sexta-feira, 13 de maio de 2022

«Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»

Sexta-Feira, 13 De Maio
Nossa Senhora de Fátima

Calendário ordinário


S. Pedro Regalado - S. Pedro Regalado | S. João - o Silencioso, bispo, eremita, +558 | Mais...


Livro do Apocalipse 11,19a.12,1-6a.10ab.

O Templo de Deus abriu-se no céu e a arca da aliança foi vista no seu Templo.
Apareceu no céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.
Estava para ser mãe, e gritava com as dores e ânsias da maternidade.
E apareceu no céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete diademas.
A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a Terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse.
Ela teve um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono
e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
E ouvi uma voz poderosa que clamava no céu:
«Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus, e o domínio do seu Ungido».

Livro dos Salmos 45(44),11-12.14-15.16-17.

Ouve, filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
Da tua beleza se enamora o Rei,
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

A filha do Rei avança cheia de esplendor,
de brocados de ouro são os seus vestidos.
Com um manto multicolor é apresentada ao Rei,
seguem-na as donzelas, suas companheiras.

Cheias de entusiasmo e alegria,
entram no palácio do Rei.
Teus filhos substituirão os teus pais,
estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a Terra.

Evangelho segundo São Mateus 12,46-50.

Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe.
Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo».
Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?».
E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos:
todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

Tradução litúrgica da Bíblia

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Concílio Vaticano II

Constituição Dogmática sobre a Igreja, «Lumen Gentium», §§ 61-62

«Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»

A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade em simultâneo com a encarnação do Verbo, foi na Terra, por disposição da Divina Providência, a nobre Mãe do Divino Redentor, a sua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor. Concebendo, gerando e alimentando a Cristo, apresentando-O ao Pai no Templo e padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. Por esta razão, é nossa Mãe na ordem da graça.

Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção. [...] De facto, depois de elevada ao Céu, não abandona esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna, cuidando com amor maternal dos irmãos do seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na Terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira. [...]

Nenhuma criatura se pode equiparar ao Verbo encarnado e redentor; mas, assim como o sacerdócio de Cristo é participado de diversos modos pelos ministros e pelo povo fiel, e assim como a bondade de Deus, sendo uma só, se difunde variamente pelos seres criados, assim também a mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam dessa única fonte.

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quinta-feira, 12 de maio de 2022

«O enviado não é maior do que aquele que o enviou»

Quinta-Feira, 12 De Maio
Quinta-feira da 4ª semana da Páscoa

Calendário ordinário


Beata Joana de Portugal - Beata Joana de Portugal | Santos Nereu e Aquiles (ou Aquileu) - mártires, séc. III | Mais...


Livro dos Atos dos Apóstolos 13,13-25.

Naqueles dias, Paulo e os seus companheiros largaram de Pafos e dirigiram-se a Perga da Panfília. Mas João Marcos separou-se deles para voltar a Jerusalém.
Eles prosseguiram de Perga e chegaram a Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se.
Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram-lhes dizer: «Irmãos, se tendes alguma exortação a fazer ao povo, falai».
Paulo levantou-se, fez sinal com a mão e disse: «Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai:
O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos pais e fez deles um grande povo, quando viviam como estrangeiros na terra do Egito. Com seu braço poderoso tirou-os de lá
e durante quarenta anos sustentou-os no deserto e,
depois de exterminadas sete nações na terra de Canaã, deu essas terras como herança ao seu povo.
Tudo isto durou cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Em seguida, deu-lhes juízes até ao profeta Samuel.
Então, o povo pediu um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos.
Depois, tendo-o rejeitado, suscitou-lhes David como rei, de quem deu este testemunho: "Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade".
Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel.
João tinha proclamado, antes da sua vinda, um batismo de penitência a todo o povo de Israel.
Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: "Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés".

Livro dos Salmos 89(88),2-3.21-22.25.27.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
e para sempre proclamarei a sua fidelidade.
Vós dissestes:
«A bondade está estabelecida para sempre»,
no Céu permanece firme a vossa fidelidade.

Encontrei a David, meu servo,
ungi-o com óleo santo.
Estarei sempre a seu lado
e com a minha força o sustentarei.

A minha fidelidade e minha bondade estarão com ele,
pelo meu nome será firmado o seu poder.
Ele Me invocará: «Vós sois meu pai,
meu Deus, meu Salvador».

Evangelho segundo São João 13,16-20.

