Quarta-feira, dia 21 de Outubro de 2009
Quarta-feira da 29ª semana do Tempo Comum
Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Fulgêncio de Ruspe : «Servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus» (1Cor 4, 1)
Leituras
Romanos 6,12-18.
Portanto, que o pecado não reine mais no vosso corpo mortal, de tal modo
que obedeçais às suas paixões.
Não entregueis os vossos membros, como armas da injustiça, ao serviço do
pecado. Pelo contrário, entregai-vos a Deus, como vivos de entre os mortos,
e entregai os vossos membros, como armas da justiça, ao serviço de Deus.
Pois o pecado não terá mais domínio sobre vós, uma vez que não estais sob a
Lei, mas sob a graça. Libertos do pecado
Então? Vamos pecar, porque não estamos sob a Lei, mas sob a graça? De modo
nenhum!
Não sabeis que, se vos entregais a alguém, obedecendo-lhe como escravos,
sois escravos daquele a quem obedeceis, quer seja do pecado que leva à
morte, quer da obediência que leva à justiça?
Demos graças a Deus: éreis escravos do pecado, mas obedecestes de coração
ao ensino que vos foi transmitido como norma de vida.
E libertos do pecado, tornastes-vos escravos da justiça.
Salmos 124(123),1-3.4-6.7-8.
Se o SENHOR não estivesse do nosso lado que o diga Israel
se o Senhor não estivesse do nosso lado, quando os homens se levantaram
contra nós,
ter-nos-iam engolido vivos quando a sua fúria ardia contra nós.
As águas ter-nos-iam submergido, a torrente teria passado sobre nós.
Então, sim, teriam passado sobre nós as águas turbulentas!
Bendito seja o SENHOR, que não nos entregou como presa nos seus dentes!
nossa vida escapou como um pássaro do laço de caçadores; rompeu-se o laço e
nós libertámo-nos.
nosso auxílio está no nome do SENHOR, que fez o céu e a terra.
Lucas 12,39-48.
Ficai a sabê-lo bem: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão,
não teria deixado arrombar a sua casa.
Estai preparados, vós também, porque o Filho do Homem chegará na hora em
que menos pensais.»
Pedro disse-lhe: «Senhor, é para nós que dizes essa parábola, ou é para
todos igualmente?»
O Senhor respondeu: «Quem será, pois, o administrador fiel e prudente a
quem o senhor pôs à frente do seu pessoal para lhe dar, a seu tempo, a
ração de trigo?
Feliz o servo a quem o senhor, quando vier, encontrar procedendo assim.
Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens.
Mas, se aquele administrador disser consigo mesmo: 'O meu senhor tarda em
vir' e começar a espancar servos e servas, a comer, a beber e a
embriagar-se,
o senhor daquele servo chegará no dia em que ele menos espera e a uma hora
que ele não sabe; então, pô-lo-á de parte, fazendo o partilhar da sorte dos
infiéis.
O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou e não agiu
conforme os seus desejos, será castigado com muitos açoites.
Aquele, porém, que, sem a conhecer, fez coisas dignas de açoites, apenas
receberá alguns. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito
foi confiado, muito será pedido.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Fulgêncio de Ruspe (467-532), bispo na África do Norte
Sermão 1; CCL 91A, 889 (a partir da trad. de Orval)
«Servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus» (1Cor 4, 1)
Para bem precisar o papel dos servos que colocou à frente do Seu povo, o
Senhor diz estas palavras que o Evangelho narra: «Quem será, pois, o
administrador fiel e prudente a quem o senhor pôs à frente do seu pessoal
para lhe dar, a seu tempo, a ração de trigo? Feliz o servo a quem o senhor,
quando vier, encontrar procedendo assim». Quem é este mestre, irmãos? Sem
dúvida alguma é Cristo, que disse aos discípulos: «Vós chamais-me 'o
Mestre' e 'o Senhor', e dizeis bem, porque o sou» (Jo 13, 13). E quem é o
pessoal da casa de tal mestre? É evidentemente esse que o próprio Senhor
resgatou das mãos do inimigo, e tornou Seu. Esse pessoal é a Igreja santa e
universal que com maravilhosa fecundidade se propaga por todo o mundo e se
glorifica por ter sido resgatada pelo preço do sangue do Senhor [...].
