segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Segunda-feira, dia 19 de Fevereiro de 2018

Segunda-feira da 1ª semana da Quaresma

S. Conrado de Placência, confessor, +1351, S. Bonifácio, bispo, +1265

Comentário do dia
São Cesário de Arles : «Vinde, benditos de meu Pai, recebei como herança o reino que vos está preparado»

Levit. 19,1-2.11-18.

O Senhor dirigiu-Se a Moisés nestes termos:
«Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e diz-lhes: 'Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo'.
Não furtareis, não direis mentiras, nem cometereis fraudes uns com os outros.
Não prestarás juramento falso, invocando o meu nome, pois profanarias o nome do teu Deus. Eu sou o Senhor.
Não oprimirás nem expropriarás o teu próximo. Não ficará contigo até ao dia seguinte o salário do jornaleiro.
Não insultarás um surdo nem colocarás tropeços diante de um cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor.
Não cometerás injustiças nos teus julgamentos: não favorecerás indevidamente um pobre, nem darás preferência ao poderoso; julgarás o teu próximo segundo a justiça.
Não caluniarás os teus parentes, nem conspirarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor.
Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele.
Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor».


Salmos 19(18),8.9.10.15.

A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma.
As ordens do Senhor são firmes
e dão sabedoria aos simples.

Os preceitos do Senhor são rectos
e alegram o coração.
Os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos.

O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente.
Os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são rectos.

Aceitai as palavras da minha boca
e os pensamentos do meu coração
estejam na vossa presença:
Vós, Senhor, sois o meu amparo e redentor.




Mateus 25,31-46.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso.
Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;
e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo.
Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes;
não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me'.
Então os justos Lhe dirão: 'Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber?
Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos?
Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?'.
E o Rei lhes responderá: 'Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes'.
Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: 'Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.
Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber;
era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar'.
Então também eles Lhe hão-de perguntar: 'Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?'.
E Ele lhes responderá: 'Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer'.
Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Cesário de Arles (470-543), monge, bispo
Sermão 25

«Vinde, benditos de meu Pai, recebei como herança o reino que vos está preparado»

Se prestarmos bem atenção, irmãos, o facto de Cristo sentir a fome dos pobres é-nos favorável. [...] Olhai: de um lado, está uma moeda, do outro, o Reino. [...] Tu dás uma moeda ao pobre e recebes de Cristo o Reino; tu dás um pedaço de pão e recebes de Cristo a vida eterna; tu dás abrigo e recebes de Cristo a remissão dos teus pecados.

Por isso, não desprezemos os pobres, mas desejemo-los, e sobretudo apressemo-nos a tomar-lhes a dianteira, porque a miséria dos pobres é o medicamento dos ricos, como disse o próprio Senhor: «Antes, dai de esmola o que está dentro, e para vós tudo ficará limpo», e ainda: «Vendei os vossos bens e dai-os de esmola» (Lc 11,41; 12,33). E o Espírito Santo proclama através profeta: «A água apaga o fogo ardente, e a esmola expia o pecado» (Sir 3,30). [...] Tenhamos pois misericórdia, irmãos, e, com a ajuda de Cristo, seguremos o vínculo da sua garantia, sobretudo daquela que vos recordei, quando Ele diz: «Dai e dar-se-vos-á» (Lc 6,38); e ainda: «Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5,7).

Que cada um se aplique, de acordo com os seus meios, em não vir à igreja de mãos vazias; efetivamente, aquele que deseja receber deve oferecer alguma coisa. Quem pode fazê-lo, cubra o pobre com uma veste nova; quem não pode, ofereça ao menos uma velha. E aquele que julga não ter o suficiente, ofereça um pedaço de pão, acolha um viajante, prepare-lhe um leito, lave-lhe os pés, para merecer ouvir Cristo dizer-lhe: «Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; [...] era peregrino e Me recolhestes». Ninguém poderá desculpar-se por não dar esmola, irmãos muito queridos, quando Cristo prometeu recompensar um copo de água fresca (Mt 10,42).







domingo, 18 de fevereiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Domingo, dia 18 de Fevereiro de 2018

1º Domingo da Quaresma
Primeiro Domingo da Quaresma (semana I do saltério)

Santa Bernardete Soubirous, religiosa, + 1879, Beato João de Fiésole (Fra Angélico), religioso, +1455, S. Teotónio, religioso, +1162

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado» (Heb 4,15)

Gén. 9,8-15.

