terça-feira, 22 de maio de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Terça-feira, dia 22 de Maio de 2018

Terça-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Beato João Baptista Machado, presbítero, mártir, +1617, Santa Rita de Cássia, viúva, religiosa, +1457

Comentário do dia
São Gregório de Nazianzo : «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos»

Tiago 4,1-10.

De onde vêm as guerras? De onde procedem os conflitos entre vós? Não é precisamente das paixões que lutam em vossos membros?
Cobiçais e nada conseguis: então assassinais. Sois invejosos e não podeis obter nada: então entrais em conflitos e guerras. Nada tendes, porque nada pedis.
Pedis e não recebeis, porque pedis mal, pois o que pedis é para satisfazer as vossas paixões.
Ó criaturas infiéis! Não sabeis que a amizade pelo mundo é inimizade para com Deus? Quem quer ser amigo do mundo torna-se inimigo de Deus.
Ou pensais que é em vão que a Escritura diz: «Deus reclama para Si o Espírito que fez habitar em nós»?
Mas Ele concede uma graça maior e por isso a Escritura diz também: «Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos humildes».
Portanto, submetei-vos a Deus; resisti ao diabo e ele fugirá de vós.
Aproximai-vos de Deus e Ele Se aproximará de vós. Lavai as vossas mãos, pecadores; purificai os vossos corações, almas indecisas.
Reconhecei a vossa miséria, cobri-vos de luto e chorai. Converta-se em pranto o vosso riso e em tristeza a vossa alegria.
Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.


Salmos 55(54),7-8.9-10a.10b-11a.23.

Eu exclamo: Tivesse eu asas como a pomba,
para voar e encontrar repouso.
Então fugiria para longe,
buscaria refúgio no deserto.

Apressar-me-ia a encontrar abrigo
contra o vendaval e a tempestade.
Confundi-os, Senhor,
dividi as suas línguas.

Porque só vejo na cidade
discórdia e violência;
Dia e noite rondam à volta das muralhas
e dentro delas reina o crime e a intriga.

Confia ao Senhor os teus cuidados
e Ele te ajudará,
porque não permitirá que o justo
vacile para sempre.




Marcos 9,30-37.

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse;
porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l'O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».
Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar.
Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?».
Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior.
Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos».
E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes:
«Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja
Homilia para a festa da Páscoa; PG 36, 624

«Quem quiser ser o primeiro será o último de todos»

Há quem se deixe abater pela dúvida ao ver no corpo de Cristo os estigmas da Paixão, e se pergunte: «Quem é este rei glorioso?» (Sl 23, 8) Responde-lhes que é o Cristo, «forte e poderoso» (v. 8) em tudo quanto fez e continua a fazer. [...] Faz-lhes ver a beleza da túnica envergada pelo corpo sofredor de Cristo, embelezado pela Paixão e transfigurado pelo brilho da divindade, essa túnica de glória que foi o objeto mais belo e mais digno de ser amado neste mundo. [...] Ele será pequeno pelo facto de Se ter feito humilde por tua causa? Será desprezível pelo facto de, Bom Pastor que dá a vida pelo seu rebanho (Jo 10,11), ter ido à procura da ovelha perdida e, depois de a encontrar, a ter posto aos ombros, que por ela carregaram com a cruz, e a ter contado de novo entre o número das ovelhas fiéis que permaneceram dentro do aprisco (Lc 15,4s)? Parece-te menos grandioso por Se ter cingido com uma toalha para lavar os pés aos discípulos, mostrando-lhes assim que o meio mais seguro de a pessoa se elevar é humilhando-se (Jo 13,4; Mt 23,12)? Porque, inclinando a alma para a terra, Se abaixa a fim de elevar consigo aqueles que viviam abatidos sob o peso do pecado? Censuras-Lhe o facto de ter comido com os publicanos e os pecadores, para salvação deles (Mt 9,10)?

Ele conheceu a fadiga, a fome, a sede, a angústia e as lágrimas, seguindo a lei da nossa natureza humana. Como Deus, porém, o que Lhe falta fazer? [...] Precisávamos de um Deus feito homem, tornado mortal, para podermos viver. Partilhámos a sua morte, que nos purifica; pela sua morte, Ele deu-nos a partilhar a sua ressurreição; pela sua ressurreição, deu-nos a partilhar a sua glória.