Naquele tempo, quando Jesus acabou de lavar os pés aos seus discípulos, disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: O servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou.
Sabendo isto, sereis felizes se o puserdes em prática.
Não falo de todos vós: Eu conheço aqueles que escolhi; mas tem de cumprir-se a Escritura, que diz: "Quem come do meu pão levantou contra Mim o calcanhar".
Desde já vo-lo digo antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu sou.
Em verdade, em verdade vos digo: Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou».

Tradução litúrgica da Bíblia

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Concílio Vaticano II

Constituição dogmática sobre a Igreja (Lumen gentium), § 8

«O enviado não é maior do que aquele que o enviou»

Assim como Cristo realizou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir pelo mesmo caminho para comunicar aos homens os frutos da salvação. Cristo Jesus, «que era de condição divina, despojou-Se de Si próprio tomando a condição de escravo» (Fil 2,6-7) e, por nós, «sendo rico, fez-Se pobre» (2Cor 8,9); assim também a Igreja, embora necessite de meios humanos para o prosseguimento da sua missão, não foi constituída para alcançar a glória terrena, mas para divulgar a humildade e abnegação, também com o seu exemplo. Cristo foi enviado pelo Pai «a evangelizar os pobres [...], a sarar os contritos de coração» (Lc 4,18), «a procurar e salvar o que perecera» (Lc 19,10). De igual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu Fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suas necessidades, e intenta servir neles a Cristo. Enquanto Cristo, «santo, inocente, imaculado» (Heb 7,26), não conheceu o pecado (cf 2Cor 5,21), mas veio expiar os pecados do povo (cf Heb 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação.

A Igreja prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf 1Cor 11,26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades, tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que este por fim se manifeste em plena luz.

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quarta-feira, 11 de maio de 2022

«Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em Mim não fique nas trevas»

Quarta-Feira, 11 De Maio
Quarta-feira da 4ª semana da Páscoa

Calendário ordinário


Santa Maria Bertilla Boscardin - Santa Maria Bertilla Boscardin | Santo Hugo de Cluny - abade, +1109 | Mais...


Livro dos Atos dos Apóstolos 12,24-25.13,1-5a.

Naqueles dias, a palavra de Deus crescia e multiplicava-se.
Depois de Barnabé e Saulo cumprirem a sua missão, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, que tinha o sobrenome de Marcos.
Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaen, irmão colaço do tetrarca Herodes, e Saulo.
Estando eles a celebrar o culto e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que os chamei».
Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.
Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e de lá navegaram para Chipre.
Tendo chegado a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus.

Livro dos Salmos 67(66),2-3.5.6.8.

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.
Na Terra se conhecerão os vossos caminhos
e entre os povos a vossa salvação.

Alegrem-se e exultem as nações,
porque julgais os povos com justiça
e governais as nações sobre a Terra.

Os povos Vos louvem, ó Deus,
todos os povos Vos louvem.
Deus nos dê a sua bênção
e chegue o seu louvor aos confins da Terra.

Evangelho segundo São João 12,44-50.

Naquele tempo, Jesus disse em alta voz: «Quem acredita em Mim não é em Mim que acredita, mas naquele que Me enviou;
e quem Me vê, vê Aquele que Me enviou.
Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em Mim não fique nas trevas.
Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, não sou Eu que o julgo, porque não vim para julgar o mundo, mas para o salvar.
Quem Me rejeita e não acolhe as minhas palavras tem quem o julgue: a palavra que anunciei o julgará no último dia.
Porque Eu não falei por Mim próprio: o Pai, que Me enviou, é que determinou o que havia de dizer e anunciar.
E Eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, as palavras que Eu digo, digo-as como o Pai Mas disse a Mim».

Tradução litúrgica da Bíblia

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Orígenes (c. 185-253)
presbítero, teólogo
Homilias sobre o Génesis, 1, 5-7

«Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em Mim não fique nas trevas»

Cristo é «a luz do mundo» (Jo 8,12), que ilumina a Igreja com a sua luz; e, tal como a lua recebe a sua luz do sol a fim de iluminar a noite, assim também a Igreja, recebendo a luz de Cristo, ilumina todos aqueles que se encontram na noite da ignorância. [...] Cristo é «a luz verdadeira, que ilumina todo o homem que veio a este mundo» (Jo 1,9), e a Igreja, recebendo a sua luz, torna-se luz do mundo, «iluminando aqueles que caminham nas trevas» (Rom 2,19), de acordo com esta palavra de Cristo aos seus discípulos: «Vós sois a luz do mundo» (Mt 5,14). Daqui se conclui que Cristo é a luz dos apóstolos, e os apóstolos, por sua vez, são a luz do mundo.

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