fim dos quais terminaram os dias de pranto por Moisés.
Entretanto, Josué, filho de Nun, estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés tinha imposto as mãos sobre ele. Os filhos de Israel começaram a prestar-lhe obediência, segundo a ordem que o Senhor tinha dado a Moisés.
Nunca mais surgiu em Israel outro profeta como Moisés, com quem o Senhor tratava face a face;
nem com tantos sinais e prodígios que o Senhor o mandou realizar na terra do Egipto, contra o faraó e contra todos os seus servos e toda a sua terra;
nem com tal poder e tão grandes prodígios como os que manifestou Moisés aos olhos de todo o Israel.


Salmos 66(65),1-3a.5a.8.16-17.

Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores,
dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras».

Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua ação pelos homens.
Bendizei, ó povos, o nosso Deus,
fazei ressoar a voz do seu louvor.

Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,
vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.
Meus lábios O invocaram e minha língua O louvou.




Mateus 18,15-20.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganhado o teu irmão.
Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas.
Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano.
Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu.
Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus.
Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Hino inédito

«Eu estou no meio deles»

Aquele que celebra sozinho no coração do deserto
É uma assembleia numerosa.
Se dois se unirem para celebrar entre os rochedos,
Aí estarão presentes milhões, miríades.
Se três se reunirem,
Um quarto estará no meio deles.
Se forem seis ou sete,
Estarão reunidos doze mil milhões.
Se se puserem em fila,
Encherão o firmamento de orações.
Se estiverem crucificados sobre a rocha,
E marcados com uma cruz de luz,
A Igreja estará fundada.
Se estiverem reunidos,
O Espírito plana sobre as suas cabeças.
E, quando terminam a sua oração,
O Senhor levanta-Se e serve os seus servidores (cf Lc 12,37; Jo 13,4)







terça-feira, 15 de agosto de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Terça-feira, dia 15 de Agosto de 2017

Assunção da Virgem Santa Maria - solenidade
Assunção de Nossa Senhora

Comentário do dia
São Germano de Constantinopla : «Elevada à glória celeste em corpo e alma» (Oração coleta da festa)

Apoc. 11,19a.12,1-6a.10ab.

O templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo.
Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.
Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade.
E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e nas cabeças sete diademas.
A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse.
Ela teve um filho varão, que há-de reger todas as nações com cetro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono
e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
E ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu:
«Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o domínio do seu Ungido».


Salmos 45(44),10bc.11.12ab.16.

Ao teu encontro vêm filhas de reis,
à tua direita está a rainha ornada com ouro de Ofir.
Ouve, minha filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.

Porque o rei deixou-se prender pela tua beleza;
Ele é agora o teu Senhor: rende-Lhe homenagem!
Cheias de alegria e entusiasmo,
entram no palácio do Rei.




1 Cor. 15,20-26.

Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.
Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos;
porque, do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida.
Cada qual, porém, na sua ordem: primeiro, Cristo, como primícias; a seguir, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda.
Depois será o fim, quando Cristo entregar o reino a Deus seu Pai depois de ter aniquilado toda a soberania, autoridade e poder.
É necessário que Ele reine, até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés.
E o último inimigo a ser aniquilado é a morte,


Lucas 1,39-56.

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo
e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
Maria disse então:
«A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre».
Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Germano de Constantinopla (?-733), bispo
Homilia 1 para a Dormição da Mãe de Deus; PG 98, 346

«Elevada à glória celeste em corpo e alma» (Oração coleta da festa)

Mãe de Deus, templo vivo da divindade santíssima do teu Filho único, em ação de graças o repito: a tua assunção em nada te afastou dos cristãos. Tu vives imperecível, mas não estás longe deste mundo perecível. Pelo contrário, estás próxima de quantos te invocam e quem te procura com fé encontra-te. Convinha que o teu espírito permanecesse sempre forte e vivo e que o teu corpo fosse imortal. Com efeito, como poderia a corrupção da carne reduzir-te a cinzas e a pó, a ti, que livraste o Homem do fracasso da morte pela incarnação do teu Filho? [...]

Uma criança procura e deseja a sua mãe e a mãe gosta de viver com o seu filho. Da mesma forma, visto que tinhas no teu coração um amor maternal por teu Filho e teu Deus, tinhas naturalmente de poder regressar para junto dele. E Deus, devido ao seu amor filial para contigo, devia, com toda a justiça, permitir-te partilhar da sua condição. Assim, morta para as coisas perecíveis, emigraste para as moradas imperecíveis da eternidade, onde reside Deus, cuja vida agora partilhas. [...]