Mas quem é o administrador fiel e prudente? O apóstolo Paulo no-lo mostra,
ao falar de si próprio e dos seus companheiros nestes termos:
«Considerem-nos, pois, servidores de Cristo e administradores dos mistérios
de Deus. Ora, o que se requer dos administradores é que se sejam fiéis»
(1Cor 4, 1-2). E para que ninguém de entre nós pense que apenas os
apóstolos se tornaram administradores, e para que nenhum servo, preguiçoso
e infiel, abandone o combate espiritual ou se ponha a dormir, o santo
apóstolo refere-se claramente aos próprios bispos como administradores: «É
preciso que o bispo, como administrador de Deus, seja irrepreensível»,
diz-nos (Tit 1, 7). Somos, pois, os servos do Pai de família, os
administradores do Senhor, e d'Ele recebemos a ração de trigo que
distribuiremos por vós.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Profecia do Dia
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Profecia do Dia
Terça-feira, dia 20 de Outubro de 2009
Terça-feira da 29 semana do Tempo Comum
Santa Iria, mártir, +653, Beato Contardo Ferrini, profissional católico, +1902
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : «Para lhe abrirem a porta quando ele chegar e bater»
Leituras
Romanos 5,12.15.17-19.20-21.
Por isso, tal como por um só homem entrou o pecado no mundo e, pelo pecado,
a morte, assim a morte atingiu todos os homens, uma vez que todos
pecaram...
Com efeito, o que se passa com o dom gratuito não é o mesmo que se passa
com a falta. Se pela falta de um só todos morreram, com muito mais razão a
graça de Deus, aquela graça oferecida por meio de um só homem, Jesus
Cristo, foi a todos concedida em abundância.
De facto, se pela falta de um só e por meio de um só reinou a morte, com
muito mais razão, por meio de um só, Jesus Cristo, hão-de reinar na vida
aqueles que recebem em abundância a graça e o dom da justiça.
Portanto, como pela falta de um só veio a condenação para todos os homens,
assim também pela obra de justiça de um só veio para todos os homens a
justificação que dá a vida.
De facto, tal como pela desobediência de um só homem todos se tornaram
pecadores, assim também pela obediência de um só todos se hão-de tornar
justos.
A lei interveio para aumentar a falta, mas, onde aumentou o pecado,
superabundou a graça.
E deste modo, tal como o pecado reinou pela morte, assim também a graça
reina pela justiça até à vida eterna, por Jesus Cristo, Senhor nosso.
Salmos 40(39),7-10.17.
Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas abriste me os ouvidos para
escutar; não pediste holocaustos nem vítimas.
Então eu disse: "Aqui estou! No Livro da Lei está escrito aquilo que devo
fazer."
Esse é o meu desejo, ó meu Deus; a tua lei está dentro do meu coração.
Anunciei a tua justiça na grande assembleia; Tu bem sabes, SENHOR, que não
fechei os meus lábios.
Mas alegrem se e exultem em ti todos os que te procuram. Digam sem cessar
os que desejam a tua salvação: "O SENHOR é grande!"
Lucas 12,35-38.
«Estejam apertados os vossos cintos e acesas as vossas lâmpadas.
Sede semelhantes aos homens que esperam o seu senhor ao voltar da boda,
para lhe abrirem a porta quando ele chegar e bater.
Felizes aqueles servos a quem o senhor, quando vier, encontrar vigilantes!
Em verdade vos digo: Vai cingir-se, mandará que se ponham à mesa e há-de
servi-los.
E, se vier pela meia-noite ou de madrugada, e assim os encontrar, felizes
serão eles.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
12º Sermão sobre Salmo 118; CSEL 62, 258 (a partir da trad. Solesmes, Lectionnaire, t. 3, p. 1033 rev.)
«Para lhe abrirem a porta quando ele chegar e bater»
O Verbo sacode o preguiçoso e desperta o dorminhoco. Com efeito, Aquele que
vem bater à porta quer sempre entrar. Mas depende apenas de nós que entre
ou não, que Se demore ou não. Que a tua porta esteja aberta Àquele que vem;
abre a tua alma, alarga as capacidades do teu espírito, a fim de
descobrires a riqueza da simplicidade, o tesouro da paz, a doçura da graça.
Dilate-se o teu coração; corre ao encontro do sol da luz eterna que
«ilumina todo o homem» (Jo 1, 9). É certo que esta luz verdadeira brilha
para todos; mas se alguém fecha as suas janelas, privar-se-á da luz
eterna.