Deus disse a Noé e a seus filhos:
«Estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência
e com todos os seres vivos que vos acompanham: as aves, os animais domésticos, os animais selvagens que estão convosco, todos quantos saíram da arca e agora vivem na terra.
Estabelecerei convosco a minha aliança: de hoje em diante nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio, e nunca mais um dilúvio devastará a terra».
Deus disse ainda: «Este é o sinal da aliança que estabeleço convosco e com todos os animais que vivem entre vós, por todas as gerações futuras:
farei aparecer o meu arco sobre as nuvens, que será um sinal da aliança entre Mim e a terra.
Sempre que Eu cobrir a terra de nuvens e aparecer nas nuvens o arco,
recordarei a minha aliança convosco e com todos os seres vivos, e nunca mais as águas formarão um dilúvio para destruir todas as criaturas».


Salmos 25(24),4bc-5ab.6-7bc.8-9.

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças, que são eternas.
Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
por causa da vossa bondade, Senhor.

O Senhor é bom e reto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.




1 Pedro 3,18-22.

Caríssimos: Cristo morreu uma só vez pelos pecados – o Justo pelos injustos – para vos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.
Foi por este Espírito que Ele foi pregar aos espíritos que estavam na prisão da morte e tinham sido outrora rebeldes,
quando, nos dias de Noé, Deus esperava com paciência, enquanto se construía a arca, na qual poucas pessoas, oito apenas, se salvaram através da água.
Esta água é figura do Batismo que agora vos salva, que não é uma purificação da imundície corporal, mas o compromisso para com Deus de uma boa consciência; ele vos salva pela ressurreição de Jesus Cristo,
que subiu ao Céu e está à direita de Deus, tendo sob o seu domínio os Anjos, as Dominações e as Potestades.


Marcos 1,12-15.

Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto.
Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens, e os Anjos serviam-n'O.
Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo:
«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Discursos sobre os Salmos, PS 60; CCL 39, 766

«Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado» (Heb 4,15)

«Escutai, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração! [...] Dos confins da terra grito por Vós, com o meu coração desfalecido» (Sl 60,2-3). Dos confins da terra, ou seja, de toda a parte. [...] Não é só uma pessoa que fala assim; e, no entanto, é uma só pessoa, porque não há senão um só Cristo, do qual somos os membros (Ef 5,23). [...] Aquele que grita dos confins da terra está angustiado, mas não foi abandonado. Porque fomos nós, ou seja, o seu corpo, que o Senhor quis prefigurar no seu próprio corpo. [...]

Simbolizou-nos na sua pessoa quando quis ser tentado por Satanás. Lê-se no Evangelho que Nosso Senhor, Cristo Jesus, foi tentado no deserto pelo diabo. Em Cristo, és tu que és tentado, porque Cristo tomou de ti a sua humanidade para te dar a sua salvação, de ti tomou a sua morte para te dar a sua vida, de ti sofreu os seus ultrajes para te dar a sua honra. Foi portanto de ti que Ele tomou as tentações, para te dar a sua vitória. Se somos tentados nele, nele também triunfaremos do diabo.

Reconheces que Cristo foi tentado, e não reconheces que alcançou a vitória? Reconhece-te como tentado ele, reconhece-te como vencedor nele. Ele poderia ter impedido o diabo de se aproximar dele; mas, se não tivesse sido tentado, como nos teria ensinado a maneira de vencer a tentação? Por isso, não é de espantar que, atormentado pela tentação, Ele grite dos confins da terra segundo este salmo. Mas porque não é vencido? O salmo continua: «Conduzi-me ao rochedo». [...] Recorda o Evangelho: «Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16,18). Assim, é a Igreja, que Ele quis construir sobre a pedra, que grita dos confins da terra. Mas quem se tornou rochedo, para que a Igreja pudesse ser construída sobre o rochedo? Ouçamos S. Paulo: «O rochedo era Cristo» (1Cor 10,4). É pois sobre Ele que nós somos edificados. Por isso, a pedra sobre a qual somos construídos foi a primeira a ser batida pelos ventos, pelas torrentes e pelas chuvas, quando Cristo foi tentado pelo diabo (Mt 7,25). Eis a fundação inabalável sobre a qual Ele te quis edificar.