O teu corpo foi sua morada, e neste dia foi Ele que, por sua vez, Se tornou o local do teu repouso. «Este será para sempre o meu lugar de repouso» dizia (Sl 132,14). Este espaço de repouso é a carne que de ti tomou e de que Se revestiu, Mãe de Deus, a carne na qual acreditamos que Se mostrou no mundo presente e que Se manifestará no mundo futuro, quando vier julgar os vivos e os mortos. Visto seres a morada do seu repouso eterno, retirou-te da corrupção e levou-te consigo, querendo guardar-te na sua presença com o seu afeto. É por isso que Ele te concede tudo quanto Lhe pedes, como a mãe ciosa de seus filhos. Eternamente bendito, tudo quanto desejas Ele o realiza com a sua divina omnipotência.







segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Segunda-feira, dia 14 de Agosto de 2017

Segunda-feira da 19ª semana do Tempo Comum

S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero, mártir, +1941, Santo Estanislau Kostka, estudante jesuíta, +1568

Comentário do dia
Santo Ambrósio : Com a sua Paixão, Cristo pagou por nós as nossas dívidas

Deut. 10,12-22.

Naqueles dias, Moisés falou ao povo, dizendo: «Agora, Israel, que te pede o Senhor, teu Deus? Que temas o Senhor, teu Deus, e O sigas em todos os seus caminhos; que ames e sirvas o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma,
observando os mandamentos e leis do Senhor que hoje te confio para tua felicidade.
Ao Senhor, teu Deus, pertencem os céus e os céus dos céus, a terra e tudo o que ela contém.
Mas foi só aos vossos pais que o Senhor dedicou o seu amor; depois deles escolheu-vos a vós, seus descendentes, de preferência a todos os povos, como hoje se verifica.
Circuncidai o vosso coração e não sejais de dura cerviz,
porque o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, forte e terrível, que não faz aceção de pessoas nem aceita presentes.
Ele faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, a quem dá pão e vestuário.
Amai, portanto, o estrangeiro, porque vós também fostes estrangeiros na terra do Egipto.
É ao Senhor teu Deus que deves temer e servir, é a Ele que hás de seguir, é pelo seu nome que hás de jurar.
É a Ele que deves louvar, porque é o teu Deus, que realizou por ti maravilhas e prodígios terríveis que os teus olhos contemplaram.
Quando desceram ao Egipto, os teus antepassados eram setenta pessoas; e o Senhor, teu Deus, tornou-te agora numeroso como as estrelas do céu».


Salmos 147,12-13.14-15.19-20.

Glorifica, Jerusalém, o Senhor,
louva, Sião, o teu Deus.
Ele reforçou as tuas portas
e abençoou os teus filhos.

Estabeleceu a paz nas tuas fronteiras
e saciou-te com a flor da farinha.
Envia à terra a sua palavra,
corre veloz a sua mensagem.

Revelou a sua palavra a Jacob,
suas leis e preceitos a Israel.
Não fez assim com nenhum outro povo,
a nenhum outro manifestou os seus juízos.




Mateus 17,22-27.

Naquele tempo, estando ainda Jesus e os discípulos na Galileia, disse-lhes Jesus: «O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens,
que hão de matá-l'O; mas Ele ao terceiro dia ressuscitará». Os discípulos ficaram profundamente consternados.
Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores das didracmas aproximaram-se de Pedro e perguntaram-lhe: «O vosso Mestre não paga a didracma?».
Pedro respondeu-lhes: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-Se e disse-lhe: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos ou tributos? Dos filhos ou dos estranhos?».
E como ele respondesse que era dos estranhos, Jesus disse-lhe: «Então os filhos estão isentos.
Mas para não os escandalizarmos, vai ao mar e deita o anzol. Apanha o primeiro peixe que morder a isca, abre-lhe a boca e encontrarás um estáter. Pega nele e paga-lhes o imposto por Mim e por ti».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário ao Salmo 48, 14-15 (trad. Breviário, Ofício de Leitura sábado da XX semana, rev.)

Com a sua Paixão, Cristo pagou por nós as nossas dívidas

Como pode ainda um homem considerar o próprio sangue preço suficiente para a sua redenção, depois de Cristo ter derramado o seu sangue pela redenção de todos? Haverá alguém cujo sangue se possa comparar ao de Cristo [...], Ele que pelo seu sangue reconciliou o mundo com Deus? Que vítima melhor poderá haver? Que sacrifício poderá ser mais precioso? Que advogado poderá ser mais eficaz do que Aquele que Se tornou propiciação pelos pecados de todos os homens e deu a sua vida como redenção por todos nós?

O que se exige, portanto, não é a propiciação ou o resgate que pode oferecer cada um de nós, porque o preço de todos é o sangue de Cristo, pelo qual o Senhor Jesus nos remiu e reconciliou com o Pai; e levou com afã o seu labor até ao fim, tomando sobre Si a nossa própria fadiga. Por isso nos diz: «Vinde a Mim, todos vós que andais sobrecarregados e oprimidos, e Eu vos aliviarei» (Mt 11,28). [...] Com efeito, nem o homem pode dar seja o que for em expiação pela sua redenção uma vez que ficou livre do pecado de uma vez por todas pelo sangue de Cristo, nem o homem é por isso mesmo dispensado do sofrimento que possa suportar na observância dos preceitos de vida eterna e em quaisquer esforços para não se desviar dos mandamentos do Senhor. Enquanto viver, será com o seu afã que a sua perseverança deverá contar para alcançar a vida eterna, sob pena de voltar à morte quem já estava salvo das garras da morte.