Terça-feira, dia 08 de Janeiro de 2013
Terça-feira do Tempo Natal depois da Epifania.
S. Severino, abade, +482, S. Pedro Tomás, patr., m., +1366
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo : A multiplicação dos pães
Leituras
1 João 4,7-10.
Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
Aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor.
E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida.
É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.
Salmos 72(71),2.3-4ab.7-8.
Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra.
Ó Deus, concede ao rei a tua rectidão
e a tua justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade.
Que o rei proteja os humildes do povo,
ajude os necessitados e esmague os opressores!
Os montes trarão a paz ao povo
e as colinas a justiça.
Ele fará justiça aos humildes
e salvará os indigentes.
Em seus dias florescerá a justiça
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da terra.
Marcos 6,34-44.
Naquele tempo, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ove-lhas sem pastor. Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas.
A hora já ia muito adiantada, quando os discípulos se aproximaram e disseram: «O lugar é deserto e a hora vai adiantada.
Manda-os embora, para irem aos campos e aldeias comprar de comer.»
Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Eles disseram-lhe: «Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?»
Mas Ele perguntou: «Quantos pães tendes? Ide ver.» Depois de se informarem, responderam: «Cinco pães e dois peixes.»
Ordenou-lhes que os mandassem sentar por grupos na erva verde.
E sentaram-se, por grupos de cem e cinquenta.
Jesus tomou, então, os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e dava-os aos seus discípulos, para que eles os repartissem. Dividiu também os dois peixes por todos.
Comeram até ficarem saciados.
E havia ainda doze cestos com os bocados de pão e os restos de peixe.
Ora os que tinham comido daqueles pães eram cinco mil homens.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homílias sobre o Evangelho de Mateus, n°49, 1-3
A multiplicação dos pães
Reparemos no abandono confiante dos discípulos à providência de Deus nas
maiores necessidades da vida, e o seu desprezo por uma existência luxuosa:
eram doze e só tinham cinco pães e dois peixes. Não se importam com as
coisas do corpo; consagram todo o seu zelo às coisas da alma. E mais, não
guardam as provisões para eles: deram-nas ao Salvador assim que Ele lhas
pediu. Aprendamos com este exemplo a partilhar o que temos com aqueles que
estão em necessidade, mesmo que tenhamos pouco. Quando Jesus lhes pediu
para Lhe darem os cinco pães eles não disseram: «E com o que ficaremos para
mais tarde? Onde encontraremos aquilo de que precisamos para as nossas
necessidades pessoais?» Obedeceram de imediato. [...]
Tomando pois os pães, o Senhor partiu-os e confiou aos discípulos a honra
de os distribuírem. Não queria apenas honrá-los com esse santo serviço:
queria que participassem no milagre para serem testemunhas convictas e para
não esquecerem o que se tinha passado diante dos seus olhos. [...] Foi
através deles que mandou sentar as pessoas e distribuir o pão, para que
cada um deles pudesse testemunhar o milagre que se realizava nas suas mãos.
[...]
Tudo neste acontecimento o lugar deserto, a terra nua, a escassez de pão
e de peixe, a distribuição das mesmas coisas a todos sem preferências,
ficando cada um com tanto como o seu vizinho , tudo isso nos ensina a
humildade, a frugalidade e a caridade fraterna. Amar-nos uns aos outros
igualmente, colocar tudo em comum entre aqueles que servem o mesmo Deus,
eis o que aqui nos ensina o Salvador.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
domingo, 6 de janeiro de 2013
Profecia do Dia
Segunda-feira, dia 07 de Janeiro de 2013
Segunda-feira do Tempo Natal depois da Epifania.
S. Raimundo de Penhaforte, conf., +1275, Beata Lindalva de Oliveira, rel., m., +1993
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Romano : «Aos que jaziam na sombria região da morte surgiu uma luz»
Leituras
1 João 3,22-24.4,1-6.
Caríssimos: Nós recebemos de Deus tudo o que Lhe pedirmos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que Lhe é agradável.
E este é o seu mandamento: que acreditemos no Nome de seu Filho, Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, conforme o mandamento que Ele nos deu.
Aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele; e é por isto que reconhecemos que Ele permanece em nós: graças ao Espírito que nos deu.
Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, pois muitos falsos profetas apareceram no mundo.
Reconheceis que o espírito é de Deus por isto: todo o espírito que confessa Jesus Cristo que veio em carne mortal é de Deus;
e todo o espírito que não faz esta confissão de fé acerca de Jesus não é de Deus. Esse é o espírito do Anticristo, do qual ouvistes dizer que tem de vir; pois bem, ele já está no mundo.
Meus filhinhos, vós sois de Deus e venceste-los, porque é mais poderoso o espírito que está em vós do que aquele que está no mundo.
Eles são do mundo; por isso falam a linguagem do mundo, e o mundo ouve-os.
Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus ouve-nos; quem não é de Deus não nos ouve. É por isto que nós reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.
Salmos 2,7-8.10-11.