sábado, 17 de fevereiro de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Sabado, dia 17 de Fevereiro de 2018

Sábado depois das Cinzas

Beato Lucas Belludi, religioso, presbítero, +1285, Santos Fundadores da Ordem dos Servitas, século XIV

Comentário do dia
São João Paulo II : «Segue-Me»

Is. 58,9b-14.

Eis o que diz o Senhor: «Se tirares do meio de ti toda a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas,
se deres do teu pão ao faminto e matares a fome ao indigente, a tua luz brilhará na escuridão e a tua noite será como o meio-dia».
O Senhor será sempre o teu guia e saciará a tua alma nos lugares desertos. Dará vigor aos teus ossos e tu serás como o jardim bem regado, como nascente cujas águas nunca faltam.
Reconstruirás as ruínas antigas e levantarás os alicerces seculares; e serás chamado 'reparador de brechas', 'restaurador de casas em ruínas'.
Se te abstiveres de profanar o sábado e de tratar de negócios no dia santificado, se chamares ao sábado as tuas delícias e o consagrares à glória do Senhor, se o respeitares não fazendo viagens, evitando os teus negócios e empreendimentos,
então encontrarás no Senhor as tuas delícias; Eu te levarei em triunfo às alturas da terra e farei que te alimentes da herança de teu pai Jacob». Assim falou a boca do Senhor.


Salmos 86(85),1-2.3-4.5-6.

Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e atendei-me,
porque sou pobre e desvalido.
Defendei a minha vida, pois Vos sou fiel,
salvai o vosso servo que em Vós confia, meu Deus.

Tende piedade de mim, Senhor,
que a Vós clamo todo o dia.
Alegrai a alma do vosso servo,
porque a Vós, Senhor, elevo a minha alma.

Vós, Senhor, sois bom e indulgente,
cheio de misericórdia
para com todos os que Vos invocam.
Ouvi, Senhor, a minha oração,

atendei a voz da minha súplica.



Lucas 5,27-32.

Naquele tempo, Jesus viu um publicano chamado Levi, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-Me».
Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus.
Levi ofereceu-lhe um grande banquete em sua casa. Havia grande número de publicanos e de outras pessoas com eles à mesa.
Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?»
Então Jesus, tomando a palavra, disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.
Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Mensagem para a Quaresma de 1997

«Segue-Me»

O tempo da Quaresma recorda os quarenta anos que Israel passou no deserto, quando estava a camiho da Terra Prometida. Durante este período, o povo aprendeu o que significava viver numa tenda, sem morada fixa, em total ausência de segurança. Muitas vezes, foi tentado a voltar ao Egito: lá, pelo menos, estava certo de ter que comer, mesmo que fosse um alimento de escravos. Na precaridade do deserto, é o próprio Deus quem fornece a água e o alimento ao seu povo e quem o protege de todos os perigos. Assim, a experiência da total dependência em relação a Deus transforma-se para os hebreus em caminho para se libertarem da escravidão e da idolatria dos bens materiais.

O tempo da Quaresma pretende ajudar os crentes a reviver, num esforço de purificação pessoal, esse itinerário espiritual, tomando consciência da pobreza e da precaridade da existência, descobrindo a intervenção providencial do Senhor, que nos convida a abrir os olhos para as necessidades dos nossos irmãos mais necessitados. [...] É mostrando-se abertos e generosos que os cristãos podem servir, de forma comunitária ou individual, a Cristo presente no pobre e testemunhar do amor do Pai. Cristo precede-nos neste caminho. A sua presença é uma força e um encorajamento, que nos torna livres e faz de nós testemunhas do seu amor.