quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Profecia do Dia

Quinta-feira, dia 07 de Janeiro de 2010
Quinta-feira depois da Epifania

S. Raimundo de Penhaforte, confessor, +1275, S. Luciano, mártir, +312



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : «O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu»

Leituras

1 João 4,19-21.5,1-4.
Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro.
Se alguém disser: «Eu amo a Deus», mas tiver ódio ao seu irmão, esse é um
mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a
Deus, a quem não vê.
E nós recebemos dele este mandamento: quem ama a Deus, ame também o seu
irmão.
Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus; e todo aquele que
ama quem o gerou ama também quem por Ele foi gerado.
É por isto que reconhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus
e cumprimos os seus mandamentos;
pois o amor de Deus consiste precisamente em que guardemos os seus
mandamentos; e os seus mandamentos não são uma carga,
porque todo aquele que nasceu de Deus vence o mundo. E este é o poder
vitorioso que venceu o mundo: a nossa fé.


Salmos 72,2.14-15.17.
para que julgue o teu povo com justiça e os teus pobres com equidade.
Há de livrá los da opressão e da violência, porque o seu sangue é precioso
a seus olhos.
Enquanto viver, ser lhe á dado ouro de Sabá! Por ele hão de rezar sempre e
todos os dias será abençoado.
O seu nome permanecerá pelos séculos e durará enquanto o Sol brilhar; todos
nele se sentirão abençoados;


Lucas 5,12-16.
Encontrando-se Jesus numa das cidades, apareceu um homem coberto de lepra.
Ao ver Jesus, caiu com a face por terra e dirigiu-lhe esta súplica:
«Senhor, se quiseres, podes purificar-me.»
Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Quero, fica purificado.» E
imediatamente a lepra o deixou.
Ordenou-lhe, então, que a ninguém o dissesse; no entanto, acrescentou: «Vai
mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés
ordenou, para lhe servir de prova.»
A sua fama espalhava-se cada vez mais, juntando se grandes multidões para o
ouvirem e para que os curasse dos seus males.
Mas Ele retirava-se para lugares solitários e aí se entregava à oração.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Catecismo da Igreja Católica, § 695


«O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu»

A unção. O simbolismo da unção com óleo é também significativo do Espírito
Santo, a ponto de se tomar o seu sinónimo (1Jo 2, 20.27; 2Cor 1, 21). Na
iniciação cristã, ela é o sinal sacramental da Confirmação, que justamente
nas Igrejas Orientais se chama «Crismação». Mas, para lhe apreender toda a
força, temos de voltar à primeira unção realizada pelo Espírito Santo: a de
Jesus. Cristo («Messias» em hebraico) significa «ungido» pelo Espírito de
Deus. Houve «ungidos» do Senhor na antiga Aliança (Ex 30, 22-32), sobretudo
o rei David (1Sm 16, 13). Mas Jesus é o ungido de Deus de maneira única: a
humanidade que o Filho assume é totalmente «ungida pelo Espírito Santo».
Jesus é constituído «Cristo» pelo Espírito Santo (Lc 4, 18-19; Is 61, 1). A
Virgem Maria concebe Cristo do Espírito Santo, que pelo anjo O anuncia como
Cristo aquando do Seu nascimento (Lc 2, 11) e leva Simeão a ir ao templo
ver o Cristo do Senhor (Lc 2, 26-27). É Ele que enche Cristo (Lc 4, 1) e
cujo poder emana de Cristo, nos Seus actos de cura e salvamento (Lc 6, 19;
8, 46). Finalmente, é Ele que ressuscita Jesus de entre os mortos (Rom 1,
4; 8, 11). Então, plenamente constituído «Cristo» na Sua humanidade
vencedora da morte (Act 2, 36), Jesus difunde em profusão o Espírito Santo,
até que «os santos» constituam, na sua união à humanidade do Filho de Deus,
o «homem adulto à medida completa da plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), «o
Cristo total», para empregar a expressão de Santo Agostinho (Sermão 341, 1,
1).