Por conseguinte, até Cristo permanece de fora, se fechares a porta da tua
alma. Certamente que poderia entrar, mas não quer introduzir-Se à força,
não quer forçar quem O recusa. Nascido da Virgem, saído do seu seio,
irradia todo o universo, a fim de resplandecer para todos. Os que desejam
receber a luz que brilha com um esplendor perpétuo acolhem-No; nenhuma
noite virá impedi-Lo. Com efeito, o sol que vemos cada dia cede o lugar às
trevas da noite; mas o Sol da justiça (Mal 3, 20) não conhece ocaso, porque
a Sabedoria não é vencida pelo mal.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 19 de Outubro de 2009
Segunda-feira da 29ª semana do Tempo Comum
S. Paulo da Cruz,presbítero, penitente, +1775, S. Pedro de Alcântara, religioso, +1562
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Basílio : «Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?»
Leituras
Romanos 4,20-25.
Diante da promessa de Deus, não duvidou por falta de fé. Pelo contrário,
tornou-se mais forte na fé e deu glória a Deus,
plenamente convencido de que Ele tinha poder para realizar o que tinha
prometido.
Esta foi exactamente a razão pela qual isso lhe foi atribuído à conta de
justiça.
Não é só por causa dele que está escrito foi-lhe atribuído,
mas também por causa de nós, a quem a fé será tida em conta, nós que
acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, Senhor nosso,
entregue por causa das nossas faltas e ressuscitado para nossa
justificação.
Lucas 1,69-70.71-72.73-75.
e nos deu um Salvador poderoso na casa de David, seu servo,
conforme prometeu pela boca dos seus santos, os profetas dos tempos
antigos;
para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos
odeiam,
para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais, recordando a sua
sagrada aliança;
e o juramento que fizera a Abraão, nosso pai, que nos havia de conceder
esta graça:
de o servirmos um dia, sem temor, livres das mãos dos nossos inimigos,
em santidade e justiça, na sua presença, todos os dias da nossa vida.
Lucas 12,13-21.
Dentre a multidão, alguém lhe disse: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a
herança comigo.»
Ele respondeu-lhe: «Homem, quem me nomeou juiz ou encarregado das vossas
partilhas?»
E prosseguiu: «Olhai, guardai-vos de toda a ganância, porque, mesmo que um
homem viva na abundância, a sua vida não depende dos seus bens.»
Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras
deram uma grande colheita.
E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: 'Que hei-de fazer, uma vez que não
tenho onde guardar a minha colheita?'
Depois continuou: 'Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros,
construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens.
Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos;
descansa, come, bebe e regala-te.'
Deus, porém, disse-lhe: 'Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a
tua vida; e o que acumulaste para quem será?'
Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesareia, na Capadócia, Doutor da Igreja
Homília 6, sobre a riqueza; PG 31, 261ss. (a partir da trad. Luc comentado, DDB 1987, p. 110 rev.)
«Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?»
«Que hei-de fazer?» Há uma resposta imediata: «Satisfarei as almas dos
esfomeados; abrirei os meus celeiros e convidarei todos os que passam
necessidades. [...] Farei ouvir uma palavra generosa: vós, a quem falta o
pão, vinde a mim; tomai a vossa parte, de acordo com as vossas
necessidades, dos dons concedidos por Deus que jorram como que de uma fonte
pública.» Mas tu, homem rico, insensato, estás bem longe disso! Por que
razão? Ciumento de veres os outros gozarem de riquezas, entregas-te a
cálculos miseráveis, não te preocupas em distribuir a cada um o
indispensável, mas em tudo amealhar, privando os outros dos benefícios de
que poderiam usufruir. [...]
E vós, meus irmãos, estai atentos para não conhecerdes o mesmo destino que
este homem! Se a Escritura nos oferece este exemplo, é para que evitemos
comportar-nos do mesmo modo. Imitai a terra: como ela, dai frutos, e não
vos mostreis piores que ela, que no entanto é desprovida de alma. A terra
dá as suas colheitas não para o seu próprio gozo, mas para te servir.
Assim, todo o fruto da benevolência que revelares, recebê-lo-ás de volta,
dado que as graças que fazem nascer as boas obras voltam aos que as
dispensam. Alimentaste o que tinha fome, e o que deste mantém-se contigo, e
vem mesmo um suplemento. Como o grão de trigo caído na terra aproveita ao
que o semeou, o pão dado ao que tem fome far-te-á receber mais tarde
benefícios superabundantes. Que a finalidade da tua lavoura seja para ti o
início da sementeira no céu.
Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org