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22 de maio de 2018

Mc 9, 30-37

Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia.
Jesus não queria que ninguém o soubesse;
porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes:
«O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens,
que vão matá-Lo;
mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».
Os discípulos não compreendiam aquelas palavras
e tinham medo de O interrogar.
Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa,
Jesus perguntou-lhes:
«Que discutíeis no caminho?».
Eles ficaram calados,
porque tinham discutido uns com os outros
sobre qual deles era o maior.
Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes:
«Quem quiser ser o primeiro será o último de todos
e o servo de todos».
E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles,
abraçou-a e disse-lhes:
«Quem receber uma destas crianças em meu nome
é a Mim que recebe;
e quem Me receber
não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou». 
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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Liturgia do Dia - sua Profecia diária


Segunda-feira, dia 21 de Maio de 2018

Segunda-feira da 7ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora, Mãe da Igreja

Santa Catarina de Génova, viúva, penitente,+1510, S. Cristóvão Magallanes, presbítero, e companheiros mártires, ++entre 1915 e 1937, Beatos Manuel Gomez Gonzalez, presbítero, e Adílio Daronch, mártires, +1924

Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica: «Eu creio, mas ajuda a minha pouca fé»

Tiago 3,13-18.

Caríssimos: Quem é sábio e inteligente mostre com o seu bom procedimento os frutos da sua sabedoria vivida com modéstia.
Mas se guardais no coração inveja mal entendida e espírito de discórdia, não vos orgulheis nem mintais contra a verdade.
Esta sabedoria não desce do alto: é terrena, animal e diabólica.
Porque, onde há inveja e rivalidade, também há desordem e toda a espécie de más ações.
Mas a sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia.
O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz.


Salmos 19(18),8.9.10.15.

A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma.
As ordens do Senhor são firmes
e dão sabedoria aos simples.

Os preceitos do Senhor são retos
e alegram o coração.
Os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos.

O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente.
Os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são retos.

Aceitai as palavras da minha boca
e os pensamentos do meu coração
estejam na vossa presença:
Vós, Senhor, sois o meu amparo e redentor.




Marcos 9,14-29.

Naquele tempo, Jesus desceu do monte, com Pedro, Tiago e João. Ao chegarem junto dos outros discípulos, viram uma grande multidão à sua volta e os escribas a discutir com eles.
Logo que viu Jesus, a multidão ficou surpreendida e correu a saudá-l'O.
Jesus perguntou-lhes: «Que estais a discutir?».
Alguém Lhe respondeu do meio da multidão: «Mestre, eu trouxe-Te o meu filho, que tem um espírito mudo.
Quando o espírito se apodera dele, lança-o por terra, e ele começa a espumar, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram».
Tomando a palavra, Jesus disse-lhes: «Oh geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de vos suportar? Trazei-mo aqui».
Levaram-no para junto d'Ele. Quando viu Jesus, o espírito sacudiu fortemente o menino, que caiu por terra e começou a rebolar-se espumando.
Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?». O homem respondeu-lhe: «Desde pequeno.
E muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água para o matar. Mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e socorre-nos».
Jesus disse: «Se posso?... Tudo é possível a quem acredita».
Logo o pai do menino exclamou: «Eu creio, mas ajuda a minha pouca fé».
Ao ver que a multidão corria para junto d'Ele, Jesus falou severamente ao espírito impuro: «Espírito mudo e surdo, Eu te ordeno: sai deste menino e nunca mais entres nele».
O espírito, soltando um grito, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, de modo que muitas pessoas afirmavam que tinha morrido.
Mas Jesus tomou-o pela mão e levantou-o, e ele pôs-se de pé.
Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe em particular: «Porque não pudemos nós expulsá-lo?».
Jesus respondeu-lhes: «Este género de espíritos não se pode fazer sair, a não ser pela oração».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§ 153-155

«Eu creio, mas ajuda a minha pouca fé»

A fé é uma graça. Quando São Pedro confessa que Jesus é Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus declara que esta revelação não lhe veio da carne nem do sangue, mas de seu Pai que está nos Céus (cf Mt 16,17). A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural que Ele mesmo infunde. «Para guardar esta fé, o homem precisa da graça constante e auxiliadora de Deus, bem como das ajudas interiores do Espírito Santo. Este toca o coração e volta-o para Deus, abre os olhos do espírito e dá a todos o suave presente de consentir e acreditar na verdade» (Vaticano II).

A fé é um ato humano. Só é possível acreditar pela graça e pelas ajudas interiores do Espírito Santo. Mas é igualmente verdadeiro que acreditar é um ato autenticamente humano. Não é contrário à liberdade nem à inteligência do homem confiar em Deus e aderir às verdades por Ele reveladas. Se, nas relações humanas, não é contrário à nossa própria dignidade acreditar no que outras pessoas nos dizem sobre si mesmas e sobre as suas intenções, e confiar nas suas promessas (por exemplo, quando um homem e uma mulher se casam), para entrar assim em comunhão mútua; é ainda menos contrário à nossa dignidade «apresentar pela fé a plena submissão da nossa inteligência e da nossa vontade ao Deus que Se revela» (Vaticano II) e entrar assim em íntima comunhão com Ele.  
 
Na fé, a inteligência e a vontade humanas cooperam com a graça divina: «Acreditar é um ato da inteligência que adere à verdade divina sob as ordens da vontade movida por Deus por meio da graça» (São Tomás de Aquino).