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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Profecia do Dia

Quarta-feira, dia 06 de Janeiro de 2010
Quarta-feira depois da Epifania

Dia dos Reis Magos, Santa Rafaela Maria, religiosa, +1925, Beato André Bessette, confessor, +1937



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário : «Foi ter com eles de madrugada»

Leituras

1 João 4,11-18.
Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos
outros.
A Deus nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece
em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós.
Damos conta de que permanecemos nele, e Ele em nós, por nos ter feito
participar do seu Espírito.
Nós o contemplámos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como
Salvador do mundo.
Quem confessar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, Deus permanece nele e
ele em Deus.
Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele. Deus é amor, e
quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.
É nisto que em nós o amor se mostra perfeito: em estarmos cheios de
confiança no dia do juízo, pelo facto de sermos neste mundo como Ele foi.
No amor não há temor; pelo contrário, o perfeito amor lança fora o temor;
de facto, o temor pressupõe castigo, e quem teme não é perfeito no amor.


Salmos 72,2.10-13.
para que julgue o teu povo com justiça e os teus pobres com equidade.
Os reis de Társis e das ilhas oferecerão tributos; os reis de Sabá e de
Seba trarão suas ofertas.
Todos os reis se prostrarão diante dele; todas as nações o servirão.
Ele socorrerá o pobre que o invoca e o indigente que não tem quem o ajude.
Terá compaixão do humilde e do pobre e salvará a vida dos oprimidos.


Marcos 6,45-52.
Jesus obrigou logo os seus discípulos a subirem para o barco e a irem à
frente, para o outro lado, rumo a Betsaida, enquanto Ele próprio despedia a
multidão.
Depois de os ter despedido, foi orar para o monte.
Era já noite, o barco estava no meio do mar e Ele sozinho em terra.
Vendo-os cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, foi ter com
eles de madrugada, andando sobre o mar; e fez menção de passar adiante.
Mas, vendo-o andar sobre o mar, julgaram que fosse um fantasma e começaram
a gritar,
pois todos o viram e se assustaram. Mas Ele logo lhes falou:
«Tranquilizai-vos, sou Eu: não temais!»
A seguir, subiu para o barco, para junto deles, e o vento amainou. E
sentiram um enorme espanto,
pois ainda não tinham entendido o que se dera com os pães: tinham o coração
endurecido.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Hilário (c. 315-367), Bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de Mateus, 14, 13-14 (a partir da trad. SC 258, p. 27)

«Foi ter com eles de madrugada»

«Jesus obrigou logo os seus discípulos a subirem para o barco e a irem à
frente, para o outro lado, rumo a Betsaida, enquanto Ele próprio despedia a
multidão. Depois de os ter despedido, foi orar para o monte. Era já noite,
o barco estava no meio do mar e Ele sozinho em terra» (Mt 14, 22-23). Para
dar a razão destes factos, é preciso fazer distinções de tempos. Se Ele
está só à noite, isso mostra a Sua solidão na hora da Paixão, quando o
pânico dispersou todos. Se ordena aos seus discípulos que entrem no barco e
atravessem o mar, enquanto Ele próprio despede as multidões e, uma vez
despedidas, sobe a um monte, é que lhes ordena que estejam na Igreja e
naveguem no mar, quer dizer, neste mundo, até que, retornando no dia da Sua
vinda gloriosa, Ele dê a salvação a todo o povo, que será o resto de Israel
(cf. Rom 11, 5) [...], e que esse povo dê graças a Deus seu Pai e se
estabeleça na Sua glória e na Sua majestade. [...]

«Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles». Na expressão «quarta
vigília da noite» encontra-se o número correspondente às marcas da Sua
solicitude. Com efeito, a primeira vigília foi a da Lei, a segunda a dos
profetas, a terceira a da Sua vinda corporal, a quarta coloca-se no Seu
regresso glorioso. Mas Ele encontrará a Igreja decadente e cercada pelo
espírito do Anticristo e por todas as agitações deste mundo; virá num
momento de extrema ansiedade e de tormentos. [...] Os discípulos estarão
aterrorizados pela vinda do Senhor, temendo as imagens da realidade
deformadas pelo Anticristo e pelas ficções que se insinuam no olhar. Mas o
Senhor, que é bom, falar-lhes-á imediatamente, afastará o seu medo e lhes
dirá: «Sou eu», dissipando, pela fé na Sua vinda, o temor do naufrágio
ameaçador.