Eu te darei os povos em herança.
Vou proclamar o decreto do Senhor.
Ele disse-me: «Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.
Pede-me e te darei nações por herança
e os confins da terra para teu domínio.»
E agora, prestai atenção, ó reis!
Deixai-vos instruir, juízes da terra!
Servi o Senhor com temor,
prestai-lhe homenagem com tremor.
Mateus 4,12-17.23-25.
Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João fora preso, retirou-se para a Galileia.
Depois, abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm, cidade situada à beira-mar, na região de Zabulão e Neftali,
para que se cumprisse o que o profeta Isaías anunciara:
Terra de Zabulão e Neftali, caminho do mar, região de além do Jordão, Galileia dos gentios.
O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz; e aos que jaziam na sombria região da morte surgiu uma luz.
A partir desse momento, Jesus começou a pregar, dizendo: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.»
Depois, começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando entre o povo todas as doenças e enfermidades.
A sua fama estendeu-se por toda a Síria e trouxeram-lhe todos os que sofriam de qualquer mal, os que padeciam doenças e tormentos, os possessos, os epilépticos e os paralíticos; e Ele curou-os.
E seguiram-no grandes multidões, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e de além do Jordão.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos
Hinos para a Epifania, I, 1-2; II, 3
«Aos que jaziam na sombria região da morte surgiu uma luz»
Hoje, Senhor, Tu manifestaste-Te ao Universo e a Tua luz apareceu-nos. Por
isso, face a essa revelação, nós Te cantamos: Tu vieste, Tu
manifestaste-Te, ó luz inacessível! (1Tm 6,16). [...]
Na Galileia dos gentios, no país de Zabulão, na terra de Neftali, como diz
o profeta, resplandeceu Cristo, a grande luz (cf Is 8,23-9,1); para os que
estavam nas trevas, uma grande claridade brilhou em Belém. O Senhor nascido
de Maria, o Sol de justiça, faz irradiar os Seus raios para todo o universo
(cf Ml 3,20). Nós, os filhos de Adão que estamos nus, venhamos,
revistamo-nos d'Ele para nos aquecermos. Pois foi para vestir os que estão
nus, e iluminar os que estão nas trevas, que Tu Te manifestaste, ó luz
inacessível.
Deus não desprezou aquele que por malícia foi despojado das suas vestes no
Paraíso e perdeu a veste tecida pelas mãos de Deus; volta-Se de novo para
ele e a Sua santa voz chama quem Lhe desobedeceu: Adão, «onde estás? (Gn
3,9) Não te escondas de Mim. Por muito nu e pobre que estejas, quero
ver-te. Não tenhas medo, fiz-Me semelhante a ti. Tu querias tornar-te deus
(cf. Gn 3,5) e não conseguiste. Agora fui Eu que Me fiz carne porque quis.
Apresenta-te pois, reconhece-Me e diz: Tu vieste, Tu manifestaste-Te, ó luz
inacessível. [...]
Canta, canta Adão: adora Aquele que a ti vem. Enquanto te afastavas Ele
manifestava-Se-te para que O visses, O tocasses, O acolhesses. Aquele a
Quem temias quando foste enganado pelo demónio fez-Se semelhante a ti, por
ti. Desceu à terra para te levar aos céus; tornou-Se mortal para que tu te
tornasses Deus e recuperasses a tua beleza inicial. Querendo abrir-te as
portas do Paraíso viveu em Nazaré. Por tudo isso canta, ó homem, canta e
louva Aquele que Se manifestou e iluminou todo o universo.
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sábado, 5 de janeiro de 2013
Todos os povos louvarão o Senhor
Estamos celebrando a festa da Epifania. Seguindo a tradição, celebramos a visita dos Magos ao Menino, contada por S. Mateus (2,2.11). Vieram do Oriente para adorar o Recém-nascido – é tudo o que sabemos. Mas neles, sempre a Igreja quis celebrar a universalidade da Salvação, a certeza de, tanto no ponto de partida como no de chegada, a Salvação é para todos!
E como será? Pela adesão a Cristo e ao seu plano de Amor. E como se chegará a isso? Pela receção da Boa Nova, do Evangelho que nós, os discípulos, somos enviados a levar a todos os povos (Mc 16,15). Vasos de barro que somos (2Co 4,8), transportamos tesouros que nos ultrapassam e que queremos, cada um a seu modo, compartilhar com os que os não conhecem.
Evangelho Quotidiano é um desses vasos. Todas as manhãs vamos ao encontro de milhares de leitores, espalhados por todo o mundo. O número é alto mas, como dizia João Paulo II, “não é suficiente”. Há muitos, muitos que continuam à espera.
Nesta festa da Epifania, façamos um esforço de imaginação e ofereçamos uns minutos do nosso tempo para que mais homens e mulheres tenham acesso à Palavra de Deus. Ofereçamos-lhe uma inscrição…
Saúda-vos cordialmente
A equipa de Evangelho Quotidiano em língua portuguesa.