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Em alguns países, a Epifania é celebrada no dia 6 de Janeiro, com as
seguintes leituras:
- Isaías 60, 1-6,
- Salo 71, 2.7-8.10-13,
- Efésios 3, 2-3.5-6,
- Mateus 2, 1-12.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Profecia do Dia

Terça-feira, dia 05 de Janeiro de 2010
Terça-feira depois da Epifania

Santa Amália, mártir, sec. III, S. João Nepomuceno Neumann, bispo, +1860, S. Gerlach de Houthem



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : «Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: 'Isto é o Meu corpo, que vai ser entregue por vós'» (Lc 22, 19)

Leituras

1 João 4,7-10.
Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo
aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus.
Aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor.
E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao
mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida.
É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo
que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos
pecados.


Salmos 72(71),2-4.7-8.
para que julgue o teu povo com justiça e os teus pobres com equidade.
Que os montes tragam a paz ao povo, e as colinas, a justiça.
Que o rei proteja os humildes do povo, ajude os necessitados e esmague os
opressores!
Em seus dias florescerá a justiça e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Dominará de um ao outro mar, do grande rio até aos confins da terra.


Marcos 6,34-44.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles,
porque eram como ove-lhas sem pastor. Começou, então, a ensinar-lhes muitas
coisas.
A hora já ia muito adiantada, quando os discípulos se aproximaram e
disseram: «O lugar é deserto e a hora vai adiantada.
Manda-os embora, para irem aos campos e aldeias comprar de comer.»
Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Eles disseram-lhe: «Vamos
comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?»
Mas Ele perguntou: «Quantos pães tendes? Ide ver.» Depois de se informarem,
responderam: «Cinco pães e dois peixes.»
Ordenou-lhes que os mandassem sentar por grupos na erva verde.
E sentaram-se, por grupos de cem e cinquenta.
Jesus tomou, então, os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao
céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e dava-os aos seus discípulos,
para que eles os repartissem. Dividiu também os dois peixes por todos.
Comeram até ficarem saciados.
E havia ainda doze cestos com os bocados de pão e os restos de peixe.
Ora os que tinham comido daqueles pães eram cinco mil homens.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia e posteriormente Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilias sobre a 1.ª Carta aos Coríntios, n.° 24, 4 ; PG 61, 204 (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 383)

«Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: 'Isto é o Meu corpo, que vai ser entregue por vós'» (Lc 22, 19)

Para nos levar a amá-l'O mais ainda, Cristo deu-nos a Sua carne como
alimento. Aproximemo-nos então d'Ele com muito amor e fervor. [...] Os
magos adoraram-n'O, esse pequeno corpo deitado na manjedoura. [...] Ao
verem o Menino, Cristo, numa manjedoura, debaixo de um pobre tecto, e não
vendo nada do que vós vedes, aproximaram-se d'Ele com grande respeito.

Já não O vereis numa manjedoura, mas no altar. Já não vereis uma mulher que
em seus braços O segura, mas o padre que O oferece; e o Espírito de Deus,
em toda a Sua generosidade, plana sobre as oferendas. Porém, não só é o
mesmo corpo que os magos viram que agora vedes, como para além disso
conheceis a Sua força e sabedoria, e nada ignorais do que Ele cumpriu.
[...] Despertemos então, e despertemos em nós o temor a Deus. Tenhamos pois
muito mais piedade do que esses estrangeiros, para podermos ser dignos de
nos aproximarmos do altar [...].

Essa mesa fortifica-nos a alma, unifica-nos o pensamento, sustenta-nos a
certeza, a segurança; é a nossa esperança, a salvação, a vida. Se deixarmos
a terra depois deste sacrifício, entraremos com perfeita segurança nos
átrios celestes, como se estivéssemos protegidos, por todos os lados, por
uma armadura de ouro. Mas porquê falar do futuro ? Já aqui neste mundo, o
sacramento transforma a terra em céu. Abri pois as portas do céu, e vede o
que acabo de dizer. O que há de mais precioso no céu, mostrar-vo-lo-ei na
terra. O que vos mostro, não são nem os anjos, nem os arcanjos, nem os céus
dos céus, mas Aquele que é o seu Mestre. Vós vedes então de uma certa
maneira, na terra, o que há de mais precioso. E não somente O vedes, como O
tocais, O comeis. Purificai pois a alma, preparai o espírito para receber
estes mistérios.




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